Canção do abandono (1932) / Compositores: Joubert de Carvalho e Olegário Mariano / Interpretações: Alda Verona e César Pereira Braga / Acompanhamento: Harry Kosarin e Seus Almirantes / Disco Victor 33584-b / Gravação: 14-Junho-1932 / Nº da matriz 65385-4 / Lançamento: Março 1933 / Gênero musical: Valsa.
Mostrando postagens com marcador alda verona. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alda verona. Mostrar todas as postagens
domingo, setembro 04, 2022
Canção do abandono
Canção do abandono (1932) / Compositores: Joubert de Carvalho e Olegário Mariano / Interpretações: Alda Verona e César Pereira Braga / Acompanhamento: Harry Kosarin e Seus Almirantes / Disco Victor 33584-b / Gravação: 14-Junho-1932 / Nº da matriz 65385-4 / Lançamento: Março 1933 / Gênero musical: Valsa.
domingo, fevereiro 11, 2018
Alda Verona - Biografia
Alda Verona (Celeste Coelho Brandão), cantora e radiatriz, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 10/10/1898, e faleceu na mesma cidade em ?/1989. Nasceu no bairro da Tijuca e foi educada nos melhores colégios. Destacava-se nas festas escolares e mostrava grande desejo de ser artista, tendo estudado canto com Eloísa Mastrangioli e outros professores.
Em 1925 sua família mudou-se para Recife, onde teve a oportunidade de cantar pela primeira vez uma opereta, Berenice, de Nelson Paixão e Valdemar de Oliveira. Na volta ao Rio de Janeiro, começou a se apresentar na Rádio Sociedade, cantando músicas de câmara, sua especialidade.
Em agosto de 1929, foi lançado seu primeiro disco pela Parlophon, com as valsas Melodia do amor (Nelson Ferreira) e Veneno louro (Nelson Ferreira e Osvaldo Santiago), junto de outro disco pela Odeon, com as canções Caboca cherosa (Valdemar de Oliveira e Raimundo Brito) e Maracatu (Valdemar de Oliveira e Ascenso Ferreira), estas da opereta citada. Até o ano seguinte gravou outros discos, adquirindo prestígio com sua belíssima voz de soprano e dicção perfeita.
Voltou a gravar na Victor em 1932, na qual permaneceu até 1934. No primeiro disco registrou a versão de um sucesso internacional, a valsa Canção de amor cubano (Fields, McHugh, Sothart, versão de Ari Kerner), que se tornou sua interpretação mais famosa.
Em 1933 gravou em dueto com César Pereira Braga Canção do abandono (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano) e encerrou a carreira discográfica com as canções Diga-me uma vez (Gentner e Sivan) e Tão fácil a felicidade (Valdemar de Oliveira). Gravou um total de 21 discos com 40 músicas.
Tendo certo dia faltado no Programa Casé uma radioatriz, foi chamada para substituí-la, daí por diante acumulando as funções de cantora e radioatriz. Atuou como intérprete nos filmes Cisne branco, de Luís de Barros, em 1940, e O dia é nosso, de Milton Rodrigues, em 1941.
Em 1942, a Rádio Nacional contratou-a para seu radioteatro, aí permanecendo por exatos 30 anos, tanto representando papéis dramáticos como humorísticos.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
Em 1925 sua família mudou-se para Recife, onde teve a oportunidade de cantar pela primeira vez uma opereta, Berenice, de Nelson Paixão e Valdemar de Oliveira. Na volta ao Rio de Janeiro, começou a se apresentar na Rádio Sociedade, cantando músicas de câmara, sua especialidade.
Em agosto de 1929, foi lançado seu primeiro disco pela Parlophon, com as valsas Melodia do amor (Nelson Ferreira) e Veneno louro (Nelson Ferreira e Osvaldo Santiago), junto de outro disco pela Odeon, com as canções Caboca cherosa (Valdemar de Oliveira e Raimundo Brito) e Maracatu (Valdemar de Oliveira e Ascenso Ferreira), estas da opereta citada. Até o ano seguinte gravou outros discos, adquirindo prestígio com sua belíssima voz de soprano e dicção perfeita.
