sábado, março 10, 2012

No princípio era Adiléia Silva


Meninota, ainda na sua primeira dúzia de anos, já Adiléia Silva, que mais tarde sob o pseudônimo de Dolores Duran, se tornou compositora famosa, assim como uma das mais expressivas intérpretes de nossa música popular, conquistava seu primeiro triunfo.

Cantando Primavera, uma bonita valsa de autoria do maestro Afonso Henriques, autor da música da opereta-fantasia “O Príncipe do Limo Verde”, de Alda Pereira Pinto, a menina Adiléia, uma das principais figuras do Teatro Infantil da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, empolgava o numeroso público presente ao espetáculo que esse brilhante conjunto mirim realizava na manhã (10 horas) de 15 de novembro de 1942 no Teatro Carlos Gomes.

Palmas calorosas e demoradas exigiram bis e a garota Adiléia, graciosa, no desembaraço que já prenunciava a sua futura glória, cantou duas vezes seguidas, com os espectadores acompanhando-a no coro:

Primavera gentil, / um sorriso que a vida nos dá / Flor mais linda e sutil, / neste mundo não há.”

Estrela do Teatro Infantil

Quando em 1941, Olavo de Barros criou na Rádio Tupi o Teatro do Guri para dar a um grupo de crianças a oportunidade de interpretar poesias, monólogos e pequenas peças ao microfone, já esse conhecido diretor teatral tinha em mira levar tal meninada a um palco para representação direta em presença de público.

Foi assim que, com o apoio da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, e sob os auspícios do Serviço Nacional de Teatro do Ministério da Educação, organizou o Teatro Infantil da referida entidade de jornalistas especializados e, no ano seguinte, em 1942, o elenco mirim estreava auspiciosamente no Teatro Carlos Gomes com a peça “A Gata Borralheira”, de Teófilo de Barros Filho, musicada por Afonso Henriques.

E, dentre os intérpretes estavam Adiléia Silva, Diva Pieranti, Natália Tinberg, Daisy Lúcidi, Gerdal dos Santos, Eugênia Levi, Yvette Magdalena, Arlete Saraiva, Bila Manganelli, Artur Costa Filho, Domingos Martins, Lourdes Nazareth e vários outros, garotos e garotas que, hoje (verifiquem bem a relação), têm lugar de destaque no teatro, no rádio, no balé e na música, confirmando os dotes então revelados.

O sucesso do espetáculo de estréia animou os criadores do Teatro Infantil e, sempre logrando grande êxito, prestigiado por numeroso público que lotava os teatros (Carlos Gomes e República) onde o conjunto de crianças se apresentava, encenaram novas peças no grupo das quais figuraram “Aladim ou a Lâmpada Maravilhosa”, “A Bela Adormecida no Bosque”, interessantes adaptações das conhecidas lendas, feitas, respectivamente, por Teófilo de Barros Filho e Alda Pereira Pinto, com números musicais, ambas de Afonso Henriques, além da participação do balé infantil do Teatro Municipal, dirigido por Maria Olenewa e com a orientação coreográfica de Yuco Lindberg. Houve, também, a apresentação de “O Menino Jesus”, adaptação de um conto de Coelho Netto por Silvia Autuori, musicado por Jerônimo Cabral.

Em todos os espetáculos estava presente Adiléia Silva e sempre dando aos papéis que lhe cabiam, com perfeita intuição, a exata característica da personagem. Representava e cantava com o desembaraço de uma autêntica estrela de dez ou doze anos de idade, fazendo adivinhar a grande Dolores Duran que ela seria mais tarde.

A primeira canção

Muito embora em todas as peças apresentadas pelo Teatro Infantil da Associação Brasileira de Críticos Teatrais a menina Adiléia atuasse com destaque, o seu maior sucesso foi, sem dúvida, na opereta-fantasia “O Príncipe do Limo Verde”.

Coube-lhe na distribuição dos papéis representar a Primavera, o que lhe dava ensejo de interpretar uma bonita valsa de Afonso Henriques, cuja letra é a seguinte:

Queres saber dos sonhos, dos amores,
Dos castelos feitos de quimera?
Corre aos jardins, aos verdes campos,
Pois somente as flores
Poderão falar de mim, assim:
A Primavera.

Coro

Primavera gentil,
Um sorriso que a vida nos dá.
Flor mais linda e sutil
Neste mundo não há.
Trazes no olhar sonhador
Todo um poema de amor.
Primavera gentil,
Primavera em flor!”.

O sentimento que a garota Adiléia deu à interpretação dos versos, assim como a suavidade com que cantou a linda melodia, permitiram-lhe dar um esplêndido realce à canção. E dessa maneira, com toda a platéia aplaudindo-a entusiasticamente, pedindo insistentemente bis, Adiléia cantou pela segunda vez o seu bonito número, tornando-se a vedete do espetáculo.

