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sábado, junho 08, 2013

Laís Areda

Laís Areda, cantora, soprano e atriz, atuou no teatro de revistas no Rio de Janeiro e em outras cidades brasileiras na da década de 1920 e gravou composições de consagrados compositores como Henrique Vogeler, De Chocolat, Augusto Vasseur e Zeca Ivo.

Em 1920, estreou no Teatro Americano a opereta Loucuras de amor, de Adalberto de Carvalho, na qual atuou cantando em dueto com Vicente Celestino. No mesmo período fundou com o cantor Vicente Celestino uma companhia de operetas.

Em 1923, apresentou-se com a Companhia Vicente Celestino na revista Mademoiselle Cinema, na qual interpretou composições de Nelson Ferreira e Osvaldo Santiago. Nessa época, foi uma das atrações do Teatro Coliseu, em Santos, SP.

Contratada pela Odeon, estreou em discos em 1929 gravando com acompanhamento da Orquestra Pan American o maxixe Baianinha, de De Chocolat, e a canção Jambo cheiroso, de Henrique Vogeler. Em seguida, gravou com acompanhamento da Orquestra Rio Artists o samba Feijoada, de Henrique Vogeler, que teve Lamartine Babo como co-autor, mas cujo nome não apareceu no selo do disco, e a toada-brasileira Nossa canção, de João da Gente.

Também no mesmo ano, gravou com acompanhamento da Orquestra Rio Artists o choro Morena brasileira, de Augusto Vasseur, a toada-canção Orfã de amor, de Zeca Ivo, as canções Meu Brasil, de Jararaca, e Como gosto de você, de Sofonias Dornelas, a toada Eu bem sei que vancê vorta, de Eduardo Souto, e o samba Baiana, de Sofonias Dornelas. Ainda em 1929, atuou no filme Feijoada dirigido por Luiz de Barros.

Gravou ainda um disco pela Columbia em 1932, interpretando com acompanhamento da Orquestra de concertos Columbia o samba Meu coleirinho, de Henrique Vogeler e Milton Amaral, e a valsa Um passeio no parque, de Henrique Vogeler.

Embora de discreta carreira fonográfica, deixou seu nome marcado no teatro, especialmente de São Paulo.

Playlist




Discografia

(1929) Baianinha/Jambo cheiroso • Odeon • 78
(1929) Feijoada/Nossa canção • Odeon • 78
(1929) Morena brasileira/Orfã de amor • Odeon • 78
(1929) Meu Brasil/Eu bem sei que vancê vorta • Odeon • 78
(1929) Baiana/Como gosto de você • Odeon • 78
(1932) Meu coleirinho/Um passeio no parque • Columbia • 78

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Fonte: http://www.dicionariompb.com.br/

Abelardo Figueiredo

Abelardo Figueiredo, produtor, diretor, empresário e figurinista, nasceu no bairro de Icaraí, Niterói, RJ, em 27/11/1931, e faleceu em São Paulo, SP, em 13/02/2009. Era filho de um comerciante de café e de uma professora de origem inglesa e uma de suas avós gostava de música e fazia apresentações amadoras. Esta lhe contava muitas histórias e foi inspirado nelas que resolveu ingressar no teatro musical deixando de lado a carreira diplomática que chegou a pensar em seguir.

Aos dez anos de idade driblava a vigilância dos pais e escondido em baixo das mesas no Cassino Icaraí assistia aos espetáculos musicais, circenses, balé e teatro. Foi o responsável pela profissionalização do teatro musical brasileiro nos anos 1960.

Sua carreira de diretor começou aos 17 anos quando depois de assistir ao apresentador Chacrinha resolveu então seguir o rumo do show business. Seu primeiro trabalho como diretor ocorreu no Liceu Nilo Peçanha onde estudava. Fazia parte do elenco a também estudante e vizinha, a futura atriz, Nicete Bruno.

Sua carreira teatral teve início como secretário do Teatro de Arte do Rio de Janeiro. Lá conheceu a atriz Fernanda Montenegro, e reencontrou Nicete Bruno, com as quais mudou para São Paulo, onde montaram o Teatro de Alumínio.