Voltou a gravar na Victor em 1932, na qual permaneceu até 1934. No primeiro disco registrou a versão de um sucesso internacional, a valsa Canção de amor cubano (Fields, McHugh, Sothart, versão de Ari Kerner), que se tornou sua interpretação mais famosa.
Em 1933 gravou em dueto com César Pereira Braga Canção do abandono (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano) e encerrou a carreira discográfica com as canções Diga-me uma vez (Gentner e Sivan) e Tão fácil a felicidade (Valdemar de Oliveira). Gravou um total de 21 discos com 40 músicas.
Tendo certo dia faltado no Programa Casé uma radioatriz, foi chamada para substituí-la, daí por diante acumulando as funções de cantora e radioatriz. Atuou como intérprete nos filmes Cisne branco, de Luís de Barros, em 1940, e O dia é nosso, de Milton Rodrigues, em 1941.
Em 1942, a Rádio Nacional contratou-a para seu radioteatro, aí permanecendo por exatos 30 anos, tanto representando papéis dramáticos como humorísticos.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
terça-feira, julho 08, 2014
Ouvindo Alda Verona
"O ideal do cantor de rádio é perpetuar a sua voz no disco. A gravação encerra o desejo do público em tê-lo permanentemente a mão, sem depender da programação do rádio, das perturbações atmosféricas que nas longas distâncias dificultam a audição do astro e das mil e uma dificuldades consequentes da transitoriedade da irradiação.
A gravação, enfim é a consagração do artista, a meta da sua carreira e, quando ele não tem personalidade bastante para garantir o prestígio, o seu fim. O disco, ou populariza definitivamente ou mata o artista.
A cotação enorme de Francisco Alves, Carmen Miranda, Sílvio Caldas ou Almirante, foi produzida mais pelo disco do que pelo microfone. Entre os artistas brasileiros mais beneficiados pela gravação acha-se Alda Verona, elemento veterano do nosso rádio ao qual pertence desde os seus primórdios.
Interpretando um gênero altamente simpático, que é o da canção que não sendo totalmente popular também não é absolutamente pertencente à espécie fina, Alda Verona consegue, mercê da sua bela voz e de sua excelente dicção, tornar interessante qualquer melodia que interprete, por mais ingênua que seja a sua composição. A artista que aqui focalizamos hoje tem a inteligência de escolher para as suas gravações, não somente as páginas de música bonita mas também aquelas cujas palavras sejam de molde a produzirem no ouvinte um máximo de sugestão.
Suas gravações são notáveis de romantismo.
Voltando agora de Pernambuco, onde esteve pela segunda vez especialmente contratada para cantar na PRA-8, Alda Verona esteve em nossa redação.
— É sempre agradável rever o meu querido Rio de Janeiro, embora o Norte seja lindo e todo ele pitorescamente cheio de cor local. Mas o Rio é uma cidade única, insuperável. As paisagens cariocas têm o dom maravilhoso de não se tornarem vistas demais, mesmo por aqueles que a contemplam durante toda vida. Sempre morei à beira-mar, percorrendo diariamente a zona que liga Copacabana à cidade: descubro todos os dias um encanto novo, uma nova tonalidade luminosa nos aspectos panorâmicos que me maravilham há tanto tempo.
— Quais as suas impressões sobre Pernambuco artístico?
— Pernambuco como todo o Norte brasileiro, faz por te garantir no conceito que todo o país forma das suas possibilidades intelectuais. Por isso produz sempre, conseguindo o seu "desideratum".
— Musicalmente? ...
