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domingo, fevereiro 20, 2011

Mazzaroppi


Mazzaroppi (Amácio Mazzaroppi), cineasta, comediante, ator e cantor, nasceu em São Paulo, SP, em 1912, e faleceu na mesma cidade, em 13/6/1981. Estudou muito pouco e não chegou a terminar o curso ginasial. Quando adolescente, era fã da dupla de atores Genésio e Sebastião de Arruda. Com 15 anos de idade, assistindo a um espetáculo de circo, sem saber como, acabou indo parar nos bastidores e dali terminou trabalhando como pintor de letreiros.

Iniciou a carreira artística apresentando-se em circos, pois logo trocou os pincéis por um personagem vestido de caipira. Foi para o interior e começou a apresentar monólogos cômico-dramáticos. O sucesso foi imediato, porém os rendimentos eram extremamente baixos. O salário de cerca de 25 mil-réis quase não dava para as despesas diárias. Quando formou sua própria companhia, a situação começou a mudar, tornou-se conhecido e todos os circos começaram a requerer a sua presença.

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Furtado Coelho

Furtado Coelho - 1883
Furtado Coelho (Luís Cândido Cordeiro Pinheiro Furtado Coelho), compositor, teatrólogo, empresário, ator e poeta, nasceu em Lisboa, Portugal, em 28/12/1831, e faleceu em 13/2/1900.

Veio para o Brasil em 1856, estreando como ator em Porto Alegre RS no ano seguinte. Contratado pelo Teatro Ginásio Dramático, fixou-se no Rio de Janeiro RJ em 1858, excursionando ainda por várias cidades do país.

Como compositor, introduziu nos saraus familiares e nas tertúlias literárias a moda do recitativo, poema declamado com fundo musical composto especialmente para a ocasião.

Em 1860, fez a música da encenação brasileira do drama Dalila, de Octave Feuillet (1821—1890) — composição que alcançou imenso sucesso em todo o Brasil, tornando-se obrigatória nas serenatas familiares da segunda metade do séc. XIX e início do XX.

Em 1861, com letra da atriz Eugênia Câmara, compôs a Grande marcha acadêmica, dedicada aos estudantes de direito de São Paulo SP.

Autor de inúmeras obras teatrais, algumas musicadas, exibia-se nos intervalos das peças, executando o copofone, instrumento de sua invenção, e, ao piano, valsas e polcas de sua autoria, muitas delas editadas pela Casa de Música Narciso & Artur Napoleão.

Promoveu ainda a construção dos teatros São Luís, em 1870, e Lucinda, em 1880, no Rio de Janeiro.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998.

quinta-feira, abril 15, 2010

Bill Farr

O ator e cantor Antônio Medeiros Francisco, mais conhecido pelo nome artístico de Bill Farr, nasceu em 30/10/1925, em Sapucaia, RJ.

Passou a infância em Petrópolis, RJ. Ainda estudante do Colégio Werneck, naquela cidade, organizou um grupo vocal. Depois que terminou seu curso científico, ingressou na carreira artística.

Começou como crooner no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, RJ, interpretando músicas brasileiras e internacionais. Depois, por intermédio de César de Alencar, passou a atuar na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Participou dos programas Gente Nova, de Celso Guimarães, Programa César de Alencar, Um milhão de melodias e Orquestra melódica. Integrou a orquestra de Ferreira Filho como crooner.

Em 1952, participou dos filmes Barnabé, tu és meu e Carnaval Atlântida, ambos do diretor José Carlos Burle, que o lançou como galã do cinema nacional.

Participou também dos filmes Mulheres à Vista (1959), É de Chuá (1958), A Baronesa Transviada (1957), Pé na Tábua (1957), Guerra ao Samba (1956), Vamos com Calma (1956), Sinfonia Carioca (1955), Malandros em Quarta Dimensão (1954) e Está com Tudo (1952).

Em fins da década de 1950, trocou a carreira de cantor pelo comércio exterior, indo para Madri, Espanha, trabalhar em um escritório brasileiro.

Em 2006, Bill Farr, aos 80 anos, participou do 70º aniversário da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, ao lado de antigos funcionários, produtores e artistas da rádio, como Marlene, Jorge Goulart, Ademilde Fonseca, Dayse Lucidi e Gerdau dos Santos.

