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quinta-feira, maio 23, 2013
Celso Blues Boy
Celso Blues Boy (Celso Ricardo Furtado de Carvalho), instrumentista, cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 05/01/1956, e faleceu em Joinville, SC, em 06/08/2012. Nascido no Rio, morou em Blumenau, SC, dos 6 aos 14 anos. Começou a estudar guitarra com o pai, aos 14 anos de idade. Sua irmã, pianista, foi uma das primeiras pessoas para quem fez acompanhamento. Um de seus tios, grande conhecedor de rock e blues, foi quem o encaminhou para o rock e o blues. Tocou em vários grupos e bailes em Blumenau, onde a família havia se instalado. Logo, contudo, deixou a família e passou a viajar pelo país.
Aos 17 anos, já acompanhava Raul Seixas (com quem atuou na faixa O diabo é o pai do rock) e a dupla Sá e Guarabira. Retirou seu nome Blues Boy de B B King, por quem tinha grande admiração: "Desde pequeno ouço B. B., que funciona para mim como um ponto de referência. Clapton, meu ídolo, entra como um ponto de equilíbrio e Hendrix como desabafo".
Aos 19 anos, em 1976, fundou o grupo de blues-hard rock Legião Estrangeira e a banda Aero blues. A partir da década de 1980 lançou-se em carreira solo apresentando-se na boate carioca Appalloosa, na rua Barata Ribeiro, em Copacabana.
No início da década de 1980, um aluno seu insistiu para que gravasse uma fita-demo e a levou à Rádio Fluminense (A Maldita). Logo, a emissora pôs sua música no ar, tornando-a um grande sucesso. Por essa época, começavam os shows de rock no Circo Voador, na Lapa, centro do Rio de Janeiro e também os show produzidos por Nelson Motta, "Noites Cariocas", no Morro da Urca (Pão de Açúcar).
Sua primeira participação solo em gravação ocorreu em 1982, na coletânea lançada pela WEA Rock voador, somente com bandas que se apresentavam no Circo Voador do Rio de Janeiro.
Em 1984, participou da trilha sonora do filme Bete Balanço, também lançada em LP pela WEA. Neste mesmo ano, lançou pela gravadora Warner o disco Som na guitarra, do qual se destacaram as faixas Blues motel e Aumenta que isso aí é rock and roll, sua composição mais conhecida. Ainda deste LP, outras músicas obtiveram relativo sucesso, entre as quais Rock fora da lei e O brilho da noite, parceria com Geraldo D'arbilly. No ano seguinte, ao lado de Barão Vermelho, Herman Torres, Robson Jorge e Lincoln Olivetti, Roupa Nova, José Renato, Fred Nascimento e Marisa Monte, entre outros, participou da trilha sonora do filme Tropclip, na qual interpretou de sua autoria Tempos difíceis.
No ano de 1986, foi convidado pela revista "Roll" para entrevistar B.B. King, que por essa época apresentava-se no Brasil. B. B. King emprestou-lhe sua famosa guitarra Lucille, convidando-o para visitá-lo em Indianápolis. Para seu quarto disco, fez eleições diretas no Circo Voador, pelas quais o público escolheu o repertório.
Em 1996 transferiu-se para a cidade de Joinville, em Santa Catarina.
Em 1999, lançou o CD Vagabundo errante, na casa de espetáculos carioca Ballroom. No ano de 2002 apresentou-se na Lona Cultural João Bosco, em Vista Alegre, subúrbio do Rio de Janeiro e na Lona Cultural Gilberto Gil, em Realengo, também no Rio de Janeiro. Em 2003, apresentou-se no HardRockCafé, no Rio de Janeiro.
No ano de 2007 fez show no Circo Voador gravando as faixas para o CD e DVD Quem foi que falou que acabou o rock'n' roll?, nos quais compilou seus maiores sucessos: Blues motel, Fumando na escuridão, Marginal, Aumenta que isso aí é rock'n' roll e Tempos difíceis, além da faixa inédita que dá nome ao disco. O DVD e CD foram lançados em show na casa carioca Canecão no ano seguinte, em 2008.
