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segunda-feira, setembro 24, 2018

É preciso discutir - Francisco Alves e Mário Reis

Noel Rosa
É Preciso Discutir (samba, 1931) - Noel Rosa - Intérpretes: Francisco Alves e Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: É Preciso Discutir / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Mário Reis (Intérprete) / Orquestra Copacabana (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1931 / Nº Álbum 10905 / Gênero: Samba



Francisco Alves:

-Na introdução deste samba
Quero avisar por um modo qualquer
Que esta briga
É por causa de uma mulher...


Mário Reis:

-E eu aviso também
Que neste samba agora me meto
Para cantar com Francisco Alves
Em dueto....


É preciso discutir
Mas não quero discussão
Da discussão sai a razão
Mas às vezes sai salgada
A questão é complicada
Quero ver a decisão

A mulher tem que ser minha
A mulher não traz letreiro
Foi comigo que ela vinha
Mas fui eu que viu primeiro
Ela é minha porque vi
Mas quem segurou fui eu
A conversa já me diz
A mulher não escolheu

É preciso discutir
Mas não quero discussão
Da discussão sai a razão
Mas às vezes sai salgada
A questão é complicada
Quero ver a decisão

sábado, setembro 22, 2018

A razão dá-se a quem tem -Francisco Alves e Mário Reis

Francisco e Mário Reis
A Razão Dá-se a Quem Tem (samba, 1932) - Noel Rosa, Ismael Silva e Francisco Alves - Intérpretes: Francisco Alves e Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: A razão dá-se a quem tem / Autoria: Alves, Francisco (Compositor) / Silva, Ismael, 1905-1978 (Compositor) / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Alves, Francisco (Intérprete) / Reis, Mário (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1932 / Nº Álbum 10939 / Gênero musical: Samba


Se meu amor me deixar
Eu não posso me queixar
Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém
A razão dá-se a quem tem

Sei que não posso suportar
(Se meu amor me deixar)
Se de saudades eu chorar
(Eu não posso me queixar)
Abandonado sem vintém
(Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém)
Quem muito riu chora também
(A razão dá-se a quem tem)

Se meu amor me deixar
Eu não posso me queixar
Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém
A razão dá-se a quem tem

Eu vou chorar só em lembrar
(Se meu amor me deixar)
Dei sempre golpe de azar
(Eu não posso me queixar)
Pra parecer que vivo bem
(Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém)
A esconder que amo alguém
(A razão dá-se a quem tem)

Se meu amor me deixar
Eu não posso me queixar
Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém
A razão dá-se a quem tem

sexta-feira, fevereiro 16, 2018

Anda, vem cá - Mário Reis e Francisco Alves

Buci Moreira
Anda, Vem Cá (samba, 1932) - Buci Moreira - Interpretação: Francisco Alves e Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Anda, Vem Cá / Buci Moreira (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Mário Reis (Intérprete) / Orquestra Copacabana (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 03/08/1931 / Nº Álbum: 10824 / Gênero: Samba



Anda, vem cá
Se tu soubesses
Os carinhos de amor
Que eu tenho pra te dar
Se você provar
Cairá vencida
E minha será, pra toda vida

Eu gosto muito de você
Eu tenho mesmo um certo que
Não sei como explicar
Já modifiquei a minha vida
Com você minha querida
Sou capaz de me casar

És para mim uma uvinha
Uma linda moreninha
Que eu quero guardar
Anda, assim não me arrependo
Acho bom aproveitar.

quinta-feira, fevereiro 08, 2018

Deixa essa mulher chorar - Francisco Alves e Mário Reis

Francisco Alves e Mário Reis (1931).

Deixa Essa Mulher Chorar (samba, 1931) - Brancura (Sílvio Fernandes) - Intérpretes: Francisco Alves e Mário Reis

Disco 78 rpm / Título: Deixa Essa Mulher Chorar / Brancura (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Mário Reis (Intérprete) / Orquestra Copacabana (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1930 / Álbum 10715 / Gênero musical: Samba.



