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sábado, junho 15, 2013

Ailton Rios

Ailton Rios nasceu em 15/11/1962 na cidade de São Paulo, SP. É músico (gaita, flauta doce, viola caipira, violão canto) e professor de música (teoria, harmonia e percepção musical).

Começou seus estudos em Gaita no início dos anos 1990, e em 1994/95, integrou a Orquestra Paulista de Gaitas. Na mesma época, fundou a banda de blues acústico Guiriô Blues, que durou de 1996 a 1999.

Em 1999, iniciou-se em flauta doce e, dois anos depois, em viola caipira, tendo se formado no atual Centro de Estudos Musicais Tom Jobim, em São Paulo (SP).

Ainda em 1999, participou, tocando gaita, da gravação de três CDs: Luz Além, de Guru Martins; Sem Perder a Ternura Jamais, de Tede Silva; e no CD Tributo a Júnior Wells.

Em 2001, integrou-se à Orquestra Paulistana de Viola Caipira, com a qual gravou três CDs (em 2002, 2008 e 2009), e dois DVDs (em 2005 e 2009). Entre 2001 e 2002, produziu e participou do "Interação Gaita-Expo Harmônica Show" com a Hering Harmônicas.

Em 2002, fundou a banda "Balaio Urbano", que unia viola caipira ao blues. Com o grupo, percorreu a capital e o interior do estado de São Paulo, tendo feito apresentações em teatros, clubes, bares e escolas.

Em 2006, 2008 e 2009, produziu e participou dos, respectivamente, I, II e III "Gaita Fest" (Encontro de Gaitistas).

Dedica-se ao ensino de música desde 1994, em conservatórios e escolas de música, e organiza Workshops e aulas abertas de gaita, flauta doce e viola caipira, além de desenvolver projetos relacionados à música, junto à órgãos governamentais, como Ministério da Educação, Ministério da Cultura e Secretarias Estadual e Municipal de Cultura de São Paulo, além de trabalhos  junto à instituições privadas, como SESC/SP, Faculdade de Belas Artes, Faculdade Maria Montessori, e Faculdades Ipiranga.

Como professor e músico mantêm intensa atuação em promover a música brasileira.

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Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Violeiros do Brasil - Release: Ailton Rios.

quinta-feira, maio 23, 2013

Celso Blues Boy


Celso Blues Boy (Celso Ricardo Furtado de Carvalho), instrumentista, cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 05/01/1956, e faleceu em Joinville, SC, em 06/08/2012. Nascido no Rio, morou em Blumenau, SC, dos 6 aos 14 anos. Começou a estudar guitarra com o pai, aos 14 anos de idade. Sua irmã, pianista, foi uma das primeiras pessoas para quem fez acompanhamento. Um de seus tios, grande conhecedor de rock e blues, foi quem o encaminhou para o rock e o blues. Tocou em vários grupos e bailes em Blumenau, onde a família havia se instalado. Logo, contudo, deixou a família e passou a viajar pelo país.

Aos 17 anos, já acompanhava Raul Seixas (com quem atuou na faixa O diabo é o pai do rock) e a dupla Sá e Guarabira. Retirou seu nome Blues Boy de B B King, por quem tinha grande admiração: "Desde pequeno ouço B. B., que funciona para mim como um ponto de referência. Clapton, meu ídolo, entra como um ponto de equilíbrio e Hendrix como desabafo".

Aos 19 anos, em 1976, fundou o grupo de blues-hard rock Legião Estrangeira e a banda Aero blues. A partir da década de 1980 lançou-se em carreira solo apresentando-se na boate carioca Appalloosa, na rua Barata Ribeiro, em Copacabana.

No início da década de 1980, um aluno seu insistiu para que gravasse uma fita-demo e a levou à Rádio Fluminense (A Maldita). Logo, a emissora pôs sua música no ar, tornando-a um grande sucesso. Por essa época, começavam os shows de rock no Circo Voador, na Lapa, centro do Rio de Janeiro e também os show produzidos por Nelson Motta, "Noites Cariocas", no Morro da Urca (Pão de Açúcar).

Sua primeira participação solo em gravação ocorreu em 1982, na coletânea lançada pela WEA Rock voador, somente com bandas que se apresentavam no Circo Voador do Rio de Janeiro.

Em 1984, participou da trilha sonora do filme Bete Balanço, também lançada em LP pela WEA. Neste mesmo ano, lançou pela gravadora Warner o disco Som na guitarra, do qual se destacaram as faixas Blues motel e Aumenta que isso aí é rock and roll, sua composição mais conhecida. Ainda deste LP, outras músicas obtiveram relativo sucesso, entre as quais Rock fora da lei e O brilho da noite, parceria com Geraldo D'arbilly. No ano seguinte, ao lado de Barão Vermelho, Herman Torres, Robson Jorge e Lincoln Olivetti, Roupa Nova, José Renato, Fred Nascimento e Marisa Monte, entre outros, participou da trilha sonora do filme Tropclip, na qual interpretou de sua autoria Tempos difíceis.

No ano de 1986, foi convidado pela revista "Roll" para entrevistar B.B. King, que por essa época apresentava-se no Brasil. B. B. King emprestou-lhe sua famosa guitarra Lucille, convidando-o para visitá-lo em Indianápolis. Para seu quarto disco, fez eleições diretas no Circo Voador, pelas quais o público escolheu o repertório.

