quarta-feira, outubro 15, 2008

Nestor Campos

Nestor Campos (Nestor Pereira Campos), compositor, guitarrista e instrumentista, nasceu em São Luís de Piratininga, SP, em 6/3/1920. Foi líder de um conjunto que fazia constantes apresentações em boates paulistas. Atuou como guitarrista na Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

Em 1951, apresentou-se com Helena de Lima e Djalma Ferreira no norte do país. Em 1952, teve o Baião do sul gravado na RCA Victor por Zaccarias e Seu Conjunto. No ano seguinte, o choro Mulatinho, com Mesquita, foi gravado na RCA Victor por Mesquita e Seu Conjunto com a utilização do vibrafone.

Em 1954, foi convidado por Dick Farney para fazer parte do Dick Farney e seu Conjunto como guitarrista. Nesse ano, participou com o conjunto de Dick Farney da gravação na Continental do choro João Sebastião Bach, de sua autoria e Dick Farney.

Em 1955, as composições Gafieira e Dama da noite, parcerias com Djalma Ferreira, foram gravadas por Djalma Ferreira pela Musidisc. Nesse ano, seu Choro nº 1 foi gravado no LP Dick Farney e seu quinteto lançado por Dick Farney na Continental. Também em 1955, gravou pela Columbia, em interpretação de guitarra, o mambo As lavadeiras, de Obidulio Morales e Marion Sunshine, e o choro Um baixo no chor", de sua autoria.

Em 1956, lançou pela Musidisc o LP Música da Noite - Volume 1, gravado com seu conjunto de boate. No mesmo ano, teve a canção Beduíno triste, com Sílvio Viana, gravada por Carlos Augusto na Polydor, e a Toada do beijo, com Sílvio Viana, registrada na Copacabana por Carminha Mascarenhas. Por essa época, passou a atuar como integrante do conjunto da Boate Cave.

Em 1958, teve o samba-canção Frases de amor, com Alberto Paz, gravado por Alaíde Costa na Odeon. Nesse ano, como integrante do conjunto da boate Cave, tocando contrabaixo, participou da gravação do LP Uma noite no Cave, do cantor Almir Ribeiro.

Em 1962, gravou três discos pela gravadora Musidisc interpretando o beguine Arrivederci Roma, de Renato Ruscel, Garinei e Giovannini, os sambas Dance e não se canse, de sua autoria, Agora é cinza, de Bide e Marçal, e Madeira, de Maximiano Souza, e os fox The rose tatoo, de J. Brocks e H. Warren, e Molly-o, de Bernestein e Fine.

Instrumentista de intensa atuação, lançou disco pela Columbia e Musidisc e destacou-se como líder de conjunto.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

Gilberto Gagliardi

Gilberto Gagliardi, instrumentista e arranjador, nasceu em São Paulo SP, em 5/12/1922. Estudou trombone com o pai, José Gagliardi, e fez curso de iniciação musical na E.N.M.U.B, do Rio de Janeiro RJ, em 1938. Começou a tocar profissional mente com a orquestra Simon Bountman, que atuava na Victor.

Realizou suas primeiras gravações — músicas de Carnaval — em 1939, e tocou em diversas orquestras na Odeon, acompanhando Francisco Alves, o Trio de Ouro, Orlando Silva, Sílvio Caldas, Emilinha Borba e outros.

Apresentou-se no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, de 1940 a 1943, com a orquestra de Carlos Machado, e participou de sua excursão pela Argentina em 1943. Tocou ainda na Rádio Globo, do Rio de Janeiro, de 1944 a 1947 e, de 1948 a 1951, na Rádio Nacional.

Em 1949 viajou pelo Uruguai com a orquestra de Zacarias e recebeu o prêmio de melhor trombonista brasileiro, conferido pela Associação dos Fã-Clubes Brasileiros e pelos programas Cinemúsica e Disc-jockey.

De 1946 a 1953 tocou com o conjunto Os Copacabana; de 1954 a 1956, com a orquestra Sílvio Mazzuca; em 1961, com a orquestra Simonetti e, em 1963, com Dick Farney e sua Orquestra, para a qual também fez arranjos para gravações.

Em 1966 tocou com a orquestra Élcio Álvarez. Como líder e arranjador, gravou os seguintes LPs: Escola de dança (1957), Dançando com G. Gagliardi e sua orquestra (1959) e Baile das Américas (1961).

