Almir Bezerra (Almir Ferreira Bezerra), cantor, compositor e instrumentista (guitarrista), nasceu em Recife PE, em 1945. Em 1964 foi um dos criadores do conjunto The Fevers, que alcançou grandes sucessos no movimento Jovem Guarda. Em 1969 teve sua primeira composição gravada pelos Fevers, Ela.
No ano seguinte foi a vez de Esse mundo louco e Você morreu pra mim, parceria com Miguel e Rossini Pinto. Entre outras músicas de sua autoria gravadas pelo conjunto The Fevers estão O amor é a razão, O tempo vai passar e Não quero te perder.
Em 1982 lançou seu primeiro disco solo, Ainda existe amor, com entre outras, Enquanto eu viver e Uma carta, parcerias com Rossini Pinto e Anjo da noite, de Paulo Massadas, Michael Sullivan e Rossini Pinto.
Em 1983 lançou o LP Bate forte no peito, com duas parcerias com Rossini Pinto, Só o seu cafuné e A saudade que ficou, além de Velejar, de Fernando Augusto e Antônio Damasceno, entre outras.
Em 1986 lançou o LP Ritmos do coração no qual interpretou diversos clássicos da música romântica brasileira, entre as quais, Apelo, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, A noite do meu bem, de Dolores Duran, Vingança, de Lupicínio Rodrigues e Fracasso, de Mário Lago. No ano seguinte gravou Ritmo do coração volume II, cantando Ouça, de Maysa, Marina, de Dorival Caymmi e Balada triste, de Esdras Silva e Dalton Vogeler, entre outras.
Em 1988 lançou Ritmo do coração volume III, Nossos momentos, de Luiz Reis e Haroldo Barbosa, Atiraste uma pedra, de Herivelto Martins e David Nasser e Deixei de te amar, de sua autoria e Pedrinho, entre outras. Em 1995 participou com o conjunto The Fevers das comemorações dos 30 anos da Jovem Guarda.
Obras
A gente era feliz e não sabia, A melhor coisa do mundo, A saudade que ficou (c/ Rossini Pinto), A vida é curta demais (c/ W. Barnes), Alô! Como vai você (c/ Hugo Belardi), Benvindo, De que vale tanto amor (c/ Miguel e Rossini Pinto), Deus (c/ Costa), Ela, Enquanto eu viver (c/ Rossini Pinto), Esse mundo louco, Eu já sei de tudo (c/ Sandro e Pinto), Farei você feliz (c/ Pedrinho), Meus erros (c/ Maxine e Costa), Não consigo viver sem você (c/ Pinto e Camillo), Não é verdade (c/ Miguel e Cleudir), Não quero te perder, Não vivo na solidão (c/ Pedrinho), Ninguém vive sem ninguém, O amor é a razão, O tempo vai passar, Porque lhe amo, Prisioneiro, Sha la la la la te amo (c/ Rossini Pinto), Só o seu cafuné (c/ Rossini Pinto), Sonho de amor, Um pouco de você, Uma carta (c/ Rossini Pinto), Vida ideal (c/ Homero), Você morreu pra mim (c/ Miguel e Rossini Pinto), Você vai pagar (c/ Rossini Pinto).
Discografia
(1988) Ritmo do coração. Volume III • Arco-Íris Discos • LP
(1987) Ritmo do coração. Volume II • Arco-Íris Discos • LP
(1986) Ritmo do coração • Recarey • LP
(1983) Bate forte no peito • Standard/EMI-Odeon • LP
(1982) Ainda existe amor • Standard/EMI-Odeon • LP
Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora.
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terça-feira, março 19, 2013
quarta-feira, abril 12, 2006
The Fevers
The Fevers - Grupo formado no Rio de Janeiro RJ em 1964 com o nome de The Fenders por Almir Ferreira Bezerra (Recife PE 1945-) nos vocais, Liebert Ferreira Pinto (Rio de Janeiro RJ 1947-) no contrabaixo, Lécio do Nascimento (Rio de Janeiro 1943-) na bateria, Pedrinho (Pedro da Luz Evangevaldo Sousa, Salvador BA 1945-) na guitarra, Cleudir Teles Borges (Rio de Janeiro 1945-) nos teclados, e Jimmy Cruise nos vocais.
Em 1965, Jimmy saiu do grupo e os outros decidiram mudar o nome para The Fevers.
Gravaram seus primeiros discos em 1965 e 1966 na Philips, os compactos Vamos dançar o letkiss (versão de Letkiss), Wooly Bully (de Domingo Samudio, em versão) e Não vivo na solidão.
Passando para a Odeon ainda em 1966, revelaram-se um dos mais importantes grupos vocais-instrumentais da Jovem Guarda. Fizeram (muitas vezes sem crédito nos discos) o acompanhamento instrumental de gravações de Eduardo Araújo (O bom), Deny e Dino (Coruja), Erasmo Carlos (os LPs O Tremendão e Você me acende), Roberto Carlos (gravações como Eu te darei o céu e Eu estou apaixonado por você), Golden Boys, Wilson Simonal (faixas como Mamãe passou açúcar ni mim), Trio Esperança (LP A festa do Bolinha), Jorge Ben (o LP O bidu/Silêncio no Brooklin) e o primeiro LP de Paulo Sérgio.
Os próprios Fevers conseguiram muitos sucessos, quase todos em ska, ritmo de origem jamaicana precursor do reggae, como De que vale tanto amor (Miguel, Almir e Rossini Pinto, 1971), Sinto mas não sei dizer (Sufferin' in the land, de Jimmy Cliff, 1970), Pra cima, pra baixo e Guerra dos sexos (Miguel Plopschi, Augusto César e Cláudio Rabelo, 1983, tema da novela homônima da TV Globo).
Também um bom grupo de bailes, foi eleito melhor conjunto para bailes em 1968 e lançou um LP chamado Os reis do baile. Em 1969 entrou o guitarrista Luís Cláudio; em 1977 entrou outro guitarrista, Augusto César, que ficaria pouco tempo; em 1979, Almir foi substituído por Michael Sullivan. De 1965 a meados dos anos de 1980 o grupo incluiu o saxofonista Miguel Plopschi (Bucareste, Romênia 1943-), também produtor dos discos do grupo e mais tarde diretor artístico da gravadora RCA/BMG.
Os próprios Fevers também mudaram para a RCA/BMG em meados da década de 1980. Com mais de 30 LPs gravados, os Fevers hoje, além de Liebert e Almir incluem Otávio Henrique da Silva Monteiro (Rio de Janeiro 1962-, bateria), Luís Cláudio Elbert de Castro (Rio de Janeiro 1955-, vocais e percussão), Rama (José do Patrocínio Amaral, São João Del Rey MG 1958-, teclados e guitarra solo), Castro (Rio de Janeiro 1947-, teclados} e Miguel Ângelo Pereira.
Veja também
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
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