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sábado, junho 15, 2013

Aguinaldo

Aguinaldo (Aguinaldo Batista), compositor, ator e comediante, nasceu em Palmares, PE, em 03/03/1930, e faleceu em Recife, PE, em 23/8/1990. Ainda pequeno, mudou-se para viver na capital, onde cresceu no bairro de São José, historicamente, o berço do carnaval de rua do Recife.

Antes de encarar o brilho do mundo artístico, foi bicheiro, barbeiro, caixa de loja e vendedor de títulos de capitalização.

Na década de 1950 ingressou na Rádio Tamandaré no Recife e atuou como comediante ao lado de um elenco de prestígio, já famoso na época, como Aldemar Paiva, Rosa Maria, Djalma Torres, Luiz Queiroga, Mercedes Del Prado, Cezar Brasil, entre alguns outros.

Procurando não se intimidar entre os colegas famosos, criou um personagem que se popularizou por todo o Estado, o "Azarildo", que o colocou de imediato, na categoria dos bons comediantes.

No início da década de 60 foi contratado pela TV Rádio Clube e, algum tempo depois, veio o convite para atuar na TV Jornal do Commercio, como ator e produtor, participando, nessas emissoras, de suas grandes promoções, nos programas, os mais populares.

Paralelamente a esta atividade, foi letrista e compositor de diversas criações carnavalescas, algumas de sucesso.

Nessa atividade, teve como parceiros, nomes como o de Luiz Gonzaga e Genival Lacerda.

Trabalhou ainda, no sul do País, nas TVs Tupy, Record e Excelsior e atuou como ator em vários filmes, como Terra sem Deus, A Compadecida, da obra de Ariano Suassuna; A Vingança dos 12, O Cangaceiro do Vale da Morte, A Pele do Bicho, entre outros.

Veio a falecer no Recife, no dia 23 de agosto de 1990.

Algumas de suas obras musicais


Tadinha da Maroca, polca, 1963; Eu sou de você, frevo-canção, 1963; Títulos matrimoniais, frevo-canção, 1964; Tela de saudade no. 2, frevo-canção, 1974; Calorzinho de lascar, frevo-canção, 1980; Frevo do beijoqueiro, frevo-canção e Xote ecológico, 1989.
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Fonte: Enciclopédia do Nordeste.

segunda-feira, novembro 12, 2012

Carlos Alexandre


Carlos Alexandre (Pedro Soares Bezerra), cantor e compositor, nasceu em Nova Cruz-RN em 01/06/1957, e faleceu em Pesqueira-PE em 30/01/1989. Perdeu a vida precocemente, no auge da carreira, em acidente automobilístico, quando voltava de um show na cidade de Pesqueira em Pernambuco.

Em 1975, ainda com o nome artístico de Pedrinho, teve sua primeira música gravada, Caixa vazia, por Ruan Carlos. Mais tarde foi para São Paulo acompanhado do radialista Carlos Alberto de Souza que o levou para a RGE.

Em 1978 lançou um compacto simples com as músicas Arma de vingança e Canção do paralítico. O disco vendeu mais de 100 mil cópias e abriu caminho para o lançamento do LP Feiticeira, que vendeu cerca de 250 mil cópias, sendo também lançado em Castelhano.

Aceitou a sugestão da esposa para adotar o nome artístico de Carlos Alexandre, em homenagem o padrinho. Quando nasceu seu primeiro filho, ele o chamou de Carlos Alexandre Júnior, que, mais tarde, também abraçaria o caminho da música. Grande sucesso da canção brega, é autor de hits populares como Feiticeira, A Ciganinha e Índia, entre outras, que são músicas recorrentes na memória popular em todo o Brasil.

Ao longo de sua carreira, teve músicas gravadas, entre outros, por Genival Lacerda, Gilliard e Barros de Alencar. Teve mais de 200 músicas gravadas. Lançou 14 Lps e três compactos, além de participações em coletâneas. Ganhou 15 discos de ouro. Em 1997, o cantor e compositor Daniel Bueno incluiu em seu segundo CD o sucesso Se você fosse por mim, de Carlos Alexandre.

Em 1999, teve a composição Arma de vingança, de sua autoria com Carlos Alberto, gravada pelo cantor brega Falcão no CD 500 anos de chifre - O brega do brega.

Em 2005, o artista foi homenageado com o projeto "Tributo a Carlos Alexandre- Vem ver como eu estou", idealizado pelo produtor cultural Marcelo Veni e que foi realizado, no teatro Alberto Maranhão, em Natal, contando a participação de cantores e bandas de Natal.