Em 1996 transferiu-se para a cidade de Joinville, em Santa Catarina.

Em 1999, lançou o CD Vagabundo errante, na casa de espetáculos carioca Ballroom. No ano de 2002 apresentou-se na Lona Cultural João Bosco, em Vista Alegre, subúrbio do Rio de Janeiro e na Lona Cultural Gilberto Gil, em Realengo, também no Rio de Janeiro. Em 2003, apresentou-se no HardRockCafé, no Rio de Janeiro.

No ano de 2007 fez show no Circo Voador gravando as faixas para o CD e DVD Quem foi que falou que acabou o rock'n' roll?, nos quais compilou seus maiores sucessos: Blues motel, Fumando na escuridão, Marginal, Aumenta que isso aí é rock'n' roll e Tempos difíceis, além da faixa inédita que dá nome ao disco. O DVD e CD foram lançados em show na casa carioca Canecão no ano seguinte, em 2008.

Em 2011 lançou o último disco de carreira intitulado Por um monte de cerveja. Foi considerado um dos melhores guitarristas de blues do Brasil.

Obra

Amor vazio, Aumenta que isso aí é rock and roll, Blues motel, Filhos da bomba, Fumando na escuridão, O brilho da noite (c/ Geraldo D'Arbilly), Quem foi que falou que acabou o rock'n' roll?, Rock fora da lei, Tempos difíceis.

Discografia

(1982) Rock voador • Independente • LP; (1983) Fugindo de mim/Sinto tanta vontade • WEA • Compacto simples; (1983) Eu disse adeus/Caminhando • WEA • Compacto simples;(1984) Som na guitarra • Philips/WEA • LP; (1985) Tropclip • Philips • LP; (1986) Marginal blues • Polygram • LP; (1987) Celso Blues Boy 3 • LP; (1988) Blues forever • LP; (1989) Quando a noite cai • LP; (1991) Ao vivo - Celso Blues Boy • CD; (1996) Indiana Blues • CD; (1998) Nuvens Negras Choram • CD; (1999) Vagabundo errante • CD; (2008) 2008 Quem foi que falou que acabou o rock'n' roll? (ao vivo no Circo Voador) • DVD; (2008) Quem foi que falou que acabou o rock'n' roll? • CD; (2011) Por um monte de cerveja • CD.


Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

terça-feira, janeiro 29, 2013

Sidney Bechet


Sidney Bechet (Sidney Joseph Bechet), clarinetista, saxofonista e compositor de jazz (jazz clássico e dixieland), nasceu em New Orleans, Louisiana, EUA, em 14/05/1897, e faleceu em Garches, Paris, França, em 14/05/1959.

Em 1919 ele foi o clarinetista solista da Southern Syncopated Orchestra, conduzida pelo compositor Will Marion Cook, que se recusou a usar a palavra "jazz", mas estava ansioso para ver Bechet no centro das atenções. O maestro suíço Ernest Ansermet, que em diversas ocasiões ouviu esta formação em Londres, escreveu sobre Bechet. "Ele não pode dizer nada sobre a sua arte, exceto que ele segue o seu próprio caminho... e talvez o caminho em que o mundo 'swingará' amanhã."

Músico prodígio, nascido em uma família crioula, tocou com vários conjuntos ("brass bands") de New Orleans. Foi morar Chicago no ano de 1917 para tocar com dois exilados famosos, o trompetista Freddie Keppard e pianista Tony Jackson. Acompanhou Cook, em Londres, onde ele descobre o saxofone soprano, um instrumento mais dominante do que o clarinete e com o qual ele pode facilmente produzir vibrato, que é sua marca.

Em 1919, viajou para a Europa com a Southern Syncopated Orchestra do diretor Will Marion Cook, onde além de tocar clarinete, executava em uma peça um pequeno acordeom. Suas apresentações em Londres interpretando o Characteristic Blues chamaram a atenção do diretor de orquestra Ernest Ansermet, que lhe dedicou elogios em um artigo publicado na revista "Revue Romande" na qual, segundo se afirma, foi a primeira crítica sobre um músico de jazz, onde afirmava que "Sidney Bechet é um gênio".

Regressando aos Estados Unidos em 1922, foi para Nova York, onde grava pela primeira vez em julho de 1923, com a Clarence Williams Blue Five as músicas "Wild Cat Blues" e "Kansas City Man Blues". Entre 1924 e 1925 realizou uma série de memoráveis gravações com Louis Armstrong, que também havia se juntado ao conjunto de Clarence Williams.

Integrou a orquestra Revue Négre, que acompanhou Josephine Baker a Paris em 1925, permanecendo na Europa até 1931, visitando diversos países e passando quase um ano em um cárcere francês em 1928, por ter se envolvido numa briga entre músicos. Depois desse "recesso" de 11 meses, seguiu percorrendo a Europa e retornou novamente para os EUA, para participar brevemente na orquestra de Noble Sissle, e logo em 1932 formar junto ao trompetista Tommy Ladnier um grupo chamado The New Orleans Feetwarmers.

Entre 1934 e 1938 se une novamente a Noble Sissle, em cuja orquestra vai adquirindo paulatinamente uma participação crescente como solista (por ex. "Polka Dog Rag", 1934).