Em 2011 lançou o último disco de carreira intitulado Por um monte de cerveja. Foi considerado um dos melhores guitarristas de blues do Brasil.
Obra
Amor vazio, Aumenta que isso aí é rock and roll, Blues motel, Filhos da bomba, Fumando na escuridão, O brilho da noite (c/ Geraldo D'Arbilly), Quem foi que falou que acabou o rock'n' roll?, Rock fora da lei, Tempos difíceis.
Discografia
(1982) Rock voador • Independente • LP; (1983) Fugindo de mim/Sinto tanta vontade • WEA • Compacto simples; (1983) Eu disse adeus/Caminhando • WEA • Compacto simples;(1984) Som na guitarra • Philips/WEA • LP; (1985) Tropclip • Philips • LP; (1986) Marginal blues • Polygram • LP; (1987) Celso Blues Boy 3 • LP; (1988) Blues forever • LP; (1989) Quando a noite cai • LP; (1991) Ao vivo - Celso Blues Boy • CD; (1996) Indiana Blues • CD; (1998) Nuvens Negras Choram • CD; (1999) Vagabundo errante • CD; (2008) 2008 Quem foi que falou que acabou o rock'n' roll? (ao vivo no Circo Voador) • DVD; (2008) Quem foi que falou que acabou o rock'n' roll? • CD; (2011) Por um monte de cerveja • CD.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
segunda-feira, maio 14, 2012
Edgard Scandurra
Edgard Scandurra (Edgard José Scandurra Pereira), instrumentista (guitarra e bateria), compositor, cantor e produtor, nasceu em São Paulo, SP, em 05/02/1962. No final da década de 1970 foi influenciado pelo surgimento do punk inglês, principalmente os grupos The Jam, Sex Pistols e The Clash. Nessa época, estudava no Colégio Bráulio Machado, onde conheceu o vocalista Nasi, com quem formou o grupo Ira!.
Participou também de conjuntos como o Ultraje a Rigor, Smack e Mercenárias, todos de São Paulo.
Com Marcos Nasi (voz), Dino (baixo) e Charles Gavin (bateria), integrou a banda de rock Ira! formado na cidade de São Paulo, em 1980. O nome do conjunto se refere ao Exército Republicano Irlandês (Irish Republican Army), grupo terrorista que luta contra o domínio inglês na Irlanda do Norte. Ainda no ano da sua formação, se apresentava abrindo shows para a Gang 90 & As Absurdettes, no Pub Vitória, em São Paulo. Nessa época, o grupo contava com Charles Gavin (Titãs) na bateria, depois substituído por André Jung e o baixista Dino, mais tarde substituído por Ricardo Gaspa.
Em 1983, ainda fazendo parte do Ira!, lançou um compacto com duas composições suas.
Entre 1985 e 2001, fez arranjos, produziu e tocou nos discos do grupo, sendo o principal de seus compositores. Fazendo parte da banda lançou vários discos, entre eles, o LP Vivendo e não aprendendo, de 1986 que vendeu 165.000 cópias alavancado pelos sucessos de Flores em você, de sua autoria, incluída na trilha sonora da telenovela O Outro, da Rede Globo.
Em 1989, lançou seu primeiro disco solo, Amigos invisíveis, no qual interpretou de sua autoria Quero voltar pra casa, Estamos nesse, Amor em B.D, Minha mente ainda é a mesma, Amigos invisíveis, Bem vindo Daniel e Gritos na multidão, um dos primeiros sucessos do grupo Ira!. Neste primeiro disco, tocou todos os instrumentos, exceto o piano.
No ano de 1996, pelo selo Rockj It, lançou o disco Benzina, no qual interpretou Um olho na ponta de cada dedo (c/ Arnaldo Antunes), Tantas nuvens (c/ Ciro Pessoa e Carlos Barnack) e Gera, parceria com Arnaldo Antunes, entre outras.
