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terça-feira, maio 23, 2017

Ângela Maria, a Revelação de 1952

O velho canhão da Praia Vermelha serve de brinquedo para a garota que adora cantar.

A garota revelação de 1952 espera figurar em 1953 entre os maiores valores do nosso rádio ... e bem o merece. Começou cantando no coro da Igreja Batista e sonhava ser cantora de ópera. Tinha um nome bíblico: Abelim. Chamava-se Abelim Maria da Cunha, natural do Estado do Rio. (Reportagem de Waldemar Henrique e Kasmér)

Assim deve começar a biografia de Ângela Maria, a garota revelação do rádio em 1952.

"Sou novata" - diz-nos Ângela Maria sorrindo. "Minhas preferências são: a música, as viagens e os passeios, isto, naturalmente, sem mencionar minha filhinha de criação, a Rosângela, você conhece? Não é um amor? Não parece comigo? ... Pois bem, excluindo a família, Rosângela, e meu trabalho artístico, que muito me preocupa, adoro viver, cantar e ir à praia.

A cantora dolente dos sambas-canção adora o mar e sonha cantar as cantigas praianas de Caymmi.

Não gosto de ser vaidosa nem de ser convencida. Vejo as coisas como elas são. Estreei no rádio há um ano e pouco, contra a vontade da minha família. A princípio foi pouco satisfatório, mas eu senti que pisava em terreno firme. Aos poucos fui vencendo. Estou certa de que em março de 53, quando completar dois anos de "carreira artística", já serei "alguém" no rádio. Imagine que já tenho propostas para ir à Europa.

1 - Rosângela, a filhinha de criação, é uma das grandes paixões que tem a revelação do rádio; 2 -
Entre os coqueiros da praia, posa para o fotógrafo de "Cinelândia" ao lado da carrocinha de frutas.
Presentemente canto na Nacional e na Mayrink. O rádio dá cartaz e abre todas as portas da chance. Vou cantar e representar no filme da Flama, "Departamento Suicida". E também atuo em boates: trabalho no "Casablanca" e no "Monte Carlo", simultaneamente. A boate nos põe em contato com a alta sociedade, e as nossas apresentações tornam-se no palco mais interessantes do que no rádio. Tome nota: em 53 terei já o meu carro, um Jaguar lindo com que sonho sempre. Vou-me apresentar no Carnaval com seis músicas, dentre as quais considero as mais fortes "Mestre da Vila" e "Prece do Senhor". Sou solteira, que, a meu ver, está em bom caminho, mas muito no princípio ainda. Ainda não sou uma estrela como espero vir a ser".

Aí têm os leitores a pequenina história de Ângela Maria, a garota que pertencia à religião batista, como toda a sua família, e que para seguir cantando no rádio teve de abandonar essa religião.

Ao lado dos arcos de Santa Teresa, ela afirma que será "alguém" na nossa música no próximo ano.

O maestro Roberto Inglês disse que Ângela Maria era a mais completa artista para o samba: "Tem voz, emoção, personalidade e ritmo. Quando ela tiver a experiência de Linda e Dircinha Batista, serpa insuperável" - afirmava-nos o maestro após os ensaios com Ângela Maria.

Ângela Maria recebe atualmente numerosa correspondência de todo território nacional e frequentemente vêm pedidos de casamento na correspondência. De modo geral, todas as cartas são respondidas com o maior critério. "Respeito o conceito dos meus fâs", diz ela.


Fonte: Revista Cinelândia, edição 9, janeiro de 1953.

quinta-feira, maio 26, 2011

Moça bonita

Moça Bonita (samba, 1976) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Intérprete: Ângela Maria

LP Ângela Maria / Título da música: Moça Bonita / Jair Amorim (Compositor) / Evaldo Gouveia (Compositor) / Ângela Maria (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1976 / Nº Álbum: COLP 12126 / Lado B / Faixa 6 / Gênero musical: Samba.



