Reinold Correia de Oliveira, o Nuno Roland (1/03/1913 – 20/12/1975) foi um dos grandes cantores da época de ouro do rádio brasileiro. Natural de Joinville, SC, começou a cantar profissionalmente em 1931 num cassino de Passo Fundo, RS e depois em Porto Alegre. Durante sua passagem pelo Rio Grande do Sul conheceu Lupicínio Rodrigues, de quem se tornou amigo.
Em 1934, seguiu para São Paulo onde fez grande sucesso se apresentado inicialmente na Rádio Record e depois na Rádio Educadora Paulista. Foi em São Paulo que adotou o nome artístico de Nuno Roland.
Em 24 de agosto de 1934, gravou na Odeon seu primeiro disco com as canções Pensemos num lindo futuro e Cantigas de quem te vê, de Ulisses Lelot Filho. Atuando principalmente como crooner de orquestras, passou a cantar vários gêneros musicais, inclusive estrangeiros.
Em 1936 mudou-se para o Rio de Janeiro onde assinou contrato com a Rádio Nacional, estreando na inauguração dessa emissora em 12 de setembro daquele ano.
Apesar de sua presença constante no rádio e no disco, só alcançou o sucesso em 1947, com a marcha carnavalesca Pirata da perna de pau, de João de Barro, gravada na Continental. Nessa gravadora, viveu a melhor fase de sua carreira, em que lançou os sucessos Fim de semana em Paquetá, Tem gato na tuba (ambas de João de Barro e Alberto Ribeiro), Tem marujo no samba (João de Barro), em dueto com Emilinha Borba, Lancha nova (João de Barro e Antônio Almeida) e os hinos dos clubes cariocas Botafogo e Olaria, da série composta por Lamartine Babo.
A partir dos anos de 1960, declinou sua atividade profissional, gravando esporadicamente.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
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sábado, março 03, 2018
terça-feira, fevereiro 06, 2018
Amor por correspondência - Nuno Roland
| Nuno Roland |
Disco 78 rpm / Título: Amor Por Correspondência / Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Compositor) / Faraj, Jorge (Compositor) / Roland, Nuno, 1913-1975 (Intérprete) / Orquestra Copacabana (Acompanhante) / Bountman, S (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 30/07/1937 / Nº Álbum 11514 / Lado A / Lançamento: Outubro/1937 / Gênero: Samba.
Ó mulher que eu não conheço
Porque pões meu endereço
Nas tuas cartas de amor
Se não és a criatura
Que eu adoro, com loucura
Deixa-me em paz, por favor
E se quem sabe tu fores
A deusa dos meus amores
A mulher do meu querer
Dispensa o carteiro amável
E vem, ó anjo adorável
Na minha porta bater
Suspende a correspondência
E vem na minha residência
Ocupar o teu lugar
Em vez de cartas, carinho
E flores, em vez de espinho
Eu tenho para te dar.
sábado, fevereiro 08, 2014
Nuno Roland, um novo cantor
| CARIOCA de Outubro/1936: "Um novo cantor de linda voz e optima interpretação" |
Nuno Roland apareceu no Rio para provar que ainda existe muita linda voz escondida esperando apenas uma chance para surgir vitoriosamente. Ele ainda não é inteiramente conhecido. Mas a Rádio Nacional tem-se encarregado de espalhar por toda a parte o timbre rico e bonito da sua voz, causando surpresas e comentários.
Nuno Roland iniciou a sua carreira radiofônica na PRC-2, Rádio Sociedade Gaúcha, passando depois a atuar na Rádio Educadora Paulista, estação que manteve a exclusividade da sua voz durante dois anos e meio. Nuno Roland, em São Paulo, adquiriu um grande número de admiradores, que o incentivaram na carreira escolhida. Aliás, ele é dono de um grande entusiasmo.
Falando a CARIOCA demonstrou possuir elevado grau de confiança no seu futuro.
