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sábado, dezembro 14, 2013

Martinez Grau

"Carioca", de 1/2/1936
Martinez Grau (Afonso Martinez Grau), compositor e maestro, nasceu em São Paulo, SP, em 24/05/1897, e faleceu, na mesma cidade, em 05/12/1963. Considerado um brilhante regente e harmonizador, foi compositor de óperas, operetas, revistas e trechos populares de grande sucesso.

Em 1928, sua canção Sapoti foi gravada por Francisco Alves na Odeon. Em 1929, fez sucesso com a revista Mineiro com botas, com J. Tomás e J. Aimberê, e letra de Marques Porto e Luiz Peixoto.

No ano seguinte, a atriz e cantora Margarida Max gravou na Brunswick a marcha Bocas que fazia parte da revista Vai haver o diabo. Por essa época, a toada Puxa o tambu! foi gravada por Januário de Oliveira na Arte-Fone, pequeno selo paulista da época.

Em 1931, o samba Sozinho, com Jaime Redondo, foi gravado na Columbia por Arnaldo Pescuma. No mesmo ano, e na mesma gravadora Gastão Formenti registrou a canção Brincando com foguetão, com Luiz Iglesias.

Em 1934, a marcha Segura a mão, parceria com Enéas Machado de Assis, foi gravada na Victor pelo Bando da Lua. Em 1936, a dupla Arnaldo Pescuma e Januário de Oliveira gravou na Victor o samba Quero dar um beijinho em você, com Ari Machado, e a marcha Mulatinha da caserna, com Ariovaldo Pires.

Em 1937, foi parceiro de Mário Lago na marcha Eu vou mandar fazer gravada em dueto por Arnaldo Amaral e Alzirinha Camargo, e de Ernâni Dantas na batucada O malandro entristeceu gravada pelos Anjos do Inferno, ambas as gravações na Columbia.

Em 1943, foi parceiro de Carlos Maul na marcha Mocidade feliz que foi gravada por Francisco Alves na Odeon. Em 1953, o dobrado São Paulo com Ariovaldo Pires, foi gravado na RCA Victor por Wilson Roberto. Em 1958, sua marcha Segura na mão, com Enéas Machado, foi gravada no LP Êêêhh!! Saudade! lançado pela Banda RGE sob regência do maestro Henrique Simonetti.

Seu maior sucesso como compositor foi a marcha Mulatinha da caserna, com Ariovaldo Pires. Com músicas gravadas por Arnaldo Pescuma, Gastão Formenti, Anjos do Inferno, Francisco Alves, Alzirinha Camargo e outros, o compositor atuaria ainda na radiofonia paulista.

Obra

Bocas, Brincando com foguetão (c/ Luiz Iglesias), Eu vou mandar fazer (c/ Mário Lago), Mocidade feliz (c/ Carlos Maul), Mulatinha da caserna (c/ Ariovaldo Pires), O malandro entristeceu (c/ Ernâni Dantas), Puxa o tambu!, Quero dar um beijinho em você (c/ Ari Machado), São Paulo (c/ Ariovaldo Pires), Sapoti, Se a polícia deixasse, Segura a mão (c/ Enéas Machado de Assis)


Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB; "Carioca", de 01/02/1936.

sábado, setembro 25, 2010

Rosa, meu bem

J. Thomaz
Rosa, meu bem (samba, 1926) - J. Thomaz - Intérprete: Fernando

Disco selo: Odeon R / Título: Rosa, meu bem / Autoria: J. Thomaz (Compositor) / Fernando (Intérprete) / Jazz Band Sul Americano Romeu Silva (Acomp.) / Coro (Acomp.) / Álbum: 123019 / Lançamento: 1926 / Gênero musical: Samba / Coleção: IMS



Francisco Alves em disco Odeonette (¹) interpreta essa mesma melodia em 1927:

Disco: Odeonette / Título: Rosa, meu bem / Autoria: J. Thomaz (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Nº do Álbum: 110-a / Nº da Matriz: 106 / Lançamento: 1927 / Gênero musical: Canção Brasileira / Coleção: José Ramos Tinhorão



Rosa, meu bem
Tu choras, meu amor
Não sei porque
Ó Rosa se chorares
Vou chorar
Por tua causa
Vou morrer,
Vou me acabar

Lá vem a Rosa
Requebrando devagar
Entrou no samba
Agora a vejam requebrar

Ó meiga Rosa
Meu amor, minha afeição
Por ti, formosa
Ando louco de paixão

(¹) Odeonette foi uma série única na discografia brasileira em 78 rpm de discos com 15cm de diâmetro (Odeon R tinha 27cm), lançada na década de 1920 pela Casa Edison.


Fonte: Instituto Moreira Salles; Discografia Brasileira - IMS.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Sarambá

Sarambá (samba, 1922) - J. Tomás / Versos em francês de Duque - Interpretação: Anjos do Inferno

Disco 78 rpm / Título da música: Sarambá / Duque (Compositor) / Thomaz, J (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 27/06/1945 / Nº Álbum: 800318 / Gênero musical: Samba.