De 1996 a 2001 lançou vários discos como integrante da banda de rock Ira!, como "Entre seus rins", lançado em 2001 pela gravadora Deck Disc.
No ano de 2007, com o término oficial da banda Ira!, passou a trabalhar mais assiduamente com o parceiro Arnaldo Antunes.
Em 2012, em parceria com Arnaldo Antunes (ex-Titãs) e o músico Toumani Diabaté, de Mali (África), lançou o CD A curva da cintura (Selo Rosa Celeste/Especial MTV).
Discografia
Solo : 1989 - Amigos Invisíveis (WEA); 1996 - Benzina (Rock It); 2003 - Dream Pop (ST2 Records); 2004 - Benzina Remixes (ST2 Records); 2006 - Amor Incondicional (ST2 Records); 2010 - Edgard Scandurra Ao Vivo (Cultura Marcas).
Ira! : Ira! (vinil compacto) (1983); Mudança de Comportamento (1985); Vivendo e Não Aprendendo (1986); Psicoacústica (1988); Clandestino (1989); Meninos da Rua Paulo (1991); Música Calma para Pessoas Nervosas (1993); 7 (1996); Você Não Sabe Quem Eu Sou (1998); Isso É Amor (1999); MTV ao Vivo (2000); Entre Seus Rins (2001); Acústico MTV (2004); Invisível DJ (2007).
Smack: Ao Vivo No Mosh (1984); Noite e Dia (1985); 3 (EP) (2008).
Arnaldo Antunes: Nome (1993); Ninguém (1995); O Silêncio (1997); Um Som (1998); Paradeiro (2001); Qualquer (2006); Iê Iê Iê (2009); Ao Vivo Lá Em Casa (2010); Especial MTV - A Curva da Cintura (ao lado de Toumani Diabaté) (2011); Acústco MTV - Arnaldo Antunes (2012).
Pequeno Cidadão: Pequeno Cidadão (2009)
Fontes: Wikipédia; Dicionário Cravo Albin da MPB.
Participou também de conjuntos como o Ultraje a Rigor, Smack e Mercenárias, todos de São Paulo.
Com Marcos Nasi (voz), Dino (baixo) e Charles Gavin (bateria), integrou a banda de rock Ira! formado na cidade de São Paulo, em 1980. O nome do conjunto se refere ao Exército Republicano Irlandês (Irish Republican Army), grupo terrorista que luta contra o domínio inglês na Irlanda do Norte. Ainda no ano da sua formação, se apresentava abrindo shows para a Gang 90 & As Absurdettes, no Pub Vitória, em São Paulo. Nessa época, o grupo contava com Charles Gavin (Titãs) na bateria, depois substituído por André Jung e o baixista Dino, mais tarde substituído por Ricardo Gaspa.
Em 1983, ainda fazendo parte do Ira!, lançou um compacto com duas composições suas.
Entre 1985 e 2001, fez arranjos, produziu e tocou nos discos do grupo, sendo o principal de seus compositores. Fazendo parte da banda lançou vários discos, entre eles, o LP Vivendo e não aprendendo, de 1986 que vendeu 165.000 cópias alavancado pelos sucessos de Flores em você, de sua autoria, incluída na trilha sonora da telenovela O Outro, da Rede Globo.
Em 1989, lançou seu primeiro disco solo, Amigos invisíveis, no qual interpretou de sua autoria Quero voltar pra casa, Estamos nesse, Amor em B.D, Minha mente ainda é a mesma, Amigos invisíveis, Bem vindo Daniel e Gritos na multidão, um dos primeiros sucessos do grupo Ira!. Neste primeiro disco, tocou todos os instrumentos, exceto o piano.
No ano de 1996, pelo selo Rockj It, lançou o disco Benzina, no qual interpretou Um olho na ponta de cada dedo (c/ Arnaldo Antunes), Tantas nuvens (c/ Ciro Pessoa e Carlos Barnack) e Gera, parceria com Arnaldo Antunes, entre outras.
