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quinta-feira, novembro 25, 2010

Você se enganou

Carmen Déa
Você se enganou (samba-canção, 1955) - Erasmo Silva e Jorge de Castro

Título da música: Você se enganou / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Carmen Déa / Compositores: Silva, Erasmo - Castro, Jorge de / Gravadora Mocambo / Número do Álbum 15034 / Data de Gravação 1955-1960 / Data de Lançamento 1955-1960 / Lado B / Disco 78 rpm:


Por favor, me deixe em paz
Depois de tanto fracasso
Você quer se reabilitar
Quando eu lhe pedia amor
Você só me deu desilusão
E agora, covardemente
Você vem pedir perdão...

Quando se perde perdão
É porque tem certeza que errou
Mas você não vai ser perdoado
Desta vez você se enganou!

Quando se perde perdão
É porque tem certeza que errou
Mas você não vai ser perdoado
Desta vez você se enganou!

Por favor, me deixe em paz
Depois de tanto fracasso
Você quer se reabilitar
Quando eu lhe pedia amor
Você só me deu desilusão
E agora, covardemente
Você vem pedir perdão...

sábado, abril 17, 2010

Carmen Déa

Carmen Déa (Carmen Déa Santos Braga), cantora, nasceu em Vitória-ES em 01/09/1934. Desde pequena cantava em festas familiares incentivada pela família. Aos cinco anos, já cantava em programas infantis na Rádio Canaan, de Vitória. Seu repertório incluía músicas de Ary Barroso. Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro aos 13 anos.

Participou de vários programas de calouros na Rádio Nacional e Cruzeiro do Sul, no Rio de Janeiro. No início da carreira, formou dupla com sua irmã, que ficou conhecida como Irmãs Braga.

Aos 18 anos, passou a atuar como crooner do Conjunto Bandeirantes. Em 1950, passou a integrar o conjunto vocal As Três Marias, substituindo Regina Célia, com o qual gravou uma série de LPs só de baiões (Musidisc). Com As Três Marias, trabalhou na Rádio Tupi. Excursionou pelo Brasil com a orquestra de Ary Barroso na década de 1950.

Em 1952, participou com o grupo do filme Era uma vez um vagabundo, de Luís de Barros. Em 1953, saiu do grupo e seguiu carreira solo. Foi convidada por Sivan Castelo Neto para gravar vários jingles e assinou contrato, por um ano, com a Rádio Tupi.

Gravou o primeiro disco pela etiqueta Mocambo em 1955, com os sambas canção Não importa, de Raimundo Froler e Só resta a esperança, de Braga Júnior. No mesmo ano, gravou mais quatro discos pela Mocambo interpretando, entre outras músicas, o samba-fox Agora? e o samba-canção A carne, ambas do compositor potiguar Hianto de Almeida e o samba Você se enganou, de Erasmo Silva e Jorge de Castro.

Em 1956, gravou pela Polydor o samba Pra que falar, de Nazareno de Brito e Fernando César e o fox Zuque zuque, de José Maria de Abreu e Luiz Peixoto. No mesmo ano, deixou ainda registrados na Mocambo mais três discos interpretando, entre outras, o beguine Horas esquecidas, de Fernando César e Nazareno de Brito, o samba Camaleão, de Ary Barroso e a polquinha , de Hianto de Almeida e Sebastião Barros.

Em 1957, gravou, ainda na Polydor, o fox-trot Viver é bom, de Haroldo Eiras e Bruno Marnet e o samba-canção Noite escura, de V. de Andrade.

Gravou mais de dez discos, na Mocambo e Polydor e um LP solo intitulado Eu, você e mais ninguém, pela Polydor, no fim da década de 1950.