Sua primeira e vitoriosa canção, aquela que verdadeiramente marcou o início da brilhante carreira artística de Dolores Duran, o pseudônimo que continuou no rádio e nos discos, a precocidade de Adiléia Silva, bem merecia ser revivida numa gravação para a alegria dos milhares de fãs que a saudosa cantora e compositora, ainda hoje tão lembrada, têm por todo o Brasil.

Confirmação de vaticínios

A garotada que integrava o Teatro Infantil da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, sempre teve nos comentários que seus espetáculos mereciam da imprensa, amplos louvores. E, como seria de esperar, tais elogios dos críticos teatrais de então (Mário Nunes, Astério de Campos, Brício de Abreu, João de Deus Falcão, José Lyra, Heitor Muniz, Luiz Palhano, Geysa Bôscoli, Bandeira Duarte e muitos outros) vaticinavam o sucesso futuro de tais crianças.

Relendo-se, hoje, aqueles elogios e os vaticínios, vemos que eles foram merecidos e se confirmaram. Afora Adiléia Silva, que se tornou artisticamente Dolores Duran e consagrou o pseudônimo que adotou como compositora e cantora, suas colegas de elenco também triunfaram no teatro, no rádio, na televisão e no balé.

Basta que se leia na lista citada linhas acima os nomes das figuras componentes de tão magnífica troupe de garotos e garotas para se constatar que os críticos da época vaticinaram certo.

Dolores Duran, continuação da menina Adiléia Silva, que numa manhã de domingo (15 de novembro de 1942) empolgou o numeroso público que foi vê-la na opereta “O Príncipe do Limo Verde”, no Teatro Carlos Gomes, não ficou no registro dos jornais de então como simples “menina-prodígio” iniciou-se, isto sim, como autêntica vedete e como tal permaneceu ainda hoje, nas muitas e bonitas canções que escreveu e interpretou.

(Singra, 25-31/3/1960)
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Fonte: Figuras e Coisas da Música Popular Brasileira / Jota Efegê. - Apresentação de Carlos Drummond de Andrade e Ary Vasconcelos. — 2. ed. — Rio de Janeiro - Funarte, 2007.

Penha, prelúdio do Carnaval

Festa da Penha de 1911: Romeiros do grupo "Horror à tristeza" e que com devoção sabem cumprir a obrigação de fazer anualmente essa romaria à santa milagrosa (Revista "O Malho", do mesmo ano).

"As festas que são realizadas nos quatro ou cinco domingos do mês de outubro, em louvor à Nossa Senhora da Penha, não só na sua igreja, lá no alto onde a edificaram, mas, principalmente, no arraial que dá acesso à longa escadaria, embora de cunho religioso, transformavam- se, também, há alguns anos, em prelúdio do Carnaval carioca.

Mais do que os fiéis, do que aqueles que acorriam aos festejos da Penha em romaria para agradecer ou pagar promessas devidas à miraculosa santa, a maior freqüência, aquela que quase na sua totalidade não subia as três ou quatro centenas de degraus para assistir aos atos religiosos, para fazer suas orações, era constituída de gente alheia ao verdadeiro caráter das comemorações.

E no imenso arraial da Penha, levados pelos pequenos e morosos trens da Leopoldina Railway ou em caminhões ornamentados, chegavam famílias de portugueses sobraçando embrulhos com a vitualha para os seus piqueniques. Piqueniques que eram realizados na relva e regados com um bom “verdasco”, bebido em chifres de boi numa revivescência dos velhos costumes pagãos. Chegavam, igualmente, e em grande número, de permeio com os portugueses, os sambistas, os grupos musicais, os malandros dos morros.

Tínhamos então ali no arraial, animado pelos conjuntos musicais, o prelúdio do Carnaval que ia acontecer poucos meses depois.

Nas barracas, em redor das mesas onde se comia e bebia à farta, lançavam-se as primeiras composições para o tríduo de Momo, soltava-se o repertório que ia ser cantado nos três dia de folia.

Outros grupos musicais passeavam pelo arraial acompanhados por uma multidão que logo se formava e transformava-se em participante cantando o estribilho dos sambas e modinhas.

Apareciam sempre na festa da Penha o Grupo Fala Baixo, de Sinhô, que vinha à frente com o seu violão; o grupo do Caninha, o grupo de Pixinguinha com alguns dos elementos que formaram o famosíssimo Oito Batutas, a Tuna Mambembe, de Raul Malagutti, da qual fazia parte também o Benjamin, exímio trombonista, e muitos outros.

O repertório musical carnavalesco tinha, assim, a sua pré-estréia no ambiente de uma festa religiosa e iniciava ali no longínquo subúrbio, a sua popularização para chegar aos dias “gordos” inteiramente conhecido em toda a cidade.