De 1938 em diante, empreende uma carreira como líder de bandas diversas, na corrente revival do jazz de Nova Orleans, tocando e gravando em diferentes cidades, produzindo abundante material onde seu saxofone-soprano fazia às vezes de voz.

Em 1939 realiza uma série de gravações para a recém criada gravadora Blue Note, de Alfred Lion, entre as quais se sobressai uma excelente e inovadora versão instrumental do clássico de George Gershwin "Summertime".

Em 1941 realiza uma experiência inédita para a época: uma sessão em que ele interpreta seis instrumentos (clarinete, saxofone-soprano, saxofone-tenor, piano, contrabaixo e bateria), que são gravados um sobre a pista do outro, para constituir a "Sidney Bechet's one man band", a primeira tentativa de gravação de um só músico que se tenha notícia.

Em 1949 viaja a França para participar do Festival de Jazz de Paris, em Salle Pleyel. Suas interpretações cativam o grande público e no ano seguinte volta para Paris e se estabelece nessa cidade definitivamente, transformando-se em uma celebridade do movimento de jazz tradicional francês, integrando-se aos clarinetistas Claude Luter e André Reweliotty.

Em 1951 se casa com Elisabeth Ziegler (com quem teve uma relação em Berlim na década de 1920), em uma cerimônia apoteótica que teve lugar na vila de Juan-Les-Pins. Nesse ano compôs um de seus maiores sucessos, "Petite Fleur" (Pequena Flor).

Em 1954 nasce seu único filho, Daniel, e depois de quase 10 anos de residência permanente na França, com turnês e apresentações por toda Europa, vários discos de ouro e outros sucessos, adoece de câncer do pulmão no final de 1958, falecendo em Paris, em 14 de maio de 1959, no mesmo dia em que completava 62 anos.

Discografia

The Legendary Sidney Bechet, RCA Bluebird
Sidney Bechet in New York, JSP (com Louis Armstrong).
The King Jazz Story Vol.4, Storyville (com Cousin Joe)
Jazz Classics Vol.1, Blue Note (com Bunk Johnson, Albert Nicholas).
El Doudou, Vogue, 1956 (com Albert Langue).

Fonte: Wikipédia.

Petite fleur

Sidney Bechet - 1922
“Petite Fleur” é um tema clássico de Sidney Joseph Bechet  (New Orleans, Louisiana, Estados Unidos, 14/05/1897 - Paris, França, 14/05/1959) que em 1951 foi gravado em várias versões, tanto instrumentais como vocais, e portanto, de variada qualidade e resultado. Bechet, em companhia de sua esposa Elisabeth Ziegler, compôs esta melodia que se constituiu em um dos seus maiores sucessos na década dos anos 50s.

Petite fleur (autor: Sidney Bechet / letra: Fernand Bonifay e Mario Bua / Interpretação: Petula Clark)


C     B      C      B 
J'ai caché 
                 Em 
Mieux que partout ailleurs 
                          F# 
Au grand jardin de mon coeur 
               B 
Une petite fleur 
C     B 
Cette fleur 
                       Gm 
Plus jolie qu'un bouquet 
                    Am9   D 
Elle garde en secret 
                       G   A9   Em9 
Tous mes rêves d'enfant 
                 Am Am7  G 
L'amour de mes parents 
               Em 
Et tous ces clairs matins 
                      F# 
Fait d'heureux souvenirs lointains 
 
B   C  B 
Quand la vie 
          Em 
Par moments me trahi 
        L 
Tu restes mon bonheur 
Am7   Bm7    Em 
Petite fleur 
 
Em      Dm9 
Sur mes vingt ans 
                   Am 
Je m'arrête un moment 
                      D 
Pour respirer 
                    G   Em Am     Bb9  A9 
Le parfum que j'ai tant aimé 
         
Dans mon coeur 
            Em 
Tu fleuriras toujours 
            L 
Au grand jardin d'amour 
  Am7   Bm7    Em 
Petite fleur  

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Pequeña flor - (Petit fleur - Sidney Bechet / Interpretação de Petula Clark)



Yo arranque
del jardín del amor
una pequeña flor
que en mi pecho guardé
Talismán
que me hablaba de ti, que cuidaba de mi
en el bien y en el mal, pero se marchito
y perdió su poder
porque ya tu querer murió
De ese amor, que era mi sueño azul
sólo me quedas tú, pequeña flor
Te guardaré toda una eternidad
te besaré cuando quiera otra vez soñar
pues de aquel sueño de juventud,
sólo me quedas tú pequeña flor.

domingo, março 04, 2012

O rei do Blues


B. B. King (Riley Ben King), guitarrista, pianista e cantor (vocalista) de Blues, nasceu em uma plantação de algodão, em Itta Bena, Mississipi, EUA, em 16 de setembro de 1925. O "B. B." em seu nome significa Blues Boy, seu pseudônimo como moderador na rádio WDIA.

Teve uma infância difícil – aos 9 anos, o bluesman vivia sozinho e colhia algodão, trabalho que lhe rendia 35 centavos de dólar por dia. Começou por tocar, a troco de algumas moedas, na esquina da Igreja com a Second Street.