Segundo a pesquisadora Leide Câmara, conterrânea do compositor que mantém em seu acervo todos os discos de Carlos Alexandre, "Ele foi o grande cantor romântico potiguar que pesquisava o cotidiano em casas noturnas, observando a mulher e os costumes sociais, cantava o amor, a paixão mal resolvida mas, sobretudo o amor".

Obras

A ciganinha (c/ Aarão Bernardo), A flecha do amor (c/ Maurílio Costa), Agora é tarde (c/ Edy), Alô...estou chamando,    Amanhã (c/ Isolda), Antes que a morte nos separe, Apenas fantasia (c/ Aluízio J. Silva), Aqui estou eu (c/ Edy), Arma da vingança (c/ Carlos Alberto), Bichinho de estimação (c/ Solange), Bonequinha, Cabecinha branca, Caixinha de amor, Canção do paralítico (c/ Osvaldo Garcia), Cartão postal, Chega de papo (c/ T. de Andrade), Chora, De uma vez para sempre, Deixe (c/ Gilvan Gomes), Deixe que aconteça, Depois das dez, Desejo ardente (c/ Jotha Luiz), Desta vez, Devastação (c/ Ismael Carlos), É tarde para falar de amor (c/ Aloísio), Encanto e magia (c/ Mário Maranhão), Encontrei você (c/ Gilson Gill), Enquanto o amor durou, Esta noite eu sonhei (c/ Lourdes Sorel), Estou amando (c/ Aluízio J. Silva), Eu não danço discoteque (c/ Graça Góis), Eu pensei que voltaria, Eu queria ter poderes, Feiticeira, Fica comigo (c/ Nando Cordel), Final de semana (c/ Maurílio Costa), Fique aqui, Gato e sapato, Gente fina, Glória ao amor (c/ Carlos Corinaldeski), Hoje eu tô que tô (c/ Jotha Luiz), Índia (c/ Carlos Alberto), Já troquei você por outra, Jogo sujo, Mais que amigos (c/ Aluízio J. Silva), Mais uma noite, Mamãe, Mar de lágrimas, Me abraça, Menina, Menina dos olhos negros (c/ Cassiano Costa), Meus filhos não devem pagar, Motivo, Mulher de muitos, Mulher igual a minha (c/ Janjão), Não caso com viúva, Não dá pra lhe esquecer, Não marco encontro por telefone, Não posso ficar (c/ Márcio França), Não sei se devo tocar-te (c/ Romildo), Não tem mais jeito, Não vou abrir a porta, Natal, cidade noiva do sol, Nem pense nisso, No meio da noite (c/ Majó), Nos caminhos do meu coração (c/ Solange), Nosso quarto é testemunha (c/ Jotha Luiz), O amor existe, O céu chorou por mim (c/ Maurílio Costa), Olhar penetrante (c/ Solange), Palavras de carinho, Perdoai Senhor (c/ Ismael Carlos), Pode entrar, Pode sorrir (c/ Martins Filho), Por que você não chega (c/ Solange), Por que você não responde? (c/ Galeno e Mora), Preciso de você comigo (c/ Solange), Primavera (c/ Accioly Neto), Quantos dias, Quem sou eu, Queria eu, Queria tanto (c/ Jotha Luiz), Quero (c/ Edy Bastos), Resposta, Rosto inocente (c/ Edelson Moura e Chico de Assis), Sai, Sai do meu caminho (c/ Mourão Filho), Saudade matadeira (c/ Solange), Saudade sua (c/ Pedrinho Pepê), Se a saudade apertar, Se você fosse por mim (c/ Maurílio Costa), Sei sei (c/ Norell e Oson), Senhor delegado, Siendo amantes, Só agora eu sei, Só vai dá nós, Sobremesa de beijos (c/ Luiz Wanderley), Sonho lindo (c/ Solange), Tá tudo bem (c/ Solange), Te prendo outra vez (c/ Janjão), Timidez, Tragédias, Traiçoeira, Triste canção, Tudo é sofrimento, Último grito (c/ Paulo Márcio), Vá pra cadeia (c/ Janjão), Valsa do papai, Velha foto, Vem me fazer feliz (c/ Cassiano Costa), Vem me socorrer (c/ Solange), Vem ver como eu estou (c/ Nando Cordel), Vidas, Você, Você vai ver meu retrato em cada rosto (c/ Chiquinho), Voltei à praia, Vou pegar no pé (c/ Solange).