Uma rosa cor de sangue
Senti-la em sua mão
Um sorriso que nas sombras
Não diz nem sim, nem não
Põe na boca uma cigarrilha
E mais se acende o olhar
Que conhece o bem e o mal
De quem quiser amar

De vermelho e negro
O vestido a noite
O mistério traz
De colar de cor de brinco dourado
A promessa faz
Se é preciso ir
Você pode ir
Peça o que quiser
Mais cuidado amigo
Ela é bonita
Ela é mulher

E no canto da rua
Zombando, zombando, zombando está
Ela é moça bonita
Girando, girando, girando lá

Oi girando lároie
Oi girando lároie
Oi girando lároie
Oi girando lároie

domingo, abril 24, 2011

Intenção

Ângela Maria
Intenção (bolero-mambo, 1957) - Getúlio Macedo e Floriano Faissal - Interpretação: Ângela Maria

Disco 78 rpm / Título da música: Intenção / Macedo, Getúlio (Compositor) / Faissal, Floriano (Compositor) / Ângela Maria (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, Indefinida / Nº Álbum 20036 / Lado B / Matriz M-1932 / Gênero musical: Bolero-mambo.



Com outra que ele encontrou...

Com outra que ele encontrou
Pretende agora esquecer
O que entre nós se passou,
Meu amor, meu viver
Não sabe o mal que deixou,
Gravado em meu coração
Quando ele foi não levou
Esta maldita paixão

Só eu sei, quanta dor
Encontrei, neste amor
Se é inútil esperar
Se ele despreza meu amor
Porque Deus não vem tirar
Do meu peito esta dor

(bis)

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Manoel da Conceição

Manoel da Conceição
Manoel da Conceição (Manoel da Conceição Chantre), instrumentista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 19/12/1930, e faleceu na mesma cidade em 30/6/1996. Começou a se interessar por música aos oito anos, aprendendo a tocar violão e guitarra sem ter estudado regularmente.

Em 1953 e 1954 atuou com Ruy Rey e sua orquestra. Com sua primeira gravação, em 1955, na Copacabana, iniciou um período de quatro anos como acompanhante de Ângela Maria.

Em 1956 gravou como solista, também na Copacabana, o LP Eu toco e você dança, e compôs sua primeira música, Dizem por aí (com Alberto Paz), gravada em 1957 por Lúcio Alves na Odeon.

Nesse mesmo ano atuou com Radamés Gnattali e excursionou por São Domingos (ex-Ciudad Trujillo), República Dominicana, e Buenos Aires, Argentina (para onde voltaria várias vezes, em 1958, 1959 e 1962).

Em 1958 fundou o grupo Manoel da Conceição e seu Conjunto, e no ano seguinte começou a acompanhar Elizeth Cardoso, com quem atuou até 1962. Ainda em 1959 viajou a Lisboa, Portugal, gravou na Philips o LP Manoel da Conceição e seu violão e entrou para a orquestra da Rádio Nacional, aí recebeu o apelido de Mão de Vaca, permanecendo até 1974.

De 1960 a 1961 atuou no conjunto de Chiquinho do Acordeom, e de 1962 a 1969 acompanhou Chico Anísio. Em 1966, 1967 e 1968 tocou no Peru, na Colômbia e na então República Federal da Alemanha, respectivamente.

De 1970 a 1975 gravou quatro LPs com Martinho da Vila e em 1975 participou de discos de Leci Brandão, Nadinho da Ilha, Antônio Carlos e Jocafi e Maria Creuza.

Como solista, atuou na trilha sonora do filme O tesouro de Zapata, de Adolfo Chadler (1969) e de vários programas de rádio e TV.

De 1975 a 1992 trabalhou como músico na Rádio MEC, e teve seu próprio programa: Manoel da Conceição Sem Couvert, em que tocava violão e contava histórias de sua vida.

