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segunda-feira, maio 14, 2012

Edgard Scandurra

Edgard Scandurra (Edgard José Scandurra Pereira), instrumentista (guitarra e bateria), compositor, cantor e produtor, nasceu em São Paulo, SP, em 05/02/1962. No final da década de 1970 foi influenciado pelo surgimento do punk inglês, principalmente os grupos The Jam, Sex Pistols e The Clash. Nessa época, estudava no Colégio Bráulio Machado, onde conheceu o vocalista Nasi, com quem formou o grupo Ira!.

Participou também de conjuntos como o Ultraje a Rigor, Smack e Mercenárias, todos de São Paulo.

Com Marcos Nasi (voz), Dino (baixo) e Charles Gavin (bateria), integrou a banda de rock Ira! formado na cidade de São Paulo, em 1980. O nome do conjunto se refere ao Exército Republicano Irlandês (Irish Republican Army), grupo terrorista que luta contra o domínio inglês na Irlanda do Norte. Ainda no ano da sua formação, se apresentava abrindo shows para a Gang 90 & As Absurdettes, no Pub Vitória, em São Paulo. Nessa época, o grupo contava com Charles Gavin (Titãs) na bateria, depois substituído por André Jung e o baixista Dino, mais tarde substituído por Ricardo Gaspa.

Em 1983, ainda fazendo parte do Ira!, lançou um compacto com duas composições suas. 

Entre 1985 e 2001, fez arranjos, produziu e tocou nos discos do grupo, sendo o principal de seus compositores. Fazendo parte da banda lançou vários discos, entre eles, o LP Vivendo e não aprendendo, de 1986 que vendeu 165.000 cópias alavancado pelos sucessos de Flores em você, de sua autoria, incluída na trilha sonora da telenovela O Outro, da Rede Globo.

Em 1989, lançou seu primeiro disco solo, Amigos invisíveis, no qual interpretou de sua autoria Quero voltar pra casa, Estamos nesse, Amor em B.D, Minha mente ainda é a mesma, Amigos invisíveisBem vindo Daniel e Gritos na multidão, um dos primeiros sucessos do grupo Ira!. Neste primeiro disco, tocou todos os instrumentos, exceto o piano.

No ano de 1996, pelo selo Rockj It, lançou o disco Benzina, no qual interpretou Um olho na ponta de cada dedo (c/ Arnaldo Antunes), Tantas nuvens (c/ Ciro Pessoa e Carlos Barnack) e Gera, parceria com  Arnaldo Antunes, entre outras.

De 1996 a 2001 lançou vários discos como integrante da banda de rock Ira!, como "Entre seus rins", lançado em 2001 pela gravadora Deck Disc.

No ano de 2007, com o término oficial da banda Ira!, passou a trabalhar mais assiduamente com o parceiro Arnaldo Antunes.

Em 2012, em parceria com Arnaldo Antunes (ex-Titãs) e o músico Toumani Diabaté, de Mali (África), lançou o CD A curva da cintura (Selo Rosa Celeste/Especial MTV).

Discografia

Solo :  1989 - Amigos Invisíveis (WEA); 1996 - Benzina (Rock It); 2003 - Dream Pop (ST2 Records); 2004 - Benzina Remixes (ST2 Records); 2006 - Amor Incondicional (ST2 Records); 2010 - Edgard Scandurra Ao Vivo (Cultura Marcas).

Ira! :  Ira! (vinil compacto) (1983); Mudança de Comportamento (1985); Vivendo e Não Aprendendo (1986); Psicoacústica (1988);  Clandestino (1989); Meninos da Rua Paulo (1991); Música Calma para Pessoas Nervosas (1993); 7 (1996); Você Não Sabe Quem Eu Sou (1998); Isso É Amor (1999); MTV ao Vivo (2000); Entre Seus Rins (2001); Acústico MTV (2004); Invisível DJ (2007).

Smack:  Ao Vivo No Mosh (1984); Noite e Dia (1985); 3 (EP) (2008).

Arnaldo Antunes: Nome (1993); Ninguém (1995); O Silêncio (1997); Um Som (1998); Paradeiro (2001); Qualquer (2006); Iê Iê Iê (2009); Ao Vivo Lá Em Casa (2010); Especial MTV - A Curva da Cintura (ao lado de Toumani Diabaté) (2011); Acústco MTV - Arnaldo Antunes (2012).

