segunda-feira, outubro 03, 2011

A cruz e a espada

A Cruz e a Espada (canção, 1985) - Paulo Ricardo e Luís Schiavon - Intérprete: RPM

LP Revoluções Por Minuto / Título da música: A Cruz E A Espada / Paulo Ricardo (Compositor) / Luiz Schiavon (Compositor) / RPM (Luiz Schiavon / Paulo Ricardo / Fernando Deluqui) (Intérprete) / Gravadora: Epic/CBS / Ano: 1985 / Nº Álbum: 144478 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Rock.


Tom: A

Intr.: (Ab Eb/G Fm7 Bb7) 

Ab                    Eb/G 
Havia um tempo em que eu vivia 
Fm7                Eb7 
Um sentimento quase infantil 
Ab                 Eb/G 
Havia o medo e a timidez 
Fm7                        Eb7 
Todo um lado que você nunca viu 

Fm7                Cm 
E agora eu vejo aquele beijo 
Ab Bb7        Cm 
Era mesmo o fim 
Fm7              Cm 
Era o começo e o  meu desejo 
Ab       Bb7   Cm   Eb 
Se perdeu de mim 

Ab                    Eb/G 
E agora eu ando correndo tanto 
Fm7                      Eb7 
Procurando aquele novo lugar 
Ab               Eb/G 
Aquela festa o que me resta 
Fm7                      Eb7 
Encontrar alguém legal pra ficar 

Fm7                Cm 
E agora eu vejo aquele beijo 
Ab Bb7        Cm 
Era mesmo o fim 
Fm7              Cm 
Era o começo e o  meu desejo 
Ab       Bb7   Cm   Eb 
Se perdeu de mim 

(Ab Eb/G Fm7 Bb7) 

Fm7                Cm 
E agora eu vejo aquele beijo, 
          Ab            Bb7 Cm 
Era mesmo o fim
Fm7              Cm 
Era o começo e o  meu desejo 
Ab       Bb7   Cm   Eb 
Se perdeu de mim 

Ab                   Eb/G 
E agora é tarde acordo tarde 
Fm7 
Do meu lado alguém 
            Bb7 
Que eu nem conhecia 
Ab               Eb/G 
Outra criança adulterada 
Fm                         Bb7 
Pelos anos que a pintura escondia 

Fm7                Cm 
E agora eu vejo aquele beijo 
Ab Bb7        Cm 
Era o fim, o fim 
Fm7              Cm 
Era o começo e o  meu desejo 
Ab       Bb7   Cm   Eb 
Se perdeu de mim 

(Ab Eb/G Fm7 Bb7) 

Paulo Ricardo

Paulo Ricardo (Paulo Ricardo Oliveira Nery de Medeiros), cantor, compositor e baixista, nasceu no bairro da Urca, cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 23/09/1962. Cresceu ouvindo Bossa Nova e Jovem Guarda. Desde a infância interessou-se por música, estudando um pouco de teclado na adolescência.

Em 1977, mudou-se para São Paulo, SP, e passa a atuar como baterista em uma banda, aprendendo em seguida a tocar violão. Logo formou a banda Prisma e, já nos anos 80, o grupo Aura, sempre voltado para o rock progressivo e new wave.

Depois de cursar alguns períodos da faculdade de jornalismo na USP, passou uma temporada em Londres, entre 1982 e 1983, onde trabalhou como correspondente de uma revista de música.

De volta ao Brasil, formou a banda RPM, da qual foi baixista e vocalista, junto de Luiz Schiavon (teclados), Fernando Deluqui (guitarra) e Paulo P.A. Pagni (bateria). O grupo estreiou em show em 1984 e se tornaram um dos maiores fenômenos do rock brasileiro da década de 1980, chegando a vender mais de 2,5 milhões de cópias.

Na fim da década de 1980, o cantor iniciou uma carreira solo, no qual passou por vários estilos, com ênfase na música romântica, até que, em 2002, retomou a carreira junto ao RPM, lançando CD e DVD ao vivo. No mesmo ano, a produtora Dreamworks convidou o cantor para cantar as músicas da trilha sonora da versão brasileira do filme Spirit - O Corcel Indomável, cuja trilha sonora original foi cantada pelo cantor Bryan Adams.

Em 2003, a banda novamente se desfez, por boatos de que o cantor havia registrado como sendo de sua propriedade as marcas RPM, Rádio Pirata e Revoluções Por Minuto.