Diferença de ambiente
— O rádio em São Paulo oferece uma grande diferença do ambiente artístico carioca. Há menos publicidade, menor incentivo, embora o público seja gentil e interessado pela carreira dos artistas. Nasci em Joinville, porém permaneci pouco tempo em Santa Catarina, empenhado em viajar pelos outros Estados. Aliás, conto um dos meus grandes desejos em poder, um dia, viajar bastante, conhecendo outros países. Almejo visitar a Argentina.
Nuno Roland nunca praticou excursões artísticas, fato que não o tem impedido de se popularizar. Ele começou a cantar com a idade de dezoito anos, exibindo-se em festivais, sendo constantemente aplaudido com entusiasmo, até ingressar no “broadcasting”, em 1933, conseguindo ainda maior sucesso.
Nuno, atualmente na Rádio Nacional, tem sido uma das revelações da “turma” paulista, ora no Rio. Ele não pretende sobrepujar o prestígio de ninguém, tanto que ainda interpreta inúmeras composições dos seus colegas de arte.
— Almejo, no entanto, organizar um repertório próprio, exclusivamente meu, fato que irei realizar agora com a ajuda de vários compositores. Em São Paulo, há faltas deles. Essa observação se baseia em fatos concretos, uma vez que também não existem artistas interessados em lançar primeiras audições. Ary Barroso, André Filho, Assis Valente e outros serão os “padrinhos dessa minha nova fase.
Nuno Roland também aprecia grandemente o talento de Orestes Barbosa, o poeta dos compositores radiofônicos.
O cinema em foco
— O cinema é a arte que está sempre na moda. Penso nela como um meio de expansão, porque reconheço que o microfone, embora admirável, restringe muito as atitudes dos artistas que sentem a melodia.
Nuno Roland sente intensamente as músicas que interpreta, embora não pertença à classe de artistas que afugentam o microfone com as expressões fisionômicas que praticam.
Nuno Roland é um rapaz simpático que muita gente acha parecido com Dick Powell, um dos seus artistas cinematográficos prediletos.
— Acho inadmissível a semelhança. Aliás faço questão de parecer-me exclusivamente comigo mesmo.
Ele admira todos os seus colegas radiofônicos. Em teatro nunca pensou. Gosta de ler livros de aventuras.
— A vida já é uma grande aventura, complicada em muitos pontos, mas que sempre nos desperta a curiosidade de saber o fim.
Não tem pretensões a filosofar sobre as situações humanas. É alguém que vive com a máxima naturalidade. Gosta de amar.
— O amor é a única felicidade que existe sobre a terra. Acho que a própria tristeza que o amor às vezes nos empresta, age como um estimulante poderosíssimo.
Já tem tido grandes emoções: quando gravou o seu primeiro disco. E quando se estreou na Rádio Nacional, cantando pela primeira vez no Rio, numa grande estação.
Fonte: CARIOCA, de 24/10/1936 (fotos e texto atualizado).
quarta-feira, março 02, 2011
Francisco Malfitano
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| Francisco Malfitano |
Francisco Malfitano, compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 31/07/1908. Sobrinho do clarinetista Alfredinho, que tocava no bloco Kananga do Japão,desde garoto tocava flauta com o grupo de choro do tio.
Começou a compor com 15 anos, fazendo músicas para um grupo de escoteiros que integrava. Chegou a estudar com o maestro sergipano Antão de Oliveira, porém compôs sempre de ouvido.
Em 1936, formado contador, transferiu-se para São Paulo SP, onde se empregou como redator de textos publicitários na Rádio Record. Paralelamente trabalhava na Byington. Convidado a organizar o cast da Columbia, reuniu os cantores Deo, Nuno Roland, Zilá Fonseca, entre outros.
Estabelecendo parceria com Aluísio Silva Araújo, lançou diversas músicas para o Carnaval de 1937. Por Deo foram gravados os sambas Onde vais, Guiomar e Sinto lágrimas (este, um dos maiores sucessos de sua carreira), além da marcha São Paulo grandioso, entre outros; Nuno Roland lançou o samba-choro Coitadinho do paxá.
