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segunda-feira, junho 03, 2013

Arnaldo Passos

Arnaldo Passos, compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 24/02/1915, e faleceu na mesma cidade em 1964. Foi parceiro de nomes como Luís Vieira, Monsueto e Geraldo Pereira e as composições das quais foi parceiro foram gravadas por nomes como Nara Leão, Helena de Lima, Ivon Curi e Marlene, entre outros. Na verdade, essas parcerias eram as chamadas "parcerias de divugação", ou seja, o seu nome entrava não por ter feito as composições, mas por ajudar a divulgá-las junto a gravadoras, intérpretes e Rádios.

Assinou como parceiro de Luís Vieira a toada Menino de Braçanã, estrondoso sucesso na década de 1950 que foi gravada, entre outros, por Lúcio Alves em 1959 no LP Lúcio Alves, sua voz íntima, sua bossa nova, interpretando sambas em 3-D, da Odeon. Em 1951, o LP Carnaval da Capitol que reuniu diferentes intérpretes incluiu o samba Ela, com Osvaldo Lobo, na voz de Geraldo Pereira.

Em 1956, o LP Carnaval de 1956 Nº 2 da gravadora Copacabana incluiu a marcha Ai amor, com Manoel Casanova e Rosa de Oliveira, na interpretação de Ângela Maria. No mesmo ano, teve o samba Canta menina canta, com Monsueto Menezes, na gravação de Marlene incluído no LP Vamos dançar com Marlene e seus sucessos da gravadora Sinter, e o cantor Risadinha no LP Na batida do samba da Continental regravou o samba Escurinha.

Ainda em 1956, mais duas composições assinadas por ele foram gravadas: a marcha Na casa de Corongondó, com Monsueto, na voz de Marlene para o LP "Dez sucessos para o carnaval" da Sinter, e a marcha Nem toda flor tem perfume, com Monsueto, registrada por Cauby Peixoto para o LP Carnaval 1956, da Columbia.

Em 1958, o LP Foi a noite" da gravadora Odeon, com a cantora Isaura Garcia e o instrumentista Walter Wanderley, incluiu o samba-canção Quatro paredes, com Geraldo Queiroz. Em 1962, o samba Mora na filosofia, com Monsueto, foi incluído no LP Mora na filosofia dos sambas de Monsueto da gravadora Odeon. Em 1963, Rildo Hora gravou Menino de Braçanã no LP Em ritmo de dança da Som/Copacabana.

Em 1966, Rosa Maria no LP Uma Rosa com bossa da Odeon relançou Menino de Braçanã. Em 1968, o samba-canção Quatro paredes, com Geraldo Queiroz, foi gravado pelos Trigêmeos Vocalistas no LP A volta dos  Trigêmeos Vocalistas da Beverly.

Ao longo do tempo a toada Menino de Braçanã, conheceu inúmeras gravações: em 1969, Regininha, no LP Me ajuda que a voz não dá!!! da Polydor;  Fábio, em 1972, no LP Os frutos de mi tierra da Polydor; Marisa Gata Mansa, no LP Viagem, em 1973, pela Odeon; Nara Leão no LP Meu primeiro amor de 1975, da Philips; pelo Trio Irakitan no LP Eternamente de 1976, da RCA Camden; por Ivon Cury no LP De corpo inteiro - Um nu artístico, e por Luiz Gonzaga em 1989, no LP Aquarela nordestina da gravadora Copacabana, entre outras gravações.

Em 1973, o cantor Noite Ilustrada, no LP Irmão do samba da gravadora Continental, relançou o samba Ela, que nessa nova versão contou com o nome de Geraldo Pereira como um dos autores, diferentemente da gravação original dos anos 1950. Em 1976, Roberto Silva no LP Interpreta Haroldo Lobo, Geraldo Pereira e seus parceiros, da gravadora Som/Copacabana, incluiu o samba Os caprichos meus, com Geraldo Pereira.

Em 1977, no LP Sambistas de bossa & sambas de breque, da série Documento da RCA Camden, foram incluídos dois sambas seus na interpretação de Geraldo Pereira: Dama ideal, com Alcebíades Nogueira, e A coitadinha fracassou, com Hélio Nascimento.

Em 1979, seu samba Escurinha, com Geraldo Pereira, foi relançado por Raul de Barros no LP O som da gafieira, da gravadora CID. No ano seguinte, o samba "Escurinha", com Geraldo Pereira, na interpretação de João Nogueira foi incluído no LP Geraldo Pereira - Evocação V que o selo Eldorado lançou em homenagem ao sambista Geraldo Pereira.