Foi arranjador das músicas de Carnaval dos compositores da SICAM entre 1968 e 1974 e trabalhou nas trilhas sonoras de quase todos os filmes produzidos pela Vera Cruz. Foi o primeiro trombone solista da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. Compôs vários choros, tendo como parceiros Clóvis Mamede, Domingos Namone e Romeu Rocha.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Retrato de um playboy

Retrato de um playboy - Gabriel o Pensador
Tom: Bbm
Intro: ( Bbm )

Pergunta prum playboy   o que é que ele pensa
Sabe o que ele diz ? (Se borra todo)
Não, mais ou menos assim:
(Bbm  Ebm7)
Sou playboy e vivo na farra 
Vou à praia todo o dia  e sou cheio de marra
Só ando com a galera e nela me garanto
Só que quando estou sozinho  eu só ando pelos cantos
Por que eu luto Jiu-jitsu mas é só diversão
É isso aí meu cumpádi my brother meu irmão
Se alguma coisa está na moda  então eu faço também
Igualzinho a mim eu conheço mais de cem
Se eu faço tudo o que eles fazem então tudo bem
Não quero estudo nem trabalho  Não vem que não tem
Porque eu sou o quê ?
Um playboyzinho  e disso não me envergonho
Não sei o que é a vida  Não penso
Não sonho praia surf e chopp
Essa é a minha realidade
Não saio disso porque me falta personalidade
Não tenho cérebro apenas me enquadro no sistema
Ser tapado é a minha sina
Ser playboy é o meu problema
Faço só o que os outros fazem e acho isso legal
Arrumo brigas com a galera e acho sensacional
Me olho no espelho e me acho o tal
Mas não percebo que no fundo eu sou um débil mental  Por que
Bb
Sou playboy filhinho de papai
Eb                       Ab
Me afundo nessa bosta até não poder mais   porque
Bb
Sou playboy filhinho de papai
Eb                         Ab
Sou um débil mental   Somos todos igual por que
Bb
Souplayboy filhinho de papai
Eb                       Ab
Me afundo nessa bosta até não poder mais   porque
Bb
Sou playboy filhinho de papai
Eb                    Ab
Sou um débil mental   Somos todos iguais
(Bbm  Ebm7)
Com a cabeça raspada ou cheia de parafina
Eu não tiro onda porque acho que sou gente fina
Mas na verdade eu pertenço a pior raça que existe
Eu sou playboy penso que sou feliz
Mas eu sou triste  Eu sou pior que uma praga
Eu sou pior que uma peste
Eu tô em qualquer lugar  da superfície terrestre
E digo aonde a playboyzada prolifera a mil
E num país capitalista pobre como o Brasil
Onde não somos patriotas ou nacionalistas
Gosto das cores dos states com as estrelas e listras
É o que eu sinto pelo país e que eu sinto pelo povo
Olha só que legal quando eu pego um ovo
E entro no carro com os amigos levo o ovo na mão
Olha o ponto de ônibus  Freia aí meu irmão !!
E ru taco o ovo bem na cara de um trabalhador
Que esperava o seu ônibus que passou e não parou
Que maneiro eu não ligo pra quem tá sofrendo
Eu vez de eu dar uma carona eu deixo o cara fedendo
Que legal se um mendigo me pede um cigarro
É apenas um motivo pra tirar mais um sarro
sacanear um mendigo é a maior diversão
Não tem problema há quantos dias ele não come um pão
E por falar em pão que eu como todo dia
Eu me lembrei da empregada que se chama Maria
Ela me dá comida me dá roupa lavada
Mas quando eu tô presente ela é sempre humilhada
Você precisa ver como eu trato a coitada
Eu a rebaixo e esculacho e fico dando risada  por que
Sou playboy filhinho de papai
Eb                         Ab
Me afundo nessa bosta até não poder mais   porque
Bb
Sou playboy filhinho de papai
Eb                         Ab
Sou um débil mental   Somos todos igual por que
Bb
Souplayboy filhinho de papai
Eb                 Ab
Me afundo nessa bosta até não poder mais   porque
Bb
Sou playboy filhinho de papai
Eb                    Ab
Sou um débil mental   Somos todos iguais
(Bbm  Ebm7)
Eu não sei nada dessa vida e desse mundo onde estou
E é quando eu saio de noite que eu vejo a merda que eu sou
Sem ter o que fazer ser ter o que pensar
Eu encho a cara de bebida até vomitar
E os falsos amigos que vão lá me carregar
São os mesmos que depois só vão me sacanear
Mas na cabeça da galera tamb;em não tem nada
Somos um monte de merda dentro da mesma privada
E até engraçado pela moda sou guiado
Adoro reggae mas não seu o que o Bob Marley diz
E se eu soubesse talvez não fosse tão infeliz
Mas eu sou um otário a minha vida não presta
Inteligência ? não tenho
A burrice é o que me resta
Então agora dá licença que eu vou parar
Minha cabeça tá doendo Eu vou descansar
E esse lugar tá fedendo quem mandou eu pensar ?  Por que eu
Sou playboy filhinho de papai
Eb                             Ab
Me afundo nessa bosta até não poder mais   porque
Bb
Sou playboy filhinho de papai
Eb                    Ab
Sou um débil mental   Somos todos igual por que
Bb
Souplayboy filhinho de papai
Eb                       Ab
Me afundo nessa bosta até não poder mais   porque
Bb
Sou playboy filhinho de papai
Eb                       Ab
Sou um débil mental   Somos todos iguais
(Bbm  Ebm7  Ab7)
Esse é o retrato da nossa juventude
Seja o playboy da maconha ou o playboy da saúde
E se cuidarmos assim do futuro do Brasil
Vamos levar esse país  para a puta que o pariu