domingo, agosto 25, 2013

A poesia de Catulo

Catulo da Paixão Cearense, denominado "o poeta popular do Brasil", recebeu todas as glórias, todas as honras e uma adoração popular enorme ainda em vida. Isso porque usou e abusou de toda a sonoridade que o sotaque nordestino lhe proporcionou e soube colocar em versos simples onde era o lugar de por versos simples.

Tinha faro. Sabia ouvir, como ninguém mais, o rumor de nossa terra. A foto ao lado é uma de suas últimas, extraída da Revista "O Malho". Abaixo algumas obras do nosso querido "Catullo Cearense":

Ai de mim!
Ao luar
Até as flores mentem
Caboca bunita
Caboca di Caxangá
Choro e poesia (Ontem ao luar)
Clélia (Ao desfraldar da vela)
Fechei meu jardim
Flor amorosa
Flor do mal
Iara (Rasga o coração)
Luar do sertão
Não vê-la mais (Só para moer)
O fadário (Medrosa)
O meu ideal
Os boêmios
Os olhos dela
Palma do martírio
Quando ela passa
Recorda-te de mim
Sertaneja
Sorrir dormindo
Talento e formosura
Templo ideal
Terna saudade (Por um beijo)
Três estrelinhas (O que tu és)
Tu passaste por este jardim
U poeta do sertão
Vai ò meu amor, ao campo santo

24 de outubro

Gastão Formenti 1930
Dia 24 de outubro o presidente Washington Luís foi deposto pela junta militar que assumiu o poder no Rio de Janeiro, transferindo-o depois para Getúlio Vargas. É considerado o dia da vitória da Revolução de 30. Os “florianos”, que rimam com “soberanos”, devem ser os herdeiros de Floriano Peixoto, que consolidou a República, enfrentando encarniçada oposição da elite rural.

24 de Outubro (hino, 1930) - Catulo da Paixão Cearense e Henrique Vogeler

Disco 78 rpm / Título da música: 24 de outubro / Autoria: Cearense, Catulo da Paixão, 1863-1946 (Compositor) / Vogeler, Henrique (Compositor) / Gastão Formenti (Intérprete) / Orquestra Brusnwick (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Brunswick, 1930 / Nº Álbum 10124 / Gênero musical: Hino /

Cantemos um hino à Glória,
Pais e filhos de leões,
Que os pampas estão cantando
Abraçados com os sertões.

Vinde a nós, bravos Getulios,
Destemidos Florianos,
Vós, Juarezes soberanos,
Generais triunfadores.
Mas trazeis na vossa frente,
Conduzindo a cavalgada,
A liberdade montada
Num corcel cheio de flores.

Derribado o despotismo
Expulsai num grande exemplo
Esses vendilhões do templo
Da República altaneira
Até que venham de joelhos
Pedir-nos perdão um dia
Rezando uma Ave Maria
Aos pés de nossa bandeira

Vinde a nós, bravos Getulios,
Destemidos Florianos,
Vós, Juarezes soberanos,
Generais triunfadores.
Mas trazeis na vossa frente,
Conduzindo a cavalgada,
A liberdade montada
Num corcel cheio de flores.

De arma em punho, brasileiros,
Nesse ardoroso momento,
Ergamos o pensamento
Como quem reza uma missa,
Suplicando a Deus de joelhos
Que o Brasil reerguente
Seja o berço florescente
Do amor, da paz e justiça.


______________________________________________________________________ Fonte: Franklin Martins - Conexão Política - 24 de outubro

sábado, agosto 24, 2013

Quando a Violeta se casou



Carmen Barbosa - 1939
Quando a Violeta se casou (marcha, 1940) - João de Barro, Alcir Pires Vermelho e Alberto Ribeiro

Disco 78 rpm / Título da música: Quando a Violeta se casou / Autoria: Ribeiro, Alberto, 1902-1971 (Compositor) / Pires Vermelho, Alcyr, 1906-1994 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Carmen Barbosa (Intérprete) / Fon-Fon, 1908-1951 (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Columbia, 1939 / Nº Álbum 55186 / Lado A / Gênero musical: Marcha /

Quando a Violeta se casou
Gostou, gostou
Conseguiu aquilo que sonhou...
Gostou, gostou.

Pois ganhou bangalô
Onde o mar vai cantar.
No quintal, roseiral, todo em flor,
Ai que amor.

E nesse vai e vem
Ganhou neném também.
Qüem, qüem, qüem, qüem, qüem...