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segunda-feira, maio 07, 2018

Cassiano - Biografia


Cassiano (Genival Cassiano dos Santos), cantor, compositor e guitarrista, nasceu em Campina Grande PB em 16/9/1943. Aos seis anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde aprendeu as primeiras noções de violão e bandolim com o pai.


Iniciou a carreira em 1964, tocando violão no Bossa Trio, que daria origem ao grupo vocal Os Diagonais, com o qual gravou alguns compactos e o LP Cada um na sua (1971, RCA). Influenciado tanto pela soul-music norte-americana de Otis Redding e Stevie Wonder como pelo samba-canção de Lupicínio Rodrigues, foi um dos precursores do gênero soul no Brasil (?).

Tornou-se conhecido em 1970, quando Tim Maia gravou suas composições Primavera (Vai chuva) e Eu amo você (ambas com Sílvio Rochael) em seu primeiro LP, que teve participação de Cassiano na guitarra.

Seus maiores sucessos como autor e intérprete incluem duas parcerias com Paulo Zdanowski: A lua e eu (1976), tema da novela O grito, e Coleção (1977), incluída na novela Locomotivas, ambas da TV Globo. Seus discos como intérprete em carreira solo são Cassiano, imagem e som (1971, RCA), Apresentamos nosso Cassiano (1973, Odeon) e Cuban soul — 18 quilates (1976, Polydor), além de um LP gravado na CBS, que ficou inédito.

Em 1978 interrompeu a carreira de intérprete por motivos de saúde, mas continuou compondo sucessos como Mister Samba, gravado por Alcione, e Morena, por Gilberto Gil.

Voltou a gravar em 1991, quando participou do songbook da editora Lumiar dedicado a Noel Rosa e lançou o LP Cedo ou tarde (Columbia), com participação de Ed Mota, Sandra de Sá, Mansa Monte, Djavan e outros, incluindo antigos sucessos e novas composições como Know-how.

Em 1998, foi lançada pela gravadora Universal a coletânea "Velhos camaradas" (Cassiano, Tim Maia e Hyldon), disco que reuniu alguns sucessos de cada um dos artistas. No ano seguinte, sua composição Férias, parceria com Índio, deu título ao disco de Cláudio Zoli lançado pela gravadora Trama.

No ano 2000, pela gravadora Dubas Música, foi lançada a coletânea "Coleções", com várias composições de sua autoria.

No ano seguinte, em comemoração aos 100 anos da RCA, a empresa relançou em CD parte de seu acervo, no qual estão incluídos os LPs "Imagem e som" e "Cuban soul". Ainda neste ano, a gravadora Dubas Música, do compositor Ronaldo Bastos, convidou Ed Motta para organizar uma nova coletânea de suas composições. Neste mesmo ano, os Racionais MC's o convidaram para participar do novo disco dos rappers paulistas, e a banda carioca Clave de Soul, em seu primeiro CD, "Dançar é bom", interpretou de sua autoria Tá dando mole.


Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; Dicionário Cravo Albin da MPB.

sábado, março 24, 2018

A lua e eu - Cassiano

Cassiano - 1976
Pioneiro do soul brasileiro, ao lado de Tim Maia e Hyldon, o cantor, músico e compositor Cassiano começou a tocar violão na adolescência, quando ganhava a vida como ajudante de pedreiro. Mais adiante, nos anos sessenta, passou a tocar nas noites do Rio e de São Paulo, porém sem jamais se firmar profissionalmente, em razão de seu comportamento irregular, igual ao do amigo Tim Maia. Faziam os dois o estilo “músico doidão”, segundo suas próprias palavras.

Em 1976, seis anos depois de seu primeiro sucesso, Primavera”, lançado por Tim, Cassiano voltaria às paradas com uma música ainda melhor, a balada “A Lua e Eu”: “Mais um ano se passou / e nem sequer ouvi falar seu nome / a lua e eu / caminhando pela estrada / eu olho em volta / e só vejo pegadas / mas não são as suas / eu sei... eu sei.”

