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terça-feira, junho 11, 2013

Aidée Miranda

Aidée Miranda (Aidée Vilote), cantora, rádio-atriz e apresentadora de TV, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 04/10/1926. Iniciou sua carreira quando obteve a segunda colocação cantando num programa de calouros da Rádio Nacional em 1945 denominado "Vencedoras do Campeonato de Calouros", comandado por Almirante. Isto lhe valeu um contrato momentâneo naquela emissora, de onde passou para a Rádio Tamoio, onde atuou por um certo período.

A convite de Olavo de Barros, transferiu-se para a Rádio Tupi, das Emissoras Associadas do Brasil. Talvez por saber antecipadamente, que ali seria instalada em breve a 2ª emissora do Brasil, a TV Tupi, do Rio de Janeiro, em janeiro de 1951.

Sendo bonita, graciosa e inteligente, nada melhor que colocá-la à frente das câmeras, solicitando-lhe um improviso qualquer. Assim foi feito. E assim Aidée se saiu muito bem.

Tudo começou pra ela quando Fernando Chateubriand, engenheiro, filho do big boss Assis Chateaubriand, a viu no corredor e lhe pediu uma foto, para os primeiros testes com as câmeras. Ela forneceu, nem sequer perguntando para que fosse. Qual foi sua surpresa, ao ser escolhida por ele, e pelo diretor artístico, para a primeira apresentação.

Sua primeira função era de simplesmente, no final de todas as noites, anunciar os filmes e telejornais que iriam passar no Canal 6 no dia seguinte e dar boa noite aos telespectadores, fechando a programação ao embalo da música Acalanto, de Dorival Caymmi. A mulher-vinheta da nossa TV.

Mas isso durou pouco. Novos atores foram contratados, novos programas aconteceram. À Aidée foi atribuída a função de apresentar os artistas internacionais contratados. E ela os fez, com capricho e beleza. Foi assim que apresentou nomes internacionais, como: Pedro Vargas, Carlos Ramirez, Trio Los Panchos, José Mojica, Amália Rodrigues, Maurice Chevalier, Josephine Baker, Jean Sablon e muitos outros.

Na TV Tupi, a atriz ainda participava dos teleteatros. Foi Lady Bela, heroína do seriado juvenil Falcão Negro. Depois Aidée passou para a TV Rio e ali fez "Quadra de damas". Atuou também na TV Itacolomi, de Belo Horizonte, na TV Rádio Clube do Recife, onde apresentou o programa "Ciranda, Cirandinha". 

Na TV Paulista, de São Paulo, a atriz e apresentadora fez o "O Mundo É das Mulheres", ao lado de várias atrizes, entre elas Hebe Camargo. Fez na TV Excelsior em 1964, a novela É proibido amar. E na TV Globo: Pai herói, Rainha da sucata, Lua cheia de amor e Sonho meu.

Aidée trabalhou também no teatro com Silveira Sampaio e no cinema com Paulo Porto, Fada Santoro e Cyl Farney.

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Fontes: Museu da TV Brasileira; Almanaque da TV; Cena Muda, de Junho/1950.

sábado, novembro 01, 2008

Paulo Gracindo

Paulo Gracindo (Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo), famoso artista do rádio, teatro, cinema e televisão do país, nasceu em 16 de junho de 1911, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de Demócrito Gracindo, que era político e que faleceu em 1928. Foi criado por sua mãe e guardou pela vida afora a educação, os modos, a nobreza de seu lar. Estudou direito, mas desde cedo quis ser ator.

Foi um dos últimos representantes da geração de intérpretes que surgiu nas novelas de rádio dos anos 40. Com uma carreira invejável, coroada de grandes sucessos, ídolo de seus colegas, costumava ser citado por eles como um dos poucos entre os chamados atores de sustentação que conseguiu colocar seu talento acima do charme dos galãs.

Gracindo foi para o Rio de Janeiro e iniciou a carreira teatral com a Companhia de Alda Garrido, tendo também integrado o elenco das principais companhias da época, como as de Procópio Ferreira, Elza Gomes e Dulcina. Ingressou na Tupi, como rádio-ator, passando em seguida para a Nacional. Foi levado pelas mãos de Olavo de Barros, diretor de teatro que também trabalhava na emissora. Interpretou personagens famosos, mas acabou conquistando o sucesso como animador de programas de auditório na década de 40.

