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quarta-feira, maio 09, 2018

Bezerra da Silva - Biografia


Bezerra da Silva (José Bezerra da Silva), cantor e compositor, nasceu em Recife, Pernambuco, em 09/03/1927 e faleceu no Rio de Janeiro em 17/01/2005. Desde os nove anos já tocava zabumba e cantava coco em sua cidade natal.


De origem humilde, aos 15 anos veio para o Rio de Janeiro como clandestino num navio e trabalhou na construção civil como pintor durante vários anos. Tocando tamborim no Bloco Unidos do Cantagalo, conheceu Alcides Fernandes, o Doca, um dos autores da música General da banda, que o convidou a participar de programa na Rádio Clube do Brasil, em 1950.

Começou então carreira como músico profissional, que se estendeu por 35 anos, acompanhando os mais famosos artistas brasileiros e integrando a Orquestra da Copacabana Discos em São Paulo, na década de 1960, e a Orquestra da TV Globo, de 1977 a 1985.

Sua primeira música gravada foi Nunca mais (com Norival Reis), por Marlene, na Continental, em 1965. Gravou o primeiro disco, um compacto simples, na Copacabana, em 1969, com as músicas Mana, cadê meu boi e Viola testemunha.

Em 1975, pela Tapecar, gravou seu primeiro LP, Bezerra da Silva — o rei do coco vol. 1, fazendo sucesso com a música Rei do coco; no segundo volume destacou-se com a faixa Cara de boi.

Em 1977 gravou seu primeiro LP de samba, pela CID, Partido-alto nota dez, vol. 1, seguido pelo segundo volume em 1978, que lhe rendeu o sucesso nacional Pega eu que eu sou ladrão (Crioulo Doido).

Em 1979 foi contratado pela RCA Victor, na qual permaneceu por 14 anos, lançando 14 discos, sendo seu primeiro CD Presidente caô, caô, em 1992. Transferiu-se para a RGE em 1995, lançando o CD Bezerra da Silva contra o verdadeiro canalha.

Em 1997 mudou-se para a gravadora Rhythm and Blues, produzindo mais um disco de sua carreira: Bezerra da Silva comprovando sua versatilidade.

Seus principais sucessos eram, segundo a Enciclopédia da Música Brasileira - edição de 1998 -, Bicho feroz (Tonho e Cláudio Inspiração); Malandragem, dá um tempo (Adelsonilton, Popular P e Moacir Bombeiro), gravada com sucesso em 1996 pelo Barão Vermelho; Overdose de cocada (Dinho e Ivan Mendonça); além de Pega eu que eu sou ladrão e Rei do coco.

Continuando a biografia, com alguns dados do Dicionário Cravo Albin, no ano de 1999, a gravadora MCA Internacional lançou o CD "Eu tô de pé", do qual mereceu destaque a música Cuidado com o bicho, de autoria de Luizinho e Neném do Chama.

No ano 2000, lançou seu 25º disco, o primeiro ao vivo de sua carreira, pela gravadora CID, que já saiu com 150 mil cópias vendidas. Nesse mesmo ano, pela gravadora Atração, lançou o CD "Bezerra da Silva". Também em 2000 lançou o CD "Malandro é malandro e mané é mané", pela gravadora Atração Fonográfica, no qual interpretou, entre outras, Os DPs de São Paulo (capital), Tem coca aí na geladeira e Respeito às favelas. Com a regravação de um sucesso seu pelo grupo Barão Vermelho, Bezerra da Silva tornou-se "cult" e passou a ser admirado por várias gerações e diversos artistas, como Paulo Ricardo, Marcelo D2, Os Virgulóides e O Rappa. Ainda nesse ano, a gravadora BMG Ariola lançou cinco de seus LPs em versão remasterizada em CD: Produto do morro, Malandro rifle, Alô malandragem, maloca o flagrante, Violência gera violência e Eu não sou santo.

Em 2001, a Rio Filme financiou o curta-metragem "Onde a coruja dorme", de Márcia Derraik e Simplício Neto, que contou a história de Bezerra da Silva e os personagens reais de suas composições, com cenas e depoimentos recolhidos no bairro da Chatuba, em Belford Roxo, no Rio de Janeiro. O documentário foi premiado em festivais de Miami, Curitiba e Gramado.