— Autores que escrevem para o gênero que interpreto são inúmeros no Norte, e todos interessantes. Mas é mister citar os dois de minha preferência, cujos nomes já estão sendo divulgados no Rio: os pernambucanos Nelson Ferreira e Waldemar de Oliveira; são dois artistas cuja inspiração é das mais ricas. Trago para o Rio, integrando o meu repertório, algumas produções desses pernambucanos inteligentes. Possivelmente gravarei essas lindas canções do Norte, proporcionando-lhes a divulgação que merecem.
— No Brasil quais os compositores que prefere?
— Joubert e Sivan.
— E fora do Brasil?
— Os compositores de opereta que é o gênero musical de minha preferência. A opereta a gente não sabe perfeitamente se é um espetáculo exclusivamente musical, ou teatral ou coreográfico. Porque reúne em si todas essas formas de arte da maneira mais evidente. Jamais trabalhei no teatro, mas se o fizesse seria cantando operetas.
— Como começou no rádio?
— No tempo da velha Rádio Sociedade. Minha professora Eloísa Mastrangiolli, costumava cantar periodicamente ao microfone daquela estação; não digo contratada, porque naquele tempo não eram pagos os artistas de rádio, pois as estações, incipientes, não tinham verba para tanto; os dias iniciais do nosso rádio foram feitos com o sacrifício de muitos. Mas devo contar como comecei no rádio. Eloísa Mastrangiolli, tendo fixado um programa à última hora, não pode executá-lo porque adoeceu subitamente. Solicitou-me o auxílio e eu cantei no seu lugar. Cantei e continuei cantando até hoje. No rádio fui, também, "speacker", me encarregando de diversos programas.
— Como começou a gravar?
— Minha voz, muito própria para o microfone, chamou a atenção dos técnicos que me convidaram para gravar. Venho de cantar para a fábrica Odeon uma série de discos que servirão especialmente para propagar a música brasileira no estrangeiro. E fico contente por saber que assim posso ser de utilidade para o Brasil.
E nós também, porque sabemos perfeitamente que a divulgação melhor de nosso país é feita mais pelos elementos artísticos que pelos diplomáticos. A diplomacia é convencional e a arte é humana."
Fonte: "Carioca" — revista semanal, de 28/8/1937.
A gravação, enfim é a consagração do artista, a meta da sua carreira e, quando ele não tem personalidade bastante para garantir o prestígio, o seu fim. O disco, ou populariza definitivamente ou mata o artista.
A cotação enorme de Francisco Alves, Carmen Miranda, Sílvio Caldas ou Almirante, foi produzida mais pelo disco do que pelo microfone. Entre os artistas brasileiros mais beneficiados pela gravação acha-se Alda Verona, elemento veterano do nosso rádio ao qual pertence desde os seus primórdios.
Interpretando um gênero altamente simpático, que é o da canção que não sendo totalmente popular também não é absolutamente pertencente à espécie fina, Alda Verona consegue, mercê da sua bela voz e de sua excelente dicção, tornar interessante qualquer melodia que interprete, por mais ingênua que seja a sua composição. A artista que aqui focalizamos hoje tem a inteligência de escolher para as suas gravações, não somente as páginas de música bonita mas também aquelas cujas palavras sejam de molde a produzirem no ouvinte um máximo de sugestão.
Suas gravações são notáveis de romantismo.
Voltando agora de Pernambuco, onde esteve pela segunda vez especialmente contratada para cantar na PRA-8, Alda Verona esteve em nossa redação.
— É sempre agradável rever o meu querido Rio de Janeiro, embora o Norte seja lindo e todo ele pitorescamente cheio de cor local. Mas o Rio é uma cidade única, insuperável. As paisagens cariocas têm o dom maravilhoso de não se tornarem vistas demais, mesmo por aqueles que a contemplam durante toda vida. Sempre morei à beira-mar, percorrendo diariamente a zona que liga Copacabana à cidade: descubro todos os dias um encanto novo, uma nova tonalidade luminosa nos aspectos panorâmicos que me maravilham há tanto tempo.
— Quais as suas impressões sobre Pernambuco artístico?