Fontes: IMDb, Site Adoro Cinema Brasileiro, Acervo Rádio Nacional do RJ, Memorial da Fama, Site do Instituto de Música Ricardo Cravo Albin.

sábado, novembro 01, 2008

Paulo Gracindo

Paulo Gracindo (Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo), famoso artista do rádio, teatro, cinema e televisão do país, nasceu em 16 de junho de 1911, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de Demócrito Gracindo, que era político e que faleceu em 1928. Foi criado por sua mãe e guardou pela vida afora a educação, os modos, a nobreza de seu lar. Estudou direito, mas desde cedo quis ser ator.

Foi um dos últimos representantes da geração de intérpretes que surgiu nas novelas de rádio dos anos 40. Com uma carreira invejável, coroada de grandes sucessos, ídolo de seus colegas, costumava ser citado por eles como um dos poucos entre os chamados atores de sustentação que conseguiu colocar seu talento acima do charme dos galãs.

Gracindo foi para o Rio de Janeiro e iniciou a carreira teatral com a Companhia de Alda Garrido, tendo também integrado o elenco das principais companhias da época, como as de Procópio Ferreira, Elza Gomes e Dulcina. Ingressou na Tupi, como rádio-ator, passando em seguida para a Nacional. Foi levado pelas mãos de Olavo de Barros, diretor de teatro que também trabalhava na emissora. Interpretou personagens famosos, mas acabou conquistando o sucesso como animador de programas de auditório na década de 40.

Como essa atividade lhe rendesse bem financeiramente, Gracindo ficou anos afastado do teatro. Seguiram-se as novelas, tendo atuado no papel de Albertinho Limonta, herói do dramalhão mexicano O Direito de Nascer, considerado o maior êxito no gênero. Gracindo projetou-se ao lado de Brandão Filho num quadro humorístico que divertiu duas gerações, primeiro no rádio e depois no vídeo, o Primo Rico, que ridicularizava a vida do Primo Pobre.

Com a chegada da televisão, Gracindo levou seu programa de auditório para a TV Rio. Em 1968, transferia-se para a Rede Globo, passando a participar das telenovelas de Glória Madagan. Na emissora, foi o astro de diversas novelas, entre elas, O Bem Amado, onde personificou o prefeito Odorico Paraguaçú e chegou a atingir 70 pontos no Ibope em 1973. Em 1980, o personagem de Dias Gomes era ressuscitado e dava origem a um seriado. Nessa época, Gracindo foi o apresentador do programa 8 ou 800, ao lado de Silvia Falkenbourg.

Ainda pela Rede Globo, fez também as telenovelas A Próxima Atração, Sinal de Alerta (no papel de Tião Borges), Os Ossos do Barão (1973), O Casarão (no papel de um artista apaixonado, ao lado de Yara Cortes), Gabriela (1975, como o coronel Ramiro Bastos) e Roque Santeiro. Suas últimas aparições na TV foi na minissérie Agosto e no especial O Besouro e a Rosa, ambos em 1993.

Gracindo dedicou-se também ao cinema, com o surgimento das companhias Atlântida e Cinédia, atuando em O Meu Dia Chegará, Estrela da Manhã, João Ninguém (1937), Está Tudo Aí (1938), Anastácio (1939), Onde Estás, Felicidade? (1939), A Falecida (1965, de Leon Hirszman), Terra em Transe (1967, de Glauber Rocha), Tudo Bem (1978) e Amor Bandido (1978, de Bruno Barreto).

No teatro, trabalhou em Linhas Cruzadas, Frank Sinatra 4815, ao lado do filho em O Jogo do Crime e com Clara Nunes em Brasileiro, Profissão Esperança. Gracindo Jr. dirigiu o pai nas seguintes montagens teatrais: Paulo Gracindo - O Bem Amado (biografia teatralizada da vida do ator), Num Lago Dourado (1992) e A História é uma História (de Millor Fernandes, em 1994).

Paulo Gracindo faleceu aos 84 anos, em 4 de setembro de 1995.

Fontes: cinetvbrasil - PauloGracindo; Wikipédia - Paulo Gracindo; netsaber - Biografia de Paulo Gracindo.

Grande Otelo

Grande Otelo (Sebastião Bernardes de Sousa Prata), ator, cantor e compositor, nasceu em Uberlândia MG (18/10/1915) e faleceu em Paris, França (26/11/1993). Aos oito anos, exibia-se na calçada dos hotéis da cidade natal, para hóspedes e curiosos.

