Mostrando postagens com marcador zila fonseca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador zila fonseca. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, maio 16, 2013

Cuidado com a televisão!

As cantoras Edélzia dos Santos, Sarah Nobre, Sílvia Autuori e Zilá Fonseca (Rev. do Rádio, 1948).

"A televisão, julgada utopia por muitos, já é uma grande realidade. Pelo menos, é o que se infere dos dados estatísticos divulgados pela “The Television Broadcasters Association”, segundo os quais, nos Estados Unidos, já estão funcionando regularmente 88 estações e estão em uso mais de 650.000 aparelhos receptores de televisão."

Isto quer dizer que, dentro em breve, teremos o magnífico invento em nossa terra, alargando o campo de ação da nossa radiofonia.

Assim, achamos de bom alvitre as nossas radialistas irem treinando na maneira de portar-se diante do microfone, para que não se repitam, mais tarde, os flagrantes que o nosso fotógrafo fixou e que se encontram estampados nesta página.

Porque a verdade, amigos, é que não será nada agradável para o ouvinte ver o seu aparelho de televisão captar a imagem de Edélzia dos Santos na posição em que se encontra acima, capaz de assustar qualquer criancinha de colo; Sarah Nobre com seus quase noventa quilos de talento, como se fosse espirrar; Sílvia Autuori (1) como se fosse uma sonâmbula ou a Zilah Fonseca, com jeito de quem está pedindo socorro, mas cantando realmente.

Portanto, não achamos demais repetir, aqui, as palavras que dá o título a esta nota: “Cuidado com a televisão!”.

(1) Minha opinião: é impressionante o número de cantores (as) esquecidos (as) do Brasil no séc XX. Só a cantora Zilá Fonseca possui uma pobre biografia na Net.
_____________________________________________________________________
Fonte: Revista do Rádio - Setembro de 1948

quarta-feira, março 02, 2011

Francisco Malfitano

Francisco Malfitano
Francisco Malfitano, compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 31/07/1908. Sobrinho do clarinetista Alfredinho, que tocava no bloco Kananga do Japão,desde garoto tocava flauta com o grupo de choro do tio.

Começou a compor com 15 anos, fazendo músicas para um grupo de escoteiros que integrava. Chegou a estudar com o maestro sergipano Antão de Oliveira, porém compôs sempre de ouvido.

Em 1936, formado contador, transferiu-se para São Paulo SP, onde se empregou como redator de textos publicitários na Rádio Record. Paralelamente trabalhava na Byington. Convidado a organizar o cast da Columbia, reuniu os cantores Deo, Nuno Roland, Zilá Fonseca, entre outros.

Estabelecendo parceria com Aluísio Silva Araújo, lançou diversas músicas para o Carnaval de 1937. Por Deo foram gravados os sambas Onde vais, Guiomar e Sinto lágrimas (este, um dos maiores sucessos de sua carreira), além da marcha São Paulo grandioso, entre outros; Nuno Roland lançou o samba-choro Coitadinho do paxá.

Para o mesmo Carnaval lançou com Frazão as marchas Em sua homenagem, Eu sou celibatário e Maria Teimosa, todas cantadas por Deo. Sílvio Caldas gravou seu samba-canção Mentes ao meu coração, na Columbia, em 1938. Nesse ano foi premiado com o selo da BMI (Broadcast Music lnc. ) por suas versões para duas canções italianas de grande sucesso na voz de Tito Schipa, Vivere e Torna, piccina (ambas de Bixio e Cherubini); intituladas em português Teu viver e Volta, minha querida, foram gravadas na Columbia pelo cantor lírico Cândido Botelho.

Para o Carnaval de 1939 compôs com Frazão, entre outros, o samba Vais te cansar, gravado por Araci de Almeida, e a marcha Quem é essa morena?, registrada na Columbia por Nílton Paz. Nesse ano chamou para o cast da Columbia o grupo Anjos do Inferno, então estreante.

Para o Carnaval de 1940 o conjunto gravou um disco que fez grande sucesso, incluindo Bahia, oi!... Bahia (Vicente Paiva e Augusto Mesquita) e Duas chaves (com Ari Machado). Ainda para o Carnaval desse ano lançou as marchas A charanga do Oscar (com Aluísio Silva Araújo) e Pigmalião (com Frazão), gravadas por Zilá Fonseca na Columbia. Por essa época começou a trabalhar como representante de Walt Disney no Brasil, deixando o cargo na Rádio Record em 1941.

Para o Carnaval desse ano compôs, com Frazão, as marchas Princesinha, gravada na Odeon por Deo, e A voz do povo, gravada com grande sucesso por Orlando Silva, na Victor. 

Casado em 1943, dedicou-se ao comércio, aos poucos abandonando a carreira artística.

Em 1946 compôs Desenho animado, gravada por Caco Velho, na Continental. Essa marcha, baseada em seu trabalho com Walt Disney, tornou-se sucesso infantil.