Deixa essa mulher chorar
Deixa essa mulher chorar
Pra pagar o que me fez
Pra pagar o que me fez
Zombou de quem soube amar, por querer
Hoje toca a tua vez de sofrer

Não te lamentes
O mundo é mesmo assim
Chora, que eu já chorei
E tu zombaste de mim
Amei e não venci
Outro não amou, venceu
Foi protegido da sorte
Foi mais feliz do que eu
Oi, deixa essa mulher chorar

Estou bem feliz
Não me fazes mais sofrer
Agora sou eu quem diz
Que não quero mais te ver
Amar como eu te amei
Era para enlouquecer
Juro que nunca pensei
Que pudesse te esquecer
Oi, deixa essa mulher chorar

sábado, fevereiro 03, 2018

Fui louco - Mário Reis

Alcebíades Barcelos
Este samba foi gravado sem aparecer o nome de Noel Rosa, mas há testemunhas de que ele é o parceiro de Bide (Alcebíades Barcelos) na composição. Almirante relacionou 'Fui louco' na discografia e musicografia de Noel. João Máximo e Carlos Didier também colheram depoimentos de pessoas que asseguraram ser o samba de Bide e Noel.

De qualquer maneira, trata-se de uma das muitas parcerias do compositor com os sambistas ligados às escolas de samba. Bide, grande compositor e excelente ritmista, foi um dos fundadores do bloco 'Deixa Falar', identificado como a primeira escola de samba. Segundo depoimento dele mesmo e de outros sambistas, foi inventor do surdo como instrumento de percussão do samba.

Fui Louco (samba, 1932) - Bide e Noel Rosa - Intérprete: Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Fui Louco / Autoria: Bide, 1902-1975 (Compositor) / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Reis, Mário (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1932 / Nº Álbum 33645 / Lado A / Lançamento: 1933 / Gênero musical: Samba.


Intr.: F F#° C/G Am D7 G7 C

    G7                     C  C°  C   
Fui louco  Resolvi tomar juí......zo    
E7                       Am            R
A idade vem chegando e é preciso          E
Am/G   F#°                        C       F  2
Se  eu choro  Meu sentimento é profundo   R  X
B7 Bb7 A7                  Dm7            Ã
Ter perdido a mocidade na orgia  O
G7                  C                   
Maior desgosto do mundo!     

Dm      G7         C
Neste mundo ingrato e cruel
E7                     Am7  C7/G
Eu já desempenhei o meu papel
F        F#°   C/G       Am       D7  G7   C
E da orgia então  Já pedi minha de..mis..são

      Dm      G7         C
Neste mundo ingrato e cruel
E7                     Am7  C7/G
Eu já desempenhei o meu papel
F        F#°   C/G       Am       D7  G7   C
E da orgia então  Já pedi minha de..mis..são

*REPETE INTRODUÇÃO


Fonte: Songbook Noel Rosa - Volume 3 - Almir Chediak - Lumiar Editora.

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Mentir - Mário Reis

Mentir (samba, 1932) - Noel Rosa - Intérprete: Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Mentir / Autoria: Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Reis, Mário (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1932 / Nº Álbum 10943 / Lado A / Gênero musical: Samba.


Introd.: A7   Dm   Fm Fm/Ab C/G A7 D7 G7 C

   C       B7     C              A7
Mentir, mentir, somente pra esconder
Dm           D7          G7  G7(#5)
A mágoa que ninguém deve saber
C       B7      C             Em/B
Mentir, mentir, em vez de demonstrar
G/D           Am7      D7   G7   G7(#5)
A nossa dor num gesto ou num olhar
C      B7    C          A7
Saber mentir é prova de nobreza
Dm          D7             F7    E7
Pra não ferir alguém com a franque...za
A7         A7/C#
Mentira não é crime
Dm             Fm  Fm/Ab
É bem sublime o que se diz
C/G   A7    D7    G7     C
Mentindo pra fazer alguém feliz

E7  Am        E7/B         Am
É  com a mentira que a gente
Am/G          B7/F#  Dm6/F
Se sente mais conten....te
E7                   Am
Por não pensar na verdade
B7/D#  E/D  Am         E7/B        Am
O próprio mundo   nos mente
Em
E ensina a mentir
F#7      B7        E7
Chorando ou rindo sem ter vontade
Am       E7/B       Am
E se não fosse a mentira
Am/G           B7/F#   Dm6/F
Ninguém mais viveri.......a
E7                  Bb°
Por não poder ser feliz
A7     A/G  Dm/F
E os homens      contra as mulheres
Dm       Am
Na terra, então, viveriam em guerra
Bb
Pois no campo do amor
E7              Am  E7 Am
A mulher que não mente não tem valor
G7   C
Men..tir...