Por volta de 1925, com a companhia da atriz Iara Isabel, foi para o Rio de Janeiro, estreando na peça O tesouro da Serra Morena, no Circo Serrano. Nessa ocasião foi adotado pela atriz, casada com o maestro e professor Fellipo Aléssio. Na casa do professor, em São Paulo SP, acompanhava Abigail (outra filha adotiva do casal) nas aulas de canto e, assim, aprendeu noções de música e canto.

Em 1926, ainda como Pequeno Otelo, foi a sensação da Companhia Negra de Revistas. Estudou no Liceu Coração de Jesus, em São Paulo, mas preferiu voltar à vida artística, indo cantar na Rádio Educadora Paulista. Conheceu então Jardel Jércolis, ator e empresário, que mudou seu nome artístico para Grande Otelo. Com ele realizou uma excursão ao Sul do Brasil.

Em 1935 voltou ao Rio de Janeiro, para trabalhar na peça Goal. No ano seguinte, ainda com a companhia de Jardel Jércolis, fez temporada em Portugal, Espanha, Argentina e Uruguai. O ano que marcou realmente o início do sucesso em sua carreira artística foi 1937, quando trabalhou na peça Maravilhosa, no Teatro Carlos Gomes.

Apesar de haver estreado no cinema em 1935, fazendo uma ponta no filme Noites cariocas, de Enrique Cadimano, somente começou a ser notado em 1937, quando trabalhou em João Ninguém, de Mesquitinha. Desse ano até 1946 figurou com destaque em shows de teatro no Brasil, Uruguai e Argentina, além do Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, onde era atração, tendo cantado com Carmen Miranda em 1940.

Em 1943 participou do filme de estréia da Atlântida — Moleque Tião, de José Carlos Burle —, ao lado de Custódio Mesquita. Junto com Oscarito, trabalhou em muitas comédias musicais de sucesso, entre as quais Tristezas não pagam dívidas (1944), de José Carlos Burle e J. Rui; Este mundo é um pandeiro (1947), Carnaval no fogo (1949) e Aviso aos navegantes (1950), todas de Watson Macedo; Barnabé, tu és meu (1952), de José Carlos Burle; e Matar ou correr (1954), de Eurides Ramos.

Em 1940 teve pela primeira vez uma composição gravada, Vou pra orgia (com Secundino), interpretada pelo parceiro. No mesmo ano fez parceria com Herivelto Martins no samba Praça Onze, que alcançou grande sucesso e venceu o concurso de Carnaval da prefeitura do Rio de Janeiro, em 1942. Lançada originalmente pelo Trio de Ouro, recebeu depois inúmeras gravações, no Brasil e no exterior. Com Herivelto Martins, compôs ainda, entre outras, Bom dia Avenida e Fala, Claudionor.

Nas décadas de 1940 e 1950, foi, ao lado de Oscarito, um dos maiores nomes do teatro de revistas — na Companhia Walter Pinto — e de shows em boates, produzidos por Carlos Machado.

Em 1955 trabalhou no filme Rio 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos, e, em 1969, recebeu o Prêmio Molière pela atuação no filme Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade. Em 1973 desempenhou o papel de Sancho Pança na peça O Homem de la Mancha, direção de Flávio Rangel, ao lado de Bibi Ferreira e Paulo Autran.

Em 1989 participou das filmagens de A paz é dourada (direção de Noilton Nunes), filme inspirado na viagem de Euclides da Cunha à Amazônia, mas que ficou inabado. Em 1993 publicou o livro de versos Bom-dia, manhã (Topbooks, Rio de Janeiro), que recebeu prefácios de Antônio Olinto e Jorge Amado.

No mesmo ano faleceu de parada cardíaca ao desembarcar em Paris, onde fora a convite do governo francês para participar do Le Festival des Trois Continents, em Nantes, em que seria homenageado.

Como ator, deixou pronto o filme ainda inédito Histórias dos anos 80, dirigido por Roberto Moura. Deixou também projeto de outro filme, Elite Club, sobre as gafieiras cariocas na década de 1930.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Canarinho

Canarinho (Aluísio Ferreira Gomes), ator, cantor e compositor, nasceu em Salvador BA em 29/12/1927. Iniciou a carreira por volta de 1949, em Salvador, atuando como crooner em boates, orquestras e dancings, e cantando na Rádio Excelsior.