No ano de 1947, partia para Memphis, no Tennessee, apenas com sua guitarra e $2,50 dólares. Como pretendia seguir a carreira musical, a cidade de Memphis, cidade onde se cruzavam todos os músicos importantes do Sul, sustentava uma vasta competitiva comunidade musical em que todos os estilos musicais negros eram ouvidos.

Nomes como Django Reinhardt, Blind Lemon Jefferson, Lonnie Johnson, Charlie Christian e T-Bone Walker tornaram-se ídolos de B. B. King.

"Num sábado à noite ouvi o som uma guitarra elétrica que tocava espirituais negros. Era T-Bone interpretando "Stormy Monday" e foi o som mais belo que alguma vez ouvi na minha vida." recorda B. B. King, "Foi o que realmente me levou a querer tocar Blues".

A primeira grande oportunidade da sua carreira surgiu em 1948, quando atuou no programa de rádio de Sonny Boy Williamson, na estação KWEM, de Memphis. Sucederam-se atuações fixas no "Grill" da Sixteenth Avenue e mais tarde um spot publicitário de 10 minutos na estação radiofônica WDIA, com uma equipe e direção exclusivamente negra. "King’s Sport", patrocinado por um tônico, tornou-se então tão popular que aumentou o tempo do transmissão e se transformou no "Sepia Swing Club".

King precisou de um nome artístico para a rádio. Ele foi apelidado de "Beale Blues Boy", como referência à música "Beale Street Blues", foi abreviado para "Blues Boy King" e eventualmente para B. B. King. Por mera coincidência, o nome de KING já incluia a simples inicial "B", que não correspondia a qualquer abreviatura.

Pouco depois do seu êxito "Three O'Clock Blues", em 1951, B. B. King começou a fazer turnês nacionais sem parar, atingindo uma média de 275 concertos/ano. Só em 1956 B. B. King e a sua banda fizeram 342 concertos! Dos pequenos cafés, teatros de "gueto", salões de dança, clubes de jazz e de rock, grandes hotéis e recintos para concertos sinfónicos aos mais prestigiados recintos nacionais e internacionais, B. B. King depressa se tornou o mais conceituado músico de Blues dos últimos 40 anos, desenvolvendo um dos mais prontamente identificáveis estilos musicais de guitarra, a nível mundial.

O seu estilo foi inspirador para muitos guitarristas de rock. Mike Bloomfield, Albert Collins, Buddy Guy, Freddie King, Jimi Hendrix, Otis Rush, Johnny Winter, Albert King, Eric Clapton, George Harrison e Jeff Beck foram apenas alguns dos que seguiram a sua técnica como modelo.

Em 1969, B. B. King foi escolhido para a abertura de 18 concertos dos Rolling Stones. Em 1970 fez uma turnê por Uganda, Lagos e Libéria, com o patrocínio governamental dos EUA.

Começou a participar da maioria dos festivais de Jazz por todo o mundo, incluindo o Newport Jazz Festival e o Kool Jazz Festival New York, e sua presença tornou-se regular no circuito por universidades e colégios.

Em 1989 fez uma tournê de três meses pela Austrália, Nova Zelândia, Japão, França, Alemanha Ocidental, Países Baixos e Irlanda, como convidado especial dos U2, participando igualmente no álbum "Rattle and Hum", deste grupo, com o tema "When Love Comes to Town".

Em 26 de Julho de 1996, B. B. King, aproveitando o fato de ter um concerto agendado para Stuttgart, deslocou-se propositalmente de avião até à base aérea de Tuzla, para atuar perante tropas da Suécia, Rússia, Bélgica e EUA., estacionadas na Bósnia num esforço conjunto de manutenção da paz. No dia seguinte, voou para a base aérea de Kapsjak, para nova atuação junto de tropas norte-americanas. B. B. King confessa: "Foi emocionante atuar para estes homens e mulheres. Apreciamo-los e queremos que eles saibam que têm o nosso total apoio na sua árdua tarefa de manutenção da paz."

B. B. King terminou 1996 com uma turne pela América Latina, com concertos no México, Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e, pela primeira vez, no Peru e Paraguai. O "Rei dos Blues" totaliza mais de 90 países onde atuou até hoje.

Ao longo dos anos tem sido agraciado com diversos Grammy Awards: melhor desempenho vocal masculino de Rhythm & Blues, em 1970, com "The Thrill is Gone", melhor gravação étnica ou tradicional, em 1981, com "There Must Be a Better World Somewhere", melhor gravação de Blues tradicionais, em 1983, com "Blues'N Jazz" e em 1985 com "My Guitar Sings the Blues". Em 1970, Indianopola Missisipi Seeds concede-lhe o "Grammy" de melhor capa de álbum. A Gibson Guitar Co. nomeou-o "Embaixador das guitarras Gibson no Mundo".

