quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Fernando Z. Maldonado

Fernando Z. Maldonado (Fernando Zenaido Maldonado Rivera), compositor e pianista mexicano, nasceu em Cárdenas, San Luis Potosí, em 20/08/1917, e faleceu na cidade de Cuernavaca, Morelos, em 23/03/1996. Seus pais foram o Sr. Moisés Maldonado e a Sra. Catalina Rivera de Maldonado, e teve quatro irmãos: Juan, José, Concepción e Elisa.

Desde criança se interessava pela música. Aos sete anos compôs a valsa "Catalina", dedicado a sua mãe. Estudou piano, flautim e harmonia sob a orientação de seu tio Evodio Rivera Torres e seu avô don Tristán Rivera, que eram músicos.

Destacou-se como estudante e como músico em San Luis Potosí, e mais tarde viajou a Monterrey, onde se integrou a um grupo musical com quem acompanhou nos espetáculos e na rádio.

Em 1942 se casou com a compositora María Alma (María Alma Basurto Río de la Loza), criadora de canções como "Compréndeme" e "Tuya soy".

Em 1945 viajaram para a Cidade do México em busca de melhores oportunidades. Na rádio XEW conseguiu, com Don Emilio Azcárraga Vidaurreta, a oportunidade de trabalhar nessa importante emissora como pianista e pesquisador de novos talentos. Assim pode levar várias de suas canções ao sucesso na voz de diversos cantores, como Genaro Salinas, Julio Flores, Fernando Fernández e Lupita Palomera, entre outros. Maldonado tinha uma grande versatilidade musical porque compunha baladas, boleros, cúmbias, valsas e canções rancheiras.

Em 1950 ficou famoso ao gravar profissionalmente, como pianista, discos que alcançaram fama mundial, graças que nesta época era muito apreciado o trabalho de pianistas concertistas como Consuelo Velázquez e Beatriz Murillo.

Como as maiores vendagens de discos eram de artistas americanos, decidiu adotar o pseudônimo de Fred McDonald ao assinar um contrato com a CBS para trabalhar como arranjador, compositor e diretor musical. Com este nome conseguiu grande popularidade.

Entre seus sucessos podemos mencionar as canções "Volver, volver", "Amor de la calle", "Voy gritando por la Calle", "Payaso" (da qual Javier Solís fez uma magnífica interpretação), "Hermoso Cariño" (interpretada por Vicente Fernández) e muitas outras que foram gravadas por Hermanas Huerta, Andy Russell, Los Panchos, Sonia López, María de Lourdes, Queta Jiménez "La Prieta Linda", Enrique Guzmán, Raphael, Ray Conniff, Olimpo Cárdenas, Humberto Cravioto y Laura Záizar.

Morreu tragicamente com sua esposa em um assalto a sua casa, ocorrido em 23 de março de 1996, na cidade de Cuernavaca, Morelos.


Acesse aqui a relação de compositores e intérpretes de bolero

Bolero: Letras, Cifras e Músicas

Saiba sobre as origens do bolero


Fontes: Sociedad de Autores y Compositores de Música (SACM) - México; www.taringa.net. Tradução: Everaldo J Santos.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Mano Elói

Foto: A Manhã, 3/9/1950
Mano Elói (Eloy Antero Dias), instrumentista, compositor e cantor, nasceu em Engenheiro Passos, RJ, em 04/09/1888, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 10/3/1971. Aos 15 anos foi para o Rio de Janeiro, onde aprendeu a tocar tamborim, pandeiro e cavaquinho, empregando-se mais tarde como estivador no cais do porto.

Nas rodas de sambistas dos morros da Favela e de Santo Antônio, passou a ser conhecido como Mano Elói. Foi um dos fundadores das escolas de samba "Deixa Malhar", "Vai Como Pode" (hoje G.R.E.S. da Portela) e Prazer da Serrinha (atual G.R.E.S. Império Serrano).

Era também frequentador dos terreiros de candomblé, tendo sido um dos pioneiros, em 1930, na gravação de pontos e corimás de macumba no Brasil. Os dois discos da Odeon, que contaram ainda com a participação do compositor Amor e o Conjunto Africano, incluem os pontos de Iansã e Ogum, e os cantos de macumba de Exu e Ogum.

Em 1936 foi eleito o primeiro "Cidadão Samba" no concurso promovido pela União Geral das Escolas de Samba do Brasil.

Em 1966, com quase 80 anos de idade, desfilou com a Império Serrano no Carnaval. É autor do samba Não vai ao candomblé, gravado pelo Conjunto Africano.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - São Paulo - 1998; Jornal A Manhã, de 03/09/1950.

Manezinho da Flauta

Manezinho da Flauta (Manuel Gomes), instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12/4/1924—? 17/6/1990. Neto de flautista, aos cinco anos começou a tocar flauta de latão. O pai, estivador, também gostava de tocar esse instrumento e muito incentivou o filho, levando-o a programas de calouros da Rádio Tupi do Rio de Janeiro.

Estudou na Escola Quinze de Novembro e, com a morte do avô, ganhou como herança uma flauta francesa marca Djalma Julliot, que nunca mais deixou. Aos 15 anos já tocava como profissional na Rádio Guanabara e aos 16, numa escola de danças carioca, o Farolito Danças.

Em 1952, quando se diplomou pelo Conservatório Musical do Rio de Janeiro, trabalhava na Rádio Mauá, do Rio de Janeiro.

Em 1961 percorreu a Europa com o compositor Humberto Teixeira, apresentando-se na França, Inglaterra e Bélgica, onde participou de show brasileiro em Bruxelas.

Em 1963 e 1964 tocou no Zicartola e em 1967 gravou seu primeiro LP como solista, O melhor dos chorinhos, pela CBS. Um ano depois, na Odeon, participou da gravação do LP Gente da antiga, ao lado de Pixinguinha, João da Baiana e Clementina de Jesus.

Durante três meses, em 1969, tocou na gafieira Som de Cristal, de São Paulo SP, sendo contratado, um ano depois, como flautista da boate Jogral e atuando no show Os homens verdes da noite, montado por Luís Carlos Paraná, criador daquela casa noturna. Radicado em São Paulo, passou a fazer parte do conjunto regional do bandohnista Evandro, com o qual gravou em 1974 o LP Brasil, flauta, bandolim e violão, na etiqueta Marcus Pereira.