No Rio de Janeiro a partir de 1940, participou de vários programas de calouros, e de 1953 a 1955 atuou com as orquestras de Lima Filho e do maestro Cipó. Transferindo-se para São Paulo SP em 1955, inicialmente apresentou-se como cantor em rádio, boates e televisão, passando depois a trabalhar como comediante, ator, produtor e apresentador radiofônico.

Sua primeira composição gravada foi Morrendo de amor (com Maximino Parisi), cantada por Antônio Martins, em 1957. Lançou diversas composições carnavalescas, em parceria com A. Brumatti, Maximino Parisi ou Sebastião Ferreira da Silva.

Biografia de Canarinho, para o Museu da Televisão Brasileira

O nome do ator Canarinho é Aloísio Ferreira Gomes. Ele nasceu em Salvador, em 1927. Seu pai chamava-se Gonçalo Gomes. A mãe, Luzia Ferreira Gomes. Eram pobres. O pai morreu assassinado e a mãe faleceu, quando Canarinho tinha 12 anos. Com essa idade, o garoto já era um adulto, cuidava de suas próprias roupas, fazia comida, pagava o aluguel, tinha de se sustentar.

Desde pequeno gostava de música e de arte. Tocava violão e cavaquinho. E cantava bem. Era chamado de "o pequeno Orlando Silva". Durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou com os norte-americanos, nas bases navais e aéreas de Aratu e Ipitanga, na Bahia.

Aos 17 anos resolveu ser artista. "Um artista", disse-lhe um amigo fazendo piada: "Um artista precisa ser louro, alto e lindo, e de olhos verdes". Ao que ele respondeu: "Os que me assistirem, vão me ver: louro, alto, lindo e de olhos verdes".

Ali o garoto passou a cantar em night-clubs, cabarés, boates e bailes. Fez muito sucesso no Rio de Janeiro, cantando em casas noturnas. Cantava tangos e encantava. Mas seu encantamento era tanto, que as mulheres chegavam a brigar por ele. Foi por isso, diz ele, que resolveu mudar de cidade."Ou elas se matavam, ou elas me matavam", diz ele brincando.

Em 1955, chegou a São Paulo, e cantou com o Russo do Pandeiro, ex-integrante do Bando da Lua, na Rádio Nacional.Foi aí que conheceu Kalil Filho, que o levou para a TV Paulista. Logo fez a "Praça da Alegria", de Manoel de Nóbrega. Nóbrega não apenas o admirou, como se tornou um grande amigo, um pai. Canarinho passou a participar de todos os programas humorísticos. Fez: "Folias do Golias"; "Balança mas não cai"; e vários outros programas.

Tornou-se comediante importante. Mas o garoto era inteligente e atirado. Não apenas participava como ator, mas era diretor e redator de vários programas. Foi o responsável por :"Brincadeira tem hora";" Programa Show Canarinho"; "Samba e Etc"; "Domingo é Dia", e outros.

Criou a grande campanha beneficente: "Faça Uma Criança Sorrir" e também a: "Quanto Vale Uma Criança". Fez novelas , como:"Mãe", "O Homem que veio do Céu"; "Antonio Maria"; "Paixão Proibida"; "O Homem que Sonhava Colorido";"Meu Pedacinho e Chão"; "Jerônimo, o Herói do Sertão". E mais tarde, já na Rede Globo de Televisão, fez: "Sinhá Moça". Fez também vários filmes, como:"O Dia que o Santo Pecou"; "O Bacalhau", "Costinha, o Rei da Selva"; " Pequeno Polegar contra o Dragão Vermelho"; "No Tempo da Vaselina"; "Seduzida para Morrer"; ;"Supertio Maneco"; Na Rede Globo fez ainda : "O Sítio do Pica-pau Amarelo".

Com o falecimento de Manoel de Nóbrega, que deixou não só Canarinho, mas toda a classe muito triste, passou a participar do programa: "A Praça é Nossa" de Carlos Alberto de Nóbrega, fazendo o quadro "Canarinho ao Telefone".

Sempre alegre, ele está na mídia do Brasil até hoje, numa das carreiras mais longas, dentre todos os seus colegas Cantor., compositor, comediante, redator, diretor, ele é , acima de tudo, um grande ser humano, capaz de encantar a todos, mas principalmente as crianças, que o amam, o adoram , a quem ele não deixa de beijar, onde quer que as encontre.

