sábado, outubro 18, 2008

Vera Brasil

Vera Brasil (Vera Lelot), compositora, cantora e instrumentista, nasceu São Paulo SP, em 07/05/1932. Filha do compositor e violonista Sivan Castelo Neto, iniciou-se no violão aos 16 anos e, mais tarde, estudou canto e música com Miguel Arquerons.

Sua primeira composição gravada foi o samba-canção Três palavras (com Sivan Castelo Neto), lançado em 1954 por Mário Martins, em disco Copacabana. A música O menino desce o morro (com De Rosa) fez sucesso em diversas gravações, salientando-se a de Miriam Ribeiro, pela Philips, e a de Geraldo Cunha, pela Chantecler, ambas em 1958.

A partir de 1960 participou de diversos festivais de música popular, no Brasil e em outros países da América do Sul. Em 1965, no 1º Festival Nacional da MPB, da TV Excelsior, de São Paulo, obteve o terceiro lugar com Eu só queria ser (letra de Miriam Ribeiro), cantada por Claudete Soares.

No ano seguinte, no FNMPB da mesma emissora, alcançou o segundo lugar com Inaê (com Maricene Costa), interpretada por Nilson. Estreou como cantora em 1964, com o LP da gravadora Farroupilha Tema do boneco de palha, que é também o título de uma de suas mais conhecidas composições, feita em parceria com o pai. Desde então passou a apresentar-se em shows e televisão, excursionando por Portugal em 1967.

Em 1968 foi responsável pela direção musical do espetáculo Musicanossa, apresentado no Teatro de Arena, em São Paulo.

Em 1983 criou, juntamente com a cantora Márcia e a pianista Maria Eugênia Pacheco de Brito, a Escola Play — Centro Audiovisual de Música. Suas composições foram gravadas por vários intérpretes, entre eles Elisete Cardoso, Simone e Maysa.

Obras

Eu só queria ser (c/Miriam Ribeiro), samba, 1965; O menino desce o morro (c/De Rosa), samba, 1958; Tema do boneco de palha (c/Sivan Castelo Neto), samba, 1961.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Nestor Campos

Nestor Campos (Nestor Pereira Campos), compositor, guitarrista e instrumentista, nasceu em São Luís de Piratininga, SP, em 6/3/1920. Foi líder de um conjunto que fazia constantes apresentações em boates paulistas. Atuou como guitarrista na Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

Em 1951, apresentou-se com Helena de Lima e Djalma Ferreira no norte do país. Em 1952, teve o Baião do sul gravado na RCA Victor por Zaccarias e Seu Conjunto. No ano seguinte, o choro Mulatinho, com Mesquita, foi gravado na RCA Victor por Mesquita e Seu Conjunto com a utilização do vibrafone.

Em 1954, foi convidado por Dick Farney para fazer parte do Dick Farney e seu Conjunto como guitarrista. Nesse ano, participou com o conjunto de Dick Farney da gravação na Continental do choro João Sebastião Bach, de sua autoria e Dick Farney.

Em 1955, as composições Gafieira e Dama da noite, parcerias com Djalma Ferreira, foram gravadas por Djalma Ferreira pela Musidisc. Nesse ano, seu Choro nº 1 foi gravado no LP Dick Farney e seu quinteto lançado por Dick Farney na Continental. Também em 1955, gravou pela Columbia, em interpretação de guitarra, o mambo As lavadeiras, de Obidulio Morales e Marion Sunshine, e o choro Um baixo no chor", de sua autoria.

Em 1956, lançou pela Musidisc o LP Música da Noite - Volume 1, gravado com seu conjunto de boate. No mesmo ano, teve a canção Beduíno triste, com Sílvio Viana, gravada por Carlos Augusto na Polydor, e a Toada do beijo, com Sílvio Viana, registrada na Copacabana por Carminha Mascarenhas. Por essa época, passou a atuar como integrante do conjunto da Boate Cave.

Em 1958, teve o samba-canção Frases de amor, com Alberto Paz, gravado por Alaíde Costa na Odeon. Nesse ano, como integrante do conjunto da boate Cave, tocando contrabaixo, participou da gravação do LP Uma noite no Cave, do cantor Almir Ribeiro.

Em 1962, gravou três discos pela gravadora Musidisc interpretando o beguine Arrivederci Roma, de Renato Ruscel, Garinei e Giovannini, os sambas Dance e não se canse, de sua autoria, Agora é cinza, de Bide e Marçal, e Madeira, de Maximiano Souza, e os fox The rose tatoo, de J. Brocks e H. Warren, e Molly-o, de Bernestein e Fine.

Instrumentista de intensa atuação, lançou disco pela Columbia e Musidisc e destacou-se como líder de conjunto.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

Gilberto Gagliardi

Gilberto Gagliardi, instrumentista e arranjador, nasceu em São Paulo SP, em 5/12/1922. Estudou trombone com o pai, José Gagliardi, e fez curso de iniciação musical na E.N.M.U.B, do Rio de Janeiro RJ, em 1938. Começou a tocar profissional mente com a orquestra Simon Bountman, que atuava na Victor.

Realizou suas primeiras gravações — músicas de Carnaval — em 1939, e tocou em diversas orquestras na Odeon, acompanhando Francisco Alves, o Trio de Ouro, Orlando Silva, Sílvio Caldas, Emilinha Borba e outros.

Apresentou-se no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, de 1940 a 1943, com a orquestra de Carlos Machado, e participou de sua excursão pela Argentina em 1943. Tocou ainda na Rádio Globo, do Rio de Janeiro, de 1944 a 1947 e, de 1948 a 1951, na Rádio Nacional.

Em 1949 viajou pelo Uruguai com a orquestra de Zacarias e recebeu o prêmio de melhor trombonista brasileiro, conferido pela Associação dos Fã-Clubes Brasileiros e pelos programas Cinemúsica e Disc-jockey.

De 1946 a 1953 tocou com o conjunto Os Copacabana; de 1954 a 1956, com a orquestra Sílvio Mazzuca; em 1961, com a orquestra Simonetti e, em 1963, com Dick Farney e sua Orquestra, para a qual também fez arranjos para gravações.

Em 1966 tocou com a orquestra Élcio Álvarez. Como líder e arranjador, gravou os seguintes LPs: Escola de dança (1957), Dançando com G. Gagliardi e sua orquestra (1959) e Baile das Américas (1961).

Foi arranjador das músicas de Carnaval dos compositores da SICAM entre 1968 e 1974 e trabalhou nas trilhas sonoras de quase todos os filmes produzidos pela Vera Cruz. Foi o primeiro trombone solista da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. Compôs vários choros, tendo como parceiros Clóvis Mamede, Domingos Namone e Romeu Rocha.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.