segunda-feira, março 12, 2012

Aprendi com um rei

Graças ao bom Deus, que atende a todos os meus desejos e aspirações, vim a ter um discípulo de violão e modinhas que seria a maior revelação do ano...”. Assim dizia, em 1929, José Barbosa da Silva, o popularíssimo Sinhô, num artigo que, com sua assinatura, aparecia na revista Wego editada pela tradicional Casa Carlos Wehrs, ainda hoje existente na Rua da Carioca. Consolava-se com essas palavras depois de uma queixa que, no mesmo escrito, formulara linhas antes, triste, pesaroso: “Eu que dou minhas composições musicais e versejadas, sempre lutei com a falta de um cantor a quem pudesse infundir o meu estilo próprio, por que não dizer a minha escola...".

E essa revelação, motivo a um só tempo, de consolo e orgulho do já famoso nome do nosso cancioneiro popular, era, ainda no artigo em referência, logo apontada: “... esse distinto moço, rapaz da melhor sociedade carioca, musicista e acadêmico de uma das nossas escolas superiores, também sportman, campeão de raquete, o fidalgo e salutar divertimento que refina o caráter e dá vigor ao corpo, esse meu amigo é Mário Reis...”.

Aluno do “Rei”

Vaidoso, ou no dizer de um estudioso de nossa música popular (Sérgio Cabral), “talentoso e pernóstico”, Sinhô ao apresentar com tal efusão um jovem que vinha da alta, da haute gomme (como era da voga galicística da época), não escondia seu entusiasmo. Mário Reis, de fato, com sua maneira de cantar própria, diferente dos muitos intérpretes, atendia àquilo que ele, o “Rei do Samba”, como já se havia auto-cognominado, chamava de “minha escola”. Suas composições apresentadas de uma nova maneira, simples, sem modulações pretensiosas, ao jeito de declamação conduzida por um tema melódico, adquiriam uma nova característica, tinham o exato sabor de coisa popular que a todos agradavam.

O moço branco, bem trajado, de família importante, que entrava num meio bem diverso e abaixo do seu, criando uma “escola” ou “bossa”, como mais tarde a gíria carioca sempre em renovação, viria a classificá-la, fazia ufanoso o “Rei”, o seu mestre. Seu primeiro disco, gravado na veterana Odeon, a cujo estúdio foi levado por Sinhô como discípulo dileto para pôr na “chapa” com a qual estreava as composições Que vale a nota sem o carinho da mulher e Carinho da vovó, denominadas pedantemente pelo autor (J. B. da Silva), a primeira como “samba lânguido” e a segunda de “romance pedagógico”, resultou num estrondoso sucesso, seguido, de imediato, por muitos outros, formando todos uma discografia memorável, há pouco (em 1960) ligeiramente mostrada no long-playing “Mário Reis em Hi-Fi”. Bem razão, pois, tinha Sinhô em dar “graças ao bom Deus” pelo discípulo que lhe proporcionara.

Um “Bem” toca violão

Da família Silveira Reis, criado distante das rodas dos sambistas e dos musicistas populares, Mário Reis, desde rapazola, sentiu-se atraido pelo ritmo e melodia das composições fáceis, despretensiosas, que a gente carioca cantava. Daí decidir que deveria aprender um instrumento onde as pudesse executar acompanhando-se nos ensaios e tentativas que fazia para aprendê-las. Seria, pois, o violão, o tão decantado “pinho”, embora não bem recebido nos meios sociais que freqüentava o escolhido para atender ao seu insopitado desejo.

E um dia, na casa A Guitarra de Prata, outro tradicional estabelecimento da já aludida Rua da Carioca, travava conhecimento com José Barbosa da Silva, o “Rei do Samba”, valendo-se então do feliz ensejo para pedir-lhe que o tomasse como seu aluno.

Surpreendendo-se com a solicitação, mas exultante em sua vaidade de ver que um grã-fino, um elemento da “gente bem” vinha a ele reconhecendo sua “Majestade”, Sinhô acedeu e começou, incontinenti, a dar suas primeiras aulas. Logo nas primeiras lições o aluno mostrava-se, a par da facilidade com que aprendia um cantor apreciável, de feitio diferente, capaz de impor vitoriosamente uma nova e agradável maneira de interpretar suas produções, sempre bem recebidas pelo povo. O jovem Mário Reis passou, em conseqüência, a ser o discípulo muito querido de um “Rei”.