— Pernambuco como todo o Norte brasileiro, faz por te garantir no conceito que todo o país forma das suas possibilidades intelectuais. Por isso produz sempre, conseguindo o seu "desideratum".
— Musicalmente? ...
— Autores que escrevem para o gênero que interpreto são inúmeros no Norte, e todos interessantes. Mas é mister citar os dois de minha preferência, cujos nomes já estão sendo divulgados no Rio: os pernambucanos Nelson Ferreira e Waldemar de Oliveira; são dois artistas cuja inspiração é das mais ricas. Trago para o Rio, integrando o meu repertório, algumas produções desses pernambucanos inteligentes. Possivelmente gravarei essas lindas canções do Norte, proporcionando-lhes a divulgação que merecem.
— No Brasil quais os compositores que prefere?
— Joubert e Sivan.
— E fora do Brasil?
— Os compositores de opereta que é o gênero musical de minha preferência. A opereta a gente não sabe perfeitamente se é um espetáculo exclusivamente musical, ou teatral ou coreográfico. Porque reúne em si todas essas formas de arte da maneira mais evidente. Jamais trabalhei no teatro, mas se o fizesse seria cantando operetas.
— Como começou no rádio?
— No tempo da velha Rádio Sociedade. Minha professora Eloísa Mastrangiolli, costumava cantar periodicamente ao microfone daquela estação; não digo contratada, porque naquele tempo não eram pagos os artistas de rádio, pois as estações, incipientes, não tinham verba para tanto; os dias iniciais do nosso rádio foram feitos com o sacrifício de muitos. Mas devo contar como comecei no rádio. Eloísa Mastrangiolli, tendo fixado um programa à última hora, não pode executá-lo porque adoeceu subitamente. Solicitou-me o auxílio e eu cantei no seu lugar. Cantei e continuei cantando até hoje. No rádio fui, também, "speacker", me encarregando de diversos programas.
— Como começou a gravar?
— Minha voz, muito própria para o microfone, chamou a atenção dos técnicos que me convidaram para gravar. Venho de cantar para a fábrica Odeon uma série de discos que servirão especialmente para propagar a música brasileira no estrangeiro. E fico contente por saber que assim posso ser de utilidade para o Brasil.
E nós também, porque sabemos perfeitamente que a divulgação melhor de nosso país é feita mais pelos elementos artísticos que pelos diplomáticos. A diplomacia é convencional e a arte é humana."
Fonte: "Carioca" — revista semanal, de 28/8/1937.
quarta-feira, junho 05, 2013
Ascenso Ferreira
Ascenso Ferreira (Ascenso Carneiro Gonçalvez Ferreira), poeta e compositor, nasceu em Palmares, PE, em 09/05/1895, e faleceu em Recife, PE, em 05/05/1965. Considerado um dos grandes nomes da Literatura em Pernambuco, nasceu em uma família humilde e sua obra esteve ligado as coisas e tradições do Nordeste e principalmente ao retratar do povo nordestino e sua vida e costumes.
Filho de um comerciante e de uma professora, ficou órfão aos 13 anos de idade e começou a trabalhar na mercearia de um tio. Depois de iniciar a atividade literária escrevendo baladas, sonetos e madrigais, sofreu influência de Mário de Andrade, Guilherme de Almeida e Manoel Bandeira e passou a se dedicar a temas regionais.
Em 1911, veio à lume seu primeiro poemas Flor fenecida no Jornal A Notícia de Palmares. Em 1920, mudou-se para a cidade de Recife, onde tornou-se funcionário público. Na capital pernambucana, passou a colaborar com jornais como o Diário de Pernambuco, entre outros. A partir de 1925, passou a partcicipar do movimento modernista pernambucano.
Publicou seu primeiro livro de poesias, Catimbó, em 1927, e em seguida passou a viajar apresentando-se em recitais em vários estados brasileiros. Em 1929, a canção Maracatu e o poema Sertão, ambos com música de Valdemar de Oliveira, foram gravados na Odeon por Alda Verona. No ano seguinte, fez letra para o canto indígena Toré com música de Stefana de Macedo, que o gravou na Columbia.