Em 1983, apresentou- se com Martinho da Vila no Teatro Carlos Gomes, do Rio de Janeiro, no Projeto Seis e meia.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFOLHA - 2a. Edição - 1998.

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Preciso de uma companhia

Ângela Maria
Preciso de uma companhia (samba-canção, 1962) - Adelino Moreira

Título da música: Preciso de uma companhia / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Ângela Maria / Compositor: Moreira, Adelino / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 802526 / Lado B / Disco 78 rpm



Nunca mais em minha vida
Hei de pensar em ti
Nunca mais tu me dirás, querida
Se o disseres, fingirei que não ouvi
Como a planta que precisa
de água fresca todo dia,
Eu preciso de uma companhia

Que jeito de querer é o teu querer
Que abusa do direito de fazer sofrer
Dividindo o amor que devia ser de dor
Sumindo, pra voltar um mês depois
Como a planta que precisa
de água fresca, todo dia,
Eu preciso de uma companhia
(bis)

Eu te amo

Ângela Maria
Eu te amo (samba-canção,1962) - Adelino Moreira e Nelson Gonçalves

Título da música: Eu te amo / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Ângela Maria / Compositor: Moreira, Adelino - Gonçalves, Nelson / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 802526 / Lado A / Disco 78 rpm



Eu te amo / Eu te amo
Eu te amo / Desesperadamente
Vejo nos olhos teus / A luz dos meus
Ò meu querido!

Eu te amo / Eu te amo
Eu te amo / Assim perdidamente
E sempre te direi / Que muito te amarei
Por toda a vida!

Se distante estás / O teu nome chamo
Com ternura e amor / Porque muito te amo
(Eu te amo! / Ah, como eu te amo!)

Se distante estás / O teu nome chamo
Com ternura e amor / Porque muito te amo
(Eu te amo! / Eu te amo!)
Eu te amo / Desesperadamente
E sempre te direi / Que muito te amarei
Por toda a vida!

Odeio-te meu amor

Ângela Maria
Odeio-te meu amor (samba-canção, 1962) - Adelino Moreira

Título da música: Odeio-te meu amor / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Ângela Maria / Compositor: Moreira, Adelino / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 802419 / Data de Gravação 00/1961 / Data de Lançamento 1961-1962 / Lado B / Disco 78 rpm



Penso que te odeio / Mas te quero tanto
Que até nem creio / Chegar a te odiar
Faço tanta força / Para te esquecer
E choro, sem querer / Por ti chorar

Todos me aconselham que te dê desprezo
Quando mais aceso está meu coração
Mas o menor toque de carícia
Que me faças por malícia
Me encendeia de paixão

Para te odiar / Tudo faço e não consigo
Parece castigo / Minha mágoa, minha dor
Tento repelir / Os teus anseios de carinho
E só consigo dizer baixinho:
Odeio-te, meu amor!

Tento repelir / Os teus anseios de carinho
Só consigo dizer baixinho:
Odeio-te, meu amor!

sábado, novembro 27, 2010

Acordes que choram

Ângela Maria
Acordes que choram (samba, 1954) - Othon Russo e Nazareno de Brito

Título da música: Acordes que choram / Gênero musical: Samba / Intérprete: Ângela Maria / Compositores: Brito, Nazareno de - Russo, Othon / Gravadora Copacabana / Número do Álbum 5327 / Data de Gravação 1953-1954 / Data de Lançamento 00/1954 / Lado B / Disco 78 rpm


La lá i, lá lá i,
La lá i, lá lá i,
La lá, lá lá ri, i, i

É a toada ressoando na janela
É o lamento apaixonado
De quem reclama um certo alguém
Que já não vem alegrar seu viver,
Sua vida vazia

É a toada ressoando na janela
É o lamento apaixonado
De quem reclama um certo alguém
Que já não vem alegrar seu viver,
sua vida vazia

E ele vaga solitário nas calçadas
De tristeza também chora
Seu violão adormece cansado
Não veio ninguém

É ilusão

Ângela Maria
É ilusão (bolero, 1953) - Othon Russo, Georges Bizet e Renato César

Título da música: É ilusão / Gênero musical: Bolero / Intérprete: Ângela Maria / Compositores: César, Renato - Bizet, Georges - Russo, Othon / Gravadora Copacabana /Número do Álbum 5123 / Data de Gravação 00/1953 / Data de Lançamento 00/1953 / Lado A / Disco 78 rpm:


Não, não posso mais,
viver asim, sem seu amor,
porque você não vem amenizar,
a minha dor...