Surge uma “escola” ou “bossa”

Lançada a nova maneira de cantar ao ritmo característico carioca, criada a nova “escola” ou “bossa” que, segundo um outro autorizado estudioso de nossa música popular (Lúcio Rangel), em Sambista & Chorões, passaria “a influenciar os cantores mais velhos e de nome feito”, Mário Reis, criador do estilo exaltado por seu professor de violão, ligava seu nome ao cancioneiro da Sebastianópolis. Mais tarde, nas pesquisas ou simples recordações que viriam a ser feitas para documentar ou apenas falar da música ligeira, espontânea, que compositores de pouco saber dão quase diariamente à terra da Guanabara alegrando-a, proclamar-se-ia o seu pioneirismo. Isto foi o que fez Vasco Mariz apontando-o em seu livro A Canção Brasileira como intérprete oficial de Sinhô, timbre inconfundível que marcou época e criou uma escola...

Razão bastante para que hoje, afastado das rodas do samba, mas atento e ternamente enamorado do ritmo do qual foi intérprete original, diferente, diga, sem a vaidade do mestre que o ensinou a dedilhar o “pinho”, apenas como simples gracejo: “Aprendi a tocar violão com um Rei”. O “Soberano” de quem mereceu, para seu orgulho, louvor desmedido juntamente com um agradecimento a Deus, que sempre atendia a todos os seus desejos, principalmente dando-lhe um discípulo de violão e modinhas como Mário Reis.

(O Jornal, 24/10/1962)
______________________________________________________________________
Fonte: Figuras e Coisas da Música Popular Brasileira / Jota Efegê. - Apresentação de Carlos Drummond de Andrade e Ary Vasconcelos. — 2. ed. — Rio de Janeiro - Funarte, 2007.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Vadiagem

Mário Reis
Vadiagem (samba/carnaval, 1929) - Francisco Alves - Intérprete: Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Vadiagem / Francisco Alves (Compositor) / Mário Reis (Intérprete) / Gravadora Odeon / Nº do Álbum: 10307 / Nº da Matriz: 2230 / Lançamento: Janeiro/1929 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez


A vadiagem eu deixei
Não quero mais saber
Arranjei outra vida
Porque deste modo não se pode viver

Eu deixei a vadiagem
Para ser trabalhador
Os malandros de hoje em dia
Não se pode dar valor

Ora, meu bem
Diga tudo que quiser
Eu deixo de ser vadio
Por causa de uma mulher

Quando eu saio do trabalho
Pensativo no caminho
Que saudade do meu tempo
Que saudade do meu pinho

Mas chego em casa
É carinho sem ter fim
Vale a pena ser honesto
Pra poder viver assim

O destino Deus é quem dá

Nílton Bastos
Nílton Bastos, filho de comerciante português e de uma costureira, cresceu no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Não chegou a concluir o curso primário e nem estudou música, tendo aprendido a tocar piano de ouvido. Trabalhou como torneiro mecânico no Arsenal de Guerra.

Desde cedo, freqüentava as rodas de samba e os ranchos carnavalescos, tais como o Ameno Resedá e o Flor de Abacate. Já na década de 20, era presença costumeira os redutos de samba do bairro do Estácio.

Em 1929, teve sua primeira composição gravada, o samba "O destino Deus é quem dá", por Mário Reis em disco Odeon, um dos dez maiores sucessos do ano. Nilton faleceu naquele mesmo ano, aos 33 anos, vitimado pela tuberculose.

O destino Deus é quem dá (samba, 1929) - Nilton Bastos - Intérprete: Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: O destino Deus é quem dá / Nilton Bastos (Compositor) / Mário Reis (Intérprete) / Orquestra Pan American (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum 10357-a / Nº da Matriz: 2405 / Gravação: 27/02/1929 / Lançamento: Abril/1929 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez


Sei que tu andas sofrendo
Estás arrependida do que já me fez
É teu destino, mulher
Eu não te perdôo porque
Tu vais me enganar outra vez.

Eu já gostei de você
Para de novo gostar
É preferível morrer
Não poderei esquecer
A tua falsidade sem eu merecer.

Tu foste ingrata, mulher
Eu não quero te enganar
Meu coração já não te quer
Digo o desprezo é pecado
Serei um pecador
Recordando o passado.



Fontes: História do Samba - Editora Globo; A Canção no Tempo - Editora 34.

