sábado, dezembro 17, 2011

Vanessa da Mata


Vanessa da Mata (Vanessa Sigiane da Mata Ferreira), cantora e compositora, nasceu em 10 de fevereiro de 1976, em Alto Garças, Mato Grosso, uma pequena cidade a 400 quilômetros de Cuiabá, cercada de rios e cachoeiras. Possui ascendência, através da avó materna, de índios Xavantes.

Ouviu de tudo na infância. De Luiz Gonzaga a Tom Jobim, de Milton Nascimento a Orlando Silva. Ouviu também ritmos regionais, como o carimbó, dos discos trazidos das viagens de um tio à Amazônia. Ouviu samba, música caipira e até música brega italiana, sons que chegavam pelas ondas da rádio AM.

Em 1990, aos 14 anos, Vanessa se mudou para Uberlândia, em Minas Gerais, cidade a mil e duzentos quilômetros de distância de Alto Garças. Foi para lá sozinha, morar em um pensionato: se preparava, então, para prestar vestibular em medicina. Mas já sabia o queria: cantar. Aos 15, começou a se apresentar em bares locais.

Em 1992, foi para São Paulo, onde começou a cantar na Shalla-Ball, uma banda feminina de reggae. Três anos depois, com 19 anos, excursionou com a banda jamaicana Black Uhuru. Em seguida, fez parte do grupo de ritmos regionais Mafuá. Neste período, ainda dividia seu tempo entre as carreiras de jogadora de basquete e de modelo.

Em 1997, com 21 anos, conheceu Chico César: com ele, compôs A força que nunca seca. A música foi gravada por Maria Bethânia, que a colocou como título de seu disco de 1999. A gravação concorreu ao Grammy Latino e também foi gravada no CD de Chico, Mama Mundi. O Brasil descobria uma grande compositora. Bethânia voltou a gravar Vanessa: O Canto de Dona Sinhá esteve no CD Maricotinha – com participação de Caetano Veloso - e em sua versão ao vivo. Já Viagem foi gravada por Daniela Mercury em Sol da Liberdade. Com Ana Carolina compôs Me Sento na Rua, do CD Ana Rita Joana Iracema e Carolina (2001).

A voz e a presença de Vanessa começavam também a chamar atenção. Fez participações em shows de Milton Nascimento, Bethânia e nas últimas apresentações de Baden Powell: estava pronta para estrear em carreira solo.

Em 2002, aos 26 anos, Vanessa lançou seu primeiro CD, Vanessa da Mata, pela Sony – que teve produção conjunta de Liminha, Jaques Morelenbaum, Luiz Brasil, Dadi e Kassin. Entre os sucessos deste disco estão Nossa Canção (trilha sonora da novela Celebridade), Não me Deixe só - que estourou nas pistas com remix de Ramilson Maia - e Onde Ir (trilha da novela Esperança).

O segundo disco, Essa Boneca Tem Manual, foi lançado em 2004 pela Sony e teve produção de Liminha, com quem também dividiu as composições. Além de suas próprias canções – como Ai, Ai, Ai... (tema da novela Belíssima), Ainda Bem (tema da novela Pé na Jaca) e Não Chore, Homem - Vanessa regravou Eu Sou Neguinha de Caetano Veloso (versão que integrou a trilha da novela A Lua me Disse) e História de Uma Gata de Saltimbancos de Chico Buarque. Com Ai, Ai, Ai..., música nacional mais executada nas rádios em 2006 e Música, o álbum chegou a Disco de Platina.

Sim, o terceiro disco, lançado em 28 de maio de 2007, foi produzido por Mario Caldato e Kassin. O álbum foi gravado entre a Jamaica e o Brasil. Das 13 faixas, cinco têm a participação de Sly & Robbie, dois ícones da música jamaicana. Sim é definido, pelo seu título, como "uma resposta positiva à vida, uma resposta de luta". E conta com participações de Ben Harper, João Donato, Wilson das Neves, Don Chacal e um time da nova geração da música brasileira, como o baterista Pupillo (Nação Zumbi) e os guitarristas Fernando Catatau (Cidadão Instigado), Pedro Sá e Davi Moraes, entre outros. O ano de 2007 também foi marcado pela união de Vanessa e o cantor internacional Ben Harper, com o lançamento de Boa Sorte/Good Luck, que foi um dos grandes sucessos da cantora.