Para o mesmo Carnaval lançou com Frazão as marchas Em sua homenagem, Eu sou celibatário e Maria Teimosa, todas cantadas por Deo. Sílvio Caldas gravou seu samba-canção Mentes ao meu coração, na Columbia, em 1938. Nesse ano foi premiado com o selo da BMI (Broadcast Music lnc. ) por suas versões para duas canções italianas de grande sucesso na voz de Tito Schipa, Vivere e Torna, piccina (ambas de Bixio e Cherubini); intituladas em português Teu viver e Volta, minha querida, foram gravadas na Columbia pelo cantor lírico Cândido Botelho.
Para o Carnaval de 1939 compôs com Frazão, entre outros, o samba Vais te cansar, gravado por Araci de Almeida, e a marcha Quem é essa morena?, registrada na Columbia por Nílton Paz. Nesse ano chamou para o cast da Columbia o grupo Anjos do Inferno, então estreante.
Para o Carnaval de 1940 o conjunto gravou um disco que fez grande sucesso, incluindo Bahia, oi!... Bahia (Vicente Paiva e Augusto Mesquita) e Duas chaves (com Ari Machado). Ainda para o Carnaval desse ano lançou as marchas A charanga do Oscar (com Aluísio Silva Araújo) e Pigmalião (com Frazão), gravadas por Zilá Fonseca na Columbia. Por essa época começou a trabalhar como representante de Walt Disney no Brasil, deixando o cargo na Rádio Record em 1941.
Para o Carnaval desse ano compôs, com Frazão, as marchas Princesinha, gravada na Odeon por Deo, e A voz do povo, gravada com grande sucesso por Orlando Silva, na Victor.
Casado em 1943, dedicou-se ao comércio, aos poucos abandonando a carreira artística.
Em 1946 compôs Desenho animado, gravada por Caco Velho, na Continental. Essa marcha, baseada em seu trabalho com Walt Disney, tornou-se sucesso infantil.
Obras
Duas chaves (c/Ari Machado), marcha, 1939; Em sua homenagem (c/Frazão), marcha, 1937; Mentes ao meu coração, samba-canção, 1938; Quem é essa morena? (c/Frazão), marcha, 1939; Sinto lágrimas (c/Aluisio Silva Araújo), samba, 1936; A voz do povo (c/Frazão), marcha 1941.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - São Paulo - 1998.
sexta-feira, novembro 26, 2010
Dia dos meninos
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| Nuno Roland |
Dia dos meninos (samba, data indefinida) - Jorge de Castro e Wilson Batista
Título da música: Dia dos meninos / Gênero musical: Samba / Intérprete: Nuno Roland / Compositores: Castro, Jorge de - Batista, Wilson / Acompanhamento Coro / Orquestra / Gravadora Popular / Número do Álbum 11 / Lado A / Disco 78 rpm:
Vinte e sete setembro / É o dia dos pequeninos
Ai, ai, ai / Vou dar doces aos meninos
Vinte e sete setembro / É o dia dos pequeninos
Ai, ai, ai / Vou dar doces aos meninos
Na casa do Jorge Veiga / No Largo da Abolição
Todo ano se festeja / São Cosme e Damião
Tem foguete, tem cocada / Tem violão, tem artista
Vamos todos, meninada / Lá pra festa dos artistas
Vinte e sete setembro / É o dia dos pequeninos
Ai, ai, ai / Vou dar doces aos meninos
Vinte e sete setembro / É o dia dos pequeninos
Ai, ai, ai / Vou dar doces aos meninos
terça-feira, novembro 23, 2010
Japonesa
Título da música: Japonesa / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Nuno Roland / Compositores: Piedade, J - Sá Roris / Gravadora Odeon / Número do Álbum 11807 / Data de Gravação 00/1939 / Data de Lançamento 00/1940 / Lado A / Disco 78 rpm:
Mandei buscar uma formosa japonesa
Lá no Japão, lá no Japão
É delicada
É mesmo um tipo de beleza
Rainha do meu coração!
Mandei buscar uma formosa japonesa
Lá no Japão, lá no Japão
É delicada
É mesmo um tipo de beleza
Rainha do meu coração!
