sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Alexandre Levy

Alexandre Levy, compositor, pianista e regente clássico, filho de imigrantes de origem franco-suíça, nasceu em São Paulo-SP em 10 de novembro de 1864. Faleceu na mesma cidade em 17 de janeiro de 1892, com apenas 28 anos.

Desde cedo, manifestou grande interesse pela música. Aos sete anos, estudou com o pianista russo Luis Maurice; depois, com o pianista francês Gabriel Giraudon. Seu pai, o clarinetista Henrique Luiz Levy, possuía uma loja de artigos musicais, a Casa Levy onde era o ponto de encontro de músicos e artistas de São Paulo.

Nessa loja fez muitos amigos e conheceu a nascente produção nacionalista, como a primeira edição de Sertaneja, de Brasílio Itiberê, que executou em concerto aos doze anos.

Em 1880, compôs uma fantasia para dois pianos a partir de temas da ópera O Guarany, de Carlos Gomes e três anos depois iniciou estudos de harmonia e contraponto. A família Levy sempre esteve ligada ao compositor campineiro, desde os tempos em que Henrique Levy se apresentava com Carlos Gomes pelo interior paulista

Em 1887 embarcou para a Europa para aprimorar seus estudos musicais. Estudou harmonia em Paris, com Émile Durand, que também foi professor de Debussy. Nessa época se interessou pelas diversas formas orquestrais e compôs a peça Andante Romantique, que depois foi incorporada à Sinfonia em Mi menor, e Variações Sobre um Tema Brasileiro, da qual se destaca a melodia Vem Cá, Bitú.

No cenário político brasileiro predominavam discursos nacionalistas. Músicos e artistas, passaram a compor a partir de motivos folclóricos e populares. Nascia, assim, o nacionalismo musical, onde se destacaram Levy e Alberto Nepomuceno.

Compôs obras de cunho nacionalista, como Suíte Brasileira e Tango Brasileiro. Samba, a quarta parte da Suíte Brasileira, obteve grande sucesso com a redução para piano feita por seu irmão Luiz Levy.

Precursor do movimento nacionalista na música brasileira, tem sua obra marcada pelo romantismo, com temas brasileiros de saudade e fatalismo.

Obra

Para piano solo: Tango Brasileiro (1890); Variações Sinfônicas Sobre um Tema Brasileiro (Vem Cá, Bitú) (1887); Impromptu-Caprice, Opus 1 (1881-1882); Romance Sans Paroles, Opus 4, nº 1; Pensée Fugitive, Opus 4, nº 3; Trois Morceaux Opus 13; Allegro Appassionato Opus 14; Schumannianas. Para orquestra: Suíte Brasileira, com o famoso Samba; Sinfonia em Mi menor; Comala, poema sinfônico; A Cantata. Música de Câmara: Trio, para piano, violino e violoncelo; Reverie, para quarteto de cordas; Fantasia Sobre Motivos do Guarani (1880), para dois pianos.


Figura acima: a obra Samba - chamada na forma afrancesada, como hábito na época, de suite brésilienne e danse negre -, editada postumamente em redução para piano, é ilustrada por desenho que reproduz o que seria uma roda de samba no final do século XIX.


Fontes: Prelúdio - Levy; História do Samba - Editora Globo; Fundação Biblioteca Nacional - Alexandre Levy.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Inteirinha

Pery Ribeiro
Inteirinha (samba-canção, 1960) - Luiz Vieira - Intérprete: Pery Ribeiro

Disco 78 rpm / Título da música: Inteirinha / Vieira, Luiz (Compositor) / Ribeiro, Pery (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1960 / Nº Álbum 14612 / Lado A / Gênero musical: Samba-canção.


Tom: G
Intro: G G/B Am7 D7 Bm Em7 Am D7

G      G/B   Am7       D7
Quero amar você, inteirinha
G   G/B   Am7       D7
Abraçar você, inteirinha
Bm7   E7  Am7       D7
Viver uma vida inteirinha
Bm   Em7 Am        D7 G
De felicidade inteirinha
     G/B Am7        D7
E em sua vida, inteirinha
G    G/B     Am7        D7
Repousar meu sonho inteirinho
Bm7 E7     Am7       D7
E depois morrer inteirinho
Bm    Em7    Am     D7     G7
Mas morrer risonho,   inteirinho
C               Bm7               E7
Gostoso é viver,   gostando de alguém
Am7            D7       Gmaj7    G7
Gostar de quem gosta da gente também
C              Bm7            E7
Amar sem temer,   o gosto de amar
      Am7       Bm7      Am7      D7
Se o amor faz sofrer, eu quero só ver
           G
Onde vou parar
G/B Am7 D7 Bm Em7 Am D7
Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá...

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Trapo de gente

Linda Batista
Trapo de Gente (samba-canção, 1953) - Ary Barroso - Interpretação: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Trapo de Gente / Ary Barroso (Compositor) / Linda Batista (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Nº Álbum: 80-1080 / Ano: 1953 / Lado A / Gênero musical: Samba-canção.


Tom: G

Bm7
Aconteceu
E7(4/9)         E6(9-)    A7M  A7M/C#
Justamente o que mais eu temia
C°           Bm7
Apesar do trabalho
       E7      E/D  C#m7(5-)  F#7(13-)
Que me deu sua educação

       Bm7               G#7/C
Fui buscá-la, na triste miséria
         A7M/C#
De um barracão
       F#7(13) 
Para as noites boêmias
     F#7(13-)   Bm7
De      Copacabana
               G7(9)
Este mundo de sonhos
        A7M  A#°  Bm7  E7(13-)
E fascinação

        Bm7       E7(b9)
Mas, incapaz de entender
       E/D     C#m7
Este prisma da vida
F#7(13-)                Bm7
Procurou disfarçar na bebida
       E7(13)  E7(13-)   G7(9)  F#7(11+)  F#/E
A mais torpe e cruel   traição

D6     
Saía comigo
D#°
Bebia comigo
A6           C#7/G#        G6  F#7
Depois, se entregava a um amigo
D7M       Dm6
Trapo de gente
B7(9)      E7(4/-9)   A6/9
Sem alma e   sem    coração

Letra

Aconteceu
Justamente o que mais eu temia
Apesar do trabalho
Que me deu sua educação
Fui buscá-la, na triste miséria
De um barracão
Para as noites boêmias
De Copacabana
Este mundo de sonhos
E desilusão

Mas, incapaz de entender
Este prisma da vida
Procurou disfarçar na bebida
A mais torpe e cruel traição
Saia comigo
Bebia comigo
Depois
Se entregava a um amigo
Trapo de gente
Sem alma e sem coração