Paulo Ricardo lançou sua nova banda, o PR.5, junto com Paulo P.A. Pagni (também ex-RPM), Jax Molina, Juninho, Paulinho Pessoa e Yann Lao, lançando o álbum Zum Zum em 2004.

Atualmente, a banda tem nova formação, com Jota Resende nos teclados, P.A na bateria, João Marquee na guitarra e Ney no baixo. Em 2005 o cantor lançou o álbum Acoustic Live com participação dos integrantes do PR.5 e convidados. Neste álbum, o cantor interpreta sucessos internacionais de bandas e cantores que influenciaram sua formação musical.

No ano de 2006, lança o álbum Prisma (nome de sua primeira banda). Em 2008, o RPM lança uma caixa em comemoração aos seus 25 anos, com os três primeiros discos, um disco de inéditas e raridades e um DVD com o registro em vídeo do show Rádio Pirata Ao Vivo.

Em Abril de 2011, Paulo Ricardo volta ao RPM, com uma pré estréia na virada cultural.

Foi casado com a modelo e atriz Luciana Vendramini, com quem rompeu em 1998, após quase 9 anos de relacionamento.

Fonte: Wikipedia.

domingo, outubro 02, 2011

José Messias

José Messias (José Messias da Cunha), compositor, cantor, escritor, radialista, escritor, produtor, crítico e jurado musical, nasceu em Bom Jardim de Minas, MG, em 7 de outubro de 1928.

Personagem de destaque expressivo na cultura artística brasileira durante várias décadas, desde a era de ouro do rádio e o início da televisão no país, Messias representa a história viva dessa convergência de comunicação no Brasil nos séculos XX e XXI.

Originário de uma família pobre, mas extremamente musical — o pai, e o avô eram regentes de banda, o tio era trombonista —, ainda jovem começou a compor músicas para blocos de carnaval. Essa verve artística e musical iria acompanhá-lo por toda a sua vida nas múltiplas facetas de expressão.

Mudou-se, mais tarde, para Barra Mansa, RJ, e ali aprendeu os ofícios do circo em pequenas companhias locais, havendo atuado, inclusive como palhaço de circo.

Em 1945 seguiu para o Rio de Janeiro — onde viveria por várias décadas — e participou de vários programas de rádio, entre os quais, "Papel Carbono", de Renato Murce. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios. Trabalhou, também, durante algum tempo, no comércio, até que foi apresentado ao compositor Herivelto Martins, de quem veio a ser então secretário.

Com esse trabalho e com o relacionamento no meio artístico de então, oportunidades começaram a surgir, e José Messias chegou a substituir Grande Otelo em vários espetáculos. Continuava a compor músicas de Carnaval e, em 1952, conseguiu que fosse gravada a Marcha do coça-coça, sua primeira composição, que veio a ser interpretada por Heleninha Costa. Seguiram-se, depois, várias outras interpretações de composições suas, por artistas famosos da época de ouro do rádio brasileiro: Emilinha BorbaFrancisco Carlos, Marlene, e Quatro Ases e um Coringa. Por essa época, escreveu para jornais e revistas.

Em 1954, o então Ministro do Trabalho João Goulart nomeou-o para o Serviço de Recreação Operária, porém à disposição da Rádio Mauá, o que lhe permitiu continuar a desenvolver seus atributos musicais.

Em 1955, estreou como apresentador de auditório na Rádio Mayrink Veiga. Por dez anos, ele acumulou o exercício da função pública com as atividades privadas de direção e de apresentação de programas em várias radioemissoras daquela época no Rio de Janeiro (rádios Mundial, Carioca, Metropolitana, Tupi, Guanabara e Nacional).

Identificado com a juventude da época, José Messias renovou o cenário musical de então criou, em conjunto com Carlos Imperial e Jair de Taumaturgo, o marcante movimento de renovação e vanguarda musical que veio a ser a Jovem Guarda.

Vanguardista em cultura musical, ele efetivamente lançou ao estrelato muitos cantores, por meio do seu programa "Favoritos da Nova Geração". Figuram entre os mais conhecidos e famosos os artistas Clara Nunes, Jerry Adriani, Roberto Carlos e Wanderley Cardoso, dentre muitos outros. Ainda em 1955, compôs o samba A mão que afaga, com Raul Sampaio, gravado na Continental, pelos Vocalistas Tropicais.