Em 1954, foi convidado pela prefeitura de São Paulo para criar o balé do quarto centenário. Na ocasião dirigiu bailarinos brasileiros, argentinos e italianos. Em seguida criou o Ballet do Museu de Arte de São Paulo patrocinado por Assis Chateaubriand, que logo depois o levaria para a televisão. Na televisão atuou pelas Tvs Tupi, Rio, Excelsior, Continental e Bandeirantes.

Na TV dirigiu programas musicais de grande sucesso como o "Folias Philips" e "Noite de gala". Estreou na televisão em 1957, na TV Rio. Nessa emissora conheceu Abrahão Medina que o apresentou ao produtor Aloysio de Oliveira, então casado com a cantora Sylvia Telles. Encantado pela voz da cantora produziu para ela o espetáculo "Skindô" que se tornaria um de seus maiores sucessos. Ainda na televisão criou o programa "Revista feminina" apresentado no horário vespertinoe o primeiro dedicado ao público feminino. Foi convidado por Carlos Machado para atuar na direção de seus espetáculos musicais.

Dirigiu inúmeras casas noturnas, entre as quais, o Urso Branco, local tradicional onde se apresentaram inúmeras grandes cantoras brasileiras, entre as quais, Maysa. Em São Paulo, criou e dirigiu O Beco, no qual apresentou um novo formato de shows em casas noturnas paulistas. Nessa boate atuaram nomes como Ronaldo Bôscoli, Elis Regina, aliás, seus afilhados de casamento, em 1965, e Maysa. Na boate O Beco apresentou Raquel Welch, que agradeceu a ele os palpites dados no decorrer do show e acabou convidando-o para trabalhar no Opera de Paris.

Ainda em São Paulo dirigiu as casas de espetáculos Palladium e Studium. Lançou nomes como Rosemary, Noite Ilustrada, Peri Ribeiro e Célia.

No exterior atuou na Argentina e produziu em Cuba a pedido do próprio Fidel Castro o espetáculo "Canta e dança Cuba", espelhado no espetáculo "Canta e dança Brasil" que Fidel assistira. Na cidade de Curitiba, em seus últimos anos de vida, montou na Pedreira Paulo Leminsky um espetáculo para 180 mil pessoas.

Em 2008, foi lançado o livro O show não pode parar com sua biografia escrita pela sua filha, a jornalista Mônica Figueiredo.

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Fontes: Museu da TV; Dicionário da MPB.

quinta-feira, setembro 13, 2012

Assis Pacheco

Assis Pacheco (Francisco de Assis Pacheco), compositor, teatrólogo, pianista, regente e crítico, nasceu em Itu SP em 08/01/1865, e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 28/2/1937. Iniciou estudos musicais em Itu, continuando-os na Itália, onde cursou composição com Amintore Galli (1845-1919).

Em 1887, em São Paulo SP, bacharelou-se em direito e publicou um livro de poesias, Vespertinas. Colaborou no Jornal da Tarde e no Correio Paulistano, entre outros, e foi co-fundador dos periódicos Quinzena Paulista e Brás Cubas.

Como compositor, estreou com a ópera em um ato Moema (música e libreto de sua autoria), representada a 18 de janeiro de 1891, no Teatro São José, de São Paulo.

Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde logo se entusiasmou pelo teatro musicado, freqüentando rodas boêmias, com Olavo Bilac e Artur Azevedo, entre outros. Com um amigo, fundou em Niterói RJ o Clube de Amadores Teatrais.

No Rio de Janeiro, em 1892, musicou a revista O tribofe, de Artur Azevedo, encenada no Teatro Apolo e, dois anos depois, estreou, no Teatro Lucinda, sua revista Itararé. Ainda em 1894, iniciou carreira de regente, dirigindo uma opereta, A cigarra e a formiga, de Edmond Audran (1842-1901). No ano seguinte, a 12 de junho, estreou no Teatro de Variedades Dramáticas, do Rio de Janeiro, sua revista Aquidabã, de grande êxito.

Em 1896 musicou, de Artur Azevedo, A fantasia, apresentada no mesmo ano no Teatro Éden Lavradio, e, com Nicolino Milano e Luís Moreira, A capital federal, apresentada em 1897. Sua ópera Flora foi cantada no Teatro Lírico a 8 de janeiro de 1898.