Composta em 73, com o seu principal parceiro, Paulo Zdanowski, o Paulinho Motoka, na época com 19 anos, “A Lua e Eu” se destacaria na trilha da novela “O Grito”, da TV Globo, em que entrara por iniciativa do produtor Nelson Mota, daí se tornando uma das canções mais executadas no ano. Nascido em Campina Grande, na Paraíba, Cassiano chama-se Genival Cassiano dos Santos, sendo assim xará de outro artista campinense, o cantor Genival Lacerda, o que dá a impressão de ser o nome Genival muito comum naquela cidade (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

A Lua E Eu (1976) - Cassiano e Paulo Zdanowski - Intérprete: Cassiano

LP O Grito - Trilha Sonora da Novela / Título da música: A Lua E Eu / Cassiano (Compositor) / Paulo Zdanowski (Compositor) / Cassiano (Intérprete) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1975 / Nº Álbum: 403.6078 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Canção.


Intro: A  F#m7  C#m7  Bm7/9
A                 F#m7  Cm7
Mais um ano se passou
C#m7               Cm7    Bm7        D    E
E nem sequer ouvi falar seu nome, a lua e eu
A                  F#m7  Cm7
Caminhando pela estrada
C#m7                   Cm7    Bm7
Eu olho em volta e só vejo pegadas
D           E        A           A6
Mas não são as suas, eu sei, eu sei, eu sei
(refrão)
D        E         A    C#m7  Bm7
O vento faz eu lembrar você
D          E           A  C#m7 Bm7 D     E
As folhas caem mortas como eu, a lua  e eu
A                   F#m7 Cm7
Quando olho no espelho
C#m7                   Cm7  Bm7
Estou ficando velho e acabado
D          E        D          E    A         A6
Procuro encontrar, não sei onde está você, você, você

quinta-feira, maio 23, 2013

Dom Mita

Dom Mita (Nílton Luiz Ferreira), compositor, cantor e percussionista, nasceu em Bauru, SP, em 23/04/1940, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 02/01/2002. Aos 13 anos de idade foi morar no morro de São João, no Engenho Novo, subúrbio do Rio de Janeiro. Por essa época frequentou as rodas de samba e começou a aprender pandeiro e logo depois passou para outros instrumentos de percussão.

Surgiu no início da década de 1970, participando do movimento black music, ao lado de Gérson King Combo, Carlos Dafé, Tim Maia, Sandra de Sá, Cassiano e Os Diagonais e Banda Black Rio. No ano de 1973 Tim Maia gravou de sua autoria A paz no meu mundo é você.

Em 1975 Alcione gravou de sua autoria É amor... Deixa doer, no LP A voz do samba. No ano seguinte, a cantora incluiu outra composição sua, É melhor dizer adeus, no disco A morte de um poeta, pela gravadora Philips. Dois anos depois, em 1977, Carlos Dafé lançou o LP Pra que vou recordar o que chorei pela gravadora Warner, no qual interpretou De alegria raiou o dia, parceria de ambos. Neste mesmo ano, foi feito um videoclip para o programa Fantástico, da Rede Globo com a música. No ano seguinte, Carlos Dafé incluiu no disco Venha matar saudades, também pela Warner, outra parceria de ambos, Pobre de quem.

No ano de 1979, Jurema, no disco Eu nasci no samba, interpretou duas composições suas: Velho papo de ilusão (c/ Carlos Barbosa) e Não se preocupe, esta em parceria com Edson Carlos.

Em 1985, Agepê gravou Atalhos (c/ Carlos Barbosa).

No ano 2000, a gravadora Warner lançou a série Dois Momentos. Nesta coleção, compilou dois discos de Carlos Dafé: Pra que vou recordar o que chorei e Venha matar saudades, colocando em evidência neste ano, composições da década de 1970 que foram fomentadoras do movimento black music brasileiro, dentre elas duas composições de sua autoria dos respectivos LPs.

No ano 2001, apresentou o show "Mita & convidados" no teatro Rival, no Rio de Janeiro. Nesse show fez o lançamento de seu último disco Dom Mita, CD no qual incluiu Menininha da Coroa (c/ Jackson Góes) com participação de Marysa Alfaya; Minha deusa, com arranjos de Lincoln Olivetti; Tente entender (c/ César); Libra (Durval Ferreira, Oswaldo Rui da Costa e Macau) e ainda De alegria raiou o dia, interpretada em dueto como o parceiro Carlos Dafé. Neste mesmo ano Seu Jorge (ex-integrante do grupo Farofa Carioca) gravou De alegria Raio o dia (Dom Mita e Carlos Dafé) com a participação especial de Carlos Dafé.