Fontes: Pró-TV - Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Almeidinha

Almeidinha (Aníbal Alves de Almeida), compositor e instrumentista, nasceu em Petrópolis RJ em 01/9/1913. Trabalhou como artista de circo, teatro e cinema, diretor de produções da Atlântida Cinematográfica e proprietário da agência Almeidinha Produções e Promoções Artísticas. Tocou diversos instrumentos de percussão e sua primeira música composta foi o samba Trabalhar, eu não, sucesso do Carnaval de 1946, na gravação de Joel de Almeida.

Em 1954, compôs a marcha Amor de rica (com Otolino Provesano e Magalhães), gravada na Continental pelos Vocalistas Tropicais. A música foi lançada no mesmo ano, mas, considerada imoral por facilitar alterações pornográficas na letra, foi retirada de circulação. Ainda em 1954, compôs com Telly Ribeiro e Agenor Lourenço o samba Tens que penar, gravado por Araci Costa, na Columbia, para o Carnaval do ano seguinte.

Em 1955 Adoniran Barbosa, J. Nunes e Raguinho utilizaram a melodia de Tens que penar para compor Chorei, chorei, gravada por Isaura Garcia. Após uma noticiada disputa judicial, os direitos autorais de Chorei, chorei foram divididos entre todos os envolvidos.

Em 1958 compôs com Tito Mendes e Elias Cortes os sambas Orelha quente e Não vou perdoar, este último incluído no filme Quem roubou meu samba, de José Carlos Burle. Criou o conjunto Embaixadores do Ritmo, que atuou durante algum tempo ma TV Tupi, do Rio de Janeiro, e a banda do Almeidinha, que se apresentou em programas de televisão com Chacrinha e Chico Anísio.

Compôs o samba Chorando sim para o filme francês O homem do Rio, de Philipe de Broca (1963), e Uma rosa para todos, para o filme italiano do mesmo nome, de Franco Rossi (1965), rodado no Brasil.

Autor de diversos sambas e marchinhas, foi gravado por Cartola (Bobagem, 1965), Oscarito (Gosto de mulher feia, 1965) e Clara Nunes (A noite (Quando cai a noite), 1968), entre outros.

Obras

Chorando sim, samba, 1963; A noite (Quando cai a noite), 1968; Uma rosa para todos, 1965; O sheik de Copacabana (c/Blecaute e Brasinha), marcha, 1967; Trabalhar, eu não, samba, 1946.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

sábado, janeiro 12, 2008

Benê Nunes

Benê Nunes (Benedito Francisco José de Sousa da Penha Nunes da Silva), instrumentista e compositor nasceu no Rio de Janeiro RJ em 16/11/1920 e faleceu em 07/06/1997. Começou a tocar piano aos quatro anos de idade, mas estudou música apenas seis meses, continuando a aperfeiçoar-se de ouvido.

Aos sete anos apresentou-se no programa Hora Infantil, da Rádio Cajuti, executando Pé de anjo(Sinhô) e foi contratado pela emissora, onde permaneceu durante seis meses. Voltou a atuar profissionalmente aos 14 anos, tocando em gafieiras.

Em 1945 integrou o conjunto Milionários do Ritmo, de Djalma Ferreira, e estreou no cinema no ano seguinte, aparecendo na produção da Atlântida Mãe, de Teófilo de Barros. Participou de vários filmes, tendo ficado conhecido como o pianista-galã do cinema e do rádio brasileiros.

Sob a direção de Watson Macedo, apareceu em Carnaval no fogo, em 1949, e em Aí vem o barão, em 1951, ambos da Atlântida. Em 1952 participou de Barnabé, tu és meu, de José Carlos Burle, e foi o ator principal do filme O rei do samba, de Luís Santos, interpretando o papel do compositor Sinhô. Ainda em 1952, atuou ao lado de Adelaide Chiozzo no filme É fogo na roupa, de Watson Macedo.

Formou uma orquestra, considerada a maior da América do Sul, com 32 figuras. Um de seus grandes sucessos foi o choro-maxixe Gostosinho, gravado na Continental.

No início do movimento da bossa nova, promoveu em sua casa várias reuniões musicais. Em 1984 apresentou-se profissionalmente pela última vez, na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, num recital em companhia da pianista Laís de Sousa Brasil. Depois tocou somente em espetáculos beneficientes.