De 1996 a 2001 lançou vários discos como integrante da banda de rock Ira!, como "Entre seus rins", lançado em 2001 pela gravadora Deck Disc.
No ano de 2007, com o término oficial da banda Ira!, passou a trabalhar mais assiduamente com o parceiro Arnaldo Antunes.
Em 2012, em parceria com Arnaldo Antunes (ex-Titãs) e o músico Toumani Diabaté, de Mali (África), lançou o CD A curva da cintura (Selo Rosa Celeste/Especial MTV).
Discografia
Solo : 1989 - Amigos Invisíveis (WEA); 1996 - Benzina (Rock It); 2003 - Dream Pop (ST2 Records); 2004 - Benzina Remixes (ST2 Records); 2006 - Amor Incondicional (ST2 Records); 2010 - Edgard Scandurra Ao Vivo (Cultura Marcas).
Ira! : Ira! (vinil compacto) (1983); Mudança de Comportamento (1985); Vivendo e Não Aprendendo (1986); Psicoacústica (1988); Clandestino (1989); Meninos da Rua Paulo (1991); Música Calma para Pessoas Nervosas (1993); 7 (1996); Você Não Sabe Quem Eu Sou (1998); Isso É Amor (1999); MTV ao Vivo (2000); Entre Seus Rins (2001); Acústico MTV (2004); Invisível DJ (2007).
Smack: Ao Vivo No Mosh (1984); Noite e Dia (1985); 3 (EP) (2008).
Arnaldo Antunes: Nome (1993); Ninguém (1995); O Silêncio (1997); Um Som (1998); Paradeiro (2001); Qualquer (2006); Iê Iê Iê (2009); Ao Vivo Lá Em Casa (2010); Especial MTV - A Curva da Cintura (ao lado de Toumani Diabaté) (2011); Acústco MTV - Arnaldo Antunes (2012).
Pequeno Cidadão: Pequeno Cidadão (2009)
Fontes: Wikipédia; Dicionário Cravo Albin da MPB.
terça-feira, abril 24, 2012
Acidente
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| O grupo Acidente em 1981. |
A banda Acidente foi fundada no Rio de Janeiro no ano de 1978 por estudantes de Jornalismo, mas desde 1981, o tecladista, Paulo Malária, começou a produzir discos independentes do grupo. Nos três primeiros discos do Acidente, o estilo era uma união do rock básico, blues, country e pop rock e a formação da banda nesses álbuns eram: Malária (teclado e voz), Hélio 'Scubi' Jenné (guitarra, violão e voz), Guto Rolim (baixo e voz) e Zeca Pereira (bateria, voz).
O grupo obteve sucesso enquanto o cenário indepentende do rock carioca não enfrentou a concorrência dos artistas contratados pelas grandes gravadoras. A partir de 1982, quando os principais selos decidiram investir no rock e formaram catálogos próprios, as bandas indies foram torpedeadas até definharem, uma a uma e em 1987 o grupo original debandou.
Em 1989, Paulo Malária montou o segundo grupo com uma proposta muito diferente do primeiro: fazer um rock instrumental, com influências progressivas. O primeiro álbum da nova fase e último vinil da série, foi o LP Em caso de Acidente...Quebre este Disco, de 1989, e contava com Zunga Ezzaet (Guitarra), Jarbas Loop (baixo) e Bruno Mega (bateria) além de Malária nos teclados. Este Lp obteve notável visibilidade no cenário pop local e estrangeiro.
Quando o Acidente reuniu-se para gravar seu primeiro CD, Bruno Mega havia dado lugar a Mário Costa. O resultado foi o CD Gloomland (1994) que teve a menor tiragem de todos (500 exemplares), tornando-se um item raro da discografia do grupo. Tempo depois, foi a vez de Jarbas Loop deixar o grupo e dedicar-se a sua fé evangélica (atualmente ele é o Pastor Jarbas Lopes), cedendo vez a Ary Menezes. Esse "novo" grupo gravou o CD Farawayers em 1996.