Pequeno Cidadão: Pequeno Cidadão (2009)

Fontes: Wikipédia; Dicionário Cravo Albin da MPB.

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Walter Franco

Walter Franco
Walter Franco (Walter Rosciano Franco), compositor e cantor, nasceu em São Paulo, SP, em 6/1/1945. Filho do radialista e escritor Cid Franco, estreou como participante de festivais universitários, quando era aluno da Escola de Arte Dramática, de São Paulo.

Nessa escola, compôs músicas para as peças Caminho que fazem Darro e Genil até o mar, de Renata Pallottini, A caixa de areia, de Edward Albee, As bacantes, de Ésquilo, entre outras. Foi o autor do tema da novela Hospital, da TV Tupi, gravada em compacto simples pela Philips em 1971, com arranjos do maestro Luís Arruda Pais e participação vocal de Sílvia Maria.

Participou do I, II e III Festivais Universitários, da TV Tupi paulistana, no primeiro com a música Não se queima um sonho, defendida por Geraldo Vandré; no segundo com Sol de vidro (com Eneida), classificada em terceiro lugar, e no terceiro com duas músicas, Animal sentimental e Pátio dos loucos.

Em 1972 obteve prêmio especial com Cabeça, no VII FIC, da TV Globo, Rio de Janeiro RJ. Seu primeiro LP foi lançado pela Continental em 1973; dois anos depois, colocou sua música Muito tudo em terceiro lugar, no Festival Abertura, da TV Globo, de São Paulo.

Em 1979 participou do Festival da TV Tupi com Canalha. Em 1982 participou do MPB Shell com Serra do luar. Em 1984, sua música Seja feita a vontade do povo ganhou destaque durante o Movimento Diretas Já.

Excursionou pelo Brasil em 1997, com o show Não violência, que incluiu as inéditas Quem puxa aos seus não degenera, uma balada pacifista; Na ponta da língua; É natureza criando a natureza; Sargento Pimenta, uma homenagem a John Lennon; Nasça, em parceria com  Arnaldo Antunes; e Totem, a partir de um poema de José Carlos Costa Neto. Lançou os discos Cabeça, Revólver, Ou não, Respire fundo, Vela aberta.

Em 2000, participou do Festival da Música Brasileira (Rede Globo) com sua canção Zen (com Cristina Villaboim).

Lançou, em 2001, o CD Tutano, contendo suas composições Zen, Gema do novo e Acerto com a natureza, todas com Cristina Villaboim, Nasça, Totem, Quem puxa aos seus não degenera, Na ponta da língua, Ai, essa mulher, Intradução, Senha do motim, Cabeça, Distâncias e Muito tudo, além da faixa-título.

Em 2003, apresentou-se no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ), dentro da série Transgressores.

Obra

Acerto com a natureza (c/ Cristina Villaboim), Água e sal, Ai, essa mulher, Apesar de tudo é muito leve, Arte e manha, Até breve (c/ R.Bonvicini), Berceuse dos elefantes, Bicho de pelúcia (c/ Sergio Pinto de Almeida), Bumbo do mundo (c/ Chico Bezerra), Cabeça, Cachorro babucho, Canalha, Cena maravilhosa (c/ Cid Franco), Como tem passado, Coração tranqüilo, Corpo luminoso (c/ Régis Rodrigues Bonvicino), Criaturas (c/ Cid Franco), Distâncias, Divindade, Doido de fazer dó, Eternamente, Fado do destino, Feito gente, Filho meu (c/ Cid Franco), Flexa, Gema do novo (c/ Cristina Villaboim), Govinda, Intradução, Lindo blue, Luz da nossa luz, Luz solar, Mamãe d'água, Me deixe mudo, Mixturação, Muito tudo, Mundo pensativo, Na ponta da língua, Nasca (c/ Arnaldo Antunes), Nenhuma palavra, No exemplar de um velho livro (c/ Carlos Drummond de Andrade), No fundo do poço, Nothing, O blues é azul, O dia do Criador, Os bichos (c/ Cid Franco), Partir do alto, Pátio dos loucos, Paz no mundo, Pega no ar (c/ Kiko Tupinambá e Dinho Nascimento), Pirâmide, Plenitude (Ubiqüidade), Por um triz, Quem puxa aos seus não degenera, Raça humana, Remador, Respire fundo, Revolver, Senha do motim, Tire os pés do chão, Toque frágil, Totem (c/ José Carlos Costa Neto), Tutano, Um pensamento, Vão da boca, Vela aberta (c/ Cid Franco), Xaxados e perdidos, Zen (c/ Cristina Villaboim).