Em 1983, o LP Geraldo Pereira - Pedrinho Rodrigues e Bebel Gilberto lançado pela Funarte como um tributo ao sambista Geraldo Pereira incluiu quatro parcerias suas com ele: Boca rica; Escurinha; Ministério da Economia e Que samba bom. Em 1985, o cantor  Francisco Carlos no LP Francisco Carlos - O cantor namorado do Brasil, da RCA Camden, registrou a toada Promessa de um caboclo, de Geraldo Pereira.

Em 1987, o samba Escurinha foi gravado de forma instrumental pelo pianista Pedrinho Rodrigues em LP do selo Recarey. Em 1995, Luis Melodia no LP Relíquias da EMI-Odeon regravou A coitadinha fracassou, com Geraldo Pereira.


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Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista do Rádio.

sexta-feira, novembro 26, 2010

Couro do falecido

Marlene
Couro do falecido(samba, 1951) - Jorge de Castro e Monsueto Menezes

Título da música: Couro do falecido / Gênero musical: Samba / Intérprete: Marlene / Compositores: Castro, Jorge de - Menezes, Monsueto / Gravadora Sinter / Número do Álbum 440 / Data de Gravação 1951-1955 / Data de Lançamento 00/1955 / Lado B / Disco 78 rpm:



Um minuto de silêncio
Para o cabrito que morreu
Se hoje a gente samba
É que o couro ele me deu

Um minuto de silêncio
Para o cabrito que morreu
Se hoje a gente samba
É que o couro ele me deu

Castigo o couro
Do falecido
Bate bumbo com vontade
Que a moçada quer sambar

Castigo o couro
Do falecido
Morre um parabéns de outro
A verdade é essa
Não se pode negar

Um minuto de silêncio
Para o cabrito que morreu
Se hoje a gente samba
É que o couro ele me deu

terça-feira, novembro 11, 2008

Chica da Silva

Noel Rosa de Oliveira
Chica da Silva (samba-enredo/carnaval, 1963) - Anescar do Salgueiro e Noel Rosa de Oliveira - Intérprete: Monsueto Menezes

Disco 78 rpm / Título da música: Chica da Silva / Anescar do Salgueiro (Compositor) / Oliveira, Noel Rosa de (Compositor) / Menezes, Monsueto (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 19/03/1963 / Nº Álbum 14848 / Gênero musical: Samba-enredo.



Apesar... de não possuir grande beleza
Chica da Silva surgiu no seio da mais alta nobreza
O contratador, João Fernandes de Oliveira
A comprou para ser sua companheira
E a mulata, que era escrava
Sentiu forte transformação
Trocando o gemido da senzala
Pela fidalguia do salão
Com a influencia e poder do seu amor
Que superou a barreira da cor
Francisca da Silva do cativeiro zombou
No arraial do Tijuco
Lá no estado de Minas
Hoje lendária cidade
Seu lindo nome é Diamantina
Onde viveu a Chica, que manda
Deslumbrando a sociedade
Com orgulho e capricho da mulata
Importante majestosa invejada
Para que a vida lhe tornasse mais bela
João Fernandes de Oliveira
Mandou construir um vasto lago
E uma belíssima galera
E uma riquíssima liteira
Para conduzi-la
Quando ia assistir à missa na capela

segunda-feira, outubro 27, 2008

O lamento da lavadeira


O lamento da lavadeira (samba, 1956) - Monsueto, Nilo Chagas e João Violão - Interpretação: Marlene




Ô, dona Maria!
Olha a roupa, dona Maria
Ai, meu deus!
Tomara que não me farte água!
Sabão, um pedacinho assim
A água, um pinguinho assim
O tanque, um tanquinho assim
A roupa, um montão assim
Para lavar a roupa da minha sinhá
Para lavar a roupa da minha sinhá

Quintal, um quintalzinho assim
A corda, uma cordinha assim
O sol, um solzinho assim
A roupa, um montão assim
Para secar a roupa da minha sinhá
Para secar a roupa da minha sinhá

A sala, uma salinha assim
A mesa, uma mesinha assim
O ferro, um ferrinho assim
A roupa, um montão assim
Para passar a roupa da minha sinhá
Para passar a roupa da minha sinhá

Trabalho, um tantão assim
Cansaço, é bastante sim
A roupa, um montão assim
Dinheiro, um tiquinho assim
Para lavar a roupa da minha sinhá
Para lavar a roupa da minha sinhá

Já vai, peste!

domingo, abril 09, 2006

Monsueto

Monsueto (Monsueto Campos Meneses), compositor, cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 4/11/1924 e faleceu em 17/2/1973. Criado na favela do morro do Pinto, entre partideiros, rodas de samba e batucadas, tocou como baterista em vários conjuntos na década de 1940, inclusive na Orquestra de Copinha, no Copacabana Palace Hotel.