Faleceu em 2002, sendo sepultado no Cemitério de Irajá, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Obras

A paz no meu mundo é você, Atalhos (c/ Carlos Barbosa), Cabeça feita (c/ Willy), Como é linda a natureza (c/ Carlos Dafé e Toninho Lemos), Dá um tempo coração (c/ Valmir), De alegria, raiou o dia (c/ Carlos Dafé), Despertar da solidão (c/ Carlos Dafé), É amor... Deixa doer, É melhor dizer adeus, Fuleragem (c/ Léo Machado), Menininha do coroa (c/ Jackson Góes), Minha deusa, Mundo companheiro (c/ Carlos Dafé), Não se preocupe (c/ Edson Carlos), No pique do amor (c/ Valmir), O som do Tim (c/ Valmir), Olhe, pare e pense (c/ Carlos Dafé), Pobre de quem (c/ Carlos Dafé), Que sorte a minha (c/ Carlos Dafé, William Félix e Gil Veloso), Rio sem você (c/ Valmir), Tempo ao tempo (c/ Pablo Moranzane e Ni), Tente entender (c/ César), Velho papo de ilusão (c/ Carlos Barbosa).

Discografia

(2001) Dom Mita • Beverly • CD; (2004) Black Music Brasil • Selo Som Sicam • CD

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

terça-feira, janeiro 08, 2013

Carlos Dafé

Dafé nasceu em uma família de músicos do bairro carioca de Vila Isabel, aprendeu com o pai a tocar cavaquinho, bandolim e acordeom; mais tarde estudou baixo e piano, foi aluno do conservatório e tocou em orquestras. Nos anos 60 começou a trabalhar como cantor em boates do Rio e São Paulo. Nos anos 70 incorporou elementos de soul e firmou-se como um dos maiores nomes da soul music brasileira, ao lado de Tim Maia, Cassiano e Gerson King Combo.

Carlos Dafé (José Carlos de Sousa Dafé), compositor, instrumentista e cantor, nasceu em 25/10/1947 no Rio de Janeiro, RJ. Inicialmente, em 1967, apareceu no grupo Dom Salvador e Abolição, primeiro grupo de negros a tocar soul music em um festival da TV Globo.

Em 1972, gravou um compacto simples com as músicas Venha matar saudades e Verônica, ambas de sua autoria. Por essa época, Tim Maia ao ouvir esse seu primeiro disco, o convidou para integrar a sua banda como  tecladista e vocalista. Mais tarde, passou a fazer parte do movimento de soul music no Brasil (Movimento Black Rio), juntamente com Tim Maia, Dom Salvador, Cassiano, Gérson King Combo, Lincoln Olivetti e Sandra Sá, entre outros. No ano seguinte, apareceu como músico, tocando contrabaixo ao lado de Luiz Carlos Vinhas, Osmar Milito e Luizinho Eça.

No ano de 1974, gravou um compacto simples com as músicas Passarela e Bloco da minha rua, ambas de sua autoria. Neste mesmo ano, Alcione interpretou Acorda que eu quero ver e Nana Caymmi interpretou Passarela e Acorda que eu quero ver.

Em 1976 Dóris Monteiro gravou Pra não padecer e Núbia Lafayette interpretou Basta um gesto seu. No ano posterior, em 1977, foi incluído uma composição sua Pra que vou recordar o que chorei, na novela Dona Xepa, da TV Globo, saindo neste mesmo ano, o disco com a trilha sonora pela gravadora Som Livre.  Ainda neste mesmo ano de 1977, a gravadora Warner lançou o LP Pra que vou recordar o que chorei. Neste mesma época, foi produzido para o programa Fantástico, da TV Globo dois clips com as músicas De alegria raiou o dia (c/ Mita) e Bichos e crianças (c/ Marilda Barcelos).