Em 1931, Sylvinha Mello gravou na Victor a canção Chove chuva!, com música de Hekel Tavares. Em 1937, o maracatu Onde o sol descamba, foi musicado pelo músico Capiba e gravado na Columbia pela cantora Laís Marival.
Em 1941, publicou Cana Caiana, seu segundo livro. Em 1950, teve duas canções gravadas por Jorge Fernandes na Odeon, Engenhos de minha terra, com música de Valdemar de Oliveira, e Trem de Alagoas (Impressão de viagem), com música de Valdemar Henrique. O poema Trem de Alagoas também seria musica por Heitor Villa-Lobos. Em 1951, teve a canção A chama, com Capiba, gravada pelo cantor Paulo Molin, com acompanhamento de Zimbres e sua orquestra, em disco da gravadora Continental.
Em 1955, participou da campanha de Juscelino Kubitschek à presidência da República tomando parte em diversos comícios. No ano seguinte, foi nomeado por Juscelino para a direção do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, no Recife, sendo porém sua nomeaçao suspensa dez dias depois uma vez que intelectuais pernambucanos não aceitaram sua nomeação devido à sua fama de poeta boêmio. Foi então nomeado assessor do Ministério da Educação, mas fazendo juz à sua fama, somente aparecia para receber os salários.
Em 1958, foi lançado pela gravadora pernambucana Mocambo o LP Ascenso Ferreira - 64 poemas e 3 histórias populares todos na própria voz do poeta, em disco que incluiu os poemas Engenhos de minha terra, O trem de Alagoas, Toré e Maracatu, anteriormente musicados.
Em 1962, o maracatu Chove chuva, com Hekel Tavares, foi gravado por Inezita Barroso no LP Recital de Inezita Barroso da gravadora Copacabana. Em 1975, seu poema Vou danado pra Catende foi musicado por Alceu Valença, que com ele concorreu e venceu o Festival Abertura da TV Globo.
Em 1982, seu poema Maracatu foi musicado e gravado por Alceu Valença. Em 1993, os poemas Trem de Alagoas e Reisado foram musicados por Marcelo Melo e Toinho Alves, e gravados pelo Quinteto Violado no LP Algaroba, da RGE.
Em 2001, a canção Meu boi Surubim foi incluída no CD A música brasileira deste século por seus autores e intérpretes na voz de Inezita Barroso em gravação feita em 1988, no programa "Ensaio" da TV Educativa.
Foram publicados postumamente os livros Eu voltarei ao sol da primavera, em 1985, e O Maracatu, Presépios e Pastoris e O Bumba-Meu-Boi: Ensaios Folclóricos, em 1986. Sua marca registrada era o uso do chapéu de palha.
Obra
Chove chuva! (c/ Hekel Tavares), Engenhos de minha terra (c/ Valdemar de Oliveira), Maracatu (c/ Alceu Valença), Maracatu (c/ Valdemar de Oliveira), Meu boi Surubim, Onde o sol descamba (c/ Capiba), Reisado (c/ Marcelo Melo e Toinho Alves), Toré (c/ Stefana de Macedo), Trem de Alagoas (c/ Heitor Villa-Lobos), Trem de Alagoas (Impressão de viagem) (c/ Valdemar Henrique), Vou danado pra Catende (c/ Alceu Valença).
_________________________________________________
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
Filho de um comerciante e de uma professora, ficou órfão aos 13 anos de idade e começou a trabalhar na mercearia de um tio. Depois de iniciar a atividade literária escrevendo baladas, sonetos e madrigais, sofreu influência de Mário de Andrade, Guilherme de Almeida e Manoel Bandeira e passou a se dedicar a temas regionais.
Em 1911, veio à lume seu primeiro poemas Flor fenecida no Jornal A Notícia de Palmares. Em 1920, mudou-se para a cidade de Recife, onde tornou-se funcionário público. Na capital pernambucana, passou a colaborar com jornais como o Diário de Pernambuco, entre outros. A partir de 1925, passou a partcicipar do movimento modernista pernambucano.
