terça-feira, dezembro 14, 2010

Heitor Catumbi

Heitor Catumbi - 21/1/1936
Heitor Catumbi (Heitor Leite Sodré), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 10/5/1895. O pai, Manuel Gomes Sodré, seresteiro, compositor e violonista, era conhecido como Manduca Cabeleira. Fez o curso primário, mas desde menino sua grande vocação era a música.

Aprendeu a tocar cavaquinho com o violonista Manduca do Catumbi seu padrinho de batismo. Era menino e já tocava nas festas do bairro em que nasceu, São Cristóvão, e foi numa delas que Eduardo das Neves , depois de ouvi-lo, levou-o para exibir-se no circo dos Irmãos Temperani.

Com dez anos, apresentou-se no picadeiro, cantando Sou teu escravo, solando no cavaquinho e acompanhando Eduardo das Neves, que, ao saber que era afilhado de Manduca do Catumbi, o rebatizou artisticamente com o nome por que se tornou conhecido.

Trabalhou em várias fábricas e no Arsenal de Guerra como aprendiz. Aos 16 anos foi para a Polícia Militar, onde permaneceu dois anos. Em 1912, compôs a primeira música, Na caixinha ninguém mexe.

Heitor Catumbi (ilustração)
Um ano depois entrou para a polícia civil, onde ficou até 1915. Nessa época, conheceu Catulo da Paixão Cearense, João Pernambuco, J. Bulhões, Bequinho e Cardoso de Meneses.

Através do famoso político Pinheiro Machado, entrou em 1915 para a Casa da Moeda, onde ficou até 1918, ano em que aprendeu artes gráficas no Jornal do Comércio.

Em 1919 começou a gravar como violonista e cavaquinista na Casa Edison. Gravou Império d’alma (1919), Cai n’água e Catinga da mulata. Com o grupo deChiquinha Gonzaga gravou Só para moer. Depois do Jornal do Comércio transferiu-se para O País em 1921.

Em 1926 foi trabalhar na Justiça, tendo se aposentado como oficial de justiça. Em 1927 atuou pela primeira vez em rádio. Solou na Rádio Sociedade ao violão sua valsa O segredo das trepadeiras. Atuou também na Rádio Clube e talvez tenha sido o primeiro corretor de publicidade em rádio, arranjando anúncios a 10 mil-réis.

Em 1931 foi para a Rádio Philips e no ano seguinte estreou no Programa Casé. Ainda nesse ano atuou na Rádio Guanabara, na Ipanema, na Educadora e na Transmissora. Participou do programa Samba e Outras Coisas.

Cultivou o samba de breque e o samba-choro, gênero no qual lançou Comigo não!, letra de Valentina Biosca, gravada por Carmen Miranda em 1934. Compôs até 1953, abandonando a carreira por motivo de saúde.

Obra

Comigo não! (c/ Valentina Biosca), samba-choro, 1934; Do amor ao ódio (c/ Luís Bittencourt), samba, 1937; Fama sem proveito (c/ Ismael Silva), samba, 1942; Na caixinha ninguém mexe, 1912; Qual é o teu desejo, samba, 1935; Roxa saudade, valsa, 1937; Sá Mique!ina (c/Moreira da Silva), marcha, 1935; O segredo das trepadeiras, valsa, 1927; Tira a mão (c/Armando Batista), marcha, 1942; Tortura de amor (c/Valentina Biosca), valsa, 1935.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e publiFolha.

Catoni

Catoni
Catoni (Sebastião Vitorino Teixeira dos Santos), compositor, cantor e instrumentista, nasceu em Ouro Preto, MG, em 13/5/1930. Serralheiro por profissão, começou tocando sanfona e cantando calangos em sua cidade.

Em 1943 mudou-se para o Rio de Janeiro, indo residir em Jacarepaguá com uma família italiana. É dessa época seu apelido italiano e seu primeiro samba: Vai, meu amor. Ingressou na aia de compositores da Vai se Quiser, escola de samba que mais tarde se uniria à Corações Unidos de Jacarepaguá, para formarem o G.R.E.S. União de Jacarepaguá.

Compôs cerca de 12 sambas para essas escolas. Em 1966 transferiu-se para o G.R.E.S. da Portela, levado por Natal. Compôs o samba-enredo Lendas e mistérios da Amazônia (com Jabolô e Valtemir), com o qual a Portela desfilou na avenida em 1970.

Compôs ainda o samba de terreiro Perdi a namorada (com Jabolô e Valtemir), gravado em 1972 por Elizeth Cardoso; Se eu pedir, você me dá (1974); Bom-dia, Salgueiro (inscrito num concurso de samba no Salgueiro); No meio do povo (com Sérgio Fonseca e Joel Meneses), gravado por Eliana Pittman (1975); Berimbau amarelo (com Bira), gravado por Sonia Lemos (1975); Jeito de tatuagem (com Bira), gravado por Agepê (1975).

Realizou apresentações no Clube Renascença, tocando sanfona e instrumento de percussão. Em 1977 compôs o samba-enredo da Portela Festa da aclamação (com Jabolô, Dedé e Valtemir).

Obra

Ganga Zumba, 1971; Lendas e mistérios da Amazônia (com Jabolô e Valtemir), samba-enredo, 1969; Meu dinheiro não dá (com Candeia), 1971; Perdi a namorada (com Jabolô e Valtemir), samba de terreiro, 1972.

Você é doida demais

Lindomar Castilho
Lindomar Castilho

Tom: G

                     C
Eu pensei em lhe entregar
                  Cm
Meu amor meu coração
               G    
Meu carinho e muito mais

Mas parei por um instante 

Pensei mais dois minutinhos
             Cm
E voltei um pouco atrás

Recordei pelo passado
                    C
Você esteve ao meu lado
           Fm
E roubou a minha paz
                  Cm
Você me serve de exemplo
                      G
Vou fugir enquanto é tempo
              C
Você é doida demais

REFRÂO:__________                

               G             
Você é doida demais           
                C             
Você é doida demais           
                  G
E você é doida demais         

Doida, muito doida            
        C
Você é doida demais           

(Introd.)
                       C
Eu não quero e nem preciso
                     Cm
De amor doido e sem juízo 
            G
Para comigo viver

Pois eu sou aquele homem

Com intenção de dar o nome
            Cm
E você nem quis saber

Todo dia me enganava
                  C
Você sempre me trocava
               Fm 
Pelo amor de outro rapaz
               Cm
Você é tão leviana
                    G
Nisso você não me engana
                C
Você é doida demais