Aposentado como delegado fiscal do governo, viveu seus últimos anos, com a família, em seu apartamento no bairro carioca de Botafogo.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Alfredo Albuquerque

Alfredo (Rev.Fon-Fon 1909)
Alfredo Albuquerque, ator, cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 11/02/1884 e faleceu em 03/07/1934. Ator e humorista no início deste século, estudou na Universidade de Coimbra, em Portugal, adquirindo o sotaque português, que o caracterizou no palco.

Ingressou no teatro musicado do Rio de Janeiro na primeira década do século, lembrando-se o compositor Buci Moreira de tê-lo conhecido na casa de Tia Ciata, baiana da Cidade Nova, que promovia festas em que se reuniam os pioneiros do samba carioca.

Foi o autor da versão brasileira do one-step norte-americano Caraboo (Sam Marshall), trazido ao Brasil em 1913 pelo jamaicano Sam Lewis. Adaptada por Alfredo Albuquerque, a canção foi o maior sucesso do Carnaval de 1916. Gravada pelo cantor Roberto Roldán, na Odeon, tornou-se também um dos números de êxito da dupla Os Geraldos, cançonetistas que se apresentavam em casa de chope da Lapa e no teatrinho do Passeio Público.

Entre 1928 e 1930, gravou na Odeon diversos discos de cançonetas, paródias, monólogos e cenas cômicas, muitos de sua autoria. Gravou também na Parlophon em 1930, inclusive em parceria com o cômico Pinto Filho (por exemplo as cenas comicas Sou de circo, de Pinto Filho, e O barbeiro Ananias, de Bastos Tigre — Parlophon 13.164) e como intérprete lançou, em 1928, o samba Olha ele, cuidado (Heitor dos Prazeres), cuja letra se referia ao pianista e compositor Sinhô.

Autor da valsa Ave Maria, morou algum tempo em Belém PA, onde se apresentou em teatros como humorista e cantor, em dupla com Isabel Lopes. Na mesma cidade atuou como diretor artístico do Teatro Bar Paraense.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Raul Roulien


O cantor, ator e diretor de teatro e cinema Raul Roulien (Raul Entini Pepe Acolti Gil) nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 8 de Outubro de 1905 e faleceu em São Paulo em 8 de setembro de 2000. Nasceu no bairro carioca de Botafogo. Cantava desde a infância. Conta-se que foi ouvido pelo Presidente Rodrigues Alves e por Rui Barbosa.

Quando visitava um irmão em Buenos Aires, foi contratado para cantar no Cine Porteño, passando a se dedicar ao teatro. Casou-se duas vezes. Sua primeira mulher foi a atriz Abgail Maia. A segunda, também atriz, Diva Tosca, foi atropelada e morta em Holywood em 1933, por um jovem embriagado, o futuro diretor de cinema John Huston.

Começou a carreira artística aos oito anos, como Raul Pepe. Faleceu em São Paulo aos 98 anos, vitimado por problemas cardíacos. Afilhado de Ruy Barbosa, foi homenageado no velório pelo Botafogo, do qual era torcedor apaixonado e pela família imperial, à qual era ligado, por ser monarquista.

Destacou-se primeiramente no teatro ligeiro. Foi o maior galã brasileiro de sua época. Em 1928, formou a companhia Abgail Maia-Raul Roulien, tendo sido autor de um gênero denominado "teatro de frivolidade", e introdutor de espetáculos rápidos nos intervalos das sessões de cinema.

Entre 1928 e 1930, gravou nove discos na Odeon, com músicas quase todas de sua autoria. No primeiro disco, aparecem os tangos Tu amor y un ranchito e Adiós mis farras, ambos de sua autoria, sendo que o último foi também gravado por Francisco Alves, tendo alcançado grande sucesso. Em seguida, gravou os tangos Machacho de oro, de sua autoria e Niño bien, de J. Collazo.

Em 1929, gravou na Odeon o fox-trot Miss St. Paul, parceria com Mark Hermanns, o fox-romanza Juventud, de sua autoria e o samba Felicidade, a valsa Nunca e o tango Ave noturna, também de sua autoria e, na Parlophon, os tangos Mala yerba e Bibelot, igualmente de sua autoria.

Em 1930, gravou o fox-trot Saudade má, de sua autoria com arranjos de Mark Hermans e a valsa Tua, de sua autoria. Além de ator, foi diretor de teatro e cinema. Em 1931, foi para Nova Iorque, onde conseguiu um contrato na Fox. Estreou na versão em espanhol de Eram 13.