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

sábado, abril 17, 2010

Arnaldo Antunes

Arnaldo Antunes (Arnaldo Antunes Filho), compositor, cantor e poeta, nasceu em 02/09/1960 na cidade de São Paulo, SP. Iniciou a carreira artística em 1982, quando integrou o grupo músico-teatral Aguilar e Banda Performática, que chegaria a lançar um LP independente.

Ainda no mesmo ano, entrou para o grupo Titãs do Iê-Iê, que logo abreviaria o nome para Titãs, banda na qual permaneceu até 1992.

Entre 1982 e 1992, quando integrou os Titãs, realizou inúmeras apresentações por todo o Brasil e em outros países como Suiça (Festival de Montreaux, em 1989), Portugal e EUA.

No ano de 1992 recebeu o "Prêmio de Melhor Música do Ano" com Grávida, (c/ Marina Lima) da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

A partir de 1993, iniciou carreira solo lançando o CD Nome, projeto multimídia acompanhado de livro e vídeo. Do disco participaram Péricles Cavalcanti, Edgard Scandurra, Marisa Monte, Arto Lindsay e João Donato, entre outros.

Nos anos seguintes, lançou o CD Ninguém (1995) e o disco O silêncio (1996).

Fez parcerias com vários artistas, principalmente na década de 1980, entre os quais se destacam Jorge Benjor, Gilberto Gil, Arto Lindsay, João Donato, Roberto Frejat, Arrigo Barnabé, Paulo Leminski, Roberto de Carvalho, Cazuza, Frejat, Pepeu Gomes, Alice Ruiz, Edgard Scandurra, Carlinhos Brown e Marisa Monte.

Em 1998, lançou o quarto disco, Um som, que, apesar de manter o tom de experimentação, apresentou um acabamento mais pop.

Como poeta, com forte influência do movimento Concretista, recebeu elogios dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos, que o consideram um dos melhores poetas da sua geração.

Participou, em 1999, de dois projetos ligados a Chico Buarque, interpretando Cotidiano, no songbook preparado por Almir Chediak, e participou da exposição "A imagem do som de Chico Buarque", promovida pelo Paço Imperial (RJ), com um trabalho inspirado na composição Meu refrão.

Em 2000, compôs a trilha sonora para o espetáculo de dança O corpo, do Grupo Corpo, de Belo Horizonte. No ano seguinte, lançou pela gravadora BMG Paradeiro, o quinto disco solo, no qual incluiu Exagerado (Cazuza, Ezequiel Neves e Leoni), Luzes (José Miguel Wisnik e Paulo Leminski) e ainda Na massa (c/ Davi Moraes), Atenção (c/ Alice Ruiz e João Bandeira), Santa (c/ Carlinhos Brown), Debaixo d'Água, Se tudo pode acontecer, Cidade, Essa mulher, parceria com Carlinhos Brown e Marisa Monte e ainda a faixa-título Paradeiro, interpretada em dueto com Marisa Monte. O disco foi produzido por Carlinhos Brown e Alê Siqueira.

Ainda neste ano de 2001, Zélia Duncan fez sucesso com Alma, composição de sua autoria em parceria com Pepeu Gomes. Neste mesmo ano, Suzana Salles gravou Paraíso eu, de sua autoria no CD As sílabas.

Suas composições foram gravadas por vários artistas, entre eles, Ira!, Sandra de Sá, Ney Matogrosso e Cássia Eller, no sucesso Socorro, em parceria com a poeta Alice Ruiz.

No ano de 2002, ao lado de Angela RôRô, participou como convidado de Roberto Frejat do "Projeto Concertos MPBR", apresentado no Canecão, no Rio de Janeiro. Ainda neste ano, ao lado de Branco Mello, Biquini Cavadão, Jair Oliveira, Penélope, Nando Reis e Frejat, participou do CD da ópera-rock Eu e meu guarda Chuva, com composições de Branco Mello em parceria com Ciro Pessoa, produzido por Luiz Carlos e Bruno Gouveia.