Discografia

1978 Carlos Alexandre - Feiticeira
1978 Carlos Alexandre - Feiticeira Vol. 01
1979 Carlos Alexandre - A Ciganinha Vol. 02
1980 Carlos Alexandre - Já Troquei Por Outra Vol. 03
1981 Carlos Alexandre - Mulher De Muitos Vol. 04
1982 Carlos Alexandre - Revelação De Um Sonho Vol. 05
1983 Carlos Alexandre - Cartão Postal / Aqui Estou Vol. 06
1984 Carlos Alexandre - Vem Ver Como Eu Estou Vol. 07
1985 Carlos Alexandre - Final De Semana Vol. 08
1986 Carlos Alexandre - Gato E Sapato Vol. 09
1987 Carlos Alexandre - Nosso Quarto é Testemunha Vol. 10
1988 Carlos Alexandre - Sei Sei Vol. 11
1989 Carlos Alexandre - Eternamente Vol. 12
1993 Carlos Alexandre - Especial
1998 Carlos alexandre - 20 Super Sucessos Vol. 1
1998 Carlos alexandre - 20 Super Sucessos Vol. 2
2000 Carlos alexandre - Coleção Pérolas
2001 Carlos Alexandre - Recorda O Irmão Carlos Alexandre - grandes sucessos
2001 Carlos Alexandre - Último Show

Fontes: Wikipédia; Dicionário Cravo Albin da MPB.

sábado, julho 02, 2011

Genival Lacerda

Genival Lacerda, cantor e compositor do gênero forró, nasceu em Campina Grande, PB, em 5 de abril de 1931. Seus principais sucessos foram Severina Xique Xique, De quem é esse jegue? e Radinho de pilha.

Sua carreira começou na Região Nordeste e ao longo dela gravou 70 discos. Morando em Campina Grande, Paraíba, ainda cumpre sua agenda de shows e recentemente fez uma participação no filme Foliar Brasil, sem data para estrear nos cinemas.

Na década de 50 foi morar em Pernambuco e em 1955 decide gravar seu primeiro disco de 78 rotações, obtendo sucesso com a faixa Coco de 56. Em 1964, incentivado por Jackson do Pandeiro, seu concunhado, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou em casas de forró e chegou a gravar um LP. 

Contudo, o sucesso só chegou mesmo em 1975, com a música Severina Xique-Xique, cujo verso "ele tá de olho é na butique dela" se tornou o mais popular do compositor. Graças a essa composição de sua autoria e João Gonçalves ele vendeu cerca de 800 mil cópias. 

Em 1976, lança o disco Vamos Mariquinha, que contém as faixas É aí que você se engana, Forró da gente, Sanfoneiro alagoano, Eu preciso namorar e A mulher da cocada.

Em abril de 2010, a cantora Ivete Sangalo (que se preparava para um show no Madison Square Garden, de Nova York, no fim do mesmo ano), gravou em dueto com o cantor campinense a música O Chevette da menina. A música, cuja personagem central se chama Ivete, narra, num tom jocoso e de duplo sentido, a história de uma moça que supostamente empresta seu Chevette a um conhecido e o recebe todo machucado. O refrão diz:

"Coitadinha da Ivete
Facilitou, estragaram seu Chevette
Mas coitadinha da Ivete
Em menos de uma semana estragaram seu Chevette..."

Ainda no decorrer de 2010, outro que também prestou homenagem ao cantor paraibano (desta vez de forma lúdica) foi o apresentador Rodrigo Faro, no seu programa Melhor do Brasil, na Record.

Fonte;: Wikipedia - A Enciclopédia Livre.

domingo, junho 12, 2011

Radinho de pilha

Radinho de pilha - Genival Lacerda

Tom: C
  

Intro: C   G   C    G7   C   G   C    G7   C 
 
C                         G      
Fui pra cidade do Rio de Janeiro, 
                                    C 
trabalhei o ano inteiro e fiz até cerão, 
                                G 
A vida do Paraíba nao foi brincadeira, 
                                     C 
De servente, de pedreiro pra ganhar o pão 
 
C                         G        
Fiz economia, deixei de fumar,
                                          C      
comprei um rádio de pilha e mandei pro meu bem 
                               G 
Fiquei muito revoltado quando regressei, 
                                          C 
O radio que eu dei pra ela, ela doou pra alguém 
 
 
Mas ela deu o rádio, 
           G                                    C 
Ela deu o rádio e nem me disse nada, ela deu o rádio 
                             G             
Ela deu sim, foi pra fazer pirraça, mas ela deu de graça,  
                   C 
O rádio que eu comprei, e lhe presenteei,  2x 

 
                          G 
Eu sou honesto, sou trabalhador,  
                                    C 
Mas nao gosto de deboche com a minha cara 
                                  G 
Nao vou enfeitar boneca pros outros brincar 
                                        C 
Ninguém vai pintar o sete com esse pau de arara 
                         G 
Eu nao tolero tanto desaforo,  
                                   C 
Tem mulher que só aprende quando o coro desce 
                                         G 
Pra gente ficar de pazes vou lhe dar uma foba, 
                                            C 
Pois o radio que eu comprei, todo mundo já conhece

De quem é esse jegue?