Novo amor

Ismael
Novo amor (samba, 1929) - Ismael Silva - Intérprete: Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Novo amor / Ismael Silva, 1905-1978 (Compositor) / Mário Reis (Intérprete) / Orquestra Pan American (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10357-a / Nº da Matriz: 2400 / Gravação: 27/02/1929 / Lançamento: Abril/1929 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez


Arranjaste um novo amor, meu bem
Eu fui um infeliz bem sei
Mas ainda tenho fé
Que hei de te ver chorar
Quando souberes amar
Como eu te amei

(Tu não deves
De ter tanta pretensão
Olha que o tempo muda
E a vida é uma ilusão
Tu fazes pouco de mim
Mas isto que bem me importa
Fica sabendo meu bem
Que o mundo dá muita volta.)

Arranjei outra
Que não troco por ninguém
Já que tu me abandonaste
Há males que vêm pra bem
Hoje em dia sou feliz
Sem a tua ingratidão
Encontrei outro benzinho
A quem dei meu coração



Fontes: Discografia Brasileira - Instituto Moreira Salles; Instituto Memória Musical Brasileira.

terça-feira, março 18, 2008

Iaiá Boneca

Mário Reis
Iaiá Boneca (marcha/carnaval, 1940) - Ary Barroso - Intérprete: Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Iaiá boneca / Ary Barroso (Compositor) / Mário Reis (Intérprete) / Gravadora: Columbia / Gravação: 13/10/1939 / Lançamento: 12/1939 / Nº do Álbum: 55189 / Nº da Matriz: 217-5 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: Nirez, Humberto Franceschi


Depois da jardineira, que chorando sumiu
Nos dias do outro carnaval
Depois da tirolesa, que cantando fugiu
Deixando todo o mundo mal
Chegou a vez de dominar
De imperar

Como rainha de encantos sem par
Iaiá Boneca
A brasileirinha emoção
Dona do meu coração.

Ai ai, como é bonita
Ai ai, como é formosa
Ai ai, Iaiá Boneca
É um botão cor de rosa
Iaiá me dá uma esmolinha
Dos beijos teus
Pelo amor de Deus...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, março 09, 2008

Rasguei a minha fantasia

Mário Reis
Rasguei a minha fantasia (marcha/carnaval, 1935) - Lamartine Babo - Intérprete: Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Rasguei a minha fantasia / Lamartine Babo, 1904-1963 (Compositor) / Mário Reis (Intérprete) / Pixinguinha [Direção], Diabos do Céu (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 27/11/1934 / Lançamento: 01/1935 / Nº do Álbum: 33887 / Nº da Matriz: 79791-1 / Gênero musical: Marcha


Rasguei a minha fantasia
O meu palhaço
Cheio de laço e balão
Rasguei a minha fantasia
Guardei os guizos no meu coração


Fiz palhaçada
O ano inteiro sem parar
Dei gargalhada
Com tristeza no olhar
A vida é assim...
A vida é assim...
O pranto é livre
Eu vou desabafar

Tentei chorar
Ninguém no choro acreditou
Tentei amar
E o amor não chegou
A vida é assim...
A vida é assim...
Comprei uma fantasia de pierrô



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, março 05, 2008

Marchinha do amor

Marchinha do amor (marcha/carnaval, 1932) - Lamartine Babo

Disco 78 rpm / Título da música: Marchinha do amor / Autoria: Babo, Lamartine, 1904-1963 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Mário Reis (Intérprete) / Orquestra Copacabana (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 22/09/1931 / Nº Álbum 10871 / Gênero musical: Marcha


Com a letra A
Começa o amor que a gente tem
Com a letra A
Começa o nome do meu bem


Ai, quem dera ser um jasmim
Pra você beijar
Pra você beijar no seu jardim
Ai, quem dera ser um jasmim
Pra você beijar
Recordando-se de mim

Ai, quem me dera ser um ladrão
Pra poder roubar
Pra poder roubar seu coração

Ai, quem me dera ser um ladrão
Pra poder roubar
O seu lindo coração

Ai, quem me dera ser professor
Para ensinar
Para ensinar o verbo amar
E se eu pudesse ser professor
Eu tirava o A
Desse adeus que traz a dor



Fontes: Instituto Moreira Salles; Discografia Brasileira - IMS.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Vou à Penha