Entre 1931 e 1934, atuou no cinema americano, numa série de filmes dentre os quais Delicious, dirigido por David Butler, no qual interpretava um compositor russo, e cantava Delicious, dos irmãos Gershwin.

Em 1932, estava em Painted Woman" da Fox, e em 1933 em No dejes la puerta abierta e It's great to be alive. Seu filme mais conhecido foi Flying down to Rio onde atuou ao lado de Ginger Rogers e Fred Astaire, no qual cantava Orchids in the moonlight. Neste mesmo ano, publicou o livro A verdadeira Hollywood. Ainda em 1933, lançou na Victor duas canções que se tornaram clássicas: Favela e Guacyra, de Hekel Tavares e Joraci Camargo. No mesmo ano, lançou dois fox-trots de Irvin Berlin com versões suas: Mente por favor e Se eu perdesse você.

Em 1934, atuou em The world moves on, dirigido por John Ford. De volta ao Brasil, dirigiu o filme Grito da mocidade, em 1937, no qual participou, também, como ator. Em 1938, a Companhia Teatral de Raul Roulien encenou a peça Malibu, de Henrique Pongetti, da qual participava a cantora Elisa Coelho. Em 1939, produziu e dirigiu Aves sem ninho e 10 anos mais tarde foi diretor e argumentista de Asas do Brasil.

Com atividades bastante diversificadas, foi também apresentador de programas de televisão, repórter de jornais brasileiros e estrangeiros, e promotor do concurso Miss São Paulo, para os Diários Associados, que perdurou por muitos anos. Abandonou o cinema em 1950, tentando retomar esta atividade em 1984, idealizando um documentário sobre a vida do sanitarista Osvaldo Cruz. Em 1995, vitimado por um derrame afastou-se definitivamente da carreira artística.

Fonte: Adaptado do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Leo Albano

Leo Albano (Albano Piccinini), cantor, nasceu em São Paulo/SP em 27/9/1913. Iniciou a carreira em 1935, na Rádio Cultura, de São Paulo, passou pela Educadora Paulista, onde trabalhou nos dois anos seguintes, indo depois para a Bandeirantes.

Em 1938 tornou-se crooner e apresentador da orquestra Gaó, na Rádio Cruzeiro do Sul, mudando-se para o Rio de Janeiro/RJ um ano mais tarde, para cantar nas rádios Ipanema, Transmissora e Nacional.

Gravou seu primeiro disco em 1939, na Columbia, com as músicas Boa noite, Colombina, de Ari Machado, e Três coisas que eu deixei, de Manuel Dias, apresentando-se no mesmo ano no Cassino da Urca. Além de cantor, foi diretor artístico do cassino no período 1940-1946, saindo para assumir as mesmas funções no Cassino Atlântico, onde ficou seis meses.

Trabalhou em teatro de revista e figurou como galã-cantor na opereta da Companhia Iglésias-Freire Júnior, O cantor da cidade, nome pelo qual passou a ser conhecido no Rio de Janeiro. Cantou ao lado de Alda Garrido, Eva Tudor e Oscarito, em produções de Walter Pinto, e participou dos filmes Samba em Berlim (1942) e Berlim na batucada (1944), dirigidos por Luís de Barros. Em 1945 foi o galã-cantor, ao lado de Marlene, do filme Pif-paf, direção de Ademar Gonzaga e Luís de Barros.

De volta a São Paulo, passou a trabalhar como cantor e diretor artístico da Rádio Excelsior, e esteve, mais tarde, na TV Paulista. Gravou, na Columbia, a valsa Renúncia e o samba-canção Destinos (Edgar Cardoso); na Continental, a valsa Ao cair de uma estrela e o samba Cabrochinha (ambos de Laurindo de Almeida e Edgar de Almeida); o samba Dona Dora (Sílvio Mazzuca e Teófilo de Barros Filho) e o samba-canção Foi você (Sílvio Mazzuca); na RCA, a marcha Tarantela (Clóvis Mamede e Pedro Molina), o samba Nunca mais direi adeus (Valdemar Costa e Clóvis Mamede), o fox Tudo é Brasil (Vicente Paiva e Sá Róris) e o samba Minha jangada (com Chiquinho Sales).

Deixou a carreira artística em 1959.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Ed., 1977.