Curiosidades

Uma das imagens de marca de King é chamar às sua guitarras o nome de "Lucille" - uma tradição que vem desde a década de 1950. No inverno de 1949, King se apresentou num salão de dança em Twist, no Arkansas. Com o intuito de aquecer o salão, acendeu-se um barril meio cheio de querosene no centro do salão, prática muito comum na época. Durante a apresentação, dois homens começaram a brigar e entornaram o barril que imediatamente espalhou chamas por todo o lado. Durante a evacuação, já fora do estabelecimento, King apercebeu-se de que tinha deixado a sua guitarra de 30 dólares no edifício em chamas. Voltou a entrar no incêndio para reaver a sua Gibson acústica, escapando por um triz. Duas pessoas morreram no fogo. No dia seguinte, soube que os dois homens tinham começado a briga devido a uma mulher chamada Lucille. A partir dessa altura, passou a designar as suas guitarras por esse nome, para "se lembrar de nunca mais fazer uma coisa daquelas."

Quando foi perguntado a John Lennon sobre sua maior ambição, ele disse que era tocar guitarra como B.B. King. BB King era considerado o melhor guitarrista do mundo por Jimi Hendrix.

Sobre suas guitarras utilizadas, iniciou utilizando uma Fender Telecaster. Depois passou a utilizar uma Gibson ES-335, modelo que foi substituído pela B. B. King Lucille, um modelo baseado na ES-345.

Uma das características de King é chamar às sua guitarras o nome de "Lucille" - uma tradição que vem desde a década de 1950.

No dia 19 de dezembro de 1997, apresentou Lucille ao Papa João Paulo II em um concerto no Vaticano.

No dia 5 de novembro de 2000, doou uma cópia autografada de Lucille para o Museu de Música Nacional, Estados Unidos da América.

Discografia de Compactos simples


1949 - "Miss Martha King"; "Got the Blues".
1950 - "Mistreated Woman"; "The Other Night Blues"; "I Am"; "My Baby's Gone".
1951 - "B. B. Blues"; "She's a Mean Woman"; "Three O'Clock Blues"
1952 - "Fine-Looking Woman"; 'Shake It Up and Go"; "Someday, Somewhere"; "You Didn't Want Me"; "Story from My Heart and Soul".
1953 - "Woke Up this Morning with a Bellyache"; "Please Love Me"; "Neighborhood Affair"; "Why Did You Leave Me"; "Praying to the Lord".
1954 - "Love Me Baby"; "Everything I Do Is Wrong"; "When My Heart Beats Like a Hammer"; "You Upset Me Baby".
1955 - "Sneaking Around"; "Every Day I Have the Blues"; "Lonely and Blue"; "Shut Your Mouth"; "Talkin' the Blues"; "What Can I Do (Just Sing the Blues)"; "Ten Long Years".
1956 - "I'm Cracking Up Over You"; "Crying Won't Help You"; "Did You Ever Love a Woman?"; "Dark Is the Night, Pts. I & II"; "Sweet Little Angel"; "Bad Luck"; "On My Word of Honor".
1957 - "Early in the Morning"; "How Do I Love You"; "I Want to Get Married"; "Troubles, Troubles, Troubles"; "(I'm Gonna) Quit My Baby"; "Be Careful with a Fool"; "The Keyblade to My Kingdom".
1958 - "Why Do Everything Happen to Me"; "Don't Look Now, But You Got the Blues"; "Please Accept My Love"; "You've Been an Angel"; "The Fool".
1959 - "A Lonely Lover's Plea"; "Time to Say Goodbye"; "Sugar Mama".
1960 - "Sweet Sixteen, Pt. I"; "You Done Lost Your Good Thing"; "Things Are Not the Same"; "Bad Luck Soul"; "Hold That Train."
1961 - "Someday Baby"; "Peace of Mind"; "Bad Case of Love".
1962 - "Lonely"; "I'm Gonna Sit Till You Give In"; "Down Now".
1963 - "The Road I Travel"; "The Letter"; "Precious Lord".
1964 - "How Blue Can You Get"; "You're Gonna Miss Me"; "Beautician Blues"; "Help the Poor"; "The Worst Thing in My Life";  "Rock Me Baby"; "The Hurt"; "Never Trust a Woman"; "Please Send Me Someone to Love"; "Night Owl".
1965 - "I Need You"; "All Over Again"; "I'd Rather Drink Muddy Water"; "Blue Shadows"; "Just a Dream"; "You're Still a Parallelogram"; "Broken Promise".
1966 - "Eyesight to the Blind"; "Five Long Years"; "Ain't Nobody's Business"; "Don't Answer the Door, Pt. I"; "I Say in the Mood"; "Waitin' for You".
1967 - "Blues Stay Away"; "The Jungle"; "Growing Old".
1968 - "Blues for Me"; "I Don't Want You Cuttin' Off Your Hair"; "Shoutin' the Blues"; "Paying the Cost to Be the Boss"; "I'm Gonna Do What They Do to Me"; "The B. B. Jones"; "You Put It on Me"; "The Woman I Love";
1969 - "Get Myself Somebody"; "I Want You So Bad"; "Get Off My Back Woman"; "Why I Sing the Blues"; "Just a Little Love"; "I Want You So Bad".
1970 - "The Thrill Is Gone"; "So Excited"; "Hummingbird"; "Worried Life"; "Ask Me No Questions"; "Chains and Things".
1971 - "Nobody Loves Me But My Mother"; "Help the Poor" (regravação); "Ghetto Woman"; "The Evil Child".
1972 - "Sweet Sixteen" (regravação); "I Got Some Help I Don't Need"; "Ain't Nobody Home"; "Guess Who".
1973 - "To Know You Is to Love You".
1974 - "I Like to Live the Love"; "Who Are You"; "Philadelphia".
1975 - "My Song"; "Friends".
1976 - "Let the Good Times Roll".
1977 - "Slow and Easy".
1978 - "Never Make a Move Too Soon"; "I Just Can't Leave Your Love Alone".
1979 - "Better Not Look Down".
1981 - "There Must Be a Better World Somewhere".
1985 - "Into the Night"; "Big Boss Man".
1988 - "When Love Comes to Town" (com U2).
1992 - "The Blues Come Over Me"; "Since I Met You Baby".
2000 - "Riding with the King" (com Eric Clapton).