Havia também, de par com as canções de sentido carnavalesco, as que eram dedicadas à santa milagrosa numa exaltação simplória mas muito carinhosa de homenagem e veneração.

Uma delas, de autoria de Ary Barroso, anunciava que o sambista iria à Penha implorar à santa padroeira ajuda para melhorar as qualidades da mulher amada e dizia:

Eu vou à Penha, se Deus quiser,
pedir à santa carinhosa
para fazer de ti, mulher,
de um coração, a rainha
mais poderosa e orgulhosa.

Eu fiz uma promessa à santa milagrosa:
me livre dos maus olhados, oh! mãe carinhosa.
Eu devo a tal promessa e tenho que pagar,
vem ia festa da Penha, vou aproveitar.

Hoje a festa da Penha, vivendo da tradição, ainda realizada no mês de outubro, já não tem essa característica. È quase que apenas uma romaria. Há, ainda, os piqueniques, as barracas vendendo pequenas lembranças — imagens e os clássicos colares de balas e roscas, mas está desfeita a sua caracteristica de prelúdio do Carnaval. Ficou a tradicional festa restrita apenas a um misto de quermesse e de romaria.

Alguns grupos musicais e as atuais Escolas de Samba, entretanto, ainda lhe emprestam um pálido e precário ambiente de festa pré-carnavalesca. Isto, porém, sem o lançamento dos sambas e marchinhas do repertório momístico, como acontecia no tempo de Sinhô, de Malagutti, e com a presença de Pixinguinha, Caninha e muitos outros..."

(Revista da Música Popular, nº 9 — Set. — 1955)

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Fonte: Figuras e Coisas da Música Popular Brasileira / Jota Efegê. - Apresentação de Carlos Drummond de Andrade e Ary Vasconcelos. — 2. ed. — Rio de Janeiro - Funarte, 2007.

sexta-feira, março 09, 2012

Fenianos: depositários da tradição carnavalesca

Carro-chefe do Clube dos Fenianos no Carnaval de 1934.
O valoroso Clube dos Fenianos participava do primeiro Carnaval do século XX, em 1901, havia saído do ‘barracão’, na rua do Senado, para mostrar-se ao povo carioca. Sempre fartamente aplaudido entrara na rua do Ouvidor, e justamente ao chegar à esquina da Gonçalves Dias, “um grupo de pessoas armadas tentou impedir a continuação do desfile". Reagindo a agressão, defendendo seu vistoso préstito confeccionado pelo cenógrafo Carrancini, os ‘gatos’ viram-se envolvidos num sério conflito em que alguns de seus consócios sofreram ferimentos graves.

Passada a refrega onde, como se diz na gíria pitoresca carioca, ‘o pau comeu solto e desembaraçado’, o grêmio alvirrubro prosseguiu sua passeata para cumprir o itinerário anunciado previamente pelos jornais. Mas, findo o tríduo momesco, no sábado seguinte, 23 de fevereiro, numa nota publicada na imprensa e endereçada “a S. Exa. o Sr. Ministro da Marinha e ao público relatava a lamentável ocorrência da terça-feira gorda. Fazia-o denunciando que os seus carros foram destruídos e os seus sócios agredidos a punhal, cacete e navalha por marinheiros, seguidos por alguns oficiais de Marinha e por um oficial superior da Guarda Nacional”. Acusação que, no dia seguinte, tinha formal contestação pelo comandante do Corpo de Marinheiros Nacionais, capitão-de-mar-e-guerra Rodrigo da Rocha.

Republicanos brasileiros inspiram-se na Irlanda

Desejosos de implantar no Brasil um sistema de governo que acabasse com as castas, com os ‘testas coroadas’, alguns republicanos buscaram nos irlandeses o modelo para a sua luta. Começaram por adotar a mesma denominação de ‘fenianos’, provinda do termo gaélico fiann e sob a qual os insurretos comandados por Cromwell enfrentavam a Inglaterra. E, no dia 8 de dezembro de 1869, na residência do Sr. Chuck, na rua da Assembléia, 39, era fundado o Clube dos Fenianos, que mascarava seus propósitos como sendo, apenas, recreativo e carnavalesco. Logo a seguir, para caracterizar bem a camuflagem, realizava seu primeiro baile num salão da referida rua, número 110. Empossava também, em 2 de agosto de 1870, a primeira diretoria presidida por José de Barros Penha.

Começava ao mesmo tempo sua campanha pró instalação da República e antiescravista, realizando em sua sede, já na rua do Teatro, 35, reuniões que tinham a participação de Silva Jardim, Lopes Trovão e outros líderes. Adotaram, então, como distintivo, as cores vermelha (guerra) e branca (do trevo shamrock usado pelos irlandeses). Criavam, ainda, o escudo do clube no qual, até hoje, embora modificado, estão o barrete frígio, o Sol e a harpa, simbolizando a liberdade, a luz e a harmonia.