No ano de 2002, lançou o CD "A gíria é a cultura do povo", disco no qual incluiu Mulher sem alma (Batatinha), entre outras.

Em 2003, recebeu como convidados Frejat e Marcelo D2 em show no Olimpo, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, lançou seu 28º disco: "Meu bom juiz", no qual interpretou Em seu lar (Norival Reis), faixa que havia gravado anteriomente, quando trabalhava como percussinista, em 1967.

Em 2004, pela gravadora Som Livre, lançou o CD "Pega eu". Neste mesmo ano lançou de forma independente o CD gospel "Caminho de luz", no qual foram incluídas várias composições de amigos: Me chamo Jesus e Filho do dono, ambas de Adelzo Nilton (ex- Adelzonilton); Acreditar na palavra (Roxinho e Claúdio Inspiração) e Chave do milagre (Dicró) e ainda Gente fina, do Senador e Bispo Marcelo Crivella.

No ano de 2005 Dudu Nobre lhe prestou homenagem no disco "Festa em meu coração", quando regravou seu primeiro sucesso nacional, a música Pega eu que sou ladrão, de autoria de Criolo Doido. Bezerra da Silva iria participar da gravação, mas faleceu em janeiro do mesmo ano.


Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998; Dicionário Cravo Albin da MPB.

domingo, outubro 27, 2013

Malandro Rife


Malandro Rife (samba, 1985) - Otacílio e Ari do Cavaco - Intérprete: Bezerra da Silva

LP Malandro Rife / Título da música: Malandro Rife / Ari do Cavaco (Compositor) / Otacílio (Compositor) / Bezerra da Silva (Intérprete) / Gravadora: RCA Vik / Ano: 1985 / Nº Álbum: 109.0133 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Samba.

D                     Em
Malandro é malandro mesmo
A                     D
Malandro é malandro mesmo      
D                     Em
Malandro é malandro mesmo     
       A               D
E o otário é otario mesmo

                   Em
O malandro de primeira
       A            D
Sempre foi considerado
                            Em
Em qualquer bocada que ele chega
        A           D
Ele é muito bem chegado
                         Em
E quando tá caído não reclama
        A             D
Sofre calado e não chora
                      Em
Não bota culpa em ninguém
        A             D
E nem joga conversa fora

                   Em
Quem fala mal do maladro
         A                  D
Só pode ser por ciúme ou despeito
                     Em
Malandro é um cara bacana
           A            D
Homen de moral e de respeito
                Em
O defeito do malandro
              A                   D
É gostar de dinherio, amizade e mulher
                      Em
Malandro tem cabeça feita
   A                  D
Malandro sabe o que quer

                         Em
Quando o bom malandro é rife
          A              D
Comanda bonito a sua transação
                            Em
Não faz covardia com os trabalhadores
                 A                    D
E àqueles mais pobres ele da leite e pão
                               Em
Quando pinta um safado no seu morro
              A                   D
Assaltando operario botando pra frente
                                Em
Ele mesmo arrepia o tremendo canalha
           A               D
E depois enterra como indigente

Letra:

Malandro é malandro mesmo
Malandro é malandro mesmo
Malandro é malandro mesmo
E o otário é otário mesmo

O malandro de primeira
Sempre foi considerado
Em qualquer bocada que ele chega
Ele é muito bem chegado
E quando tá caído não reclama
Sofre calado e não chora
Não bota culpa em ninguém
E nem joga conversa fora

Quem fala mal do malandro
Só pode ser por ciúme ou despeito
Malandro é um cara bacana
Homem de moral e de respeito
O defeito do malandro
É gostar de dinheiro, amizade e mulher
Malandro tem cabeça feita
Malandro sabe o que quer

Quando o bom malandro é rife
Comanda bonito a sua transação
Não faz covardia com os trabalhadores
E àqueles mais pobres ele da leite e pão
Quando pinta um safado no seu morro
Assaltando operário botando pra frente
Ele mesmo arrepia o tremendo canalha
E depois enterra como indigente

quarta-feira, outubro 02, 2013

Pega eu


Pega Eu (samba, 1979) - Criolo Doido - Interpretação: Bezerra da Silva

LP Partido Alto Nota 10 - Vol. 2 - Bezerra Da Silva E Seus Convidados / Título da música: Pega Eu / Criolo Doido (Compositor) / Bezerra da Silva (Intérprete) / Gravadora: CID / Ano: 1979 / Nº Álbum: 4069 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: G