A música foi lançada, a princípio nas rádios, com sua versão original e depois com sua versão Remix, que garantiu a autenticidade da cantora.

Em 2008, a música Amado, do mesmo álbum, foi o tema principal da novela da Rede Globo, A Favorita. No mesmo ano, recebe uma indicação ao Grammy Latino, o prêmio mais importante do meio musical, sendo em uma categoria: Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro por Sim - que ganhou o prêmio.

Já em Maio de 2009, Vanessa lançou um álbum ao vivo em comemoração ao seus 6 anos de sucesso, o CD/DVD Multishow ao Vivo Vanessa da Mata. Sendo assim, para promover o álbum, a canção Vermelho foi lançada nas rádios.

O Tal Casal é o primeiro single do novo álbum de Vanessa da Mata, Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias, lançado em 13 de outubro de 2010.

Fonte: Wikipédia.

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Fernando Mendes

Luiz Fernando (Luiz Fernando Mendes Ferreira), compositor e cantor popular, nasceu na cidade de Conselheiro Pena, Minas Gerais, em 07/05/1950. Estreiou na TV no Programa do Chacrinha.

A carreira de Fernando começou concomitantemente à de José Augusto, com quem compôs e gravou algumas canções. Seu primeiro sucesso foi gravado em 1973: a música A desconhecida, de sua autoria, regravada pelo funkeiro Mister Mu, no início dos anos 90.

Além de Cadeira de rodas, A desconhecida - que vendeu mais de um milhão de cópias e foi executada nas rádios de todo o país - e Você não me ensinou a te esquecer, Fernando Mendes também teve uma música na novela da TV Globo Duas Vidas de 1976: Sorte tem quem acredita nela, com arranjo de Hugo Bellard.

Mas a "volta" de Fernando Mendes ao cenário musical foi a regravação de Você não me ensinou a te esquecer, por Caetano Veloso para a trilha sonora do filme Lisbela e o Prisioneiro. A regravação rendeu uma redescoberta do compositor e cantor mineiro, que teve uma coletânea lançada pela Som Livre.

Em 1974, teve uma música censurada pela ditadura militar chamada Meu pequeno amigo, que fazia referência ao caso Carlinhos, um seqüestro de grande repercussão na época e não elucidado até hoje.

Entre os prêmios que ganhou, está um disco de ouro e o prêmio Villa Lobos de disco mais vendido de 1979 com a música Você não me ensinou a te esquecer, com arranjo de Hugo Bellard.

Fez shows no Brasil e no exterior e participou de variados programas de televisão. Atualmente continua compondo e se apresentando nos palcos brasileiros.

Fontes: www.projetovip.net; Wikipédia.

terça-feira, dezembro 13, 2011

Abel Cardoso Júnior

Abel Cardoso Júnior, pesquisador, professor, crítico, escritor e musicólogo, nasceu em Guarantã, cidade do noroeste paulista, em 28/11/1938, e faleceu em Sorocaba, SP, em 16/11/2003. Residindo em Sorocaba desde 1945, exerceu atividades no magistério primário, licenciando-se em Pedagogia e chegando a diretor de escola estadual (1968-1988), cargo em que se aposentou.

Membro da Academia Sorocabana de Letras e do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba, colaborou também no Jornal dos Professores do Centro do Professorado Paulista (CPP).

Na área da música popular, publicou cerca de 200 artigos na imprensa de Sorocaba e redigiu cerca de 150 contracapas e encartes de discos, a maioria para o selo Revivendo. Foi colaborador na publicação da discografia de Carmen Miranda, Gastão Formenti, Aurora Miranda, Orlando Silva e Francisco Alves.

Publicou ainda o livro Carmen Miranda, a cantora do Brasil (1978, 436 págs.), o folheto de Cornélio Pires - Primeiro produtor independente de discos do Brasil (1986, 21 págs.) e a parte de pesquisa do catálogo do espetáculo "Raros e inéditos" (Sesc Pompéia, São Paulo, 1995, 40 págs.), além de Francisco Alves - As mil canções do Rei da Voz (Revivendo, 1998, 500 págs.), edição comemorativa do centenário do Rei da Voz e dos 10 anos da Revivendo Músicas.

Fonte: Colégio Brasileiro de Genealogia - Patronos.