Publicou seu primeiro livro de poesias, Catimbó, em 1927, e em seguida passou a viajar apresentando-se em recitais em vários estados brasileiros. Em 1929, a canção Maracatu e o poema Sertão, ambos com música de Valdemar de Oliveira, foram gravados na Odeon por Alda Verona. No ano seguinte, fez letra para o canto indígena Toré com música de Stefana de Macedo, que o gravou na Columbia.
Em 1931, Sylvinha Mello gravou na Victor a canção Chove chuva!, com música de Hekel Tavares. Em 1937, o maracatu Onde o sol descamba, foi musicado pelo músico Capiba e gravado na Columbia pela cantora Laís Marival.
Em 1941, publicou Cana Caiana, seu segundo livro. Em 1950, teve duas canções gravadas por Jorge Fernandes na Odeon, Engenhos de minha terra, com música de Valdemar de Oliveira, e Trem de Alagoas (Impressão de viagem), com música de Valdemar Henrique. O poema Trem de Alagoas também seria musica por Heitor Villa-Lobos. Em 1951, teve a canção A chama, com Capiba, gravada pelo cantor Paulo Molin, com acompanhamento de Zimbres e sua orquestra, em disco da gravadora Continental.
Em 1955, participou da campanha de Juscelino Kubitschek à presidência da República tomando parte em diversos comícios. No ano seguinte, foi nomeado por Juscelino para a direção do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, no Recife, sendo porém sua nomeaçao suspensa dez dias depois uma vez que intelectuais pernambucanos não aceitaram sua nomeação devido à sua fama de poeta boêmio. Foi então nomeado assessor do Ministério da Educação, mas fazendo juz à sua fama, somente aparecia para receber os salários.
Em 1958, foi lançado pela gravadora pernambucana Mocambo o LP Ascenso Ferreira - 64 poemas e 3 histórias populares todos na própria voz do poeta, em disco que incluiu os poemas Engenhos de minha terra, O trem de Alagoas, Toré e Maracatu, anteriormente musicados.
Em 1962, o maracatu Chove chuva, com Hekel Tavares, foi gravado por Inezita Barroso no LP Recital de Inezita Barroso da gravadora Copacabana. Em 1975, seu poema Vou danado pra Catende foi musicado por Alceu Valença, que com ele concorreu e venceu o Festival Abertura da TV Globo.
Em 1982, seu poema Maracatu foi musicado e gravado por Alceu Valença. Em 1993, os poemas Trem de Alagoas e Reisado foram musicados por Marcelo Melo e Toinho Alves, e gravados pelo Quinteto Violado no LP Algaroba, da RGE.
Em 2001, a canção Meu boi Surubim foi incluída no CD A música brasileira deste século por seus autores e intérpretes na voz de Inezita Barroso em gravação feita em 1988, no programa "Ensaio" da TV Educativa.
Foram publicados postumamente os livros Eu voltarei ao sol da primavera, em 1985, e O Maracatu, Presépios e Pastoris e O Bumba-Meu-Boi: Ensaios Folclóricos, em 1986. Sua marca registrada era o uso do chapéu de palha.
Obra
Chove chuva! (c/ Hekel Tavares), Engenhos de minha terra (c/ Valdemar de Oliveira), Maracatu (c/ Alceu Valença), Maracatu (c/ Valdemar de Oliveira), Meu boi Surubim, Onde o sol descamba (c/ Capiba), Reisado (c/ Marcelo Melo e Toinho Alves), Toré (c/ Stefana de Macedo), Trem de Alagoas (c/ Heitor Villa-Lobos), Trem de Alagoas (Impressão de viagem) (c/ Valdemar Henrique), Vou danado pra Catende (c/ Alceu Valença).
_________________________________________________
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
Assinar:
Postagens (Atom)