Neste mesmo ano, participou outra vez do "Projeto Concertos MPBR", desta vez na casa de espetáculo Tom Brasil, em São Paulo, tendo Jussara e Frejat como convidados especiais. Elza Soares gravou de sua autoria Eu vou ficar aqui no disco Do cóccix até o pescoço. Ainda em 2002, gravou junto à Marisa Monte e Carlinhos Brown o disco Os tribalistas. O disco ainda contou com as participações de Margareth Menezes (voz), Dadi Carvalho (violão, guitarra slide, guitarra, bandolim, cavaquinho, piano, órgão Hammond e acordeom) e Cezar Mendes (violão).

No repertório, as parcerias de Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte em Carnavália, Um a um, O amor é feio, É você, Mary Cristo, Anjo da guarda, Lá de longe, Já sei namorar, Tribalistas, Velha infância (c/ Davi Moraes e Pedro Baby), Passe em casa (c/ Margareth Menezes) e Carnalismo (c/ Cezar Mendes), além de Pecado é lhe deixar de molho (Carlinhos Brown, Marisa Monte e Cezar Mendes).

A gravação foi realizada em apenas duas semanas, no estúdio caseiro de Marisa Monte, sendo filmada por câmeras digitais que geraram as imagens para o DVD. O disco, produzido por Alê Siqueira, atingiu rapidamente altos índices de vendagem, com o grande sucesso obtido pela faixa Já sei namorar. Ainda em 2002, os artistas foram contemplados com o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Artes de São Paulo) de Melhor Disco e com o Troféu Imprensa, nas categorias Melhor Grupo e Melhor Música (Já sei namorar). Neste mesmo ano de 2002 Gal Costa regravou com sucesso Socorro (Arnaldo Antunes e Alice Ruiz) no disco Gal bossa tropical. Ainda em 2002 foi lançado o livro A vida até parece uma festa, biografia do grupo Titãs escrita pelos jornalistas Hérica Marmo e Luiz André Alzer.

No ano de 2003 Arnaldo Antunes apresentou o show "Paradeiro", no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Participou de vários disco de tributo, entre eles, Chico Buarque, João Donato, Cazuza e Mutantes. Fez também participações em discos de outros artistas: CD Jota Quest - MTVT ao vivo na faixa Tanto faz; no CD O Grande Circo Místico da peça homônima, na música A bailarina; no disco Memórias, crônicas e declarações de amor, de Marisa Monte na faixa Amor I love you; no CD São Paulo confessions, de Suba, na faixa Abraço"; no disco da banda baiana de rock Penélope, na faixa-título Superfantástico; também na faixa Máximo fim do disco No olho do lago?, do cantor e compositor Cid Campos (filho do poeta concretista Augusto de Campos); na faixa Poemas do disco João Marcelo Bôscoli e CIA, e no disco Meu nome é Brasil, de Moraes Moreira, no qual em parceria com o anfitrião interpretou 'Trem das onze, de Adoniran Barbosa, entre tantos outros.

Apresentou-se em festivais na Espanha e Portugal e ainda em uma turnê, com Marisa Monte e Carlinhos Brown, na Europa, divulgando o disco Os Tribalistas, que vendeu no ano de seu lançamento 900 mil cópias (oficiais) no Brasil e 80 mil na Itália. Embora o projeto "Os Tribalistas" tenha se limitado ao lançamento do CD e do DVD, sem a intenção de espetáculos ao vivo, em 2003 o grupo fez um showcase para jornalistas e diretores da gravadora EMI, em Paris, e apresentou-se na festa de entrega do Grammy Latino, em Nova York.

Nesse mesmo ano, foi contemplado com os seguintes prêmios: "Multishow de Música Brasileira", nas categorias "Melhor CD", "Melhor DVD" e "Melhor Música" com Já sei namorar; prêmio "Austregésilo de Athayde", da Academia Brasileira de Letras, na categoria "Melhor CD", prêmio "Tim" na categoria "Melhor Grupo"; Grammy Latino, na categoria "Melhor Álbum Pop Brasileiro Contemporâneo"; prêmio "Nickelodeon Brasil", nas categorias "Melhor Música" (Já sei namorar) e "Melhor Banda"; "Melhor Artista Internacional", no "Festival Bar Verona Itália"; prêmio Ondas (Espanha), na categoria "Melhor Artista ou Grupo Latino"; e "Italian Music Awards", na categoria "Revelação Internacional".

