sábado, janeiro 03, 2009

Miúcha


Miúcha (Heloísa Maria Buarque de Hollanda), cantora, nasceu no Rio de Janeiro em 30/11/1937 e mudou-se para São Paulo aos oito anos de idade, com a família. O pai, Sergio Buarque de Hollanda, era amigo de músicos e gostava de promover saraus e noitadas musicais. Dorival Caymmi e Vinícius de Moraes eram alguns que apareciam com freqüência.

Miúcha começou a tocar violão e cantar com os seis irmãos, influenciada pelo repertório da casa, que passava por Ataulfo Alves, Ismael Silva, Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa.

Na década de 60 conseguiu uma bolsa para estudar História da Arte em Paris. Durante umas férias viajou com amigos para a Itália e Grécia, e lá começou a cantar e tocar em todos os lugares por onde passavam.

Com a experiência, de volta a Paris, passou a se apresentar no bar "La Candelaria", onde se apresentava também a chilena Violeta Parra. Graças a Violeta conheceu João Gilberto, com quem acabou se mudando para Nova York e casando. Foi em Nova York sua estréia em disco: The Best of Two Worlds, com João Gilberto e Stan Getz, gravado em 1975.

No mesmo ano, excursionou com Getz, e juntos participaram do Festival de Jazz de Newport. Ainda em 1975 fez sua primeira gravação ao lado de Tom Jobim, cantando na faixa Bôto, do LP Urubu.

Com Tom Jobim gravou dois discos, Miúcha e Antônio Carlos Jobim (1977) e Miúcha e Tom Jobim (1979), em que lançou alguns dos maiores sucessos de sua carreira: Maninha (composta pelo irmão Chico Buarque em homenagem a ela), Pela luz dos olhos teus (Vinicius), Vai levando (Chico Buarque e Caetano Veloso), Samba do avião, Falando de amor (ambas de Tom Jobim) e Dinheiro em penca (Tom Jobim e Cacaso), que serviria de inspiração para o irmão Chico criar a música Paratodos, título de seu disco em 1993.

Em 1977 participou do famoso show no Canecão ao lado de Vinicius, Toquinho e Tom, que rendeu um disco histórico. O espetáculo ficou em cartaz no Rio por quase um ano, seguindo depois para outras cidades na América do Sul e Europa.

Depois disso Miúcha manteve uma carreira bem-sucedida, gravando discos e excursionando com freqüência pelas Américas, Europa e Japão. Seu disco mais recente, Rosa amarela (1999), foi lançado primeiro no Japão, e inclui clássicos como Doce de coco (Jacob do Bandolim) e composições recentes, como Assentamento (Chico Buarque).

Fontes: Brasil Memórias; Wikipédia; CliqueMusic.

Dalton Vogeler

Dalton Vogeler (Dalton Vogeler Gomes), instrumentista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro em 12/1/1926 e faleceu na mesma cidade em 8/12/2008. Iniciou-se na música com o avô, o maestro e compositor Henrique Vogeler, e como pai, o violinista e violista Carlos Vogeler Gomes. Estudou ainda com Romeu Malta, Davi Paiva e Antônio Leopardi.

Em 1946 organizou o Quinteto de Dalton, que começou atuando na Rádio Clube do Brasil e, em 1949, passou para a Rádio Tupi, onde ficou até 1950. A partir desse ano, atuou como saxofonista e contrabaixista em várias orquestras, entre as quais, a de Waldir Calmon, a de Djalma Ferreira e a de Steve Bernard. Como integrante do Conjunto de Waldir Azevedo excursionou pela América do Sul e América Central.

Estreou como compositor em 1959 com Balada triste (com Esdras Silva), inicialmente gravada por Ângela Maria (Copacabana) e depois por Agostinho dos Santos (RGE), que fez muto sucesso.

A partir de 1960 dedicou-se à producão de discos. Em 1963 começou a trabalhar na organização de caravanas de divulgação da música brasileira no exterior.

De 1964 a 1967 foi o primeiro secretário da Ordem dos Músicos do Brasil e, de 1970 a 1973, ensinou industrialização e comercialização da música, no Instituto Villa-Lobos.

Faleceu vítima de enfarte, com 82 anos, em 8 de dezembro 2008.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileria - Art Editora e publiFolha; G1 - Edição Rio de Janeiro - NOTÍCIAS.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Louvação


Louvação (canção, 1966) - Gilberto Gil e Torquato Neto - Interpretação: Elis Regina e Jair Rodrigues

LP/CD Dois Na Bossa Número 2 - Elis Regina e Jair Rodrigues / Título da música: Louvação / Gilberto Gil (Compositor) / Torquato Neto (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Jair Rodrigues (Intérprete) / Luis Loy Quinteto (Acomp.) / Bossa Jazz Trio (Acomp.) / Gravadora: Philips / Ano: 1966 / Álbum: P-632.792-L / Faixa 6 / Gênero musical: Canção.



Vou fazer a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Meu povo, preste atenção - atenção, atenção
Repare se estou errado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado

E louvo, pra começar
Da vida o que é bem maior
Louvo a esperança da gente
Na vida, pra ser melhor
Quem espera sempre alcança
Três vezes salve a esperança!

Louvo quem espera sabendo
Que pra melhor esperar
Procede bem quem não pára
De sempre mais trabalhar
Que só espera sentado
Quem se acha conformado

Vou fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Quem 'tiver me escutando - atenção, atenção
Que me escute com cuidado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado

Louvo agora e louvo sempre
O que grande sempre é
Louvo a força do homem
E a beleza da mulher
Louvo a paz pra haver na terra
Louvo o amor que espanta a guerra

Louvo a amizade do amigo
Que comigo há de morrer
Louvo a vida merecida
De quem morre pra viver
Louvo a luta repetida
Da vida pra não morrer

Vou fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
De todos peço atenção - atenção, atenção
Falo de peito lavado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado

Louvo a casa onde se mora
De junto da companheira
Louvo o jardim que se planta
Pra ver crescer a roseira
Louvo a canção que se canta
Pra chamar a primavera

Louvo quem canta e não canta
Porque não sabe cantar
Mas que cantará na certa
Quando enfim se apresentar
O dia certo e preciso
De toda a gente cantar

E assim fiz a louvação - louvação, louvação
Do que vi pra ser louvado - ser louvado, ser louvado
Se me ouviram com atenção - atenção, atenção
Saberão se estive errado
Louvando o que bem merece
Deixando o ruim de lado