Em janeiro de 1900 obteve o primeiro prêmio com a cantata Brasil (versos de Olavo Bilac), comemorativa ao IV Centenário da Descoberta do Brasil. Na mesma data, no Teatro Lírico, foi representada sua ópera Estela (intitulada Dor! na partitura original). Sua obra seguinte foi Ti-Tim-Mirim, revista estreada a 25 de junho de 1903, no Teatro Lucinda.

Em 1905, a atriz Pepa Delgado gravou na Odeon suas músicas Um samba na Penha (com Álvaro Peres e Álvaro Colás) e A recomendação. Três anos depois, a convite de Alberto Nepomuceno, regeu alguns concertos sinfônicos durante a Exposição Nacional. Ainda em 1908, foi regente no Teatro Avenida, de Lisboa, Portugal. De volta ao Brasil, continuou compondo, obtendo sucesso com Mimosa e Carnaval do amor (ambas com texto de  Leopoldo Fróes).

Em 1928, Francisco Alves gravou sua canção Copacabana, na Odeon. As últimas composições, Montmartre e o episódio Jesus, datam de 1931. Passou os anos finais de vida trabalhando ao lado de Villa-Lobos no projeto de instituição do canto orfeônico nas escolas públicas do Rio de Janeiro.

Obras

Música dramática: Cleópatra, ópera, s.d.; Estela (Dor!), ópera, 1900; Flora, ópera, 1898; Jaci, ópera, s.d.; Joanico, opereta, s.d.; Moema, ópera, 1891.

Música orquestral: Romeu e Julieta, poema sinfônico, 1892.

Música de câmara: Plainte, p/quarteto de cordas, 1892. 


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Ed., 1977. 3p. 

sábado, agosto 11, 2012

Caique Botkay

Caique Botkay (Carlos Henrique de Sorocaba Botkay), compositor, instrumentista, diretor musical e ator, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 13/1/1951. Formado em Musicoterapia (1975), trabalha em Educação há 40 anos, tendo participado do projeto educacional de Darcy Ribeiro. Já lecionou na Universidade do Estado do Rio de Janeiro-UERJ, na Universidade Gama Filho e atualmente dá aulas na Universidade Católica – PUC, RJ e no Conservatório Brasileiro de Música. 


Em teatro, musicou inúmeras peças, tendo recebido o Prêmio Molière, três Prêmios Shell e cinco Mambembes. Musicou também cinco filmes de Silvio Tendler. Foi também jurado de diversos eventos, entre eles o XIII Festival Internacional de Teatro do Cairo, sendo o único representante da América do Sul e, por duas vezes, foi um dos jurados do Desfile do Primeiro Grupo de Escolas de Samba do carnaval carioca. Em 2010, presidiu o juri do Festival de Folclore dos Bois de Parintins.

Como compositor, criou, em parceria com Wagner Tiso, a música "Amor Cuidado", com letra de Elisa Lucinda, ambos convidados por ele através de um projeto do Ministério da Saúde. Sua idéia consistiu em uma música a ser mostrada em todos os países de língua portuguêsa - CPLP - e teve a adesão de cantores como Chico Buarque, Lenine, Martinho da Vila, Martinália, Zelia Duncan, Dona Ivone Lara, Miucha, Alcione, Ithamara Koorax, Emilio Santiago, Fernanda Abreu e mais um cantor de cada país do CPLP, incluindo o Timor Leste.

Quando Superintendente de Arte e Educação da Secretaria de Estado de Cultura, foi curador artístico do Ano do Brasil na França, levando mais de setenta artistas do Rio de Janeiro ao Carreau du Temple em Paris.

Caique é autor de dois livros: "Achados" (Nova Fronteira) e "Histórias de Mágicos e Meninos" (Ed. 34), e recentemente foi convidado para julgar as bolsas literárias nacionais da Funarte.

Um apaixonado por esportes, é autor de um projeto para Jogos Mundiais Internacionais de Praia, uma versão olímpica oficial de jogos a serem realizados nas areias das praias de paises integrantes.

Fonte: http://cidadecriativa.org/curriculos/carloshenrique.html

terça-feira, novembro 16, 2010

Sílvio Vieira

Sílvio Vieira, cantor e compositor, nasceu em 28/05/1899, em São Paulo SP, e faleceu na mesma cidade em 07/02/1970. Barítono famoso por suas apresentações no Teatro Municipal, acabou enveredando pela música popular.

