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quinta-feira, fevereiro 08, 2018

Amigo infiel - Orlando Silva

Orlando Silva
Amigo Infiel (samba, 1938) - Benedito Lacerda e Aldo Cabral - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Amigo Infiel / Cabral, Aldo (Compositor) / Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Compositor) / Silva, Orlando (Intérprete) / Orquestra Victor Brasileira (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1938 / Nº Álbum 34366 / Gênero musical: Samba.


   Dm         C7
Escute amigo leal
Bb7                 A7
Teu sofrimento é igual
   Dm  Dm/F  A7  Dm
Ao que hoje trago comigo
               C7
Usaste de lealdade
Bb7               A7
Dentro de nossa amizade
D    D/Gb  Em A7  D
Mas eu não fui teu amigo

        A7        D
Numa paixão incontida
A7        D
Roubei-te a mulher querida
F°        Em  C7  B7  Em
Sem que soubesses talvez
                   A7
Com dinheiro e falsidade
   Em          A7
Por minha felicidade
F°           D  B7  E7  A7  D
Fiz a desgraça de três

       A7       D
Perdoa-me bom amigo
A7      D
Teu perdão será o abrigo
D7            G
do remorso deste drama
Gm                  D    C7
Meu desengano eu já tive
B7              E7
Hoje ela comigo vive
A7                Dm
Mas é a ti que ela ama.

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Nestor Tangerini

Nestor Tangerini (Nestor Tambourindeguy Tangerini), compositor, teatrólogo, poeta, caricaturista e professor, nasceu em Piracicaba, SP, em 23/07/1895, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 30/01/1966. Tio da atriz Marília Pêra. Iniciou o curso primário em Manaus, capital do Amazonas e terminou seus estudos em Belém, capital paraense. No Rio de Janeiro, estudou no Mosteiro de São Bento. Cursou Farmácia e Direito. Foi membro da U. B. C. Foi casado com Dinah Marzullo Tangerini, ex-atriz da Companhia Alda Garrido, e que era filha da atriz Antônia Marzullo. Era deficiente físico e visual: não tinha o braço esquerdo e a vista direita, perdidos em dois acidentes.

Teve seu primeiro trabalho publicado em 1922, o soneto Coisas do Rio na revista A maçã. Em 1931, compôs letra e música para o samba Teu corpo é meu, e fez letra para o samba Samba da meia noite, de Ildefonso Norat, incluídas na peça Teu corpo é meu de sua autoria e encenada no Teatro Rialto naquele mesmo ano. O Samba da meia noite foi gravado no mesmo ano por Ildefonso Norat e Dina Marques com acompanhamento do Conjunto Columbia.

Foi diretor artístico da companhia de revistas Jardel Jércolis e autor da revista No tabuleiro da baiana apresentada pela Grande Companhia de Burletas e Atrações no Pavilhão Teatro Floriano. Foi autor ainda das revistas Tudo pelo Brasil, com Luiz Leitão, Cadeia da sorte, Na boca da hora e Lição domésticas, estas últimas em parceria com Aldo Cabral.

Para o carnaval de 1933 compôs com Otaviano Romeiro a marcha-rancho A cor que eu gosto. Em 1935, teve apresentada pela Companhia Jardel Jércolis a revista Estupenda, levada à cena no Teatro Carlos Gomes. Fez em 1937, com Benedito Lacerda, a valsa Dona felicidade gravada por Castro Barbosa na Victor.

Em 1946, a cançoneta Tua carta, com Ronaldo Lupo, foi gravada pelo parceiro pela Continental. Em 1950, fez com Ronaldo Lupo a cançoneta Vou desistir de namorar gravada por Ronaldo Lupo na Continental. No mesmo ano o fox Depois eu conto, parceria com Ronaldo Lupo, foi lançado na Todamérica na voz de Ronaldo Lupo. No ano seguinte, escreveu com Aldo Cabral e Mary Lopes a revista Chuva de estrelas estreada no Teatro Casa Blanca, no Rio de Janeiro, da qual fez parte o fox-cançoneta Garçonete, com Aldo Cabral, interpretado pela vedete Mara Rúbia.

Em 1952, teve o samba Manon, com Alice Alves, gravado por Ronaldo Lupo. Em 1955, o samba Não me convém..., parceria com Ronaldo Lupo, foi lançado na gravadora Columbia por Ronaldo Lupo, seu mais constante parceiro e intérprete. Em 1956, teve gravado na Mocambo o fox-canção Cinco sentidos, com Ronaldo Lupo, na voz de Ronaldo Lupo. Em 1958, o fox-humorístico Depois eu conto, parceria com Ronaldo Lupo, foi lançado por este último.

Faleceu de câncer em 1966. Na ocasião foi saudado pelo compositor Aldo Cabral em artigo publicado na revista da U. B. C. no qual afirmou "Poeta como poucos, Tangerini versejava em qualquer gênero, sempre espontâneo e correto".

