terça-feira, outubro 14, 2008

Gabriel o Pensador

Gabriel o Pensador, nome artístico de Gabriel Contino, (cantor e compositor, Rio de Janeiro-RJ, 04/03/1974) é um dos maiores nomes do rap brasileiro. Diferenciou-se de boa parte de seus pares (e chegou a ser criticado por eles) por ser garoto branco de classe-média. Mas desde o começo fez letras de crítica social e moral, como acontece na música rap.

Filho da jornalista Belisa Ribeiro, ele apareceu no fim de 1992, quando ainda era estudante de Comunicação Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com a música Tô feliz (Matei o presidente). O personagem da letra era Fernando Collor de Mello, que tinha acabado de renunciar ao cargo frente a um processo de impeachment (e de quem Belisa tinha sido assessora).

Contratado pela Sony Music por causa do sucesso da música (ainda que censurada), Gabriel lançou em 1993 seu primeiro e homônimo disco (Gabriel o Pensador), que ganhou as rádios com as ácidas, porém divertidas, Lôraburra e Retrato de um playboy, além de Lavagem cerebral.

Em 1995, lançou o álbum Ainda é só o começo, que provocou polêmica com as músicas Estudo errado e FDP³, mas não repetiu o sucesso do primeiro álbum.

Dois anos depois, Gabriel voltou à carga com a irreverente e pop 2345meia78, que seria a primeira faixa de trabalho do disco Quebra-cabeça. Cachimbo da paz (com participação de Lulu Santos) e Festa da música estouraram depois, levando o CD a ultrapassar a marca do um milhão de cópias vendidas. Há também a canção + 1 Dose, baseada na canção Por que a gente é assim?, do Barão Vermelho, com a participação da banda.

Com o sucesso em Portugal, e após ser a atração escolhida pela banda irlandesa U2 para fazer a abertura de seus shows brasileiros em 1998, Gabriel deu prosseguimento aos seus trabalhos com o disco Nádegas a Declarar, lançado no fim de 1999. O disco, entre outras canções, contava com os sucessos Tô vazando, Cachorrada e Astronauta, outra parceria com Lulu Santos.

Há também as participações especiais de Fernanda Abreu na faixa-título e de Daniel Gonzaga, filho do cantor Gonzaguinha, na canção Não dá pra ser feliz, recriada a partir de Guerreiro Menino(Um homem também chora), composição de Gonzaguinha gravada com sucesso por Fagner.

Em 2001, Gabriel lançou seu quinto disco, Seja você mesmo mas não seja sempre o mesmo, que contou com músicas como Se liga aí e Até quando, e participações especiais como Digão, guitarrista dos Raimundos, em Tem alguém aí, e o cantor Lenine, em Brasa.

Em 2003, Gabriel lança em CD e DVD, o show MTV ao Vivo, com os seus maiores sucessos, como Lôraburra, Festa da música e Cachimbo da paz, as canções inéditas Retrato de um playboy, Parte 2, Mandei avisar e Cara feia, com participações especiais de Lulu Santos (Astronauta), Ana Lima, esposa do cantor (FDP³) e dos Titãs (Cara feia).

Cavaleiro Andante foi o sétimo disco de Gabriel, o Pensador, lançado em 2005. No novo trabalho, o rapper recriou Pais e filhos, sucesso da Legião Urbana, em Palavras repetidas, apresentando ainda mais dez composições marcadas por suas letras fortes e elaboradas. Tudo na mente, Sem neurose e Tempestade são outros destaques do CD.

É casado com a atriz e cantora Ana Lima e tem dois filhos, Tom (em homenagem a Tom Jobim) e Davi. Gabriel foi jurado da segunda edição do concurso Soletrando, do programa Caldeirão do Huck, na Rede Globo.

sábado, outubro 04, 2008

Mãe solteira

Roberto Silva
Mãe solteira (samba, 1954) - Wilson Batista e Jorge de Castro - Intérprete: Roberto Silva - LP Descendo o Morro Nº 4 - Copacabana (1961).


Hoje não tem ensaio não
Na escola de samba
O morro está triste
E o pandeiro calado
Maria da Penha
A porta-bandeira
Ateou fogo às vestes
Por causa do namorado

Hoje não tem ensaio não...

O seu desespero
Foi por causa de um véu
Dizem que essas Marias
Não tem entrada no céu
Parecia uma tocha humana
Rolando pela ribanceira
A pobre infeliz
Teve vergonha de ser mãe solteira

Francisco Alves

Nelson Gonçalves
Francisco Alves (samba-canção, 1954) - Herivelto Martins e David Nasser - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Francisco Alves / Nasser, David, 1917-1980 (Compositor) / Martins, Herivelto (Compositor) / Gonçalves, Nelson, 1919-1998 (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1954 / Nº Álbum 801275 / Gênero musical: Samba canção.



Até a lua do Rio,
No céu tranquilo e vazio,
Não inspira mais amor;
O violão desafina
Porque chora em cada esquina
A falta do seu cantor.

Escravo da melodia,
Ele cantando escrevia
O que na alma brotava;
Subindo os degraus da glória,
Ele escreveu a história
Da cidade que adorava.

O Rio foi o seu berço,
O violão foi o terço,
O samba sua oração;
Sambista de um mundo novo,
Da alma simples de um povo
Que samba de pé no chão.

Velho Chico tu recordas
Um violão, cujas cordas
A mão de Deus rebentou;
Porque está faltando agora
A lágrima que o samba chora
Na voz que a chama apagou.