Lançou pela Warner o LP Venha matar saudades em 1978. No ano posterior gravou o disco Malandro dengoso, lançado pela Warner.

A gravadora RCA Victor, em 1983, lançou o disco De repente, do qual foi produzido para o programa Fantástico, da TV Globo um clip com a música De Repente (c/ Reyna). No ano seguinte, lançou um compacto simples pela gravadora RGE com a música Deixa pra lá. Neste mesmo ano, a música foi incluída na novela Livre Pra Voar, da TV Globo, saindo posteriormente em LP pela Som Livre, integrando a trilha da novela. Em 1985, a gravadora Acorde lançou o disco O Trem da gente.

Em 1997 foi lançado o CD O seu jeito de olhar produzido por Gabu (do Grupo Raça Negra) para o Selo Perfil. O disco teve como destaque a música O seu jeito de olhar. Neste mesmo ano, Mart'nália no disco Minha cara, lançado pela gravadora ZFM Records, interpretou Pra que vou recordar o que chorei. A Warner Music no ano seguinte, em 1998, lançou, através da Coleção Pop, uma coletânea reunindo seus maiores sucessos extraídos dos três discos feitos para a gravadora.

No ano 2000, a gravadora Warner Music, através da "Série Dois Momentos", lançou em um único CD, os dois discos Pra que vou recordar o que chorei e Venha matar saudades, produzido por Charles Gavin (do grupo Os Titãs).

Em 2001 o grupo Katinguelê regravou Venha matar saudades; Dom Mita regravou De alegria raiou o dia (c/ Dom Mita), disco no qual participou em dueto com o parceiro e ainda incluiu neste mesmo disco, Que sorte a minha (c/ William Félix). Neste mesmo ano, mais dois LP' s seus foram relançados em CD: Malandro dengoso, de 1979 e De repente, de 1983. Ainda neste ano, Seu Jorge (ex-integrante do grupo Farofa Carioca) interpretou no disco Samba esporte fino a composição Pra que vou recordar o que chorei e De alegria raiou o dia, nesta última, contando com a participação especial do compositor.

Em 2002 participou da coletânea "Conexão carioca 3" produzida por Euclides Amaral e com apresentação do poeta e letrista Sergio Natureza e no ano seguinte, apadrinhou a coletânea de novos talentos "Quem são os novos da MPB?", produzida por Lúcio Sherman e lançada pelo selo Puro Som.

Em 2004 recebeu diversos convidados, Hyldon e Gérson King Combo, entre outros, na casa de show Dandi Brasil, em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro. Neste mesmo ano duas composições de sua autoria foram incluídas na coletânea Black Music Brasil, do selo Som Sicam, foram elas, Olhando para o céu em parceria com Lúcio Sherman interpretada pelo próprio e ainda De alegria raiou o dia, em parceria com Dom Mita, interpretada por ambos.

No ano de 2006 pela gravadora Universal e em carreira solo, Negra Li lançou o disco Negra livre, no qual regravou Tudo era lindo, um antigo sucesso de sua autoria. Neste mesmo ano com o grupo paulista   Bambas & Biritas, gravou o DVD (ao vivo) no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo.

Em 2007, com Bnegão, Thalma de Freitas, Ganjaman, Grupo Montage, banda Instituto e o quarteto de rock pernambucano Mellotrons, foi um dos convidados do "Festival Rec-Beat", em Recife. Na ocasião dividiu o palco com Bnegão e a cantora e atriz Thalma de Freitas, com quem interpretou composições de Tim Maia. Neste mesmo ano, ao lado de Verônica Sabino, Ednardo e Totonho e Os Cabras, foi um dos convidados do cantor e compositor Zeca Baleiro, apresentando-se no evento "O Baile do Baleiro", no Canecão, no Rio de Janeiro.

Em 2008 a banda Du Black regravou Considerações, parceria com Lúcio Sherman e o poeta Euclides Amaral, inserida no disco Soulshine. Neste mesmo ano, como convidado da banda Instituto, participou do "Tim Festival", no Rio de Janeiro.