Um ‘poleiro’ com muitos gatos

Humildes, no obstante a galhardia com que enfrentavam os potentados da época, deram ao local onde conspiravam um nome capaz de, casando a rebeldia à galhofa, mostrar sua disposição de luta. Segundo informe do veterano José Salgado, corroborado por outros velhos Fenianos tais como o Major Nunes Sobrinho e Pirolito (Arlindo Neves), atual presidente do clube, foi Lopes Trovão o criador da denominação. Falando da sacada da sede, trepado num caixote, teve a seguinte tirada oratória: “já que não temos uma tribuna para, de igual para igual, enfrentar nossos adversários, enfrento-os daqui, deste poleiro”. Batizava-se assim, para sempre, O reduto da brava gente feniana.

Local estratégico para os republicanistas que tinham os seus comícios nos largos de São Francisco de Paula e do Rocio (praça Tiradentes) dissolvidos por cavalarianos da Guarda Urbana, a sede era ótimo refúgio. Com duas entradas, uma pela rua do Teatro e outra pela Sete de Setembro, permitia a fuga, a debandada, quando policiais ali surgiam para dissolver suas reuniões clandestinas. Por essas duas portas, galgando com rapidez os degraus, vários gatos, certamente com fome, apareciam solicitando com miados lamuriosos algo para comer. Atendidos naquilo que imploravam ‘pandulho’ pesado, iam ficando e, bem tratados, acabaram, numerosos, indo a mais de uma centena, tornando-se em ‘móveis e utensílios’. Conseqüentemente os fenianos ganharam o apelido de ‘gatos’.

Um conflito turba o desfile

Fazendo seu primeiro Carnaval externo em 1870, juntamente com a Euterpe Tenentes do Diabo, Estudantes de Heidelberg, Inimitáveis e outras agremiações carnavalescas, os Fenianos assim prosseguem até hoje. Desse modo, em 1901, com um bonito préstito composto de 14 carros alegóricos e de crítica feitos pelo famoso cenógrafo Carrancini (que mais tarde foi substituído por Fiúza), os ‘gatos’ realizavam seu desfile.

Com as alvoroçadas ‘bichanas’ encarapitadas nos carros e jogando beijos aos que aplaudiam o cortejo, realizavam na terça-feira, 19 de fevereiro, sua passeata de encerramento da ruidosa festa de Momo na urbe carioca.

Já na rua do Ouvidor, ao cruzar a Gonçalves Dias, um grupo turbulento, que os Fenianos em nota pública, assinada pelo secretário Chester, disseram ser integrado por marujos, tentou obstar a passagem do clube. No ‘bafafá’ fácil de se imaginar, mulheres gritando, ‘gatos’ e atacantes em luta com cacetes, punhais e navalhas (consoante a nota citada), o préstito parecia não poder continuar a cumprir seu itinerário. Os ânimos, porém, foram serenados e as vistosas alegorias rebrilhando à luz dos fogos-de-bengala continuaram seu trajeto lenta e festivamente, puxadas por duas ou três parelhas de muares.

Depositários da tradição carnavalesca

Quase somando um século de existência, o Clube dos Fenianos tem no seu histórico não apenas vitórias nos prélios dos chamados dias gordos do reinado de Momo, mas, principalmente, cívicas e patrióticas. O distúrbio que tumultuou seu desfile em 1901 não o fez desertar das lides foliônicas, como queria o ardoroso ‘gato’ Manuel Cavanellas quando solicitou numa assembléia realizada em 21 de fevereiro do citado ano que “o clube nunca mais percorresse as ruas da cidade”.

O incidente, esclarecido de modo pleno pelo almirante Wandenkolk, Chefe do Estado Maior da Armada, que contestou a interferência nele de sua corporação, foi inteiramente esquecido. Para brilhantismo de nossa festa máxima, assegurando ao nosso Carnaval o título de ‘o melhor do mundo’, Fenianos, ao lado dos Tenentes e dos Democráticos, são os depositários da tradição carnavalesca carioca.

Com seus préstitos alegóricos, hoje pequenos e modestos, mas que dão continuidade aos outrora realizados por artistas como Carrancini, Fiúza, André Vento, Manoel Faria e outros, revivem as glórias dos áureos tempos. Trazem gratas recordações do ‘poleiro’ na rua do Teatro e na travessa Flora (agora São Francisco de Paula) onde pontificavam Minó, Bouvier Virosco, Chabi, Faz Tudo e muitos mais. Confirmam, também, a crença de que os ‘gatos’ têm sete vidas.

(O Jornal, 26/01/64)
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Fonte: Figuras e Coisas do Carnaval Carioca / Jota Efegê: apresentação de Artur da Távola. —2. ed. — Rio de Janeiro: Funarte, 2007. 326p. :il.