segunda-feira, outubro 23, 2006

Na cadência do samba (Que bonito é)

O compositor pernambucano Luiz Bandeira lançou alguns sucessos nos anos 50, entre os quais sua composição mais conhecida, "Na Cadência do Samba", utilizada como tema do cinejornal Canal 100, sobre futebol. Também conhecida como "Que Bonito É", um dos versos, a música tornou-se sinônimo de futebol, apesar de não ter sido composta com essa intenção.

Na Cadência do Samba (samba, 1956) - Luiz Bandeira - Intérprete: Luiz Bandeira

Disco 78 rpm / Título da música: Na Cadência do Samba / Luiz Bandeira (Compositor) / Luiz Bandeira (Intérprete) / Gravadora: Sinter / Ano: 1956 / Nº Álbum: 00-00.479-a / Lado A / Gênero musical: Samba.



Que bonito é
Ver um samba no terreiro
Assistir a um batuqueiro
Numa roda improvisar

Que bonito é
A mulata requebrando
Os tambores repicando
Uma escola desfilar

Que bonito é
Pela noite enluarada
Numa trova apaixonada
Um cantor desabafar

Que bonito é
Gafieira salão nobre
Seja rico, seja pobre
Todo mundo a sambar

O samba é romance
O samba é fantasia
O samba é sentimento
O samba é alegria

Bate que vá batendo
A cadência boa que o samba tem
Bate que repicando
Pandeiro vai, tamborim também

Luiz Bandeira

Luiz Bandeira, cantor, músico e compositor, nasceu a 25 de dezembro de 1923, no Recife/PE, onde iniciou a carreira artística em 1939, em um programa de calouros da Rádio Clube de Pernambuco, que o contratou em seguida.

Foi também violonista, radio-ator e cantor de orquestra. Ainda no Recife, em 1948 participou da inauguração da Rádio Jornal do Commercio.

Considerado um dos maiores compositores de frevo, autor, entre outros, dos frevos-canções Voltei, Recife e É de Fazer Chorar (mais conhecida como Quarta-Feira Ingrata).

Além de músicas carnavalescas, também é autor de sucessos gravados por Luiz Gonzaga (Onde Tu Tá, Nenem), Clara Nunes (Viola de penedo) e outros grandes nomes da música popular brasileira. Sua música Na cadência do samba (também conhecida como Que Bonito É) por muitos anos foi tema dos jogos de futebol exibidos pelo jornal do cinema.

Em 1950 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como crooner no Copacabana Palace e na Rádio Nacional. Nessa década sua atuação como compositor se destaca como no baião Maria Joana (1952).

Em 1977, participou, no Japão, do Festival Internacional da Canção, com a música Bia. Em 1984, retornou ao Recife, onde morreria, a 22 de fevereiro de 1998, um domingo de carnaval.

Lolita França

Lolita França, cantora, estreou em disco em 1939 na Victor, gravando o samba Olha lá um balão, de Murilo Caldas e a marcha O que é da chave?, de Murilo Caldas e Luiz Bittencourt.

No mesmo ano, gravou com Murilo Caldas o samba Nega, de Heitor dos Prazeres e ainda a marcha Praia de Copacabana, de Antônio Caldas, o samba Darei um prêmio, de Raul Marques e César Brasil e a marcha Vale mais, de Wilson Batista e Marino Pinto.

São de 1940 as gravações das marchas Casinha pequenina, de Wilson Batista e Murilo Caldas e Namoro no portão, de André Filho e dos sambas Nego bamba, de Raul Marques, V. Silva e S. Rodrigues e Mulher exigente, de Murilo Caldas, em dueto com o próprio autor.

Ainda em 1940, gravou com Murilo Caldas as marchas Torcidas renitentes, de Murilo Caldas e O papai e a filhinha, de Caldas e Miguel Lima.
Em 1942, gravou pela Colúmbia a marcha Passarinho piupiu, de Murilo Caldas.

Suas gravações obtiveram algum sucesso na Argentina.

Lolita França e Murilo Caldas - Foto: A Cena Muda, de10 de Março de 1942.


Fonte: Cantoras do Brasil - Lolita França.