Discografia de Álbuns

King of the Blues (1960); My Kind of Blues (1960); Live at the Regal (Live, 1965); Lucille (B.B. King álbum)|Lucille (1968);  Live and Well (1969); Completely Well (1969); Indianola Mississippi Seeds (1970); B.B. King in London (1971); Live in Cook County Jail (1971); Live in Africa (1974); Lucille Talks Back (1975); Midnight Believer (1978); Live "Now Appearing" at Ole Miss (1980); There Must Be a Better World Somewhere (1981); Love Me Tender (B.B. King álbum)|Love Me Tender (1982); Why I Sing the Blues (1983); B.B. King and Sons Live (B.B. King Album)|B.B. King and Sons Live (Live, 1990); Live at San Quentin (1991); Live at the Apollo (B.B. King álbum)|Live at the Apollo (Live, 1991); There is Always One More Time (1991); Deuces Wild (álbum)|Deuces Wild (1997); Riding with the King (B.B. King and Eric Clapton álbum)|Riding with the King (2000); Reflections (B.B. King álbum)|Reflections (2003); The Ultimate Collection (B.B. King álbum)|The Ultimate Collection (2005);   80 (album)|B.B. King & Friends: 80 (2005); One Kind Favor (2008).

Fonte: Wikipédia.

sábado, julho 02, 2011

Big Walter Horton

Walter Horton, instrumentista norte-americano, mais conhecido como Big Walter Horton ou Walter "Shakey" Horton, nasceu em 6/4/1917 e faleceu em 8/12/1981. Um homem quieto, modesto e essencialmente tímido, Horton é lembrado como um dos mais influentes gaitistas da história do Blues. Willie Dixon já o identificou como "o melhor gaitista que eu já ouvi".

Nascido como Walter Horton em Horn Lake, Mississipi, EUA, começou a tocar harmônica com cinco anos de idade. Na sua juventude, viveu em Memphis, Tennessee; ele afirmou que suas primeiras gravações foram feitas lá, no inicio dos anos 1920, juntamente da Memphis Jug Band, embora não haja documentos que provem isso.

Alguns pesquisadores do Blues dizem que isso não passa de uma história inventada por Horton. Ele afirmou ainda que "ensinou algumas práticas de harmônica para Little Walter e para o primeiro Sonny Boy Williamson". Embora não haja evidências para essas afirmações, no caso do Sonny Boy Williamson mais velho, há suspeitas.

Assim como muitos dos músicos de Blues, gastou muito de sua carreira sobrevivendo com um salário ínfimo e com a constante discriminação de um Estados Unidos segregado. Nos anos de 1930, tocou com uma variedade de músicos de Blues, pela região do delta do Mississipi.

É geralmente aceito que suas primeiras gravações foram feitas em Memphis, como um ajudante para o guitarrista Little Buddy Doyle, nas gravações de Doyle para as gravadoras Okeh Records e Vocalion Records, em 1939. Essas gravações foram no formato de dueto acústico, popularizado por Sleepy John Estes e seu gaitista Hammie Nixon, entre outros. Nessas gravações, seu estilo de tocar ainda não está totalmente desenvolvido, mas há claras evidências do que estaria por vir.

Ele teve de parar de tocar eventualmente por conta de sua saúde fraca, e trabalhou fora da indústria fonográfica no início dos anos 1940.

Nos anos 1950, ele voltou a fazer música, e estava entre um dos primeiros a gravar para Sam Phillips, na Sun Records em Memphis, que gravaria posteriormente nomes como Elvis Presley, Carl Perkins, e Johnny Cash. As gravações de Big Walter para a Sun incluem participações do jovem Phineas Newborn, Jr. no piano, que mais tarde ganharia fama como pianista da Jazz. Sua música instrumental gravada nessa época, "Easy", foi baseada na música de Ivory Joe Hunter, I Almost Lost My Mind.

Ainda durante os anos 1950, apareceu na cena do Chicago Blues, onde ele tocou freqüentemente com colegas músicos de Memphis e do Delta, que também haviam se mudado para o norte, incluindo os guitarristas Eddie Taylor e Johnny Shines. Quando Junior Wells deixou a banda de Muddy Water no final de 1952, Horton o substituiu por tempo suficiente para fazer uma sessão com Waters em Janeiro de 1953.

A essa altura, o estilo de Horton estava devidamente desenvolvido, e estava tocando no estilo altamente amplificado que virou uma das marcas do som do Chicago Blues.