Iniciou a carreira artística na segunda metade da década de 1920. Estreou em disco pela Odeon em 1926 cantando de Freire Júnior a toada-fado Gostar de alguém. Em seguida, gravou as canções Um passeio à luz do luar, de Freire Júnior; A casinha (A casinha da colina), de motivo popular; Noite de núpcias, de Hekel Tavares e Ai xixi, de  Pedro de Sá Pereira.

Em 1928, gravou com acompanhamento da Orquestra Rio Artists o reconto La calesera, de Francisco Alonso, e o tango Caminheiro, de E . de Bianco. Em 1930, foi contratado pela Victor e lançou com acompanhamento da Orquestra Victor de Salão as canções Gostar de uma mulher, de Bernardo Ferreira e A . Barbosa e A vizinha da água furtada, de P. Coelho e M. Siqueira. Em seguida, com a Orquestra Victor Brasileria de Concertos gravou O Guarani (Canção dos aventureiros), de Carlos Gomes e Paganini (Se uma boca eu beijar), de Franz Lehar com adaptação sua. Ainda no mesmo ano, gravou com acompanhamento de orquestra as canções Fonte abandonada, de Pixinguinha e Cândido das Neves, e Cafezal em flor, de Pixinguinha e Eugênio Fonseca.

Ainda em 1930, ingressou na Parlophon e gravou com acompanhamento da Orquestra Guanabara a valsa Pelo teu pecado, de Joubert de Carvalho e com acompanhamento do grupo Muchachos Del Plata da Argentina o tango Sulamita, de Mário Lopes de Castro. Em seguida, gravou com a Orquestra Guanabara os hinos Brasil unido, de Plínio Brito e Domingos Magarinos; 24 de outubro, de sua autoria e Mário Lopes de Castro e Vai soldado, de Luiz Melaço e Antônio de Lima Júnior e a marcha O soldado brasileiro, de Plínio Brito e Domingos Magarinos. Também nesse ano, gravou dois discos na Brunswick com as canções Canção discreta e Meu amô foi simbora, de Henrique Vogeler; a toada-canção Eu tenho fé, parceria sua com Henrique Vogeler e a toada É na viola que chora, de sua autoria.

Em 1931, gravou com acompanhamento de orquestra as canções Vagabundo, de Bernardino Vivas e Joraci Camargo e Minha favela, de Pedro de Sá Ferreira e Marques Porto e Lo Schiavo - Ária do Iberê (I) e Lo Schiavo - Ária do Iberê (II). Nesse ano, gravou as canções Na malandragem eu nasci, de Augusto Vasseur e Luiz Peixoto e Naquele altar, de Aldo Taranto.

Gravou em 1932 com acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira as canções Frô de ipê, de Bonfiglio de Oliveira e Nelson de Abreu e Como é lindo o teu olhar, de André Filho. No ano seguinte, gravou com acompanhamento do grupo do Canhoto de Rogério Guimarães a canção Flor que ninguém colheu, de Joubert de Carvalho e com o grupo Diabos do Céu a valsa Felicidade, de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano.

Sílvio Vieira no filme "Cabocla bonita" - Foto: Revista "O Malho",  de 11/07/1935.


Em 1950, após dezessete anos longe das gravações, lançou pela Victor um último disco com as canções Ave Maria I e Ave Maria II, de Alfredo d'Albuquerque. Gravou 21 discos com 20 músicas pelas gravadoras Odeon, Brunswick, Parlophon e Victor.