Tem olhos rasgados / Vestido com macho
Os pés pequeninos / Chapéu de penacho
A tal japonesa / É um manequim
Dos lábios / Pintadinhos de carmim
Mandei buscar uma formosa japonesa
Lá no Japão, lá no Japão
É delicada
É mesmo um tipo de beleza
Rainha do meu coração!
Não come nem pede / A flor do micado
Só vive de sonhos / No reino encantado
No seu coração / Eu sou o mandarim
Pois ela só foi feita / Para mim
quinta-feira, abril 24, 2008
Fim de semana em Paquetá
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| Nuno Roland |
Fim de semana em Paquetá (samba-canção, 1947) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Nuno Roland
Disco 78 rpm / Título da música: Fim de semana em Paquetá / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Nuno Roland, 1913-1975 (Intérprete) / Patané e Sua Orquestra de Cordas (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 02/05/1947 / Lançamento: 07/1947 / Nº do Álbum: 15787 / Nº da Matriz: 1655-2 / Gênero musical: Samba canção / Coleção de origem: Nirez
Disco 78 rpm / Título da música: Fim de semana em Paquetá / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Nuno Roland, 1913-1975 (Intérprete) / Patané e Sua Orquestra de Cordas (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 02/05/1947 / Lançamento: 07/1947 / Nº do Álbum: 15787 / Nº da Matriz: 1655-2 / Gênero musical: Samba canção / Coleção de origem: Nirez
Esquece por momentos teus cuidados
E passa o teu domingo em Paquetá
Aonde vão casais de namorados
Buscar a paz, que a natureza dá.
O povo invade a barca e lentamente
A velha barca deixa o velho cais
Fim de semana que transforma a gente
Em bando alegre de colegiais
Em Paquetá se há lua cheia
Faz renda de luz por sobre o mar
A alma da gente se incendeia
E a ternura sobre a areia
E romances ao luar
E, quando rompe a madrugada
Da mais feiticeira das manhãs
Agarradinhos, descuidados
Ainda dormem namorados
Sob um céu de flamboyant....
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
domingo, dezembro 03, 2006
Trio Melodia
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| Na foto: Paulo Tapajós, Albertinho Fortuna e Nuno Roland. |
O conjunto vocal Trio Melodia foi formado na Rádio Nacional do Rio de Janeiro RJ em 1943, a fim de suprir as necessidades do programa Um Milhão de Melodias. Era constituído por Paulo Tapajós, chefe de departamento da emissora e ex-integrante do duo Irmãos Tapajós, e pelos cantores Nuno Roland e Albertinho Fortuna, que continuaram suas carreiras paralelamente.
O trio gravou apenas na Continental e estreou em disco em 1945, com a toada De papo pro á (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano) e o samba Pregões cariocas (João de Barro).
Nuno Roland e Albertinho Fortuna também cantaram solos nas gravações do conjunto, caso de Nuno Roland no grande sucesso Lancha nova, marcha de João de Barro e Antônio Almeida, no Carnaval de 1950.
Entre os sucessos do trio, destacou-se o rojão Catirina (Jararaca), no mesmo ano. Até 1955 gravaram, em 78 rpm, 37 discos com 62 músicas.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
quinta-feira, outubro 26, 2006
Nuno Roland
Reinold Correia de Oliveira, o Nuno Roland (1/03/1913 – 20/12/1975) foi um dos grandes cantores da época de ouro do rádio brasileiro. Natural de Joinville, SC, começou a cantar profissionalmente em 1931 num cassino de Passo Fundo, RS e depois em Porto Alegre. Durante sua passagem pelo Rio Grande do Sul conheceu Lupicínio Rodrigues, de quem se tornou amigo.
Em 1934, seguiu para São Paulo onde fez grande sucesso se apresentado inicialmente na Rádio Record e depois na Rádio Educadora Paulista. Foi em São Paulo que adotou o nome artístico de Nuno Roland.
Em 24 de agosto de 1934, gravou na Odeon seu primeiro disco com as canções Pensemos num lindo futuro e Cantigas de quem te vê, de Ulisses Lelot Filho. Atuando principalmente como crooner de orquestras, passou a cantar vários gêneros musicais, inclusive estrangeiros.