O amor é tão divino,
porém você, não me soube amar,
é ilusão. você me diz,
o amor, só é sublime,
para quem sabe amar...

O amor, só é sublime,
para quem sabe amar...

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Palmas no portão


Palmas no Portão (samba, 1967) - Walter Dionísio e D'Acri Luís - Interpretação: Ângela Maria

LP O Samba Vem Lá De Cima / Título da música: Palmas No Portão / Walter Dionísio (Compositor) / D'Acri Luís (Compositor) / Ângela Maria (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1967 / Nº Álbum: CLP 11490 / Lado B / Faixa 2 / Gênero musical: Samba / MPB.



Ôôôôô
Há mais de uma semana
Que eu não vejo meu amor
Há mais de uma semana
Que eu não vejo meu amor

De madrugada, bateram palmas no portão
Não era o dono do meu pobre coração
Por isso é que eu chorei
Sentindo a mesma dor
Há mais de uma semana
Que eu não vejo o meu amor

Ôôôôô
Há mais de uma semana
Que eu não vejo meu amor
Há mais de uma semana
Que eu não vejo meu amor

segunda-feira, novembro 10, 2008

Garota solitária


Garota solitária (cha-cha-chá, 1962) - Adelino Moreira - Interpretação: Ângela Maria

LP Incomparável Ângela Maria / Título da música: Garota solitária / Adelino Moreira (Compositor) / Ângela Maria (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1962 / Álbum: BBL 1171 / Lado A /Faixa 1 / Gênero musical: Cha-cha-chá.



Esta noite eu chorei tanto
Sozinha sem um bem
Por amor todo mundo chora
Um amor todo mundo tem
Eu, porém, vivo sozinha
Muito triste sem ninguém

Será que eu sou feia?
Não é, não senhor
Então eu sou linda?
Você é um amor.

Respondam, então, por que razão
Eu vivo só, sem ter um bem.
Você tem o destino da lua
Que a todos encanta
E não é de ninguém.

Ai, eu tenho o destino da lua,
A todos encanto,
E não sou de ninguém....

Esta noite ou nunca

Carlos Augusto
Esta noite ou nunca (samba-canção, 1962) - Adelino Moreira - Interpretação: Carlos Augusto

Disco 78 rpm / Título da música: Esta noite ou nunca / Adelino Moreira (Compositor) / Carlos Augusto (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1962 / Álbum: 14.798 / Lado A / Gênero musical: Samba-canção.



Esta noite ou nunca, meu amor,
Amanhã será tarde demais,
Colhe nos meus lábios uma flor,
Beija-me com beijos sensuais.

Fica nos meus braços esta noite,
E os mais lindos sonhos sonharás,
Esta noite ou nunca, meu amor,
Amanhã será tarde demais.

Meu interior está em brasa,
Queima com loucura, com afã,
Mata o desejo que me abrasa,
Ou brasas serão cinzas amanhã.

Sou uma fogueira crepitando,
Vesúvio de lavas colossais,
Esta noite ou nunca, meu amor,
Amanhã será tarde demais....

sexta-feira, novembro 07, 2008

A lua é dos namorados

Ângela Maria
A lua é dos namorados (marcha/carnaval, 1961) - Klecius Caldas, Brasinha e Armando Cavalcanti - Intérprete: Ângela Maria

Disco 78 rpm / Título da música: A lua é dos namorados / Cavalcanti, Armando, 1914-1964 (Compositor) / Brasinha (Compositor) / Caldas, Klecius, 1919-2002 (Compositor) / Ângela Maria (Intérprete) / Orquestra Carnavalesca (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1960 / Nº Álbum 17848 / Gênero musical: Marcha.