Obras 

Duas chaves (c/Ari Machado), marcha, 1939; Em sua homenagem (c/Frazão), marcha, 1937; Mentes ao meu coração, samba-canção, 1938; Quem é essa morena? (c/Frazão), marcha, 1939; Sinto lágrimas (c/Aluisio Silva Araújo), samba, 1936; A voz do povo (c/Frazão), marcha 1941.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - São Paulo - 1998.

domingo, novembro 28, 2010

Nunca me verás

Carlos Galhardo
Nunca me verás (bolero, 1960) - Zilá Fonseca e Oldemar Magalhães

Disco 78 rpm / Título: Nunca me verás / Autoria: Magalhães, Oldemar (Compositor) / Fonseca, Zilá (Compositor) / Carlos Galhardo, 1913-1985 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1960 / Nº Álbum 802244 / Lado B / Gênero: Bolero /

Se um dia me deixares
Tu nunca me verás
No teu caminho
De mim não saberás
Nem falta sentirás
Do meu carinho

Seguirei meu destino
Serei um peregrino
Jamais me lembrarei
Do teu amor
Esquecerei, confesso
O teu amor perverso
Que só me trouxe dor

Eu te prometo, juro
Que jamais, no futuro
Procurarei por ti
Tu nunca me verás
Tu nunca me verás jamais

Seguirei meu destino
Serei um peregrino
Jamais me lembrarei
Do teu amor
Esquecerei, confesso
O teu amor perverso
Que só me trouxe dor

Eu te prometo, juro
Que jamais, no futuro
Procurarei por ti
Tu nunca me verás
Tu nunca me verás jamais

sábado, março 01, 2008

Zilá Fonseca


Zilá Fonseca (Iolanda Ribeiro da Silva), cantora (12/04/1929, São Paulo, SP - 30/05/1992, Rio de Janeiro, RJ), nasceu na capital paulista, onde iniciou sua carreira, sendo durante muito tempo, considerada uma especialista na arte de cantar tangos e boleros.

Em 1938, lançou pela Columbia, seu primeiro disco, com acompamento de Antônio Rago e seu conjunto regional, interpretando a marcha Se ele perguntar por mim e o samba Fiz esta canção, ambas do compositor Sereno.

Em 1939, foi contratada pela Rádio Tupi de São Paulo. Trabalhou depois na Rádio Cruzeiro do Sul, transferindo-se em seguida para a Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro, onde filmou, em 1940, Vamos cantar, direção de Leo Marten. Gravou um disco na Columbia, incluindo o samba Coração em festa (José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro) e Carta verde (Valfrido Silva e Armando Lima), no mesmo ano lançou dois de seus grandes sucessos, a marcha A charanga do Oscar, de Malfitano, Silva Araújo e Geraldo Mendonça e o samba Sei lá si tá, de Valfrido Silva e Alcir Pires Vermelho.

Em 1942, gravou na Victor as marchas A vontade do freguês, de Malfitano e Jorge Faraj e Olha a conga, de Malfitano e Silva Araújo. Em 1945, foi contratada pela Odeon e lançou os sambas Já não posso mais, de Milton de Oliveira e Gilberto de Carvalho e o grande sucesso de Muita gente no samba, de autoria de Ari Monteiro. No ano seguinte gravou Nicanor vai ser chutado, samba de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira.

Em 1948, transferiu-se para a Star, onde gravou Quero um samba, de Assis Valente e Júlio Zamorano, Onde vamos morar de Antonio Valentim dos Santos e Aldacir Evangelista, Eta pessoal (Henrique de Almeida, Gadé e Humberto de Carvalho) e o grande sucesso A aurora vem raiando, de Nelson Trigueiro, além da marcha carnavalesca Galo garnizé (Antônio Almeida, Luís Gonzaga e Miguel Lima).

Em 1949, atuou no filme Estou aí, com direção de José Cajado Filho. Nesse mesmo ano, casou-se com Osvaldo Luís, na época locutor da Rádio Mayrink Veiga. Em 1951, foi para a Odeon, gravando com grande sucesso o samba de Ari Monteiro Muita gente no samba e, transferiu-se neste mesmo ano para a Todamérica, estreando com a marcha Meu barracão não cai, de Valdir Gonçalves e Irani de Oliveira e o samba Nome manchado, de Paulo Marques e Ailce Chaves, e para o Carnaval Balança mas não cai (Abel Ferreira), seguido de Não te quero mais (Mário Sena e Armando Rosas), Revés do passado (Plínio Gesta), Minha vida e meus amores (Luís Vieira) e O príncipe Maru (Oldemar Magalhães).

Em 1952 gravou o baião A jangada não vem, de sua parceria com Osvaldo Silva e o samba Agradeço a você, de Altamiro Carrilho e Armando Nunes. No ano seguinte, retornou para a Columbia e gravou o samba canção Jerusalém, de Castro Perret e a canção Noite de luz, de Gruber e Osvaldo Molles.

Em 1954, gravou com Cauby Peixoto o bolero Vaya con Dios, de Russel, James e Pepper, com versão de Joubert de Carvalho e o baião Elvira, de Rômulo Paes e Henrique de Almeida. No ano seguinte gravou o clássico samba A voz do morro, de Zé Keti.

Em 1956, registrou o samba Vingança de pobre, de Hianto de Almeida e Francisco Anysio e no ano seguinte o samba Se acaso você chegasse, de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins. Gravou ainda na Chantecler e nos pequenos selos Sarau e Ritmos.

________________________________________________________________
Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira; A Scena Muda, Revista do Rádio..