Genival Lacerda
De quem é esse jegue? - Celio Roberto e Bráulio de Castro

Tom: D

(intro)
         D          A7           D   
Eu vou contar uma história pra vocês 
                               A
Que um dia aconteceu na minha vida
                A4/7/9         A    A4/7/9
A história de um jegue muito bravo      
      A/G       A7        D  G/D
Que me deixou num beco sem saída
      D             A4/7/9     D   
Eu vinha vindo para casa descansar 
                                   A
E o jegue tava no portão quis me pegar
                   A4/7/9          A
Quando me viu foi murchando as orelhas
                      A7           D
Mostrando os dentes começou a relinchar
                  D   
De quem é esse jegue 
               A                     G    A7
De quem é esse jegue De quem é esse jegue
                 D
...ele quer me morder
                  D  
De quem é esse jegue 
                 A                   G      A7
De quem é esse jegue De quem é esse jegue
                 D
...tirem ele daqui
            D                     
Quem tava dentro não podia mais sair 
                                A
Quem tava fora não podia mais entrar
        A4/7/9 A/G        A7           A/G    A7            D
É que o jegue  que estava ali  Minha jumenta queria conquistar
      D         A4/7/9    D                           A
Eu vi então um dueto de relincho E os dois sairam a galopar
     A4/7/9       A/G            A7
Dei um suspiro e cheguei a conclusão
                       G/B       D     G/D    D
Que os animais têm o direito de amar  (repete refrão)

terça-feira, maio 17, 2011

Severina Xique-Xique


Severina Xique-Xique (1975) - Genival Lacerda e João Gonçalves - Intérprete: Genival Lacerda

LP Aqui Tem Catimberê / Título da música: Severina Xique-Xique / Genival Lacerda (Compositor) / João Gonçalves (Compositor) / Genival Lacerda (Intérprete) / Gravadora: Som / Copacabana / Ano: 1975 / Nº Álbum: SOLP 40564 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Regional.


Tom: C

Intro: Am  Dm  E7  (2x)
       E7  Am  (4x)

Verso 1:
           Am                   Dm
Quem não conhece Severina Xique-Xique,
                 E7                   Am
que montou uma butique para vida melhorar.
                              Dm
Pedro Caroço, filho de Zefa Gamela,
                 E7                       Am
passa o dia na esquina fazendo aceno para ela.

Refrão 2x:
                             Dm
Ele tá de olho é na butique dela!
           E7                Am
Ele tá de olho é na butique dela!

Verso 2:
      Am
Antigamente Severina,
     Dm                    E7
coitadinha, era muito pobrezinha,
                    Am
ninguém quis lhe namorar.
                                    Dm
Mas hoje em dia só porque tem uma butique,
                        E7
pensando em lhe dar trambique,
                    Am
Pedro quer lhe paquerar, viu?

(Refrão)

Verso 3:
      Am                     Dm
A Severina não dá confiança, Pedro,
                   E7                        Am
eu acho que'la tem medo de perder o que arranjou.
                                 Dm
Pedro Caroço é insistente, não desiste,
                  E7                        Am
na vontade ele persiste, finge que se apaixonou, haih.

(Refrão)

Verso 4:
Severina, minha filha, não vai na onda de Pedro.
Olha! Ele só tem interesse em você, sabe porquê?
Porque você tem uma botique, minha filha!
Agora você querendo um sócio, olha aqui seu Babá.
Hahahahai... passa lá Severina! Lá tá tão bonzinho agora!
Oh meu Deus, xau!.

(Verso 1) - (Refrão) - (Verso 2) - (Refrão)

(Verso 3) - (Refrão)

Verso 5:
Ô Severina, como é? Resolve minha filha!
Se quiser, psiu, passa lá! Hahai...
Ai, Jesus, olha se tu não vier, já tem uma loira!
Dona Graça tá lá! hiheiiehee ai, xau!.