Como essa atividade lhe rendesse bem financeiramente, Gracindo ficou anos afastado do teatro. Seguiram-se as novelas, tendo atuado no papel de Albertinho Limonta, herói do dramalhão mexicano O Direito de Nascer, considerado o maior êxito no gênero. Gracindo projetou-se ao lado de Brandão Filho num quadro humorístico que divertiu duas gerações, primeiro no rádio e depois no vídeo, o Primo Rico, que ridicularizava a vida do Primo Pobre.

Com a chegada da televisão, Gracindo levou seu programa de auditório para a TV Rio. Em 1968, transferia-se para a Rede Globo, passando a participar das telenovelas de Glória Madagan. Na emissora, foi o astro de diversas novelas, entre elas, O Bem Amado, onde personificou o prefeito Odorico Paraguaçú e chegou a atingir 70 pontos no Ibope em 1973. Em 1980, o personagem de Dias Gomes era ressuscitado e dava origem a um seriado. Nessa época, Gracindo foi o apresentador do programa 8 ou 800, ao lado de Silvia Falkenbourg.

Ainda pela Rede Globo, fez também as telenovelas A Próxima Atração, Sinal de Alerta (no papel de Tião Borges), Os Ossos do Barão (1973), O Casarão (no papel de um artista apaixonado, ao lado de Yara Cortes), Gabriela (1975, como o coronel Ramiro Bastos) e Roque Santeiro. Suas últimas aparições na TV foi na minissérie Agosto e no especial O Besouro e a Rosa, ambos em 1993.

Gracindo dedicou-se também ao cinema, com o surgimento das companhias Atlântida e Cinédia, atuando em O Meu Dia Chegará, Estrela da Manhã, João Ninguém (1937), Está Tudo Aí (1938), Anastácio (1939), Onde Estás, Felicidade? (1939), A Falecida (1965, de Leon Hirszman), Terra em Transe (1967, de Glauber Rocha), Tudo Bem (1978) e Amor Bandido (1978, de Bruno Barreto).

No teatro, trabalhou em Linhas Cruzadas, Frank Sinatra 4815, ao lado do filho em O Jogo do Crime e com Clara Nunes em Brasileiro, Profissão Esperança. Gracindo Jr. dirigiu o pai nas seguintes montagens teatrais: Paulo Gracindo - O Bem Amado (biografia teatralizada da vida do ator), Num Lago Dourado (1992) e A História é uma História (de Millor Fernandes, em 1994).

Paulo Gracindo faleceu aos 84 anos, em 4 de setembro de 1995.

Fontes: cinetvbrasil - PauloGracindo; Wikipédia - Paulo Gracindo; netsaber - Biografia de Paulo Gracindo.

Alda Perdigão

Alda Perdigão nasceu em 19 de setembro de 1934. Desde garota gostava de cantar. Em 1950, ano em que foi fundada a Televisão TUPI, ganhou o 1º lugar no concurso: “A Mais Bela Voz Juvenil de São Paulo”.

Estava com apenas 16 anos, mas sua voz já tinha uma potência inigualável. Esse prêmio lhe valeu um contrato profissional como cantora.

Mas ficou pouco na TV Tupi, pois em fins de 1951 e começo de 1952, foi com vários colegas , comandados por Demerval Costalima, que era o Diretor Geral das Emissoras Associadas para as Organizações Victor Costa – TV Paulista.

E ali ficou desde o desembargue do material para a montagem da emissora até 1958, quando foi contratada pela TV Record.

Atuou por dois ano, e depois passou a free-lancer. Isso permitiu que ela viajasse por todo o país, e estivesse presente na inauguração de várias emissoras em outros estados. Teve um programa exclusivamente dela, de 30 minutos na TV Cultura de São Paulo.

Cantora de grande potência vocal e forte personalidade em cena, Alda Perdigão fez sempre muito sucesso, onde quer que se apresentasse. Foi casada por duas vezes, sendo que a segunda foi com o Durval Emmerich, quando Alda decidiu exercer apenas a função de esposa e mãe. Durval Emmerich veio a falecer para a grande tristeza de Alda, que por vezes se apresenta nos eventos da PRÓ-TV, de onde é associada.

Fonte: netsaber - Biografia de Alda Perdigão

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Mário Albanese

Mário Albanese, músico por definição e berço, advogado, professor, jornalista, comunicador de rádio e televisão, compositor, nasceu na capital paulista aos 31 de outubro de 1931. Em 1965, lançou com Ciro Pereira o Jequibau que, inserido em métodos de ensino e vencedor de concursos internacionais, foi festejado pela crítica nacional e internacional.