Em janeiro de 2009 fez temporada no Canequinho (anexo ao Canecão) com o show "Bem vindo ao baile", no qual fez pré lançamento do disco homônimo e recebeu como convidados Hyldon, B Negão, Danni Carlos, Da Gama, Gérson King Combo, George Israel, Zeca do Trombone, MC Marechal, Aleh, Banda Avante, Cyz Zamorano, Adilson Aragão, Rodrigo Sha, Marlos Sette, Ari do Chapéu, César Kassi e Os Crioulos.

Em 2010 foi lançado nos Estados Unidos o DVD com o resultado do show "Timeless Concert - The Composer/ Arranger Series Presented by Vtech", no qual atuou como cantor ao lado de Clarice Grova. Neste mesmo ano de 2010 participou do evento "Virada Cultural Paulista" e "Viradão Cultural Carioca".

Em 2011 ao lado de Dorina, Ernesto Píres, Nelson Sargento, Bira da Vila, Roberto Serrão, Gabrielzinho do Irajá, Renatinho Partideiro, Maria Angélica, Toninho Gerais, entre outros, participou do show "Tributo a Luiz Carlos da Vila", no Largo do Bicão, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Obra

A cruz (c/ Tânia Maria), A ilha (c/ Chico Batera), Acorda que eu quero ver, Adeus, Astúcia (c/ Heitorzinho dos Prazeres e Sérgio Vidal), Aú com rolê (capoeira), Basta um gesto seu (c/ Toninho Lemos e Gitman), Bem querer (c/ Lúcio Flávio e T. Vila), Bichos e crianças (c/ Marilda Barcelos), Bloco da minha rua, Cada vez mais (c/ Roberto Corrêa e Toninho Lemos), Chora tristeza, Como é linda a natureza (c/ Roberto Corrêa e Toninho Lemos), Considerações (c/ Lúcio Sherman e Euclides Amaral),  Criança maravilha (c/ Nelson Motta), De alegria raiou o dia (c/ Dom Mita), De bem com o mundo (c/ William Félix e Lucena), De repente (c/ Reyna), Decididamente (c/ Vandenberg Dantas de Souza), Deixa pra lá (c/ William Félix e Toninho Lemos), Despertar da solidão (c/ Dom Mita), É triste nós vivermos separados (c/ Toninho Lemos), Escorpião (c/ Nélson Motta), Eu quero mais é sorrir (c/ C. Sena e Almir Guineto), Feitiço da vida (c/ Vandenberg), Fim, Firmeza (c/ Ronaldo Barcellos), Fusão 79, Hello! Mr. Wonder (c/ Cláudio), Já era tempo de você (c/ Rosana Fiengo), Lá vem ela (c/ Sérgio Catharino), Mais uma vez (c/ Lourenço), Malandro dengoso, Me deixa entrar (c/ Vandenberg), Me envolvi no teu corpo, Menina dos olhos de mel (c/ Marilda Barcelos), Meu coração não te elegeu (c/ Toninho Lemos), Minhas carências (c/ Toninho Lemos), Mundo companheiro (c/ Dom Mita), Não posso mais (c/ Marilda Barcelos), Nessa festa de luz (c/ Tânia Maria), No ano que vem (c/ Tânia Maria), O jeito é não vacilar (c/ Laércio de Freitas), O trem da gente (c/ Vandenberg), Olhando para o céu (c/ Lúcio Sherman), Olhe, pare e pense (c/ Dom Mita), Onde foi que eu errei (c/ Toninho Lemos), Para não padecer (c/ Vandenberg), Passarela, Pobre de quem (c/ Dom Mita), Pode ser que eu esteja enganado (c/ Toninho Lemos), Pra nunca mais (c/ William Félix), Pra que vou recordar o que chorei, Quadro de Ismael (c/ Toninho Lemos), Que sorte a minha (c/ William Félix), Se pega com deus (c/ Vandenberg e Antônio Faustino), Sol e chuva na moleira (c/ Luiz Carlos Batera e Toninho Lemos), Sonho de um menino pobre (c/ Toninho Lemos), sônia, Sufocante (c/ William Félix), Transamazônica (c/ Tânia Maria), Trilha, Tudo era lindo, Um estranho no ninho (c/ Toninho Lemos), Um pouco de sol, Venha (c/ Toninho Lemos), Venha matar saudades, Verônica, Vice-versa, Você chegou sorrindo (c/ Toninho Lemos), Zé marmita (c/ Vandenberg), Zé sozinho (c/ Vandenberg), Zi-Cartola (c/ Toninho Lemos).