Seu primeiro sucesso como compositor foi Me deixa em paz (com Aírton Amorim), gravado por Linda Batista no Carnaval de 1952. Depois dessa gravação, teve várias músicas de sua autoria incluídas no show Fantasia, fantasias, do Copacabana Palace Hotel.

Em 1953 compôs A fonte secou (com Raul Moreno e Marcleo), um de seus sambas de maior sucesso, seguido de outro grande êxito, no ano seguinte, com Mora na filosofia (com Arnaldo Passos). Atuou ainda no cinema, trabalhando no filme Treze cadeiras (direção de Franz Eichhorn), em 1957. No ano seguinte, participou como cantor em números musicais de Na corda bamba (direção de Eurides Ramos) e, como compositor em O cantor milionário (direção de José Carlos Burle) e, no mesmo ano, no filme Quem roubou meu samba? (direção de José Carlos Burle).

Atuou em vários shows com Herivelto Martins antes de formar seu próprio grupo, com o qual excursionou pelo Brasil e outros paises da América, Europa e África. Era conhecido também pelo apelido de Comandante, com o qual foi muito popular na década de 1960, época em que participava de um programa humorístico na TV-Rio. Nesse programa lançou expressões de gíria que passaram à linguagem popular, como "castiga", "vou botar pra jambrar", "diz", "ziriguidum", "mora" e outras.

A partir de 1965 começou a dedicar-se também à pintura primitivista, tendo, inclusive, recebido prêmio do Museu Nacional de Belas Artes, do Rio de Janeiro. Sem se ter filiado a nenhuma escola de samba, era bem recebido e respeitado em todas elas, desfilando cada ano em uma diferente. A última, em 1972, foi a Unidos de Vila Isabel. No ano seguinte, participava das filmagens de O forte (direção de Olney São Paulo), na Bahia, em que fazia o papel de um diretor de harmonia de escola de samba, quando ficou doente e foi hospitalizado no Rio de Janeiro, onde morreu vítima de câncer no fígado.

A importância de sua música, caracterizada por uma letra de versos sintéticos, voltou a ser reconhecida pouco antes de morrer, em 1972, a partir das regravações de suas composições, como Me deixa em paz, por Milton Nascimento e Alaíde Costa, no LP Clube da esquina, da Odeon; Mora na filosofia, por Caetano Veloso, no LP Transa, da Philips; e, no ano seguinte, Eu quero essa mulher (com José Batista), também por Caetano Veloso, no LP Araçá azul, na Philips.

Outras composições suas de destaque são Na casa de corongondó (com Arnaldo Passos), Couro do falecido (com Jorge de Castro), O lamento da lavadeira (com Nilo Chagas e J. Vieira Filho), Levou fermento (com José Batista), Tá pra acontecer (com José Batista e Ivan Campos) e Ziriguidum.

Algumas músicas


Obras

Eu quero essa mulher (c/José Batista), samba, 1961; A fonte secou (c/Raul Moreno e Mardeo), samba, 1953; O lamento da lavadeira (c/Nilo Chagas e J. Vieira Filho), samba, 1953; Me deixa em paz (c/Aírton Amorim), samba, 1952; Mora na filosofia (c/Arnaldo Passos), samba, 1954; Ziriguidum, samba, 1961.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

Airton Amorim

Airton Amorim (Airton Amorim de Macedo), compositor, nasceu em Maceió AL 8/9/1921. Aos seis anos foi morar no Rio de Janeiro RJ, onde, em 1941, passou a trabalhar como discotecário da Rádio Cruzeiro do Sul, função que também desempenhou mais tarde nas rádios Eldorado, Mundial e Tamoio, do Rio de Janeiro.

Projetou-se como compositor de Carnaval, destacando-se com Madalena (com Ari Macedo), samba gravado por Linda Batista e que se tornou popular no Carnaval de 1951. No ano seguinte, repetiu o sucesso com o samba Me deixa em paz (com Monsueto), também gravado por Linda Batista.

No Carnaval de 1955, obteve sucesso com outra música de sua autoria, em parceria com Mirabeau, a marchinha Tem nego bebo aí. Em 1971 sua música Me deixa em paz foi redescoberta e gravada por Milton Nascimento no LP da Odeon Clube da Esquina.

Obras

Madalena (c/Ari Macedo), samba, 1951; Me deixa em paz (c/Monsueto), samba, 1952; Tem nego bebo aí (c/Mirabeau), marcha, 1955; Vai que depois eu vou (com Zé da Zilda, Zilda do Zé e Adolfo Macedo), samba, 1955.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.