Na avaliação do crítico e autor da Enciclopédia de Jazz, Leonard Feather, para a Revista Billboard dos Estados Unidos, "este novo e excitante ritmo do Brasil, jequibau, é um 5/4 que revela, com incrível simplicidade e charme, um novo entendimento métrico desse compasso".

O jequibau, com seus cinco tempos nativos e originais, já percorreu os quatro cantos do mundo na interpretação de renomados artistas internacionais como Andy Williams, Al Caiola, Vic Damone, Norman Luboff, Vicki Karr, Sadao Watanabe (Japão), Percy Faith, Charlie Byrd, Rita Réys e Sarah Cheretien (Holanda), Sy Oliver, Susana Colonna (México), Silvio Santisteban, Românticos del Caribe, entre outros.

Muitos músicos, grupos e cantores do Brasil gravaram suas composições, como Altemar Dutra, Agostinho dos Santos, Agnaldo Rayol, Arrelia, Carmélia Alves, Caçulinha, Cláudia, Cauby Peixoto, Elcio Alvarez, Eliana Pittman, Elza Laranjeira, Hebe Camargo, Hermeto Paschoal, Inezita Barroso, Isaura Garcia, Jair Rodrigues, João Dias, Leny Eversong, Macumbinha, Marina Barbosa, Moacir Franco, Pedrinho Mattar, Pery Ribeiro, Pocho, Poly, Portinho, Osmar Milani, Omar Izar, Três Morais, Sylvio Tancredi, Tito Madi, Titulares do Ritmo, Walter Wanderley, Trio Yrakitan, Zimbo Trio e outros.

Os Lps de Mário Albanese foram editados nos Estados Unidos, França, Inglaterra, Argentina, México e Itália.

Entre as honrarias que lhe são creditadas destaque-se a de Titular Catedrático da AIM - Academia Internacional de Música, Membro da Ordem Internacional dos Jornalistas, da Associação Brasileira de Folclore, da Ordem Nacional dos Escritores e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Fundou e preside o Instituto Brasileiro de Direito Autoral e a Associação de Defesa da Saúde do Fumante. É presidente da CIPA, da CETESB, onde trabalha como jornalista há 29 anos.

Recebeu a Cruz do Mérito Cívico e Cultural da Sociedade Brasileira de Heráldica e Medalhística e, recentemente, da Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, "por sua destacada trajetória profissional, valorizando o nome e as tradições da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco", a Láurea de Associado Benemérito, Arcadas 11 de agosto de 2006.

Do Panathlon Clube de São Paulo – Comenda do Mérito Panatlético "em razão do trabalho desenvolvido pelo esporte". Da Câmara Municipal de São Paulo recebeu a "Medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão da Cidade" pelos relevantes serviços prestados à cidade.

Texto de Silvio Natacci

sábado, abril 07, 2007

Morgana


Morgana ou Isolda Corrêa Dias (São Paulo SP 2/8/1934 - idem, 4/1/2000) começou sua carreira como cantora lírica, no qual obteve êxito durante sete anos. Em 1958 passou a se dedicar à música popular, inicialmente se apresentando como Morgana Cintra.


Obteve imediatamente grande sucesso com a primeira gravação: Serenata do adeus, que tornou-se bastante conhecida através de sua gravação. Logo após gravou Mais brilho nas estrelas, que também teve grande aceitação pelo público, bem como o recente sucesso de Edith Piaf, em versão de Odair Marzano, Hino ao amor.

Em 1958 ganhou o Troféu Imprensa de melhor cantora. Seus principais sucessos foram Arrependida e Serenata do adeus, ambas de 1958, Canção da tristeza, Conselho, Este seu olhar, estas de 1959, Hino ao amor, de 1960, Não pense em mim, de 1967, e E a vida continua de Jair Amorim e Evaldo Gouveia. Seus principais discos são Esta é Morgana (1959) e Morgana (1960).

Também atuou como cantora na TV. Sua canção mais famosa foi a música-tema da novela O Direito de Nascer, da extinta TV Tupi, em 1965, época em que era carinhosamente chamada de "Fada Loira".

Em 1973, no auge do sucesso no Brasil e no exterior, ela decidiu trocar a carreira de cantora por uma rede de pizzarias, montada em sociedade com o marido. Faleceu aos 65 anos e foi sepultada no cemitério Quarta Parada, em São Paulo.


Fontes: Cantoras do Brasil - Morgana; Wikipédia.