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segunda-feira, setembro 27, 2010

O destino Deus é quem dá

Nílton Bastos
Nílton Bastos, filho de comerciante português e de uma costureira, cresceu no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Não chegou a concluir o curso primário e nem estudou música, tendo aprendido a tocar piano de ouvido. Trabalhou como torneiro mecânico no Arsenal de Guerra.

Desde cedo, freqüentava as rodas de samba e os ranchos carnavalescos, tais como o Ameno Resedá e o Flor de Abacate. Já na década de 20, era presença costumeira os redutos de samba do bairro do Estácio.

Em 1929, teve sua primeira composição gravada, o samba "O destino Deus é quem dá", por Mário Reis em disco Odeon, um dos dez maiores sucessos do ano. Nilton faleceu naquele mesmo ano, aos 33 anos, vitimado pela tuberculose.

O destino Deus é quem dá (samba, 1929) - Nilton Bastos - Intérprete: Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: O destino Deus é quem dá / Nilton Bastos (Compositor) / Mário Reis (Intérprete) / Orquestra Pan American (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum 10357-a / Nº da Matriz: 2405 / Gravação: 27/02/1929 / Lançamento: Abril/1929 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez


Sei que tu andas sofrendo
Estás arrependida do que já me fez
É teu destino, mulher
Eu não te perdôo porque
Tu vais me enganar outra vez.

Eu já gostei de você
Para de novo gostar
É preferível morrer
Não poderei esquecer
A tua falsidade sem eu merecer.

Tu foste ingrata, mulher
Eu não quero te enganar
Meu coração já não te quer
Digo o desprezo é pecado
Serei um pecador
Recordando o passado.



Fontes: História do Samba - Editora Globo; A Canção no Tempo - Editora 34.

quinta-feira, abril 06, 2006

Nílton Bastos

Nílton Bastos, compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 12/7/1899 e faleceu em 8/9/1931. Filho de um comerciante português e de uma costureira, passou a infância no bairro de São Cristóvão.


Não concluiu o primário e jamais estudou música: tocava piano de ouvido e frequentou desde cedo as rodas de samba, começando pelos ranchos carnavalescos Flor de Abacate e Ameno Resedá.

Trabalhou como torneiro mecânico no Arsenal de Guerra e, a partir da década de 1920, passou a frequentar os redutos de samba do Estácio, como o Bar e Café Apolo, convivendo com Ismael Silva, Baiaco, Bide, Brancura, Mano Rubem, compositores que, como ele, foram responsáveis pelo desenvolvimento do samba.

Começou a compor em parceria com Ismael Silva e, quando Francisco Alves propôs a Ismael, em 1928, gravar suas músicas mediante inclusão de seu nome como co-autor, Ismael exigiu que o nome de seu parceiro habitual também constasse. Assim, Se você jurar - gravado com grande sucesso pela dupla Francisco Alves e Mário Reis, em 1931, na Odeon - é, como muitos outros sambas, atribuído aos três, embora a autoria desse samba tenha sido sempre motivo de polêmica, Mário Reis, por exemplo, atribui-lhe a autoria exclusiva da música.

A mesma dupla - Francisco Alves e Mário Reis - tornou famosos outros sambas seus, feitos em parceria com Ismael: Não há, O que será de mim, Anda, vem cá, Arrependido, Nem é bom falar. Fez parte do grupo Bambas do Estácio, que acompanhava Francisco Alves em gravações. Morreu prematuramente de tuberculose pulmonar e, em sua homenagem, Ismael Silva, junto com Noel Rosa e Francisco Alves, compôs o samba Adeus (1932).


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.