No final da década, Zunga e Ary radicaram-se no exterior. Na mesma época em que Ary voltava ao Brasil, Malária recebeu proposta do selo Rock Symphony para prensar em CD o álbum Quebre Este Disco, acrescido de faixas bônus, que foram gravadas em 2000 pelo trio remanescente Malária, Ary e Mario.
Com a entrada do guitarrista Renato Borges, a banda gravou seu novo CD, Technolorgy, lançado em 2002 pela Rock Symphony e o selo francês Musea. Esse CD é ainda hoje o disco mais conhecido do Acidente e o que tem mais procura nos sites de busca e música online.
No ano seguinte, a mesma formação revisitou o rock básico. Para evitar desgostar o público progressivo que tinham granjeado, gravaram mais este álbum utilizando o pseudônimo "Pega Varetas", projeto exótico que previa uma "franquia de banda" nunca posta em prática.
O mais recente disco do Acidente até o momento, Não Pode Ser Vendido Separadamente, foi lançado no ano de 2007 pela Stolen Records, com a participação de Helio 'Scubi' Jenné e Paulinha Swell.
Discografia
Guerra Civil (1981); Fim do Mundo (1983); Piolho (1985); Em Caso de Acidente... Quebre Este Disco (1990); Gloomland (1994); Farawayers (1996); Quebre Este Disco - Re-release com faixas-bônus (2000); Technolorgy (2002); Pega Varetas / Mêu Páu de Sêbo (2003); Não Pode Ser Vendido Separadamente (2007)
Fontes: Wikipédia; Portal Rock Express 16 Anos.
domingo, abril 22, 2012
Absyntho
Absyntho foi uma banda pop rock, formada no Rio de Janeiro, RJ, em 1982, pelo quinteto Silvinho (voz e vocal), Fernando Sá (guitarra e vocal), Sérgio Diamante (teclado), Walderley Pigliasco (baixo) e Darcy (bateria).
Influenciado pela estética new wave então em voga, em 1983 o grupo lançou seu primeiro compacto, Meu ursinho Blau Blau, cuja canção homônima, de Paulo Massadas e Sérgio Diamante, transformou-se logo em hit, com uma vendagem de 350 mil cópias.
Em 1984, a banda lançou o compacto Palavra Mágica, com a música Balanço do trem, que se tornaria tema de encerramento do programa da Xuxa por muitos anos.
No ano seguinte, foi lançado o primeiro e único LP da Absyntho, intitulado Absyntho.
O grupo foi extinto em 1987 e Silvinho resolveu seguir carreira solo, porém sem sucesso.
Discografia
1983 - Meu Ursinho Blau Blau - BMG Ariola - Compacto simples.
1984 - Palavra Mágica - BMG Ariola - Compacto simples.
1985 - Absyntho - BMG Ariola - LP
Fontes: Wikipédia; www.musicapopular.org.
sábado, outubro 15, 2011
Dado Villa-Lobos
Dado Villa-Lobos (Eduardo Dutra Villa-Lobos), instrumentista e compositor, nasceu em Bruxelas, Bélgica, no dia 29 de junho de 1965. É sobrinho-neto do compositor Heitor Villa-Lobos. Assumiu a guitarra da Legião Urbana em 1983. Antes tocou na banda Dado e o Reino Animal até substituir Ico Ouro-Preto, às vésperas da gravação do primeiro LP da Legião.
É o responsável pela produção dos últimos discos da Legião: A tempestade (ou O Livro dos Dias) , Uma outra estação e Como é que se diz eu te amo.
Em 1993, lançou junto com André Mueller (Plebe Rude) a gravadora independente Rock it!, que trabalhou com Toni Platão, Humberto Effe, Dinho Ouro Preto, Los Hermanos e Fausto Fawcett.