G      E7            Am
  O ladrão foi lá em casa
          D7        G
Quase morreu do coração
G      E7            Am
  O ladrão foi lá em casa
          D7        G
Quase morreu do coração

                E7              Am
Já pensou se o gatuno tem um enfarte, malandro
   D7              G
E morre no meu barracão
        E7            Am
Eu não tenho nada de luxo
     D7                 G
Que possa agradar um ladrão
           E7       Am            D7                G
É só uma cadeira quebrada, um jornal que é o meu colchão
                E7      Am
Eu tenho uma panela de barro
       D7             G
E dois tijolos como fogão

    E7            Am
O ladrão ficou maluco
               D7                     G
De ver tanta miséria em cima de um cristão
             E7         Am
Que saiu gritando pela rua

     D7              G
Pega eu que eu sou ladrão
     E7       Am
Pega eu, pega eu
     D7              G
Pega eu que eu sou ladrão...
     E7       Am
Pega eu, pega eu
     D7              G
Pega eu que eu sou ladrão...

        E7          Am
Não assalto mais um pobre
         D7         G
Nem arrombo um barracão
     E7       Am
Pega eu, pega eu
     D7              G
Pega eu que eu sou ladrão...

         E7                Am
Lelé da cuca ele está no pinel
           D7            G
Falando sozinho de bobeação
        E7       Am
Dando soco nas paredes
      D7           G
E gritando esse refrão
               E7       Am
Por favor pega eu, pega eu
     D7              G
Pega eu que eu sou ladrão...
     E7       Am
Pega eu, pega eu
     D7              G
Pega eu que eu sou ladrão...
        E7           Am
Não assalto mais um pobre
        D7          G
Nem arrombo um barracão

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Malandro não vacila

Bezerra da Silva
Bezerra da Silva

Malandro não vacila - Julinho

Tom: Am

Am          Dm           G7           C
Já falei pra você, que malandro não vacila
Am         Dm          G7            C
Já falei pra você, que malandro não vacila
Am              Dm
Malandro não cai, nem escorrega
G7            C
Malandro não dorme nem cochila
Am           Dm
Malandro não carrega embrulho
G7            C
E tambem não entra em fila

Am                Dm
É mas um bom malandro
G7                   C
Ele tem hora pra falar gíria
Am                       Dm
Só fala verdade, não fala mentira
G7           C
Você pode acreditar

Am                 Dm
Eu conheço uma pá de otário
G7                  C
Metido a malandro que anda gingando
Am         Dm             G7           C
Crente que tá abafando, e só aprendeu a falar:

Am                   Dm
Como é que é? Como é que tá?
G7              C
Moro mano? É, chega pra cá!

quarta-feira, novembro 21, 2007

Bezerra da Silva


Bezerra da Silva (José Bezerra da Silva), cantor e compositor, nasceu em Recife, Pernambuco, em 09/03/1927 e faleceu no Rio de Janeiro em 17/01/2005. Desde os nove anos já tocava zabumba e cantava coco em sua cidade natal.


De origem humilde, aos 15 anos veio para o Rio de Janeiro como clandestino num navio e trabalhou na construção civil como pintor durante vários anos. Tocando tamborim no Bloco Unidos do Cantagalo, conheceu Alcides Fernandes, o Doca, um dos autores da música General da banda, que o convidou a participar de programa na Rádio Clube do Brasil, em 1950.

Começou então carreira como músico profissional, que se estendeu por 35 anos, acompanhando os mais famosos artistas brasileiros e integrando a Orquestra da Copacabana Discos em São Paulo, na década de 1960, e a Orquestra da TV Globo, de 1977 a 1985.

Sua primeira música gravada foi Nunca mais (com Norival Reis), por Marlene, na Continental, em 1965. Gravou o primeiro disco, um compacto simples, na Copacabana, em 1969, com as músicas Mana, cadê meu boi e Viola testemunha.