Olha o sarambá ô tia / Olha o sarambá
Olha o sarambá ô nega / Olha o sarambá
Olha o sarambá ô tia / Olha o sarambá
Olha o sarambá ô nega / Olha o sarambá

Mon samba se dance toujours encadence
Petit pas par-ci, petit pas par-la
Il faute de l'aisance, beaucoup d'elegance
Le corps se balance, dançant le samba (ô tia)

Olha o sarambá ô tia / Olha o sarambá
Olha o sarambá ô nega / Olha o sarambá
Olha o sarambá ô tia / Olha o sarambá
Olha o sarambá ô nega / Olha o sarambá

Mon samba se dance toujours encadence
Petit pas par-ci, petit pas par-la
Il faute de l'aisance, beaucoup d'elegance
Le corps se balance, dançant le samba (ô tia)


Outra versão:

Mon samba se dance toujours encadence
Petit pas par-ci, petit pas par-la
Il faute de l'aisance, beaucoup d'elegance
Le corps se balance, dançant le samba
Vamos sarambá ô nega, vamos sarambá

Fui fazer meu samba na mesa do meu botequim
Depois de umas e outras, o samba ficou assim
Fui fazer meu samba na mesa do meu botequim
Depois de umas e outras, o samba ficou assim:

Estrambonático, palipopético, cibalenítico, Estapafúrdio,
Protopológico, antropofágico, presolopépico, calotolético,
Carambolâmbolo, posolométrico, pratofilônica, protopolágico,
Canekalônica,

É isso aí, é isso aí
Ninguém entendeu nada, eu também não entendi.

J. Tomás

J. Tomás (João Tomás de Oliveira Júnior), instrumentista, regente, compositor e cantor (Rio de Janeiro RJ 17/11/1898—id. 24/11/1948) nasceu no bairro de Catumbi e desde rapaz freqüentava rodas de músicos, que se reuniam com Pixinguinha, Donga e o violonista Tute, entre outros.

Seu pai era ferroviário e, por volta de 1914, arranjou-lhe um emprego como conferente da Estrada de Ferro Central do Brasil, que o afastou do Rio de Janeiro por três anos.

De volta em 1917, sentou praça como voluntário da brigada policial, em cuja fanfarra Tomasinho, como era conhecido na época, se iniciou no manejo das baquetas, rufando caixa e bombo. Deu baixa, sendo logo convidado por Donga para integrar os Oito Batutas, em substituição a Luís de Oliveira, que morrera logo depois da estréia do conjunto no Cine Palais, em 1919.

Tocando reco-reco, estreou com o grupo em 1920 em cinema em Petrópolis RJ. Dois anos depois, ficou doente e não pôde ir com os Oito Batutas para a Europa. Nessa ocasião, ganhou uma bateria de presente de Arnaldo Guinle, protetor do conjunto e financiador da viagem. Passou então a freqüentar locais onde tocavam jazz-bands, ouvindo especialmente Kosarin, baterista e maestro norte-americano que viveu no país muitos anos.

Em meados de 1922, com o retorno dos Oito Batutas, voltou a integrar o grupo, viajando para a Argentina no mesmo ano. Das 20 gravações feitas pelo conjunto em Buenos Aires, foram de sua autoria os sambas Faladô e Caruru (c/Donga).

Retornando ao Rio de Janeiro, com a dissolução dos Oito Batutas, organizou uma orquestra de danças, o Brazilian Jazz. Reunindo em torno de sua bateria os pistonistas Sebastião Cirino e Valdemar, o trombonista Vantuil de Carvalho, os saxofonistas Lafayette e Paraíso, o violinista Wanderley e o pianista Augusto Vasseur, estreou no Cinema Central (depois Eldorado), alcançando grande sucesso. Por convite seu, participou da orquestra Ary Barroso, que na época tocava piano na sala de espera do Teatro Carlos Gomes.

Em fins de 1928, apresentou-se com a orquestra na Rádio Sociedade, sendo convidado pelo norte-americano Salisbury a tocar na gravadora Brunswick, que vinha se instalar no Rio de Janeiro. Já estava fazendo sucesso com seu samba Sarambá (versos em francês de Duque), apresentado em 1922 em Paris pelos Oito Batutas, o qual lhe abriu as portas do teatro musicado.

Na véspera da estréia da revista Guerra ao mosquito (Marques Porto e Luiz Peixoto), em 31 de maio de 1929, no Teatro Carlos Gomes, queimou as mãos com um foguete, deixando a bateria e, pela primeira vez, assumindo a regência da orquestra. Usava luvas brancas para esconder as queimaduras, característica que passou a adotar.

No final do ano, a Brunswick lançou seu disco inaugural, no qual cantou os sambas Sarambá e Rian, de sua autoria, acompanhado da Orquestra Brunswick. Como compositor, alcançou outros êxitos: Teresinha, canção que gravou cantando em 1929, o fox Flor do asfalto, de 1931, gravado por Castro Barbosa, e o samba Verde e amarelo, de 1932, gravado por Araci Cortes, os dois em parceria com Orestes Barbosa, de quem foi o mais importante parceiro quando este se iniciou como letrista de música popular.

Como cantor, gravou 13 músicas na Brunswick em 1929 e 1930, e mais um disco na Odeon, em 1931.

Fonte: Dicionário da Música Brasileira – Art Editora