É autor das trilhas sonoras dos filmes O Homem do Ano (de José Henrique Fonseca), Bufo & Spallanzani (de Flávio Tambellini) - pela qual recebeu o prêmio de melhor trilha sonora no Festival do Cinema Brasileiro, em Miami - e Pro Dia Nascer Feliz (de João Jardim) - também vencedor do Kikito de Melhor Trilha Sonora no Festival de Gramado de 2006.
Em 2006, lançou seu primeiro disco solo, Jardim de Cactus ao Vivo, no projeto “MTV Apresenta”.
Fontes: Cliquemusic; Wikipedia
quarta-feira, março 02, 2011
Made in Brazil
Made in Brazil - Grupo paulistano de rock-and-roll formado em 1968 pelo compositor e contrabaixista Osvaldo Vecchione (São Paulo SP 1947—) e seu irmão, o guitarrista Celso Vecchione (São Paulo 1949—). Teve diferentes formações, incluindo, entre outros, os vocalistas Cornelius e Percy, a cantora Tibet, os guitarristas Babalu e Kim Kehl e o baterista Franklin Paolillo.
Gravou os LPs Made in Brazil (RCA, 1974), Jack, o Estripador (RCA, 1976), Paulicéia desvairada (RCA, 1978), Minha vida é o rock-and-roll (RCA, 1981), Deus salva.., o rock alivia (RGE, 1985), Pirata ao vivo volumes 1 e 2 (RGE, 1986, lançados num só CD em 1997) e o álbum duplo Made in Blues (Vinil Records, 1991).
Os sucessos do grupo incluem Anjo da guarda (1974), Jack, o Estripador (1976), Vou te virar de ponta- cabeça (1976) e Minha vida é o rock-and-roll (1981), todos compostos por Osvaldo Vecchione.
Discografia
(1974) Made in Brazil - RCA Victor - LP
(1977) Jack, o estripador - RCA Victor - LP
(1978) Paulicéia desvairada - RCA Victor - LP
(1981) Minha vida é o rock 'n' roll - RCA Victor - LP
(1985) Deus salva... O rock alivia - RGE - LP
(1986) Pirata ao vivo - RGE - LP
(1991) Made in blues - Vinil Records - LP
Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - São Paulo - 2a. Edição - 1998; Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Golpe de Estado
Golpe de Estado - Grupo paulistano de hard-rock formado em fins de 1985 por Catalau (André Leandro Marechal, São Paulo SP 1959—), vocais; Hélcio Teixeira Aguirra (São Paulo 1959—), guitarra; Nelson Gomes Brito (São Paulo 1960—), contrabaixo; e Paulo Jorge Zinner (São Paulo 1959—), bateria.
Catalau havia integrado o Casa das Máquinas, Hélcio fora guitarrista do Harppia e Nelson e Paulo vinham de outros grupos, como o Fickle Pickle de André Christovam e Pepino Irritadiço.
O grupo lançou seu primeiro LP, Golpe de Estado, em 1986 (selo Baratos Afins) e foi imediatamente aclamado como um dos melhores grupos de hard-rock nacional.
Seguiram- se os discos Forçando a barra (1988), Nem polícia nem bandido (Eldorado, 1989), Quarto Golpe (Eldorado, 1991) e Zumbi (Eldorado, 1995). O grupo abriu shows brasileiros dos grupos ingleses Jethro Tull (1990), Nazareth (1990) e Deep Purple (1991).
