quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Noite Ilustrada


Noite Ilustrada (Mário Sousa Marques Filho), cantor, compositor e instrumentista, nasceu em Pirapetinga MG em 10/4/1928. Começou a carreira artística como violonista na revista musical Noite ilustrada, apresentada por Zé Trindade, que estreou em Além Paraíba MG. O apelido foi dado por Zé Trindade, nessa época.


Radicado no Rio de Janeiro, foi integrante do G.R.E.S. da Portela, escola de samba com a qual se apresentou em São Paulo, em 1955. Depois das apresentações ficou nessa cidade, trabalhando nas boates Captain’s Bar e Meninão.

Em 1958 foi contratado pela Rádio Nacional e pela TV Paulista, e gravou o primeiro disco, pela Mocambo, cantando Cara de boboca (Jaime Silva e Edmundo Andrade). Gravou pela Philips os seguintes LPs: O ilustre, em 1962, com Toalha de mesa (Dora Lopes, Carminha Mascarenhas e Chumbo); Noite Ilustrada, em 1963, com Volta por cima (Paulo Vanzolini), seu maior sucesso; Noite no Rio, em 1964, com A flor e o espinho (Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha); e Caminhando, em 1965, com O neguinho e a senhorita (Noel Rosa de Oliveira e Abelardo da Silva).

Em 1966, lançou pela Odeon o LP Depois do Carnaval, com destaque para a faixa-título (Jorge Costa e Paulo Roberto); e, desde então, passou a gravar pela Continental, lançando, em 1969, Noite Ilustrada, com Sim (Cartola e Osvaldo Martins); em 1970, Samba sem problemas, com Barracão (Luís Antônio e Oldemar Magalhães), em 1971, Noite Ilustrada, com Balada número 7- Mané Garrincha (Alberto Luís); em 1972, Noite interpreta Marques Filho, com Recado do mestre, entre outras; em 1974, Samba sem hora marcada, com Eu, você e Mangueira (Jorge Costa); e, em 1978, Não me deixe só.

Em 1981 lançou pela Warner o LP 0 fino do samba. No período entre 1984 e 1994 morou em Recife PE, e gravou, pela Polydisc, quatro LPs reunindo músicas novas e antigos sucessos.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Synval Silva

Synval Silva (Sinval Machado da Silva), compositor, nasceu em Juiz de Fora-MG em 14/03/1911 e faleceu no Rio de Janeiro em 14/04/1994. Filho de um clarinetista da Banda Euterpe Mineira, de Juiz de Fora, aprendeu a tocar viola ouvindo as aulas dadas por um professor ao seu irmão.

Muito cedo começou a tocar em festas na cidade natal. Ainda menino, tornou se mecânico de automóvel, trabalhando depois como motorista. Em 1927, compôs sua primeira música, a valsa Lua de prata, que não chegou a ser gravada. Três anos depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, indo morar no morro da Formiga. Através de Norival Pandeiro, já em 1931 passou a fazer parte do regional Good-Bye, da Rádio Mayrink Veiga, e, pouco depois, conheceu Assis Valente, que o apresentou a Carmen Miranda.

A pedido da cantora, que lhe prometeu um conto por uma música falando em mulato de samba, compôs Alvorada e Ao voltar do samba, gravados por Carmen Miranda, pela Victor, em 1934. Com o grande sucesso alcançado pela segunda composição, a cantora lhe fez novo desafio: dois contos se lhe entregasse outro samba que atingisse pelo menos a metade do sucesso do anterior. Compôs, então, o samba Coração, gravado em 1935, no mesmo selo e pela mesma intérprete, com enorme êxito.

Novamente ela lhe fez outra oferta: três contos se lhe desse outra musica, resultando então o samba Adeus batucada, gravado sob selo Odeon, no mesmo ano, que se tornou grande sucesso e prefixo musical dos programas de Carmen Miranda. Dessa forma, transformou-se no compositor predileto da cantora, tendo tido a maior parte de sua obra gravada por ela.

Em 1936 Aurora Miranda gravou pela Odeon duas músicas de sua autoria, a marcha Amor! amor e o samba Moreno. Em 1937, Carmen Miranda lançou pela mesma etiqueta mais dois sambas seus: Saudade de você e Gente bamba, e, durante o final da década de 1930 e por toda a década de 1940, destacou-se com vários sucessos, gravados pelos intérprete da moda — em 1938, Orlando Silva lançou o samba Agora é tarde, em selo Victor, Odete Amaral gravou pela mesma etiqueta o samba Alma de um povo (com Amado Regis) e o Trio de Ouro registrou em disco Odeon o samba Madalena se zangou (com Ubenor Santos); em 1939, pela Odeon, Carmen Miranda gravou o samba Amor ideal e a marcha Nosso amor não foi assim.

Fundou, em 1940, o G.R.E.S. Império da Tijuca e compôs o samba Sandália de cetim para a escola. Em 1942, Ciro Monteiro lançou em disco Victor o samba Fonte de amor; em 1944, o mesmo cantor gravou, pela Victor, o samba Crioulo sambista (com Nelson Trigueiro) e, em 1945, também para a mesma gravadora, interpretou Pra minha morena; em 1946, o Trio de Ouro lançou pela Odeon o samba Negro artilheiro; e, em 1947, o samba Geme, negro (com Ataulfo Alves) foi gravado pelo parceiro, sob selo Victor.

Visitou Carmen Miranda nos EUA, em 1950, permanecendo lá por quatro meses. Só em 1973 gravaria um LP para a RCA (na série Documento), incluindo sete músicas antigas e mais Amor e desencontro (com Marilene Amaral). Sócio fundador da ABCA, da UBC e da SBACEM, gravou seu depoimento para o MIS, do Rio de Janeiro, recebendo do mesmo em 1971 o título de Bacharel em Samba, com direito a diploma e anel. Foi o autor do samba-enredo As minas de prata (com Mauro Afonso e Jorge Melodia), com o qual a Império da Tijuca desfilou em 1974.

Obras

Adeus, batucada, samba, 1935; Ao voltar do samba, samba, 1934; Coração, samba, 1935; Gente bamba, samba, 1937; As minas de prata (c/Mauro Afonso e Jorge Melodia), samba-enredo, 1974; Moreno, samba 1936; Sandália de cetim, samba, 1940.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Hyldon

Hyldon (Hyldon de Souza Silva), cantor, violonista e compositor, nasceu na Bahia em 17/04/1951. Um dos grandes representantes da soul music brasileira (ao lado de Tim Maia e Cassiano), tocou com os Diagonais (de Cassiano), Wilson Simonal, Tony Tornado e Tim Maia (de quem foi parceiro) e produziu discos de Jerry Adriani , Erasmo Carlos e Odair José.

Teve seu primeiro e maior sucesso em 1975, com a balada Na rua, na chuva, na fazenda, título de seu primeiro disco, que ainda estourou Na sombra de uma árvore e As dores do mundo.

Gravou "Deus, a natureza e o amor" em 1976, sem conseguir repetir o êxito. Hyldon voltou à luz nos anos 90 através do interesse de bandas como o Kid Abelha, que regravou Na chuva e do Jota Quest, que fez o mesmo com As dores do mundo.