Foram também premiados pela revista "Rolling Stones" (edição argentina), nas categorias "20 Melhores Discos", "Dez Celebridades" e "Cinco Melhores DVDs". Em Portugal, o disco atingiu a vendagem de 190.000 cópias, o equivalente a quatro discos de platina, registrando a maior vendagem do ano no país.

Ainda em 2003, Rita Lee gravou no CD Balacobaco a canção Já te falei, parceria inédita de Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Dadi Carvalho. Nesse mesmo ano, a editora Gryphus lançou "Tribalistas - Livro de Partituras".

Com mais de 1 milhão de cópias vendidas no Brasil e 800 mil no exterior, o disco foi contemplado, em 2004, com o Prêmio Amigo, concedido pela indústria fonográfica da Espanha, na categoria "Melhor Álbum Latino". Nesse mesmo ano, a faixa É você foi incluída na trilha sonora da novela Da cor do pecado, da Rede Globo.

Ainda em 2004 a banda Titãs lançou o primeiro disco pela nova gravadora BMG: Como estão vocês?, no qual foi incluída de sua autoria Esperando para atravessar a rua, parceria com Tony Belloto e Charles Gavin. Em abril de 2004 lançou o CD Saiba, por seu próprio selo Rosa Celeste, com distribuição da gravadora BMG. Do disco, produzido em parceria com Chico Neves, destacaram-se as faixas Elizabeth no Chuí (c/ Carlinhos Brown) e Consumado, composta em parceria com Marisa Monte e Carlinhos Brown, além da faixa-título e a regravação de A razão dá-se a quem tem (Noel Rosa, Ismael Silva e Francisco Alves).

Neste mesmo ano Rita Lee, no disco Rita Lee - MTV ao vivo, incluiu de sua autoria Meio fio, parceria com Rita Lee e Roberto de Carvalho. Ainda em 2004 Arnaldo Antunes compôs Alegria, música que integrou a trilha sonora de Benjamim, filme de Monique Gardenberg baseado em romance homônimo de Chico Buarque. O filme recebeu sete indicações no "Grande Prêmio Cinema Brasil", sendo uma delas na categoria "Melhor trilha sonora".

No ano de 2006 lançou o CD Qualquers no qual foram incluídas Hotel Fraternité, sobe poema do alemão Hans Magnus Enzenberger, traduzido por Aldo Fortes e incluída no filme Achados e perdidos, do diretor José Joffily; Pra lá (c/ Adriana Calcanhotto); O que você quer saber de verdade e Contato imediato, ambas em parceria com Marisa Monte e Carlinhos Brown), Qualquer, parceria com os portugueses Helder Gonçalves e Manuela Azevedo, integrantes da banda Clã e ainda Num dia (c/ Helder Gonçalves, Manuela Azevedo e Chico Salem; 2 perdidos e Da aurora até o luar, ambas com Dadi; Lua vermelha e Sem você, ambas com Carlinhos Brown; Eu não sou da sua rua (c/ Branco Mello); As coisas (c/ Gilberto Gil), além de duas outras composições Acabou chorare (Moraes Moreira e Luiz Galvão) e Nossa Bagdá, de Péricles Cavalcanti.

O disco contou com produção de Alê Siqueira e com os músicos Paulo Tatit (baixo e violão), Edgard Scandurra (guitarra), Daniel Jobim (piano elétrico), Chico Salem e Cezar Mendes (violões de aço e de nylon), Dadi (baixo, bandolim, guitarra sitar e okulele). A turnê de lançamento do disco Qualquer conta também com cenário e um video de média-metragem com imagens e fotos feitas pela fotógrafa e artista Márcia Xavier, namorada de Arnaldo Antunes.

No ano de 2007 lançou em show no Allegro Bistrô - Modern Sound, em Copacabana, o CD e DVD Ao vivo no estúdio, gravadora Biscoito Fino, no qual interpretou várias composições, entre elas Eu não sou da rua (c/ Branco Mello), com a participação especial do parceiro; Para la´ (c/ Adriana Calcanhoto); Não vou me adaptar, com participação de Nando Reis; Judiaria (Lupicínio Rodrigues), com participação do guitarrista Edgard Scandurra; Velha infância e a Um a um, ambas em parceria com Marisa Monte e Carlinhos Brown e nas quais contou com a participação dos parceiros e do baixista Dadi. Também foram incluídas no CD e no DVD as faixas Qualquer coisa (Caetano Veloso), As coisas, parceria com Gilberto Gil, Socorro (c/ Alice Ruiz) e Se tudo pode aparecer, além da única inédita Quarto de dormi, em parceria com Marcelo Jeneci. Neste mesmo ano Paulinho da Viola interpretou Talismã, primeira parceria de Paulinho da Viola, Marisa Monte e Arnaldo Antunes, no disco Paulinho da Viola - Acústico MTV.

