quarta-feira, setembro 27, 2006

Lorenzo Barcelata

Lorenzo Barcelata (Lorenzo Barcelata Castro), compositor e ator, nasceu em 30 de julho de 1898 em Tlalixcoyan, Veracruz, México. Morreu na Cidade do México em 13 de julho de 1943. Desde muito pequeno se viu atraído pela música e assim iniciou seus estudos com o violão. Aos 14 anos compôs a canção “Arroyito”, mas a canção que lhe deu fama foi “Lirio azul de la montana”, com letra de Luis Rosado Vega em 1925.

Em 1926 com Manuel Esperón e Ernesto Cortázar, formou o grupo Tlalixcoyano. Trabalhou ao lado de Augusto Medina, Víctor Monreal e Andrés Cortés Castillo, com quem formou um quarteto que em 1926 se chamou “Los ruiseñores tampiqueños. Posteriormente, o grupo trocou de nome e de integrantes, e se fizeram chamar “Los trovadores Tamaulipecos”, formado, então por Barcelata, Ernesto Cortázar, Alberto Caballero, Antonio García Planes e Andrés Cortés Castillo. Juntos tiveram enorme sucesso nas cidades de Veracruz, Tamaulipas, Yucatán, em Cuba e nos EUA.

Em 1930, foi designado como diretor da Rádio XETA e posteriormente da XEFO, do Partido Nacional Revolucionário. Nessa época sua canção María Elena alcançou fama internacional, que foi tema musical do filme homônimo dirigida por Raphael J. Sevilla em 1935. Seu sucesso lhe permitiu realizar uma turnê por todo o continente americano. De regresso à Cidade do México, assinou um contrato com a emissora Rádio Mil, onde desenvolveu novos valores para a música mexicana.

A maioria de suas composições se encontra em discos de gravadoras tanto mexicanas como estrangeiras, principalmente dos EUA e algumas de suas canções são María Elena, Por ti aprendí a querer, La bamba, El coconito, El cuerudo, La palomita, El toro coquito e Jalisco nunca pierde.

Em 1938, Ernesto Cortázar e Lorenzo Barcelata criaram a Companhia Produtora de Cine Produções Barcelata-Cortázar, com o que gravaram La reina del rio.

O trabalho de Barcelata no cinema aparece em filmes como La zandunga (Fernando de Fuentes, 1937), Jalisco nunca pierde (Chano Urueta, 1937), Allá en el rancho grande (Fernando de Fuentes, 1936), María Elena (Raphael J. Sevilla, 1935), Bajo el cielo de México (Fernando de Fuentes, 1937), Almas encontradas (Raphael J. Sevilla, 1933), Enemigos (Chano Urueta 1933), Tiburón (Ramón Peón, 1933) e Una vida por otra (John H. Auer / Fernando de Fuentes, 1932).

Foi ator em alguns filmes antes mencionados e em Tierra brava (René Cardona, 1938), ¡Ora Ponciano! (Gabriel Soria, 1936) e Mano a mano (Dir. Arcady Boytler / Ramón Peón, 1932).


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Bolero: Letras, Cifras e Músicas

Saiba sobre as origens do bolero


Fonte: BARCELATA Castro, Lorenzo. Tradução: Everaldo J Santos.

Julio Brito

Julio Brito, compositor e diretor de orquestra, nasceu em Havana, Cuba, em 21 de Janeiro de 1908 e faleceu em 30 de julho de 1968. Foi aluno do maestro Pedro Sanjuán. Em 1924 integrou a orquestra de Don Aspiazu como saxofonista, e posteriormente se dedicou a tocar drum, violão e vibrafone.

Em 1931 compôs Ilusión china, com a qual obteve alguma popularidade. Esteve entre os primeiros artistas que trabalharam em programas musicais da rádio cubana. Entre suas obras se encontram Trigueñita, Oye mi guitarra, Flor de ausencia, Mira que eres linda, Serenata guajira, Si yo pudiera hablarte e seu sucesso internacional de 1937 El amor de mi bohío.

A maior parte de seu trabalho em músicas esteve no de dirigir orquestras. Musicou filmes como Tam Tam e Embrujo antillano. Em 1946 foi presidente da Sociedade de Autores de Cuba.


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Bolero: Letras, Cifras e Músicas

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Fonte: SonCubano. Tradução: Everaldo J Santos.

María Grever


María Grever (1885-1951), compositora, segundo alguns, nasceu em León, Guanajuato, México, em 16 de agosto de 1885, mas alguns historiadores não aceitam essa versão. Segundo eles a compositora nasceu em águas internacionais no ano de 1884.

Seu nome de solteira era María Joaquina de la Portilla y Torres. Estudou no Colégio do Sagrado Coração e desde menina recebeu educação musical. Aos quatro fez sua primeira composição com versos escritos por ela mesma.

Emigrou para a Europa (Espanha) com seus pais; foi quando teve oportunidade de viajar para a França. Então estudou com Claude Debussy e com Franz Lenhard em Paris; este último lhe sugeriu não se sujeitar às técnicas musicais para poder conservar sua espontaneidade. Quando voltou ao México ingressou na escola de canto de sua tia Cuca Torres. Viajou a Nova York em 1916 onde se casou com Léon Grever.

Seu primeiro sucesso como compositora foi Júrame, cantada por José Mojica, quando ela ainda não era conhecida. A Paramount a contratou em 1920 para compor musicas para vários de seus filmes com temas hispano-americanos. Em 1941 se encarregou dos arranjos da comédia musical Viva O'Brien que foi apresentado na Broadway. Foi autora de um método chamado “Aprenda Ud”: Espanhol por meio da música, que posibilitava cantores norte-americanos darem recitais de música hispânica sem saber falar espanhol.

Paralítica, regressou ao México em 1949 e recebeu a Medalha ao Mérito Civil e a Medalha do Coração do México; foi convidada para trabalhar na Rádio XEW onde fez 14 apresentações; relatou sua vida no rádio e escreveu um livro autobiográfico que serviu de base para o filme “Cuando me vaya” (1953), protagonizada por Libertad Lamarque. O tenor Nicolás Urcelay, Néstor Mesta Chaires e Alfonso Ortiz Tirado, figuraram entre seus principais intérpretes, sem deixar de mencionar, também, Antonio Aguilar, Alberto Ángel "El Cuervo", Chucho Avellanet, "Bola de Nieve" e até o Grupo La Pandilla.

Compôs em torno de 860 canções como Así, Volveré, Para qué recordar, , Yo canto para ti, Te quiero dijiste (Muñequita linda), Bésame, Tipitín, A una ola, Tú, tú y tú, Amor, amor, México canta, Cuando me vaya, Cuando vuelva a tu lado, De dónde, Lamento gitano, Alma mía (Si yo encontrara una alma), Tulipán, Mi burro y yo, En la noche, Por qué, Amor latino, Atardecer en España, Por si no te vuelvo a ver, etc.

Esta insigne compositora faleceu em Nova York em 15 de dezembro de 1951 e, por vontade sua, seus restos foram transladados para o México.


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Bolero: Letras, Cifras e Músicas

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Fonte: Canciones - Así (María Grever). Tradução: Everaldo J Santos.