Mário Reis
Vou à Penha (samba, 1929) - Ary Barroso - Intérprete: Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Vou à Penha / Ary Barroso (Compositor) / Mário Reis (Intérprete) / Orquestra Pan American (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10298 / Nº da Matriz: 2078-I / Lançamento: Dezembro/1928 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez


Eu vou à Penha
Se Deus quiser

Pedir à Santa carinhosa
Para fazer de ti mulher
De um coração, a rainha
Mais poderosa
E orgulhosa


Eu vou pedir, com tanta fé
E todo ardor de um namorado
Eu sei que a Santa quer pureza
E meus olhos vão dizer
O que sinto com certeza

Vou à Penha
Vou pedir, vou implorar
Para a Santa me ajudar

Quando eu voltar
Virei contente
Pra te dizer, mulher formosa
Que meu amor é diferente
Desse amor de que falas
Ser o primeiro e verdadeiro

Quero provar
Que estás errada
E fui à Penha, só pra isso
A minha oração rezada
Vai de certo afastar
De meu peito um tal feitiço

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Meu amor vou te deixar

Mário Reis
Meu amor vou te deixar (samba, 1929) - Orlando Vieira - Intérprete: Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Meu amor vou te deixar / Orlando Vieira (Compositor) / Mário Reis (Intérprete) / Orquestra Pan American (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10309-a / Nº da Matriz: 2208 / Lançamento: Janeiro/1929 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez


Eu vou me embora
Meu amor, vou te deixar
Não adianta você chorar
Não adianta você chorar (x2)

O teu orgulho
Foi a tua perdição
Iludir com carinho

O meu pobre coração (X2)

Resignado
Estou cansado de sofrer
Meu benzinho, dá o fora
Que não posso mais viver (x2)

Eu vou me embora
Meu amor, vou te deixar
Não adianta você chorar
Não adianta você chorar

Eu tenho dito
Que não quero o teu amor
Já arrumei a roupa
Só falta o carregador (x2)



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Memória Musical Brasileira.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

É preciso discutir

Noel Rosa
É Preciso Discutir (samba, 1931) - Noel Rosa - Intérpretes: Francisco Alves e Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: É Preciso Discutir / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Mário Reis (Intérprete) / Orquestra Copacabana (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1931 / Nº Álbum 10905 / Gênero: Samba



Francisco Alves:

-Na introdução deste samba
Quero avisar por um modo qualquer
Que esta briga
É por causa de uma mulher...


Mário Reis:

-E eu aviso também
Que neste samba agora me meto
Para cantar com Francisco Alves
Em dueto....


É preciso discutir
Mas não quero discussão
Da discussão sai a razão
Mas às vezes sai salgada
A questão é complicada
Quero ver a decisão

A mulher tem que ser minha
A mulher não traz letreiro
Foi comigo que ela vinha
Mas fui eu que viu primeiro
Ela é minha porque vi
Mas quem segurou fui eu
A conversa já me diz
A mulher não escolheu

É preciso discutir
Mas não quero discussão
Da discussão sai a razão
Mas às vezes sai salgada
A questão é complicada
Quero ver a decisão

Tudo que você diz

Noel Rosa
Tudo Que Você Diz (samba, 1933) - Noel Rosa - Intérpretes: Francisco Alves e Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Tudo Que Você Diz / Noel Rosa, 1910-1937 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Mário Reis (Intérprete) / Gente Boa (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1932 / Nº Álbum 10956 / Gênero: Samba



Tudo que você diz
Com a maior lealdade
É mentira
É usar de falsidade
Fale a verdade

Tudo que você diz
Com maior lealdade
É mentira
É usar de falsidade
Fale a verdade

Toda a gente fingida
Paga o mal que fez nesta vida
Por encher de ilusão
O pobre coração

Pode crer que a mentira
O sossego sempre nos tira
Fale sempre a verdade
Mesmo sem ter vontade

Tudo que você diz
Com maior lealdade
É mentira
É usar de falsidade
Fale a verdade

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

A razão dá-se a quem tem

Francisco e Mário Reis
A razão dá-se a quem tem (samba, 1932) - Noel Rosa, Ismael Silva e Francisco Alves - Intérpretes: Francisco Alves e Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: A razão dá-se a quem tem / Francisco Alves (Compositor) / Ismael Silva, 1905-1978 (Compositor) / Noel Rosa, 1910-1937 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Mário Reis (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10939-a / Nº da Matriz: 4472 / Gravação: 02/07/1932 / Lançamento: 01/1933 / Gênero musical: Samba / Coleção: Nirez