Tom: F

Dm    Gm            Dm
Todos eles estão errados
      A         Dm
A lua é dos namorados 

D
Lua ó lua
             B7        Em B7
Querem te passar pra trás
Em
Lua ó lua
A7                  D
Querem te roubar a paz
Am          D      G
Lua que no céu flutua
Gm              D
Lua que nos dá luar
D7    C7 B7
Lua ó lua
     E        A        D
Não deixa ninguém te pisar

domingo, outubro 19, 2008

Rio é amor

Ângela Maria
Rio é amor (samba, 1954) - Bruno Marnet - Intérprete: Ângela Maria

Disco 78 rpm / Título da música: Rio é amor / Marnet, Bruno (Compositor) / Ângela Maria (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1953-1954 / Nº Álbum 5327 / Gênero musical: Samba.



Falam de Paris de La France de l’amour
Dizendo que lá tudo é bom
Mas é aqui que a gente sente
Neste Rio quente, quente
O verdadeiro hino do amor.

Faz tanta coisa inspirar
A natureza e o mar
Suas morenas faceiras
Parecem sereias que fazem sonhar.
(bis)

Rio Copacabana seus brotinhos à beira-mar
Não há neste mundo outro lugar
O carioca com teu rosto tão bonito e sedutor.

És a princesinha do mar
Tu és mais linda que o mar
Fazes na vida inspirar
Porque tu és brasileira
Mais linda e brejeira do nosso Brasil....

domingo, abril 09, 2006

Chocolate

Chocolate (Dorival Silva), compositor e ator, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 20/12/1923 e faleceu em 27/6/1989. Alcançou grande popularidade nas décadas de 1950-1960, atuando como comediante no rádio e na televisão, em São Paulo SP e no Rio de Janeiro.


Como compositor, teve sua melhor fase nos anos de 1950, a quando criou as melodias de Canção de amor (com Elano de Paula), sucesso de Elizeth Cardoso que a tornou conhecida em todo o país, Vida de bailarina (com Américo Seixas), sucesso de Ângela Maria em 1954 e de Elis Regina em 1972, É tão gostoso, seu moço (com Mário Lago, seu parceiro mais assíduo), gravada por Nora Ney e Hino ao músico (com Nancy Wanderley), também conhecida como Hino à música, que seria por vários anos prefixo musical do Chico Anísio Show.

Obra

Bobagem gostosa (c/Mário Lago), baião, 1953; Canção de amor (c/Elano de Paula), samba-canção, 1950; É tão gostoso, seu moço (c/Mário Lago), samba, 1953; Faz de conta (c/Mário Lago), samba, s.d.; Hino ao músico (c/Nancy Wanderley), marcha, 1957; Mundo cego (c/Ricardo Galeno), samba-canção, s.d.; Triste melodia (c/Di Veras), samba-canção, 1954; Vamos falar de saudade (c/Mário Lago), toada, 1955; Vida de bailarina (c/Américo Seixas), samba-canção, 1954.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

sábado, abril 08, 2006

Ângela Maria


Ângela Maria (Abelim Maria da Cunha), cantora, nasceu em Macaé RJ, em 13/5/1928. Filha de pastor protestante, passou a infância nas cidades fluminenses de Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti, e desde menina cantava em coro de igrejas. Foi operária tecelã, mas sonhava com o rádio, embora a família - por princípios religiosos - fosse contra a carreira artística.