Catalau deixou o grupo em 1996, lançando em 1997 seu primeiro disco solo, Magos do som (pela Baratos Afins), com participação do guitarrista Lanny Gordin, e Paulo Zinner atuou como baterista no grupo de Rita Lee, além de gravar com o Fickle Pickle em 1994. O novo cantor do grupo passou a ser Rogério (Rogério Fernandes, São Paulo 1965—), exFickle Pickle e ex-Big Balls.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha -2a. Edição - 1998;
terça-feira, janeiro 11, 2011
Joelho de Porco
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| O grupo Joelho de Porco: O nosso punk pede passagem - foto: abril de 1978. |
Joelho de Porco - Grupo paulistano caracterizado por sua versatilidade e o bom humor de suas letras. Formou-se em 1972 com Tico Terpins (Carlos Alberto Terpins, São Paulo SP 1952—id. 1998), contrabaixo e guitarra; Walter Baillot (São Paulo 1958—id. 1986), guitarra; Próspero Albanese (São Paulo 1951—), bateria e vocal; Conrado Assís (Conrado de Assis Ruiz, São Paulo 1952—), teclados; e Rodolfo Ayres Braga, contrabaixo.
sexta-feira, janeiro 07, 2011
Inocentes
Inocentes - Grupo paulistano de punk-rock surgido em São Paulo SP em 1981 e com formação variável em torno do contrabaixista Clemente (Clemente Tadeu Nascimento, São Paulo 1963—).
Outros integrantes do grupo em diferentes épocas incluem Callegari (Antônio Carlos Callegari, São Paulo 1962—), guitarra; André (André Parlato, São Paulo 1967—), contrabaixo; Marcelino (Marcelino Fuentes González, São Paulo 1963—), bateria, ex-integrantes do grupo Condutores de Cadáver; Mauricinho (José Maurício Conceição Filho, São Paulo 1964—), vocais, e Mingau (Rinaldo Oliveira Amara!, São Paulo 1967—), ex-Ratos de Porão.
O primeiro show dos grupo foi no primeiro da série de festivais punks Grito Suburbano, em São Paulo, em meados de 1981. A loja/selo Punk Rock Discos lançou em 1982 um LP reunindo faixas com o conjunto (já sem Mauricinho, substituído por Ariel) e outros grupos.
Clemente publicou um manifesto em que resumiu a proposta do grupo: “Estamos aqui para revolucionar a música popular brasileira, para pintar de negro a asa branca, atrasar o trem das onze, pisar as flores de Geraldo Vandré e fazer da Amélia uma mulher qualquer”.
Ainda em 1982, Callegari, ao lado do jornalista Antônio Bivar, organizou o show O começo do fim do mundo, o primeiro grande festival punk, que reuniu 20 bandas de São Paulo e da região do ABC no SESC-Pompéia de São Paulo (e que terminou com invasão de policiais); um LP homônimo, de 1982, incluiu uma faixa do grupo, Salvem El Salvador.
Em 1983 gravaram o primeiro disco, o compacto duplo independente Miséria e fome (relançado em LP em 1988); duas faixas deste disco, Aprendi a odiar a Miséria e fome, foram incluídas em Life is a joke, coletânea alemã de grupos punk do mundo todo. Por influência de Branco Melo, dos Titãs, o conjunto foi contratado pela WEA e aí gravou seu primeiro LP, Pânico em SP, em 1986.
Os sucessos do grupo, ativo em gravações e shows, incluem Pânico em SP, Expresso Oriente e Rotina (composições de Clemente). Outros discos do grupo são: Adeus carne (WEA, 1987), Inocentes (WEA, 1989), Estilhaços (Camerati, 1992), Subterrâneos (Eldorado, 1994) e Ruas (Paradoxx, 1996).
Em 2002, a gravadora WEA relançou em CD Adeus carne e Pânico em SP.
Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.
quinta-feira, dezembro 16, 2010
Cólera
Cólera - Grupo paulistano de punk-rock formado em 1979, em São Paulo SP, pelos irmãos Redson Lopes Pozzi (São Paulo 1962—), guitarra, e Carlos Lopes Pozzi (São Paulo 1961—), bateria; e o contrabaixista Val (Valdemir Pinheiro, São Paulo 1964—).
Adeptos do punk positivo, variante do punk-rock contrária à violência gratuita e entusiasta da paz e da ecologia, fizeram seu primeiro show em 1979, em uma escola do Bairro do Limão.