Se meu amor me deixar
Eu não posso me queixar
Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém
A razão dá-se a quem tem

Sei que não posso suportar
(Se meu amor me deixar)
Se de saudades eu chorar
(Eu não posso me queixar)
Abandonado sem vintém
(Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém)
Quem muito riu chora também
(A razão dá-se a quem tem)

Se meu amor me deixar
Eu não posso me queixar
Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém
A razão dá-se a quem tem

Eu vou chorar só em lembrar
(Se meu amor me deixar)
Dei sempre golpe de azar
(Eu não posso me queixar)
Pra parecer que vivo bem
(Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém)
A esconder que amo alguém
(A razão dá-se a quem tem)

Se meu amor me deixar
Eu não posso me queixar
Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém

A razão dá-se a quem tem


Fonte: Discografia Brasileira - IMS.

domingo, abril 16, 2006

Dorinha, meu amor

Depois de obter vários sucessos em tempo de marcha - todos com nomes femininos: "Zizinha", "Dondoca", "Lili" -, José Francisco de Freitas resolveu mudar de gênero, apresentando em ritmo de samba "Dorinha, Meu Amor", sua heroína para o carnaval de 29.

E tal como as antecessoras, "Dorinha" foi grande sucesso, com um detalhe a mais: ressuscitou vinte e oito anos depois, numa reedição da gravação original, entrando por algumas semanas na relação das mais tocadas nas rádios.

Além de usar o teatro de revista, Freitinhas tinha um método muito eficaz para divulgar suas composições: percorria o corso e as batalhas de confete da cidade, com uma bandinha executando as músicas e distribuindo as letras aos foliões.

Dorinha, meu amor (samba/carnaval, 1929) - José Francisco de Freitas (Freitinhas) - Intérprete: Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Dorinha!... meu amor / José Francisco de Freitas "Freitinhas" (Compositor) / Mário Reis (Intérprete) / Orquestra Pan American (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10299-a / Nº da Matriz: 2126 / Gravação: Outubro/1928 / Lançamento: Dezembro/1928 / Gênero musical: Samba apaixonado / Coleções: IMS, Nirez


------C
Dorinha meu amor
---------------C/E---Ebº-- Dm
Porque me fazes cho...rar?

E sou um pecador
------------G7---------C
E sofro só por te amar
--------- E7
Não sei qual a razão
----------------- Am
Que eu sofro tanto assim
--------- E7-----------Am
Castigo sim, castigo sim
--------E7
Imploro a Deus
------------------ Am
Para vencer o teu amor
-----------E7------ Am
O teu amor, amor


------- E7
Dorinha juro que
------------Am
Só pensarei em ti
------- E7
Somente em ti
-----Am
Somente em ti
-------E7
Só tu que podes dar
-------- Am
Alívio a esta dor
-----------E7----------Am
Ao teu cantor, cantor


Fonte: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34

sábado, abril 01, 2006

Mário Reis

Mário Reis (Mário da Silveira Reis), cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 31/12/1907 e faleceu em 4/10/1981. Filho de um comerciante sócio de uma casa de ferragens, de boa situação financeira, passou a infância no bairro carioca da Tijuca, cursando o primário e o secundário no Instituto Lafayette, e aos 15 anos jogava como meia-direita na equipe juvenil do América Futebol Clube.


Começou a estudar violão com Carlos Lentine, e em 1926, ano em que entrou para a Faculdade de Direito da rua do Catete, conheceu Sinhô na loja A Guitarra de Prata. Passou a tomar aulas de violão com o compositor, e este, impressionado com a interpretação que o aluno dava a seus sambas, convidou-o a tentar uma gravação.

Em agosto de 1928 a Odeon lançou seu primeiro disco, com Que vale a nota sem o carinho da mulher? e Carinhos de vovô (ambas de Sinhô); acompanhado ao violão pelo autor e por Donga, obteve grande êxito: a interpretação brejeira e ritmada do novo intérprete contrastava com a dos demais cantores da época, geralmente influenciados pelo bel-canto operístico. Contratado pela Odeon, gravou outras músicas de Sinhô: Sabiá e Deus nos livre dos castigos das mulheres, e, em seguida, Jura e Gosto que me enrosco, disco este que bateu recordes de vendagem na época.