Por volta de 1947, começou a freqüentar programas de calouros. Apresentou-se no Pescando Estrelas, de Arnaldo Amaral, na Rádio Clube do Brasil, na Hora do Pato, de Jorge Cúri, na Rádio Nacional, e no programa de calouros de Ary Barroso, na Rádio Tupi. Usando o nome de Ângela Maria, para não ser descoberta pela família, participou também do Trem da Alegria, dirigido pelo "Trio de Osso" (os magérrimos Lamartine Babo, Iara Sales e Héber de Boscoli), na Rádio Nacional.

Logo sua voz foi se tornando conhecida dos ouvintes, o que dificultou sua participação nesses programas, pois ela estava deixando de ser caloura. Nessa época, era inspetora de lâmpadas numa fábrica da General Eletric e, decidindo tentar realmente a carreira de cantora, abandonou a família e foi morar com uma irmã no subúrbio de Bonsucesso.

Em 1948 conseguiu lançar-se como crooner no Dancing Avenida. Em sua noite de estréia, cantou Olhos verdes (Herivelto Martins e Benedito Lacerda). No dancing, foi ouvida pelos compositores Erasmo Silva e Jaime Moreira Filho, que a apresentaram a Gilberto Martins, diretor da Rádio Mayrink Veiga. Feito o teste, começou carreira na emissora, interpretando músicas de Othon Russo e Ciro Monteiro, compositores que a ajudaram a criar um repertório pessoal, abandonando a influência de Dalva de Oliveira.

Firmando-se a partir de 1950 como intérprete, em 1951 estreou em disco com Sou feliz (Augusto Mesquita e Ari Monteiro) e Quando alguém vai embora (Ciro Monteiro e Dias Cruz), na Victor. No ano seguinte, sua gravação do samba Não tenho você (Paulo Marques e Ari Monteiro) bateu recordes de venda, marcando o primeiro grande sucesso de sua carreira.

Durante a década de 1950, atuou intensamente no rádio, apresentando-se na Rádio Nacional, nos programas de César de Alencar e Manuel Barcelos, e na Rádio Mayrink Veiga, como a estrela de A Princesa Canta, nome derivado de seu título de Princesa do Rádio, um dos muitos que recebeu em sua carreira.

Em 1954, em concurso popular, tornou-se a Rainha do Rádio, e no mesmo ano estreou no cinema, participando do filme Rua sem sol, de Alex Viany. Apelidada Sapoti pelo presidente Getúlio Vargas, tornou-se a cantora mais popular do Brasil durante a década de 1950, alcançando os maiores êxitos com os sambas-canções Fósforo queimado (Paulo Marques, Milton Legey e Roberto Lamego), Vida de bailarina (Américo Seixas e Chocolate), Orgulho (Valdir Rocha e Nelson Wederkind), Ave Maria do morro (Herivelto Martins) e Lábios de mel (João Vilaça Júnior e Nage), além da canção afrocubana Babalu (Margarita Lecuona).

Voltando a gravar na RCA Victor em fins da década de 1950, em 1963 viajou para Portugal e África, cantando para soldados portugueses que então lutavam nas colônias. Um de seus grandes êxitos na segunda metade da década de 1960 foi a canção Gente humilde (Chico Buarque, Garoto e Vinícius de Moraes).

Em 1975, com 25 anos de uma carreira de muitos sucessos, preferia apresentar-se em clubes do interior ou em churrascarias das grandes cidades, ambientes onde, ao contrário da televisão e das boates sofisticadas, sentia mais de perto a reação do povo. Em 1979, com João da Baiana, participou do documentário Maxixe, a dança perdida, de Alex Viany.

Em 1982 foi lançado o LP Odeon Com Ângela Maria e Caubi Peixoto, primeiro encontro em disco dos dois intérpretes. Em 1992 apresentou-se com Caubi no show Canta Brasil, com grande sucesso de público, sendo lançado em disco Ângela e Caubi ao vivo (RCA/BMG, 1992).

Considerada, ao lado de Elis Regina, uma das mais puras vozes da música popular brasileira, continua a apresentar-se em espetáculos e em televisão.

Algumas músicas:


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.