Em 1956, estreou em discos pela pernambucana Gravadora Mocambo, registrando, de sua autoria e Carlos Brandão, a batucada Macumbô e o samba Deus e a natureza. No ano seguinte, gravou na Copacabana os sambas Ai, ai, meu Deus, de Amorim Roxo e Nelinho e Vou beber, de sua autoria com Carlos Brandão.

Em 1959, gravou pela Continental o mambo Você aí, de sua autoria, e o samba Fim de safra, de Luiz de França e Zé Tinoco. Nesse ano, seu samba O sono de Dolores, em homenagem a Dolores Duran, que acabara de falecer, foi gravado por Ângela Maria e Mara Silva na Rádio Copacabana.

Em 1960, gravou na Polydor a Marcha da condução, de sua autoria e Garoto solitário, de Adelino Moreira, sucesso no carnaval do ano seguinte. Nesse ano, Carlos Augusto gravou seu bolero Chega. No ano seguinte, gravou na Philips, de sua autoria, o rock Rock do Cauby, e, de Edgardo Luiz e Geraldo Martins, o samba Amor de verão.

Em 1962, obteve destaque com a Marcha do Carequinha. Gravou na Rádio Mocambo o chachachá Garrincha-cha, de Rutinaldo, homenagem ao jogador de futebol Garrincha, do Botafogo do Rio de Janeiro. Nesse ano, seu bolero Pecador, foi gravado por Silvinho. No começo dessa década, foi um dos radialistas que mais apoiou o movimento ligado ao rock, prestigiando os artistas ligados à Jovem Guarda.

Em 1963, gravou na RGE o Twist do pau de arara, de Raul Sampaio e Francisco Anísio e o Cha cha cha do Carequinha, de sua autoria. Ainda gravou na Odeon as marchas Deus tem mais pra dar, de Valfrido Silva, Gadé e Humberto de Carvalho e Marcha do pica-pau, de Valfrido Silva e Humberto de Carvalho. Também no mesmo ano, teve a música Aconteça o que acontecer gravada peloTrio Esperança. No ano seguinte faz sucesso, no carnaval, com a Marcha da cegonha.

Em 1969, gravou a música Terreiro de outro rei, de sua autoria no LP "O fino da roça", de Jackson do Pandeiro. Atuou também nas TVs Tupi, Continental, Rio e Excelsior. Na TV Tupi, participou dos programas Flávio Cavalcanti e "A Grande chance". No SBT, de São Paulo, participou, desde o ano 2000, do Programa Raul Gil, bem como teve atuação muito permanente nas mais diversas emissoras da radiofonia carioca, especialmente a Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

Em 2000, teve a música Travesseiro relançada na voz de José Ricardo, no CD "José Ricardo - Serenata Suburbana", do selo Revivendo. Em 2002, produziu o CD "Seleção Nota 10 De José Messias" pela Warner.

Obras

A mão que afaga (com Raul Sampaio), Aconteça o que acontecer, Cha cha cha do Carequinha, Chega, Dança do coça-coça, Deus e a natureza (com Carlos Brandão), Dorme, Macumbô (com Carlos Brandão), Marcha da cegonha, Marcha da condução, Marcha do Carequinha, Maria carnaval, O sono de Dolores, Pecador, Terreiro de outro rei, Travesseiro, Trenzinho de brinquedo-piuí, Você ai, Vou beber (com Carlos Brandão), Madrugada e amor.

Discografia

(1956) Macumbô / Deus e a natureza • Mocambo • 78 rpm; (1957) Ai, ai, meu Deus / Vou beber • Copacabana • 78 rpm; (1959) Você aí / Fim de safra • Continental • 78 rpm; (1960) Marcha da condução / Garoto solitário • Polydor • 78 rpm; (1961) Rock do Cauby / Amor de verão • Philips • 78 rpm; (1962) Garrincha-cha / Duas mães (PB: Crepúsculo) • Mocambo • 78 rpm; (1962) Maria carnaval / Marcha do carequinha • Philips • 78 rpm; (1962) Trenzinho de brinquedo-piuí / Dorme • Mocambo • 78 rpm; (1963) Deus tem mais pra dar / Marcha do pica-pau • Odeon • 78 rpm; (1963) Twist do pau de arara / Cha cha cha do Carequinha • RGE • 78 rpm.

Fonte: Wikipedia.