Fontes: CliqueMusic; Dicionário Cravo Albin da MPB.

segunda-feira, junho 13, 2011

Coleção


Coleção (canção, 1977) - Cassiano e Paulo Zdanowski - Interpretação: Cassiano

LP Cuban Soul / Título da música: Coleção / Cassiano (Compositor) / Paulo Zdanowski (Compositor) / Cassiano (Intérprete) / Gravadora: Polydor / Ano: 1976 / Nº Álbum: 2451 090 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Canção.


Tom: G
  
intro: G7M C/D Em7 Cm6 Bm7 E7 Am7 D7 Gm7 C/D

 G7M                    Em7                   Am7   D7
Sei que você gosta de brincar de amores
   Am7        D7    Bm   E7  Am7  D7
Mas oh, comigo não       (comigo não)
G7M
Sei também que você...
Em7                         Am7 F#m B7
Eu não sei       mais nada.
     Em7 Dm7 G7  C7M
Um dia você vai ouvir
    Bm7     Em7        Cm6
De alguém o que ouvi de ti
     Em7    Cm6       Em7         Dm7    G7
Então irá pensar como eu sonhei em vão
    C7M  Bm7
Não vá ou vá
  Em7       Cm6
Você é quem quer
Bm7         E7   Am7 D7     G7M
Quer saber? Eu amo     você

(solo) ( Gm7 C/D Em7 Cm6 Bm7 E7 Am7 D7 Gm7 C/D  E7 )

 A7M                                  F#m7      Bm7  G#m7  C#7
Sei também que você... eu não sei mais nada.
F#m7   Em7  A7  D7M
Um dia você vai ouvir
    C#m7          F#m7      Dm6
De alguém o que ouvi de ti
      F#m  Dm6      F#m7        Em7    A7
Então irá pensar como eu sonhei em vão
   D7M     C#m7
Não vá ou vá
  F#m7            Dm6
Você é quem quer
         C#m7 F#7    Bm7  E7
Quer saber?    Eu amo...
         C#m7 F#7    Bm7  E7
Quer saber?     Eu amo...
         C#m7 F#7    Bm7  E7  D
Quer saber?      Eu amo
     A7M   A
Você

domingo, novembro 18, 2007

Cassiano


Cassiano (Genival Cassiano dos Santos), cantor, compositor e guitarrista, nasceu em Campina Grande PB em 16/9/1943. Aos seis anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde aprendeu as primeiras noções de violão e bandolim com o pai.


Iniciou a carreira em 1964, tocando violão no Bossa Trio, que daria origem ao grupo vocal Os Diagonais, com o qual gravou alguns compactos e o LP Cada um na sua (1971, RCA). Influenciado tanto pela soul-music norte-americana de Otis Redding e Stevie Wonder como pelo samba-canção de Lupicínio Rodrigues, foi um dos precursores do gênero soul no Brasil (?).

Tornou-se conhecido em 1970, quando Tim Maia gravou suas composições Primavera (Vai chuva) e Eu amo você (ambas com Sílvio Rochael) em seu primeiro LP, que teve participação de Cassiano na guitarra.

Seus maiores sucessos como autor e intérprete incluem duas parcerias com Paulo Zdanowski: A lua e eu (1976), tema da novela O grito, e Coleção (1977), incluída na novela Locomotivas, ambas da TV Globo. Seus discos como intérprete em carreira solo são Cassiano, imagem e som (1971, RCA), Apresentamos nosso Cassiano (1973, Odeon) e Cuban soul — 18 quilates (1976, Polydor), além de um LP gravado na CBS, que ficou inédito.

Em 1978 interrompeu a carreira de intérprete por motivos de saúde, mas continuou compondo sucessos como Mister Samba, gravado por Alcione, e Morena, por Gilberto Gil.