Músicas no playlist

01 Gostar de alguém (tango) - Freire Júnior / Gravadora Odeon / Álbum 123082 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado único / Disco 78 rpm; 02 Um passeio à luz do luar (fox) - Freire Júnior / Gravadora Odeon / Álbum 123115 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado único / Disco 78 rpm; 03 O guarany ( canção dos aventureiros ) (valsa) - Carlos Gomes / Gravadora Victor / Álbum 33286 / Gravação 00/1930 / Lançamento 00/1930 / Lado A / Disco 78 rpm; 04 Gostar de uma mulher (canção) - A. Barbosa e Bernardo Ferreira / Gravadora Victor / Álbum 33276 / Gravação 00/1930 / Lançamento 00/1930 / Lado A / Disco 78 rpm; 05 A vizinha da água furtada (canção) - P. Coelho e M. Siqueira / Gravadora Victor / Álbum 33276 / Gravação 00/1930 / Lançamento 00/1930 / Lado B / Disco 78 rpm; 06 Paganini ( se uma boca eu beijar ) (canção) - F. Lehar e Sílvio Vieira / Gravadora Victor / Álbum 33286 / Gravação 00/1930 / Lançamento 00/1930 / Lado B / Disco 78 rpm; 07 Canção discreta (canção) - Henrique Vogeler / Gravadora Brunswick / Álbum 10040 / Gravação 00/1930 / Lançamento 00/1930 / Lado A / Disco 78 rpm; 08 Meu amô foi simbora (samba) - Henrique Vogeler / Gravadora Brunswick / Álbum 10040 / Gravação 00/1930 / Lançamento 00/1930 / Lado B / Disco 78 rpm; 09 Frô de ipê (canção) - Bonfíglio de Oliveira e Nelson de Abreu / Acompanhamento Orquestra Victor Brasileira / Gravadora Victor / Álbum 33558 / Gravação 29/04/1932 / Lançamento 06/1932 / Lado A / Disco 78 rpm; 10 Como é lindo o teu olhar (canção) - André Filho / Acompanhamento Orquestra Victor Brasileira / Gravadora Victor / Álbum 33558 / Gravação 29/04/1932 / Lançamento 06/1932 / Lado B / Disco 78 rpm; 11 Flor que ninguém colheu (tango canção) - Joubert de Carvalho / Acompanhamento Orquestra Victor Brasileira / Gravadora Victor / Álbum 33710 / Gravação 15/09/1933 / Lançamento 10/1933 / Lado A / Disco 78 rpm; 12 Felicidade (valsa) - Joubert de Carvalho e Olegário Mariano / Acompanhamento Orquestra Victor Brasileira / Gravadora Victor / Álbum 33710 / Gravação 20/07/1933 / Lançamento 10/1933 / Lado B / Disco 78 rpm.

Obra

24 de outubro (c/ Mário Lopes de Castro); É na viola que chora; Eu tenho fé (c/ Henrique Vogeler).

Discografia

(1950) Ave Maria (I) / Ave Maria (II) - Victor - 78;  (1933) Flor que ninguém colheu / Felicidade - Victor - 78;  (1932) Frô de ipê / Como é lindo o teu olhar - Victor - 78;  (1931) Vagabundo / Minha favela - Victor - 78;  (1931) Lo Schiavo - Ária do Iberê (I)/ Lo Schiavo - Ária do Iberê (II) - Victor - 78;  (1931) Na malandragem eu nasci / Naquele altar - Victor - 78; (1930) Gostar de uma mulher/A vizinha da água furtada - Victor - 78; (1930) O Guarani (Canção dos aventureiros)/Paganini (Se uma boca eu beijar) - Victor - 78; (1930) Fonte abandonada / Cafezal em flor - Victor - 78; (1930) Todas as rosas - Victor - 78; (1930) Pelo teu pecado / Sulamita - Parlophon - 78; (1930) Brasil unido / O soldado brasileiro - Parlophon - 78; (1930) 24 de outubro / Vai soldado - Parlophon - 78; (1930) Canção discreta / Meu amô foi simbora - Brunswick - 78; (1930) Eu tenho fé / É na viola que chora - Brunswick - 78; (1928) La calesera / Caminheiro - Odeon - 78; (1926) Gostar de alguém - Odeon - 78; (1926) Um passeio à luz do luar - Odeon - 78; (1926) A casinha (Casinha da colina) - Odeon - 78; (1926) Noite de núpcias - Odeon - 78; (1926) Ai xixi - Odeon - 78.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira; Bibliografia Crítica: AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982; VASCONCELOS, Ari. Panorama da música popular brasileira - volume 1. Rio de Janeiro: Martins, 1965.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Artur Azevedo

O contista, poeta, teatrólogo e jornalista Artur Azevedo (Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo) nascido em São Luís (MA), em sete de julho de 1855, é considerado o pai do teatro musicado brasileiro. Filho de David Gonçalves de Azevedo e Emília Amália Pinto de Magalhães, aos oito anos demonstrou gosto para o teatro e fez adaptações de textos de autores como Joaquim Manuel de Macedo.