Suas composições foram gravadas por diversos artistas da MPB: Lua vermelha, parceria com Carlinhos Brown, gravada por Maria Bethânia no CD Âmbar (1996), Eu não sou da sua rua, parceria com Branco Mello, gravada por Marisa Monte no CD Mais (1990); As coisas, parceria com Gilberto Gil, gravada pelo parceiro em dueto com Caetano Veloso no disco Tropicália 2 (1993) e ainda Sem você, gravada pelo parceiro Carlinhos Brown em 1998 no CD Omelete Man, esta regravada pelo próprio Arnaldo Antunes junto com Arto Lindsay e Davi Moraes para a coletânea Red Hot Lisbon, lançada no exterior.

Biografia: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Volte para o seu lar

Marisa Monte

Volte para o seu lar - Arnaldo Antunes


Aqui nessa casa ninguém quer a sua boa educação.

Nos dias que tem comida, comemos comida com a mão.
E quando a polícia, a doença, a distância ou alguma discussão
Nos separam de um irmão,
Sentimos que nunca acaba de caber mais dor no coração.
Mas não choramos à toa,
Não choramos à toa.

Aqui nessa tribo ninguém quer a sua catequização.
Falamos a sua língua mas não entendemos seu sermão.
Nós rimos alto, bebemos e falamos palavrão
Mas não sorrimos à toa.
Não sorrimos à toa.

Aqui nesse barco ninguém quer a sua orientação.
Não temos perspectiva, mas o vento nos dá a direção.
A vida que vai à deriva é a nossa condução.
Mas não seguimos à toa.
Não seguimos à toa.

Volte para o seu lar,
Volte para lá

Um branco, um xis, um zero

Marisa Monte

Um branco, um xis, um zero - Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Pepeu Gomes

Você partiu e me deixou
Sem lamentar o que passou
Sem me apegar ao que apagou
E acabou
Não me lembro bem da sua cara
Qual a cor dos olhos
Já nem sei
Só o cheiro do seu cheiro
Não que me deixar mais em paz
Nos ares dos lugares
Onde passo e onde nunca estás
Você partiu e não voltou
Eu já esqueci o que me falou
Se prometeu ou se jurou
Seu amor
Já não me recordo mais seu nome
Quais os outros nomes
Que te dei
Só o cheiro do seu cheiro
Não consegue ser tão fugaz
Nas pessoas, peles, colos
Sexo, boca, onde nunca estas
Você partiu e foi melhor
E eu já me esqueci de cor
Do som, do ar, do tom, da voz
E de nós
Já passei um pano
Um branco, um zero, um xis
Um traço, um tempo, já passei
Só o cheiro do seu cheiro
Não consigo deixar para trás
Impregnado o dia inteiro
Nessa roupa que não tiro mais

Não vá embora

Marisa Monte


Não vá embora - Marisa Monte e Arnaldo Antunes
Intr.: Em  Am  Em  Am
Em
E no meio de tanta gente
Am
eu encontrei você
Em   
Entre tanta gente chata
Am
sem nenhuma graça

Você veio

E eu que pensava
G
que não ia me apaixonar
Am
Nunca mais
G
Na vida
Em
Eu podia ficar feio
Am
só perdido
Em
Mas com você
Am
eu fico mais bonito

Mais esperto 

E podia estar tudo agora
G
dando errado para mim
Am
Mas com você
G
Dá certo
Am
Por isso não vá embora
Am
Por isso não me deixe nunca,
G
nunca mais
Am
Por isso não vá,
G
não vá embora
Am    
Por isso não me deixe,
Em
não me deixe mais
Em
Eu podia estar sofrendo
Am
caído por aí
Em
Mas com você
Am
eu fico mais feliz