Em 1929 lançou o samba Vou à Penha, a primeira composição gravada de Ary Barroso, seu colega de faculdade, e ainda desconhecido como autor. Em 1 ° de agosto do mesmo ano estreou no rádio, cantando o samba Vamos deixar de intimidade (Ary Barroso), na Rádio Sociedade. Mais tarde atuou na Rádio Clube e no famoso Programa Casé.

Em 1930 formou, com o cantor Francisco Alves, uma dupla responsável por 12 discos, dos quais o primeiro foi Deixa essa mulher chorar (Brancura) e Quá, quá, quá (Lauro dos Santos). O êxito alcançado provocou o surgimento de várias duplas de cantores no cenário da música popular da época. Formado em direito em 1930, não chegou a advogar, trabalhando como fiscal de jogo a partir de 1933.

Em 1931, visitando São Paulo SP, gravou na Columbia um 78 rpm com o pseudônimo de C. Mendonça, por ser contratado exclusivo da Odeon. O disco, número de série 22.031, é hoje um exemplar raro. Nesse ano, ao lado de Francisco Alves, Carmen Miranda, Luperce Miranda, Tute e os dançarinos Nestor Figueiredo e Célia Zenatti, excursionou a Buenos Aires, Argentina. Ainda em 1932 deixou a Odeon, gravando na Columbia dois discos, com músicas de Noel Rosa: Filosofia (com André Filho), Vejo amanhecer, Na esquina da vida (com Francisco Matoso) e Meu barracão.

Logo transferiu-se para a Victor, onde, para o Carnaval de 1933, gravou dois dos maiores sucessos de sua carreira, a marcha Linda morena e o samba A tua vida é um segredo (ambos de Lamartine Babo), que o acompanhou na gravação, cantando. Do mesmo autor lançou ainda, entre outras, a marcha junina Chegou a hora da fogueira, gravada em dupla com Carmen Miranda, em 1933. Atuando na Rádio Mayrink Veiga a partir desse ano, lançou Agora é cinza, o grande sucesso da dupla de compositores Bide e Marçal e Alô, alô (André Filho), em dueto com Carmen Miranda, ambos para o carnaval de 1934.

Ainda em 1934 gravou com Carmen Miranda, para as festas juninas, Isto é lá com Santo Antônio (Lamartine Babo). Em 1935 e 1936 interpretou sucessos carnavalescos nos filmes musicais Alô, alô Brasil e Estudantes, ambos de Wallace Downey, e Alô, alô, Carnaval, de Ademar Gonzaga, todos produzidos pela Waldow-Cinédia.

Retornando à Odeon em fins de 1935, de seus nove discos lançados, obteve sucesso apenas com a marcha Cadê Mimi? (João de Barro e Alberto Ribeiro). Seu prestígio começou a declinar em parte por sua aversão a entrevistas, fotografias e aparições em público. Aceitou o cargo de oficial de gabinete da prefeitura do então Distrito Federal e abandonou a vida artística, aparecendo esporadicamente no cenário musical.

Em 1939, no show beneficente Joujoux et balangandans, apresentado no Teatro Municipal, interpretou o samba Voltei a cantar e a marcha Joujoux et balangandans (ambos de Lamartine Babo). Depois de gravar essas músicas, e mais quatro discos na Columbia, afastou-se novamente da vida artística.

Só retornou em 1951, pela Continental, com um álbum de três discos de 78 rpm, nos quais relançou antigos sucessos de Sinhô, além de outro disco para o Carnaval de 1952, com a marcha Flor tropical (Ary Barroso) e o samba Saudade do samba (Paulo Soledade e Fernando Lobo). Deixou gravados 82 discos em 78 rpm, com 161 músicas, quase que exclusivamente sambas e marchas.

Residindo desde 1957 no Copacabana Palace Hotel, aceitou convite de Aloysio de Oliveira, em 1960, para gravar na Odeon o LP Mário Reis canta suas criações em Hi-Fi. Em 1967 a gravadora Elenco lançou o LP O melhor do samba, no qual aparece como intérprete, ao lado de Billy Blanco, Araci de Almeida e Ciro Monteiro.

Em 1971 a Odeon lançou novo LP seu, com antigos sucessos, e ainda A banda (Chico Buarque). Como a censura, nesse LP proibisse o samba Bolsa de amores (Chico Buarque), exigiu que a faixa destinada à música saísse em branco. A gravação só foi lançada em 1993, no CD Mário Reis canta suas criações em Hi-Fi.

Algumas interpretações































Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.