Ele também fez grande uso de técnicas como o "tongue-blocking". Fez uma gravação notória para a States Recordings em 1954. O solo de Horton na gravação de 1956 de Jimmy Rogers para a Chess Records, Walking By Myself é considerado por muitos como um dos pontos altos de sua carreira, e do Chicago Blues dos anos 1950.

Também conhecido como "Mumbles" ("aquele que tem comunicação falha", em uma tradução livre), e "Shakey" (algo como "balançador", em outra tradução livre) por conta do movimento de sua cabeça enquanto tocava a harmônica, Horton foi ativo na cena do Chicago Blues durante os anos 1960 enquanto o Blues ganhava popularidade com 'audiências brancas'.

Do início dos anos 1960 em frente, ele fez gravações e apareceu freqüentemente como acompanhante de músicos como Eddie Taylor, Johnny Shines, Johnny Young, Sunnyland Slim, Willie Dixon e muitos outros. Fez várias turnês, geralmente como músico acompanhante, e nos anos 1970 tocou em festivais de Blues e música Folk nos Estados Unidos e Europa, freqüentemente com a Willie Dixon's Chicago Blues All-Stars. Ele fez também participações nas gravações de músicos de Blues e Rock como Fleetwood Mac e Johnny Winter.

Em Outubro de 1968, durante uma turnê no Reino Unido, ele gravou o álbum Southern Comfort com o antigo membro do Savoy Brown e futuro Mighty Baby, o guitarrista Martin Stone. No final dos anos 1970 fez uma turnê pelos Estados Unidos com Homesick James Williamson, Richard Molina, Bradley Pierce Smith e Paul Nebenzahl, e apareceu nas transmissões da National Public Radio.

A qualidade de sua produção musical durante a sua carreira, muitas vezes afetada pelo seu consumo pesado de bebidas alcoólicas, oscilou previsivelmente entre o brilhante e o corriqueiro. De certo modo, muitos dos seus melhores trabalhos foram feitos como músico acompanhante. Duas de suas melhores compilações são Mouth-Harp Maestro e Fine Cuts. É também notável o álbum Big Walter Horton and Carey Bell, lançado pela Alligator Records em 1972.

Ele se tornou o carro chefe nos circuitos de festivais, e, algumas vezes, tocou no mercado a céu aberto na Maxwell Street de Chicago. Em 1977, ele se juntou com Johnny Winter e Muddy Waters no álbum de Winter, I'm Ready, durante o mesmo período gravou alguns materiais para a Blind Pig Records. Horton apareceu na cena da Maxwell Street, no filme dos anos 1980, The Blues Brothers, acompanhando John Lee Hooker. Suas gravações finais foram feitas em 1980.

Horton morreu de parada cardíaca em Chicago, no ano de 1981, com 64 anos e foi enterrado no cemitério Restvale em Alsip, Illinois. Ele foi adicionado postumamente ao Blues Hall of Fame em 1982.



Fonte: Baseado na Wikipedia, a Enciclopédia Livre; Youtube.

quarta-feira, junho 01, 2011

Tiffany Harp

Tiffany Harp (Tiffany Helga dos Santos), cantora e instrumentista, nasceu na cidade de Itajaí, Santa Catarina, em 19/06/1986, e surpreende pela sua performance artística, principalmente quando toca e interpreta o bom, antigo e autêntico "blues".

É uma legítima gaitista de blues clássico referenciada no início dos anos 50, na era da eletrificação do blues das gravações da chess records. Tem como suas principais influências: Little Walter, Sonny Boy Willianson II e Big Walter Horton.

Logo cedo foi despertada pelo amor à esse gênero musical e pela harmônica aonde desde 2003 vem tocando e com uma evolução extraordinária chamando a atenção de todos cada vez mais, pela sua qualidade técnica e evolução em um período tão curto de tempo.

Destaca-se através de seu conhecimento sua virtuosidade e sua paixão por tocar o blues. Aliás, o dom é a sua virtude, mas a paixão é algo incomensurável, é uma força que essa artista tem dentro de si. Com uma pegada forte lembra ícones do blues da década de 50 e 60, o que é muito difícil de se ver nos dias de hoje.

Uma gaitista que sem dúvida nenhuma faz jus ao cenário nacional dos artistas de blues tradicional.

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Tiffany Harp no Greenwich Pub, casa noturna de Itajaí-SC.


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Um pouco sobre blues

O "blues" é uma forma musical vocal e/ou instrumental que se fundamenta no uso de notas tocadas ou cantadas numa frequência baixa, com fins expressivos, evitando notas da escala maior, utilizando sempre uma estrutura repetitiva.

Nos Estados Unidos surgiu a partir dos cantos de fé religiosa, chamadas "spirituals" e de outras formas similares, como os cânticos, gritos e canções de trabalho, cantados pelas comunidades dos escravos libertos, com forte raiz estilística na África Ocidental. Suas letras, muitas vezes, incluíam sutis sugestões ou protestos contra a escravidão ou formas de escapar dela.

Nos EUA o blues sempre esteve profundamente ligado à cultura afro-americana, especialmente aquela oriunda do sul dos Estados Unidos (Alabama, Mississipi, Louisiana e Geórgia), dos escravos das plantações de algodão que usavam o canto, posteriormente definido como "blues", para embalar suas intermináveis e sofridas jornadas de trabalho.