Mais desperto

Eu podia estar agora
G
sem você
Am
Mas eu não quero
G
Não quero

Bem leve

Marisa Monte


Bem leve - Marisa Monte e Arnaldo Antunes
Am(9)      Am
Bem leve leve revele
Dm7
quem pouse a pele

em cima de
G#°7
madeira

beira beira
C/G
quem dera mera mera
A7
cadeira

mas breve breve
Dm7
revele

vele vele
Bm7(b15)
quem pese
E7      Am
dos pés a caveira
Am                        Dm7
Dali da beira uma palavra cai do chão
E7(b13)
caixão
Am
dessa maneira
Am                      Dm7
Uma palavra de madeira em cada mão
E7
Imbuia
Am
Cerejeira
Am                     Dm7
Jacarandá, Peroba, Pinho, Jatobá
E7(b13)
Cabreúva
Am
Garapera
Am                        Dm7
Dali da beira uma palavra cai do chão
E7(b13)
caixão
Am
dessa maneira 

Beija eu

Marisa Monte


Beija eu - Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Arto Lindsaye
Intr.: D   D7+   D6   D
D
Seja eu,
D7+
Seja eu,
D7           Em   E7
Deixa que eu seja eu,
Em    E7
E aceita
A7
O que seja seu.
D
E então deita e aceita eu.

Molha eu,
D7+
Seca eu,
D7           Em     E7
Deixa que eu seja o céu.
Em E7
E receba
A7
o que seja seu.
D
Anoiteça e amanheça eu.
D
Beija eu,
D7+
Beija eu,
D7        Em
Beija eu, me beija.
E7
Deixa
A7
o que seja ser.

Então beba e receba
D
meu corpo no seu corpo,
E7
eu  no  eu corpo.

Deixa.
A7
Eu me deixo.
D
Anoiteça e amanheça

sábado, julho 07, 2007

Não é fácil


Não é Fácil (2000) - Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes - Intérprete: Marisa Monte

CD Marisa Monte - Memórias, Crônicas e Declarações De Amor / Título da música: Não é Fácil / Marisa Monte (Compositora) / Carlinhos Brown (Compositor) / Arnaldo Antunes (Compositor) / Marisa Monte (Intérprete) / Gravadora: Phonomotor Records/EMI / Ano: 2000 / Nº Álbum: 527049 2 / Faixa 4.
    A7m
Não é fácil
E7m
Não pensar em você
A7m
Não é fácil
E7m
É estranho 
A7m
Não te contar meus planos
A/B
Não te encontrar
E7m
Todo dia de manhã

Enquanto eu
A/B
tomo meu café amargo
E7m
É ainda boto fé

De um dia
A/B
te ter ao meu lado
A7m
Na verdade
E7m
eu preciso aprender
A7m   A/B     E7m
Não é fácil, não é fácil
E7m
Onde você anda

Onde está você

Toda vez que saio

Me preparo

para talvez te ver
A7m
Na verdade
E7m
eu preciso esquecer
A7m  A/B     E7m
Não é fácil, não é fácil
E7m
Todo dia de manhã

Enquanto eu tomo
A/B
meu café amargo
E7m
Eu ainda boto fé

De um dia
A/B 
ter você ao meu lado
A7m
O que eu faço
E7m
O que posso fazer?
A7m  A/B       Em7
Não é fácil, Não é fácil
E7m
Se você quisesse 

ia ser tão legal

Acho que eu seria  

mais feliz

Do que qualquer mortal
A7m
Na verdade
E7m
não consigo esquecer
A7m  A/B
Não é fácil
E7m
É estranho

Água também é mar


Água Também É Mar - Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes - Intérprete: Marisa Monte

CD Marisa Monte - Memórias, Crônicas e Declarações De Amor / Título da música: Água Também É Mar / Marisa Monte (Compositora) / Carlinhos Brown (Compositor) / Arnaldo Antunes (Compositor) / Marisa Monte (Intérprete) / Gravadora: Phonomotor Records/EMI / Ano: 2000 / Nº Álbum: 527049 2 / Faixa 11.
Intr.: G  F#°7

