sábado, janeiro 22, 2011

Alberto Lonato

Alberto Lonato
Alberto Lonato (Alberto Lonato da Silva), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 8/11/1909, e faleceu na mesma cidade, em 18/1/1998. Criado no subúrbio carioca de Sapê, hoje Rocha Miranda, desde cedo freqüentou o meio dos sambistas da Mangueira, do morro da Favela, do Largo do Estácio e as festas do Seu Napoleão (pai de Natal da Portela), Nozinho e Vicentina.

Lustrador de profissão, aprendeu a tocar pandeiro observando outros ritmistas.

Por volta de 1929, assistiu às primeiras reuniões para a formação da Portela, em casa da mãe-de-santo Madalena Rica, onde se reuniam diversos músicos; mas só entrou para a escola 11 anos depois.

Fernando Lona


Fernando Lona (Fernando José Magalhães Lona), compositor e ator, nasceu em Salvador, BA, em 19/3/1937, e faleceu na BR-116, em 5/11/1977. Começou a compor em 1955, quando já tocava violão.

Em 1962, participou do programa Musical Casas Ernesto, em cartaz por seis meses na TV Itapoã, de Salvador. No ano seguinte, teve sua primeira composição gravada, Lamento de Justino (com Orlando Sena), em compacto duplo da CBS, com as músicas do filme Grito da terra (direção de Olney Alberto São Paulo).

Como ator, participou, ainda em 1963, da peça A exceção e a regra (Bertolt Brecht) e, em seguida, de dois shows individuais na capital baiana, Terra de ninguém, com música-título de sua autoria, e Ofício de cantar.

Nessa época, participou dos shows Nós, por exemplo e Nova bossa velha e velha bossa nova, com grupo baiano que surgia, formado por Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa e Tom Zé

Participou depois de várias peças teatrais, continuando também a compor. Em 1966, a marcha-rancho Porta estandarte, feita em parceria com Geraldo Vandré, obteve o primeiro lugar no FNMP, da TV Excelsior, de São Paulo SP, na interpretação de Tuca e Airto Moreira

Fixando-se em São Paulo, compôs músicas para a peça teatral O desembestado, dirigida por Ariovaldo Matos, da qual participou também como ator. Retornando à Bahia, continuou a atuar em teatro, como na peça Arena conta Zumbi, de Gianfrancesco Guarnieri, quando encenada em Salvador. 

Ainda como ator, participou de vários filmes nacionais. Lançou em 1977 O Romance desastroso de Josiano e Mariana ou A gesta do Boi Menino, inspirado no gênero cordel, com ilustrações de Calazans Neto. Apresentou-se no mesmo ano em São Paulo no espetáculo De cordel a bordel, em que cantou, dançou e recitou seus versos. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Lobão

Lobão, pioneiro na incorporação de elementos de samba e chorinho ao rock da década de 1980
Lobão (João Luís Woerdenbag Filho), compositor, instrumentista e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 11/10/1957. Pioneiro na incorporação de elementos de samba e chorinho ao rock-and-roll da década de 1980, iniciou a carreira como baterista do grupo Vímana, que incluía Lulu Santos e Ritchie e que gravou um compacto pela Som Livre em 1977, com Zebra e Masquerade, participando também do LP Ave noturna, de Fagner.

Foi baterista do Blitz, mas saiu antes de começarem a gravar o primeiro disco, por discordar do estilo pop comercial da banda. Assinou contrato com a RCA e gravou em 1982 seu primeiro disco solo, Cena de cinema, no qual se destacou a faixa Me chama, regravada por Marina.

No disco Vida bandida, de 1989, passou a incorporar elementos de samba em seu trabalho. Sua versatilidade e ecletismo levaram-no a compor um fox-trot, A deusa do amor (com Bernardo Vilhena), que gravou em dueto com Nelson Gonçalves, em 1987, no LP de Nelson Nós (RCA/BMG).

Mudando para a gravadora Virgin em 1995, lançou o CD Nostalgia da modernidade, disco marcado presença do samba. Parte da crítica mais uma vez reagiu mal e o público roqueiro estranhou a mudança, resultando em novo fracasso comercial. 

O mesmo ocorreu com o CD seguinte, Noite, de 1998, este mais eletrônico. Sempre polêmico, após vários problemas com gravadoras, lançou em 1999 o primeiro CD independente, A vida é doce, acompanhado por uma revista-manifesto, sendo vendido apenas nas bancas de jornal. O disco vendeu cerca de 97 mil cópias. 

Neste mesmo ano, deu início a uma campanha contra as gravadoras e conseguiu a vendagem recorde de 100 mil cópias (numeradas) de seu disco A vida é doce, apenas divulgando nas rádios comunitárias de todo o país, principalmente as do Rio de Janeiro. 

Logo depois, vários artistas partiram para essa solução alternativa para a vendagem de seus discos independentes. No mesmo ano, esteve internado por 15 dias, em estado de coma, por misturar álcool com barbitúricos.

No ano 2000, ao lado de Elza Soares, Os Cariocas e Pedro Luís e a Parede, fez o show de encerramento do projeto Novo Canto (que lançou novos talentos como Vander Lee, Patrícia Mello, Andréa Dutra, Dudu Salinas, Elisa Queirós, Andréa Marquee, André Gabhé e Guima Moreno, entre outros).

Em 2001, no Ballroom, apresentou o show Lobão 2001 - Uma Odisséia no universo paralelo. O show foi transformado em um disco ao vivo, gravado pelo canal Multishow. Na ocasião, como declarou o compositor: "A concentração é no repertório recente, sem nostalgia".

Em 2002 lançou por seu selo Universo Paralelo o CD Uma odisséia no universo paralelo. O disco trouxe as inéditas Lullaby e Para o mano Caetano e as pouco conhecidas de discos anteriores A noite e Nostalgia da modernidade, entre outras.

Em 2003, lançou, pelo seu Selo Fonográfico Universo Paralelo, o CD Canções dentro da noite escura, disco no qual apresentou as inéditas Capitão Gancho, de sua autoria e ainda uma parceria inédita com Cazuza Seda, e outra também inédita com Júlio Barroso Quente. Lançou a revista Outra coisa, na qual foi encartado o CD Enxugando gelo, do cantor e compositor B Negão, também lançado pelo selo Universo Paralelo.

No ano de 2004, participou do debate e evento "A arte da crítica" sobre música popular no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) que reuniu, Tárik de Souza, Arthur Dapieve e Hugo Sukman, entre outros.

Em 2007 lançou, pela gravadora Sony& BMG, o CD Acústico MTV, disco no qual interpretou alguns de seus maiores sucessos e outras composições não tão conhecidas do grande público, entre os sucessos e as pouco menos conhecidas destacamos Me chama, Corações psicodélicos, Quente, Bambino, Noite e dia (c/ Júlio Barroso), Essa noite não, O mistério (c/ Ritchie e Lulu Santos), A queda, A vida é doce, El desdichado II, Canos silenciosos, A gente vai se amar, Rádio Blá, Por tudo que for, Você e a noite escura, Pra onde você vai, Vou te levar, Décadence avec Élégance, entre outras.

Entre seus intérpretes destacam-se João Gilberto e o grupo Biquini Cavadão na emblemática Me chama.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha; Dicionário Cravo Albin da MPB.