Voltou a gravar em 1991, quando participou do songbook da editora Lumiar dedicado a Noel Rosa e lançou o LP Cedo ou tarde (Columbia), com participação de Ed Mota, Sandra de Sá, Mansa Monte, Djavan e outros, incluindo antigos sucessos e novas composições como Know-how.

Em 1998, foi lançada pela gravadora Universal a coletânea "Velhos camaradas" (Cassiano, Tim Maia e Hyldon), disco que reuniu alguns sucessos de cada um dos artistas. No ano seguinte, sua composição Férias, parceria com Índio, deu título ao disco de Cláudio Zoli lançado pela gravadora Trama.

No ano 2000, pela gravadora Dubas Música, foi lançada a coletânea "Coleções", com várias composições de sua autoria.

No ano seguinte, em comemoração aos 100 anos da RCA, a empresa relançou em CD parte de seu acervo, no qual estão incluídos os LPs "Imagem e som" e "Cuban soul". Ainda neste ano, a gravadora Dubas Música, do compositor Ronaldo Bastos, convidou Ed Motta para organizar uma nova coletânea de suas composições. Neste mesmo ano, os Racionais MC's o convidaram para participar do novo disco dos rappers paulistas, e a banda carioca Clave de Soul, em seu primeiro CD, "Dançar é bom", interpretou de sua autoria Tá dando mole.


Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; Dicionário Cravo Albin da MPB.

terça-feira, agosto 14, 2007

A lua e eu

Cassiano - 1976
Pioneiro do soul brasileiro, ao lado de Tim Maia e Hyldon, o cantor, músico e compositor Cassiano começou a tocar violão na adolescência, quando ganhava a vida como ajudante de pedreiro. Mais adiante, nos anos sessenta, passou a tocar nas noites do Rio e de São Paulo, porém sem jamais se firmar profissionalmente, em razão de seu comportamento irregular, igual ao do amigo Tim Maia. Faziam os dois o estilo “músico doidão”, segundo suas próprias palavras.

Em 1976, seis anos depois de seu primeiro sucesso, Primavera”, lançado por Tim, Cassiano voltaria às paradas com uma música ainda melhor, a balada “A Lua e Eu”: “Mais um ano se passou / e nem sequer ouvi falar seu nome / a lua e eu / caminhando pela estrada / eu olho em volta / e só vejo pegadas / mas não são as suas / eu sei... eu sei.”

Composta em 73, com o seu principal parceiro, Paulo Zdanowski, o Paulinho Motoka, na época com 19 anos, “A Lua e Eu” se destacaria na trilha da novela “O Grito”, da TV Globo, em que entrara por iniciativa do produtor Nelson Mota, daí se tornando uma das canções mais executadas no ano. Nascido em Campina Grande, na Paraíba, Cassiano chama-se Genival Cassiano dos Santos, sendo assim xará de outro artista campinense, o cantor Genival Lacerda, o que dá a impressão de ser o nome Genival muito comum naquela cidade (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

A Lua E Eu (1976) - Cassiano e Paulo Zdanowski - Intérprete: Cassiano

LP O Grito - Trilha Sonora da Novela / Título da música: A Lua E Eu / Cassiano (Compositor) / Paulo Zdanowski (Compositor) / Cassiano (Intérprete) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1975 / Nº Álbum: 403.6078 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Canção.


Intro: A  F#m7  C#m7  Bm7/9
A                 F#m7  Cm7
Mais um ano se passou
C#m7               Cm7    Bm7        D    E
E nem sequer ouvi falar seu nome, a lua e eu
A                  F#m7  Cm7
Caminhando pela estrada
C#m7                   Cm7    Bm7
Eu olho em volta e só vejo pegadas
D           E        A           A6
Mas não são as suas, eu sei, eu sei, eu sei
(refrão)
D        E         A    C#m7  Bm7
O vento faz eu lembrar você
D          E           A  C#m7 Bm7 D     E
As folhas caem mortas como eu, a lua  e eu
A                   F#m7 Cm7
Quando olho no espelho
C#m7                   Cm7  Bm7
Estou ficando velho e acabado
D          E        D          E    A         A6
Procuro encontrar, não sei onde está você, você, você