G        F#°7   G
Água também é mar
F       G
E aqui na praia
F#°7      G    F#o7
também é margem
G         F#°7  G
Já que não é urgente
F#°7      G  
Agüente e sente
F#°7    G  F#°7
aguarde o temporal
G         F#°7
Chuva também
G         F#°7    G
é água do mar lavada
F#°7      G   F#°7
No céu imagem
G       F#°7     G
Há que tirar o sapato
F#°7
e pisar
G       F#°7    G
Com tato nesse litoral
G          Bb#7
Gire a torneira,
Am
perigas ver
G           Bb#7 Am
Inunda o mundo,
C7
o barco é você
C#7     C#°7     D#°7
Na distância, há de sonhar
C#7
Há de estancar
C#7      C#°7        D#°7
Gotas tantas não demora
G
Sede estranha
G          Bb#7
Gire a torneira,
Am
perigas ver
G           Bb#7 Am
Inunda o mundo,
C7
o barco é você




quinta-feira, novembro 30, 2006

Televisão

"Televisão" foi o segundo álbum da banda Titãs, lançado em 19 de Junho de 1985 pela WEA. Tal como o álbum de estréia "Titãs", este disco ainda representava a faceta mais pop do grupo e não conseguiu trazer um verdadeiro sucesso de público. A proposta sonora ainda estava confusa e a estética do LP não agradou aos membros, como lembrado anos depois, de cada faixa simbolizar um diferente canal de TV.

Assim, passamos pela new wave ("Televisão"), reggae (na versão inicial de "Pra Dizer Adeus", ainda com Nando Reis nos vocais), misturas entre funk e new wave ("Pavimentação") e doo-wop ("Sonho com Você"). No entanto, uma faixa ao final do álbum simboliza a direção que a banda tomaria em trabalhos posteriores. Com apenas um minuto e quarenta segundos de duração, "Massacre" prepararia o caminho que levaria o grupo ao pesado disco seguinte: "Cabeça Dinossauro".

Naquele tempo, o octeto paulistano não era muito bem recebido pelo público carioca. Chamar o cantor e guitarrista Lulu Santos foi um meio que eles acharam que poderia quebrar esta barreira, mas a banda, poucos dias depois do começo dos trabalhos de produção do álbum, não conseguiu encontrar uma relação pacífica com o artista carioca. Este implicava com a presença da faixa-título no trabalho, a técnica dos músicos (declarando que Nando Reis tocava seu baixo como se estivesse tocando um cavaquinho) e não satisfez a banda com a mixagem que fez para o trabalho.

Até o final de dezembro, "Televisão" chegou apenas às 24 mil cópias vendidas, e o seu fracasso comercial não se justificou apenas pelo não entendimento do público do conceito do álbum. A WEA mostrava-se mais empenhada em fazer a promoção do disco de estreia do Ultraje a Rigor, "Nós Vamos Invadir Sua Praia", lançado poucas semanas após o segundo LP dos Titãs, emplacando nada menos do que nove de suas onze faixas nas rádios e garantindo excelente desempenho comercial, com cerca de 450 mil exemplares vendidos.

O ano de 1985 se encerraria de uma forma ainda mais infeliz para os Titãs: Arnaldo Antunes e Tony Bellotto foram detidos por posse de heroína. Bellotto foi libertado após o pagamento da fiança, entretanto, Arnaldo teve de amargar a cadeia por quase um mês. Foi algo impactante para o grupo, que teve treze shows cancelados e correu o perigo de se extinguir (Fonte: Wikipédia).

Televisão (1985) - Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Bellotto - Intérprete: Titãs

LP Televisão / Título da música: Televisão / Arnaldo Antunes (Compositor) / Marcelo Fromer (Compositor) / Tony Bellotto (Compositor) / Titãs (Intérprete) / Gravadora: / Ano: / Nº Álbum: / Lado / Faixa / Gênero musical: Rock.


[Intro:] A F#

A                                           F#
A televisão me deixou burro, muito burro demais
A                                           F#
Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais
A                                           F#
O sorvete me deixou gripado pelo resto da vida
A                                           F#
E agora toda noite quando deito é boa noite, querida

E
Ô Cride, fala pra mãe
F#
Que eu nunca li num livro que um espirro
E
fosse um vírus sem cura
F#                                        E
Vê se me entende pelo menos uma vez, criatura
A                 F#
Ô Cride, fala pra mãe!

A mãe diz pra eu fazer alguma coisa mas eu não faço nada
A luz do sol me incomoda, então deixa a cortina fechada
É que a televisão me deixou burro, muito burro demais
E agora eu vivo dentro dessa jaula junto dos animais

Ô Cride, fala pra mãe
Que tudo que a antena captar meu coração captura
Vê se me entende pelo menos uma vez, criatura!
Ô Cride, fala pra mãe!