Obras
A cor que eu gosto (c/ Otaviano Romeiro), Cinco sentidos (c/ Ronaldo Lupo), Depois eu conto (c/ Ronaldo Lupo), Dona felicidade (c/ Benedito Lacerda), Garçonete (c/ Aldo Cabral), Manon (c/ Alice Alves), Não me convém... (c/ Ronaldo Lupo), Samba da meia noite (c/ ldefonso Norat), Tua carta (c/ Ronaldo Lupo), Vou desistir de namorar (c/ Ronaldo Lupo)

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

domingo, março 16, 2008

Espelho do destino

Orlando Silva
Espelho do destino (samba-canção, 1939) - Benedito Lacerda e Aldo Cabral - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Espelho do destino / Aldo Cabral (Compositor) / Benedito Lacerda, 1903-1958 (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 01/06/1939 / Lançamento: 09/1939 / Nº do Álbum: 34480 / Nº da Matriz: 33081 / Gênero musical: Samba canção


Você que sabe ser presunçosa
Ó mulher pretensiosa
Que de mim já se esqueceu
Não vê que com esse orgulho todo
Quem tirou você do lodo
Quem lhe deu a mão, fui eu.


Mas na estrada desta vida
Para toda alma perdida
O sofrer é uma lição
E é sofrendo que se aprende
E, quem tarde se arrepende
Não merece mais perdão.

Porém, a você dou um conselho
Olhe bem para esse espelho
Que o destino sempre traz
Uma folha desprendida
Do galho onde foi nascida
Não se ergue nunca mais.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, março 12, 2008

Teus ciúmes

Sílvio Caldas
Teus ciúmes (valsa, 1936) - Laci Martins e Aldo Cabral - Intérprete: Sílvio Caldas

Disco 78 rpm / Título da música: Teus ciúmes / Aldo Cabral (Compositor) / Laci Martins (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Benedito Lacerda e Seu Conjunto Regional (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 03/09/1935 / Lançamento: 06/1936 / Nº do Álbum: 11353 / Nº da Matriz: 5137 / Gênero musical: Valsa / Coleções de origem: IMS, Nirez


Condeno os teus ciúmes
Que mataram nosso amor
Razão dos meus queixumes
Causa cruel desta dor.

Condeno os teus ciúmes
Que me crucificaram

E me dilaceraram o coração
Na eterna imensidão
Da minha solidão.

Olho para o passado
E tristonho, vejo então
No livro desfolhado
Da minha desilusão
Cenas do nosso amor
Um sonho encantador
Aquele tempo lindo
Que eu julgava infindo.

Na minha vida incalma
No embaçado espelho de minh'alma
Eu vejo os teus ciúmes
Como se refletindo
Dentro de mim, assim me destruindo
Sempre os teus ciúmes
Vem me perseguindo.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, abril 04, 2006

Aldo Cabral

Antônio Guimarães Cabral, compositor e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 3/2/1912 e faleceu em 5/6/1994. Nascido no bairro de Santo Cristo, foi jornalista, produtor de rádio, autor do teatro de revista e poeta. Um dos grandes letristas de nossa música popular, começou com um clássico, a valsa Boneca (gravada por Sílvio Caldas em 1935), com melodia de Benedito Lacerda, seu parceiro mais constante.


Para o Carnaval de 1936, os dois fizeram o samba Pra fazer você chorar, gravado por Carmen Miranda, e a marcha Abel e Caim, gravada por Sônia Carvalho; em seguida, lançaram a valsa No palco da vida, gravada por Nestor Amaral.

Em 1937 lançaram, também no Carnaval, as marchas Serpente do amor, gravada por Carlos Galhardo, e Noite de Carnaval, por Sílvio Caldas. Em seguida compuseram a valsa Iracema, gravada por Nuno Roland, e o grande sucesso Amigo leal, samba, por Orlando Silva, cuja continuação, Amigo infiel, foi gravada pelo mesmo cantor no ano seguinte.

Em 1939, a dupla alcançou grande sucesso com o samba-canção Espelho do destino, gravado por Orlando Silva, e talvez o seu maior êxito, com o samba-exaltação Brasil, lançado por Francisco Alves e Dalva de Oliveira. No Carnaval de 1940, foi a vez do samba Despedida de Mangueira, sucesso na voz de Francisco Alves. Na expectativa da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, compuseram Voz do dever, valsa gravada por Orlando Silva e Ismênia dos Santos.

Em 1942 lançaram o samba-canção Carnaval da minha vida, gravado por Francisco Alves. Com outro parceiro compôs, ainda em 1942, o samba Bom-dia (com Herivelto Martins), gravado por Linda Batista e As três Marias, e em 1945 o samba Mensagem (com Cícero Nunes), o maior sucesso de Isaura Garcia. Para o teatro musicado, escreveu a burleta O feitiço da baiana (1936) e a revista Mordomo em grande gala (1939), ambas com músicas de Benedito Lacerda; a revista Cadeia da sorte (1935), com Nestor Tangerini; as revistas O teu dia chegará (1941), com Saint-Clair Sena, e De boca em boca (1950), com Nestor Tangerini e De Chocolat.

Obras

A você (c/Ataulfo Alves), valsa, 1937; Bazar (c/Custódio Mesquita), fox-canção, 1941; Carnaval na minha terra (c/Kid Pepe), marcha, 1938; De tanto sambar (c/Benedito Lacerda), samba, 1940; Dilema (c/Ataulfo Alves), samba, 1952; Molengo (c/Severíno Araújo), choro, 1950; Nunca (c/Benedito Lacerda), valsa, 1941; Podes mentir (c/Georges Moran), fox, 1943; Quem chorou fui eu (c/Benedito Lacerda), marcha, 1940; Sinceridade (c/Valdemar Gomes), samba, 1945; Teus ciúmes (c/Laci Martins), valsa, 1936; Tudo é possível (c/Cícero Nunes), samba, 1945; A volta (c/Benedito Lacerda), valsa, 1945.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.