São evidentes tanto em seu ritmo, sensual e vigoroso, quanto na simplicidade de suas poesias que basicamente tratavam de aspectos populares típicos como religião, amor, sexo, traição e trabalho. Com os escravos levados para a América do Norte no início do século XIX, a música africana se moldou no ambiente frio e doloroso da vida nas plantações de algodão.

Porém o conceito de "blues" só se tornou conhecido após o término da Guerra Civil quando sua essência passou a ser como um meio de descrever o estado de espírito da população afro-americana. Era um modo mais pessoal e melancólico de expressar seus sofrimentos, angústias e tristezas. A cena, que acabou por tornar-se típica nas plantações do delta do Mississippi, era a legião de negros, trabalhando de forma desgastante, sobre o embalo dos cantos, os "blues".

Fontes: MySpace, Comunidade do Orkut, Wikipedia, Blog do Papa-Siri. 

Little Walter

Marion Walter Jacobs, conhecido como Little Walter (Marksville, Louisiana, primeiro de Maio de 1930 — Burbank, 15 de Fevereiro de 1968) foi um cantor, guitarrista e gaitista de blues norte-americano. Um de seus maiores sucessos foi a canção "My Babe" em 1955 composta por Willie Dixon.

Dizer que Little Walter está para harmônica de blues como Charlie Parker está para o saxofone de jazz e Jimmy Hendrix para guitarra de rock não é nenhum exagero.

Indiscutivelmente o mais revolucionário e influente artista da história desse instrumento no blues, Little Walter Jacobs criou a maior parte do arsenal de técnicas e fraseados que passaram a ser ouvidos desde então no instrumento. Escutem abaixo "Thunderbird": (Para a Tiffany Harp, com todo o carinho de um bossa-novista que é o seu pai...)



Fontes: Wikipedia; Youtube; Little Walter - Um Tributo, por Flávio Guimarães.

quinta-feira, dezembro 16, 2010

André Christovam

André Christovam
André Christovam, guitarrista, cantor e compositor, nasceu em São Paulo, SP, em 29/8/1959. Um dos mais importantes praticantes e divulgadores do blues no Brasil, iniciou a carreira no trio Fickle Pickle em fins da década de 1970.

Por essa época, estreou no disco, como guitarrista e compositor do grupo Kid Vinil e os Heróis do Brasil. Na década de 1980, iniciou carreira solo e gravou seu primeiro disco individual, Mandinga (1989, Eldorado).

Seguiram-se A Touch of Glass (1990) e The 2120 Session (1991), este gravado em Chicago, EUA, com músicos norte-americanos.

Participou também de discos de outros artistas, como Flerte fatal, de Rita Lee (1987) e Panela do diabo, de Raul Seixas (1989). Com Marcelo Nova, do grupo Envergadura Moral, gravou o LP Blackout (1991, Continental). 

Ao lado do baixista Izal de Oliveira (substituido em 1996 por Fábio Zaglanin) e do baterista Athos Costa, formou o André Christovam Trio, que realizou numerosas apresentações e gravou em 1996, no selo Movieplay, o CD Mississipi Saxophone. Nesse mesmo ano, participou de duas músicas em show do guitarrista Carlos Santana, em tournée pelo Brasil. 

Em 2002, lançou o CD autoral Banzo, fundindo o blues com o samba, a World Music e a MPB.

CDs 

Mandinga, 1995, Eldorado 584076; Catharsis, 1997, Movieplay BB 1603; Banzo, 2002, Eldorado/Sony Music

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Blues Etílicos


Grupo carioca formado em 1985 por Flávio Guimarães (Rio de Janeiro RJ 1963—), gaita; Otávio Rocha (Rio de Janeiro 1963—), guitarra; Cláudio Bedram (Rio de Janeiro 1963—), contrabaixo; Rodolpho Rebuzzi (Rio de Janeiro 1963—), guitarra; e Bernard Chnistian (Rio de Janeiro 1963—), bateria. Seguindo a linha da fusão do rock com o blues, a banda serviu de modelo para grupos como Blue Jeans e Big Allanbik.

Em 1987, o grupo passou a incluir o guitarrista e vocalista Greg Wilson (Tupelo, Mississippi, EUA 1963—) e o baterista Gil Eduardo (Rio de Janeiro 1963—). Lançaram pela etiqueta carioca independente Satisfaction, em 1988, seu primeiro LP, Blues Etiicos, um dos primeiros discos brasileiros de bluesrock, cuja tiragem inicial de mil cópias se esgotou rapidamente (reeditado em CD no selo Velas em 1996).

Outros discos do grupo incluem Água mineral (1989, Eldorado), San-Ho-Zay (1990, Eldorado), Blues Etílicos IV (1991, Eldorado), Salamandra (1994, Natasha) e o CD Dente de ouro (1996, Excelente Discos).

Entre seus sucessos está Safra de 63, composição do grupo que se refere ao fato de todos os integrantes iniciais terem nascido no Rio de Janeiro em 1963. Flávio Guimarães, que foi aluno de Maurício Einhorn, é um dos raros gaitistas brasileiros de blues e lançou, em 1995, um CD solo que inclui regravações de Take Five (Paul Desmond) e Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso).

CD

Salamandra, 1994, Sony 289106-2.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - São Paulo, Art Editora e PubliFolha, 1998.