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sábado, novembro 01, 2008

Cláudia Moreno

Cláudia Moreno (Aldina Soares Barroso), cantora, nasceu em 31 de outubro de 1932, na cidade de Cabo Frio, Estado do Rio de Janeiro. Destacou nas décadas de 1950 e 1960. Nos idos de 50, tornou-se a grande estrela Cláudia Moreno ou Morena.

Fez parte da geração de ouro da Música Popular Brasileira, iniciando sua carreira na TV Tupi do Rio de Janeiro, ao lado de cartazes como João Gilberto, Tito Madi, Elisete Cardoso e Lúcio Alves, permanecendo nas Emissoras Associadas no período compreendido entre 1951 e 1961.

No cinema, estrelou com Jece Valadão o polêmico e premiado filme Rio, 40 Graus onde, interpretando o samba A voz do morro, lançou nada mais nada menos que o compositor Zé Keti.

Claúdia Moreno também estrelou, nas boates do Copacabana Palace, Night and Day e Plaza, no Rio de Janeiro, os grandes shows de Carlos Machado, Caribé da Rocha e Haroldo Costa, dos quais também faziam parte astros e estrelas do porte de Ataulfo Alves, Marisa Gata Mansa, Lana Bittencourt, Grande Otelo, dentre outros.

A renomada cantora foi uma das pioneiras a levar a música brasileira para o exterior quando em 1952, viajou para a Venezuela acompanhada do conjunto de Waldir Azevedo, tendo sido posteriormente contratada pela Televisa Canal 2 de Caracas, permanecendo lá durante um ano quando se apresentou cantando, não só por toda a Venezuela, como também pelo Caribe.

Cláudia Moreno sempre teve cuidado na escolha de seu repertório, gravando, além de Zé Keti, nomes como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Ary Barroso, Mário Lago, Toquinho e uma infinidade de grandes autores, no entanto suas músicas de maior destaque no cenário artístico foram o clássico Ronda, de Paulo Vanzolini, e a versão Sozinha na praia (Perdonáme), de Júnior e Zé Fortuna.

O mais recente trabalho da artista teve a produção do cantor e compositor Belchior e se entitulou Cláudia Moreno Cantando o Amor, nele pode-se ouvir, além dos grandes mestres da MPB tradicionalmente gravados pela cantora, alguns compositores da nova geração.

Hoje Cláudia Moreno continua cantando e reside no interior do estado de São Paulo.

Fonte: Wikipédia.

domingo, abril 09, 2006

Waldir Azevedo

Waldir Azevedo, instrumentista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 27/1/1923 e faleceu em São Paulo em 21/9/1980. Nascido no bairro da Piedade e criado no Engenho Novo, aos sete anos comprou uma flauta transversal com o dinheiro obtido na venda dos passarinhos que apanhava.


Influenciado por amigos com que se reunia aos sábados para tocar, resolveu trocar a flauta pelo bandolim. Passou depois para o cavaquinho, instrumento que deixou de lado quando entrou em moda o violão elétrico. Por essa época também tocava violão, mas foi como flautista que se apresentou em público pela primeira vez, no Carnaval de 1933, executando o Trem blindado (João de Barro) no Jardim do Meyer.

Problemas cardíacos o impediram de realizar seu sonho de ser aviador, e empregou-se na Light. Em 1945, quando passava a lua-de-mel em Miguel Pereira RJ, recebeu um telefonema de um amigo, avisando sobre uma vaga no regional de Dilermando Reis, em um programa da Rádio Clube do Brasil. Tocou cavaquinho durante dois anos no conjunto, assumindo sua liderança em 1947, com a saída de Dilermando Reis.

Sua primeira composição foi o choro Brasileirinho, cuja parte inicial é quase toda numa só corda, gravado na Continental, por sugestão de João de Barro, diretor artístico da gravadora. A década de 1950 representou o ponto mais alto de sua carreira, fazendo muito sucesso com as composições Delicado (baião), Pedacinhos do céu, Chiquita e Vê se gostas, entre outras.

Durante 11 anos percorreu a América do Sul e a Europa, incluindo duas excursões patrocinadas pelo Itamarati, na Caravana da Música Brasileira, e nas outras com o seu conjunto. Suas músicas foram gravadas no Japão, Alemanha, EUA., onde o disco de Percy Faith e sua orquestra, com a faixa Delicado, vendeu mais de um milhão de cópias. Participou de um programa na B.B.C. de Londres, Inglaterra, transmitido para 52 países.

Teve 132 músicas gravadas, entre chorinhos, valsas e baiões, lançou 20 LPs (um deles com Jacó do Bandolim) e cerca de 50 discos de 78 rpm. Em 1964, por morte de sua filha, afastou-se dos meios musicais. Mudou-se para Brasília DF em 1971, onde sofreu um acidente com um cortador de grama em que quase perdeu seu dedo anular, impedindo-o de tocar durante um ano e meio. Recuperou-se somente depois de várias cirurgias e muitos exercícios, voltando a gravar.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.