Em 1936 mudou-se para o Rio de Janeiro onde assinou contrato com a Rádio Nacional, estreando na inauguração dessa emissora em 12 de setembro daquele ano.
Apesar de sua presença constante no rádio e no disco, só alcançou o sucesso em 1947, com a marcha carnavalesca Pirata da perna de pau, de João de Barro, gravada na Continental. Nessa gravadora, viveu a melhor fase de sua carreira, em que lançou os sucessos Fim de semana em Paquetá, Tem gato na tuba (ambas de João de Barro e Alberto Ribeiro), Tem marujo no samba (João de Barro), em dueto com Emilinha Borba, Lancha nova (João de Barro e Antônio Almeida) e os hinos dos clubes cariocas Botafogo e Olaria, da série composta por Lamartine Babo.
A partir dos anos de 1960, declinou sua atividade profissional, gravando esporadicamente.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
Em 1934, seguiu para São Paulo onde fez grande sucesso se apresentado inicialmente na Rádio Record e depois na Rádio Educadora Paulista. Foi em São Paulo que adotou o nome artístico de Nuno Roland.
Em 24 de agosto de 1934, gravou na Odeon seu primeiro disco com as canções Pensemos num lindo futuro e Cantigas de quem te vê, de Ulisses Lelot Filho. Atuando principalmente como crooner de orquestras, passou a cantar vários gêneros musicais, inclusive estrangeiros.
Em 1936 mudou-se para o Rio de Janeiro onde assinou contrato com a Rádio Nacional, estreando na inauguração dessa emissora em 12 de setembro daquele ano.
Apesar de sua presença constante no rádio e no disco, só alcançou o sucesso em 1947, com a marcha carnavalesca Pirata da perna de pau, de João de Barro, gravada na Continental. Nessa gravadora, viveu a melhor fase de sua carreira, em que lançou os sucessos Fim de semana em Paquetá, Tem gato na tuba (ambas de João de Barro e Alberto Ribeiro), Tem marujo no samba (João de Barro), em dueto com Emilinha Borba, Lancha nova (João de Barro e Antônio Almeida) e os hinos dos clubes cariocas Botafogo e Olaria, da série composta por Lamartine Babo.
A partir dos anos de 1960, declinou sua atividade profissional, gravando esporadicamente.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
sábado, abril 08, 2006
Albertinho Fortuna
Albertinho Fortuna (Alberto Fortuna Vieira de Azevedo), cantor, nasceu em Porto, Portugal (28/10/1922) e faleceu em Niterói RJ (11/7/1995). Veio para o Brasil em 1934 e apresentou-se pela primeira vez na Rádio Sociedade Fluminense, de Niterói RJ, aonde havia sido levado pelo jornalista Gomes Filho, diretor do Liceu de Humanidades, onde estudava.
Sua estreia como profissional ocorreu em 1936, quando César Ladeira o apresentou na Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro RJ, como "menino-revelação".
Deixando o rádio por algum tempo, depois da mudança de voz, voltou a apresentar-se na Tupi carioca durante dois anos, passando depois para a Rádio Educadora, e, finalmente, em 1940, para a Nacional, do Rio de Janeiro. Ao lado de Nuno Roland e Paulo Tapajós, integrou o Trio Melodia, formado para o lançamento do programa Um Milhão de Melodias.
Em 1945, gravou pela primeira vez, cantando numa das faces de um disco do sanfoneiro Pedro Raimundo, a valsa deste Meu coração te fala. Premiado no Carnaval de 1947 com seu primeiro e mais conhecido sucesso, Marcha dos gafanhotos (Eratóstenes Frazão e Roberto Martins), destacou-se mais tarde com a versão do tango Mano a mano (Carlos Gardel, J. Razzano e E. Flores, versão de Giuseppe Ghiarone), em 1952.
Entre seus LPs mais conhecidos, podem ser citados Prelúdio, Teu nome é amor e Tangos inesquecíveis, todos pela Continental.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.
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