Além de ter sido a primeira banda punk brasileira a gravar um disco, foi o primeiro grupo de rock nacional a se apresentar fora do Brasil: em 1987 fizeram 56 shows em dez países, incluindo Alemanha, França, Suíça, Bélgica e Dinamarca.
Têm discos lançados na França, Finlândia e Suécia, estes dois últimos países onde também se apresentaram na década de 1980. Em 1988 Val foi substituído por J. B. (Josué Correia, Rio Claro SP 1963—), que atuou até 1991, quando foi substituído por Fábio Bossi (São Paulo 1974—).
A coletânea Pela paz em todo o mundo, produzida por Redson, vendeu 80 mil cópias, sendo 30 mil na Europa e América do Norte, incluindo Canadá.
O grupo gravou Oito LPs, alguns dos quais relançados em CD em 1998 pelo selo paulistano Devil.
Em 2000, a banda ficaria em evidência uma vez que a Plebe Rude regravou Medo em seu disco ao vivo e os Inocentes, Quanto Vale a Liberdade em O Barulho dos Inocentes. O Cólera continua atuando no underground, sendo considerada a banda de maior energia quando sobe ao palco.
Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998; Boteko do Rock.
sábado, outubro 27, 2007
Barão Vermelho
Grupo carioca de rock fundado em 1981 por Roberto Frejat (Rio de Janeiro-RJ 1961-)guitarra; Dé (André Palmeira Cunha, Rio de Janeiro 1965-), contabaixo; Maurício Carvalho de Barros (Rio de Janeiro 1964-), teclados; e Guto Goffi (Flávio Augusto Goffi Marques, Rio de Janeiro, 1962-), bateria.
Só no ano seguinte, por intermédio de Leo Jaime, encontrariam o vocalista Cazuza e gravariam o primeiro LP, Barão Vermelho, pela Som Livre, fazendo alguns shows apenas no Rio e em São Paulo.
Depois do lançamento do disco 2, que inclui a faixa Pro dia nascer feliz, vem o sucesso nacional, em 1984, com Bete Balanço, da trilha sonora do filme de mesmo nome e presente no terceiro disco do grupo, Maior abandonado.
Em janeiro de 1985 participam do festival Rock In Rio e em junho é anunciada a saída do vocalista Cazuza, que parte para carreira solo, e a entrada de Fernando Magalhães e Peninha. Frejat passa a ser vocalista e o Barão assina contrato com a Warner.
Em 1990 participam do Hollywood Rock, e no mesmo ano o baixista Dé é substituído por Dadi, ex-integrante dos Novos Baianos e do A Cor do Som. No ano seguinte ganham o prêmio Sharp de melhor grupo de rock e o baixista Dadi é substituído por Rodrigo Santos.
Outros sucessos do Barão são Declare guerra, Por que a gente é assim?, Quem me olha só, Pense e dance, Torre de Babel, O poeta está vivo, Supermercados da vida, Malandragem, Dá um tempo" e Puro êxtase.
Em 2001, depois de mais uma apresentação surpreendente no Rock in Rio 3 – Por um Mundo Melhor, o Barão Vermelho faz uma pausa para seus integrantes desenvolverem projetos paralelos. Em 2004 eles lançaram Barão Vermelho, que mostra sucessos do início de carreira.
Em agosto de 2005, o Barão Vermelho grava no palco do Circo o seu primeiro DVD, dentro do projeto MTV ao Vivo. O elemento surpresa do Barão MTV ao Vivo fica por conta da dobradinha virtual, entre Cazuza e Frejat – este interpretando pela primeira vez - na canção Codinome Beija-Flor, de Cazuza e Ezequiel Neves.
O álbum duplo faz uma retrospectiva de 23 anos de carreira da banda com repertório dos 12 discos de estúdio lançados desde 1982 e do ao vivo Balada MTV.
Fontes: CliqueMusic; Encicl. da Música Brasileira - Art Editora.
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