Muito cedo começou a trabalhar no comércio. Foi empregado na administração provincial e logo após foi demitido por publicar sátiras contra autoridades do governo. Ao mesmo tempo lançou as primeiras comédias nos teatros de São Luís (MA).

Antes de completar seus 20 anos foi para o Rio de Janeiro (1873) empregando-se no Ministério da Agricultura e também ensinando português no Colégio Pinheiro.

Mas foi no jornalismo que se desenvolveu em atividades que o projetaram como um dos maiores contistas e teatrólogos brasileiros. Fundou publicações literárias, como A Gazetinha, Vida Moderna e O Álbum. Colaborou em A Estação, ao lado de Machado de Assis, e no jornal Novidades, junto com Olavo Bilac, Coelho Neto, entre outros.

Nessa época escreveu as peças dramáticas como a opereta francesa La Filie de Madame Angot; fez a paródia A filha de Madame Angu (1876), que chamou as atenções gerais e criou as oportunidades para o começo de sua carreira teatral; O Liberato e A Família Salazar, que sofreu censura imperial e foi publicada mais tarde em volume, com o título de O escravocrata. Escreveu mais de quatro mil artigos sobre eventos artísticos, principalmente sobre teatro (figura ao lado: chamada para peça "O Bilontra": O Mequetrefe - Rio de Janeiro - 1885).

Suas operetas e revistas introduziram no Brasil o teatro musicado, sendo pioneira O Mandarim(1884), seguindo-se Cocota (1885) e O Bilontra (1886). Os textos críticos e bem-humorados sempre eram aplaudidos, mesmo pelos criticados. Um século depois, continuam a ser encenados, como A Capital Federal, escrita em 1897.

Em 1889, reuniu um volume de contos dedicado a Machado de Assis, seu companheiro na Secretaria da Viação. Em 1894, publicou o segundo livro de histórias curtas, Contos fora de moda, e mais dois volumes, Contos cariocas e Vida alheia. Morreu no Rio de Janeiro em 22 de outubro de 1908.


Fontes: Artur Azevedo - Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa; História do Samba – Editora Globo; “O Bilontra” - Imagens – 1885 pelos jornais.

domingo, janeiro 13, 2008

Edigar de Alencar

Edigar de Alencar, musicólogo, jornalista, poeta e teatrólogo. Nasceu em 06/11/1901 na cidade de Fortaleza-CE e faleceu no Rio de Janeiro-RJ em 24/04/1993.

Foi para o Rio de Janeiro em 1926, dedicando-se ao comércio.

Escreveu a revista Doce de coco, estrelada por Alda Garrido, no Teatro São José, e foi crítico de teatro, chegando a presidir o Ciclo Independente dos Críticos Teatrais.

Em 1932 publicou seu primeiro livro de poesias, Carnaúba. Cronista do jornal carioca O Dia desde sua fundação, onde assinava sob o pseudônimo de Dig, foi conselheiro de música popular brasileira do MIS, do Rio de Janeiro.

Publicou O Carnaval carioca através da música, 2 volumes, Rio de Janeiro, 1965; A modinha cearense, Rio de Janeiro, 1967; Nosso Sinhô do samba, Rio de Janeiro, 1968.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

sexta-feira, junho 08, 2007

Margarida Max, a estrela da Revista Carioca


No fastígio do Teatro de Revista do Rio de Janeiro, uma linda mulher de sua voz e de sua beleza, para prestigiar a Música Popular Brasileira, nos espetáculos em que estrelava. Era no palco que se tornava rainha.


A partir de 1920, até meados dos anos 40, uma moreninha paulista, de olhos tentadores, que a lenda garantia ter nascido em Roma e se apaixonado pelo Brasil, foi uma das figuras femininas mais importantes do teatro de revista nacional.

Filha de italianos, nascida em São Paulo e criada em Franca, onde era conhecida como a Margarida do Max, nome de um eterno noivo, rompeu com a cidade e o noivado ao se tornar atriz de uma companhia itinerante que por lá passou.

No Rio de Janeiro, adere ao teatro de revista, no qual se torna uma de suas principais vedetes, estrela de grandes montagens, cercada de nomes que ficariam célebres. Sílvio Caldas, Joraci Camargo, Luiz Iglésias, Luiz Peixoto, Olegário Mariano, Vicente Celestino, Otília Amorim, Viriato Correia, Mesquitinha, OduvaldoViana, Palmeirim e tantos outros.