Em 1975, pela Tapecar, gravou seu primeiro LP, Bezerra da Silva — o rei do coco vol. 1, fazendo sucesso com a música Rei do coco; no segundo volume destacou-se com a faixa Cara de boi.

Em 1977 gravou seu primeiro LP de samba, pela CID, Partido-alto nota dez, vol. 1, seguido pelo segundo volume em 1978, que lhe rendeu o sucesso nacional Pega eu que eu sou ladrão (Crioulo Doido).

Em 1979 foi contratado pela RCA Victor, na qual permaneceu por 14 anos, lançando 14 discos, sendo seu primeiro CD Presidente caô, caô, em 1992. Transferiu-se para a RGE em 1995, lançando o CD Bezerra da Silva contra o verdadeiro canalha.

Em 1997 mudou-se para a gravadora Rhythm and Blues, produzindo mais um disco de sua carreira: Bezerra da Silva comprovando sua versatilidade.

Seus principais sucessos eram, segundo a Enciclopédia da Música Brasileira - edição de 1998 -, Bicho feroz (Tonho e Cláudio Inspiração); Malandragem, dá um tempo (Adelsonilton, Popular P e Moacir Bombeiro), gravada com sucesso em 1996 pelo Barão Vermelho; Overdose de cocada (Dinho e Ivan Mendonça); além de Pega eu que eu sou ladrão e Rei do coco.

Continuando a biografia, com alguns dados do Dicionário Cravo Albin, no ano de 1999, a gravadora MCA Internacional lançou o CD "Eu tô de pé", do qual mereceu destaque a música Cuidado com o bicho, de autoria de Luizinho e Neném do Chama.

No ano 2000, lançou seu 25º disco, o primeiro ao vivo de sua carreira, pela gravadora CID, que já saiu com 150 mil cópias vendidas. Nesse mesmo ano, pela gravadora Atração, lançou o CD "Bezerra da Silva". Também em 2000 lançou o CD "Malandro é malandro e mané é mané", pela gravadora Atração Fonográfica, no qual interpretou, entre outras, Os DPs de São Paulo (capital), Tem coca aí na geladeira e Respeito às favelas. Com a regravação de um sucesso seu pelo grupo Barão Vermelho, Bezerra da Silva tornou-se "cult" e passou a ser admirado por várias gerações e diversos artistas, como Paulo Ricardo, Marcelo D2, Os Virgulóides e O Rappa. Ainda nesse ano, a gravadora BMG Ariola lançou cinco de seus LPs em versão remasterizada em CD: Produto do morro, Malandro rifle, Alô malandragem, maloca o flagrante, Violência gera violência e Eu não sou santo.

Em 2001, a Rio Filme financiou o curta-metragem "Onde a coruja dorme", de Márcia Derraik e Simplício Neto, que contou a história de Bezerra da Silva e os personagens reais de suas composições, com cenas e depoimentos recolhidos no bairro da Chatuba, em Belford Roxo, no Rio de Janeiro. O documentário foi premiado em festivais de Miami, Curitiba e Gramado.

No ano de 2002, lançou o CD "A gíria é a cultura do povo", disco no qual incluiu Mulher sem alma (Batatinha), entre outras.

Em 2003, recebeu como convidados Frejat e Marcelo D2 em show no Olimpo, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, lançou seu 28º disco: "Meu bom juiz", no qual interpretou Em seu lar (Norival Reis), faixa que havia gravado anteriomente, quando trabalhava como percussinista, em 1967.

Em 2004, pela gravadora Som Livre, lançou o CD "Pega eu". Neste mesmo ano lançou de forma independente o CD gospel "Caminho de luz", no qual foram incluídas várias composições de amigos: Me chamo Jesus e Filho do dono, ambas de Adelzo Nilton (ex- Adelzonilton); Acreditar na palavra (Roxinho e Claúdio Inspiração) e Chave do milagre (Dicró) e ainda Gente fina, do Senador e Bispo Marcelo Crivella.

No ano de 2005 Dudu Nobre lhe prestou homenagem no disco "Festa em meu coração", quando regravou seu primeiro sucesso nacional, a música Pega eu que sou ladrão, de autoria de Criolo Doido. Bezerra da Silva iria participar da gravação, mas faleceu em janeiro do mesmo ano.


Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998; Dicionário Cravo Albin da MPB.