Como as demais prima-donas do teatro de revista, Margarida Max lançava músicas, ficando famosa sua interpretação do samba Braço de Cera, de Nestor Brandão. Mas seu grande êxito foi na revista Brasil do Amor, de 1931, quando lança a versão definitiva de No Rancho Fundo, de Ary Barroso e Lamartine Babo. Um sucesso nacional, que saltou do palco da revista para ser cantado pelo Brasil inteiro.

Margarida não teve carreira longa, morreu aos 54 anos, já retirada. Mas antes viveu anos de glória, como uma das mulheres mais cobiçadas da época.


Fonte: História do Samba - Editora Globo.

segunda-feira, maio 07, 2007

Dercy Gonçalves


A imagem de Dercy Gonçalves, já uma senhora, mas ainda muito bonita em seu maiô rebordado de strass, as imensas plumas coloridas de avestruz na cabeça e na cauda, liderando — vedete absoluta, como mandava o figurino — o elenco reluzente da Companhia Dercy Gonçalves, era a da grande estrela, em seu elemento, o palco.

Meados dos anos 50, o teatro era o desaparecido Santana, na rua 24 de Maio, em São Paulo. Só ver Dercy encerrar o espetáculo cantando o samba Até amanhã de Noel Rosa, secundada por atores, atrizes, lindas mulheres, todos entregando-se ao ritmo brasileiro que, então, dominava por completo o teatro de revista, valia o ingresso.

Boa cantora, bela figura, desenvolta e com jeito brasileiro em cena, logo se tornou caricata e intérprete de sambas, desde que chamou a atenção da crítica, na revista Rumo A Berlim, de Freire Júnior e Walter Pinto, em 1942, no Teatro Recreio.

Cresceu tanto que, em 1944, já imitava ninguém menos que Araci Cortes, a rainha da revista, em Barca da Cantareira, de Luiz Peixoto e Custódio Mesquita. Cantando samba, naturalmente. Como sempre o faria, no decorrer dos 30 anos em que foi das vedetes mais aplaudidas do país.

Filha de alfaiate e neta de coveiro, Dolores Gonçalves Costa (nascida a 23 de junho de 1907), ficou sem a mãe muito cedo. A lavadeira Margarida descobriu que o marido tinha uma amante. Ofendida e humilhada arrumou as trouxas e foi para o Rio de Janeiro, largando os sete filhos para que o infiel tomasse conta. Vitória, a amante de seu Manoel, passou a freqüentar a casa. "Ficavam namorando na sala, de mãos dadas. Mas papai nunca assumiu o romance. A certa altura da noite, ela ia embora."

Dercy, bilheteira de cinema, escandalizava a cidade ao pintar o rosto como as atrizes dos filmes mudos. Dançava para alegrar os hóspedes do Hotel dos Viajantes em troca de um prato de comida. Na missa, de vestido de chita, cantava de pé num banquinho abraçada à imagem de Jesus. Aí se apaixonou por Luís Pontes, um rapaz de bons modos. "Foi a primeira pessoa que me deu carinho. Mas a família dele proibiu o namoro." Quando encontrou a companhia de teatro mambembe, Dercy tinha todas as razões do mundo para fugir de casa.

Em Conceição de Macabu (RJ), passou a ser assediada pelo cantor Eugenio Pascoal. "Não sabia que eu era moça, não tinha virado mulher." Só tomou coragem para se entregar quando a turnê chegou a Leopoldina (RJ), duas semanas depois. Gentil, Pascoal saiu do quarto para que ela colocasse a camisola feita de saco de arroz. Tinha até inscrito no peito: "Indústria Brasileira de Arroz Agulhinha, arroz de primeira." Os carinhos preliminares não a incomodaram, mas quando ele a penetrou Dercy deu um pulo. Viu que estava sangrando e imaginou-se ferida. "Sentei o pé nele e saí porta afora. Socorro! Esse homem me furou! Imaginei que tinha enfiado um facão e rasgado minhas tripas."

Nunca mais houve clima para romance, mas eles se tornaram grandes amigos, até Pascoal morrer, tuberculoso. Pior: contagiou Dercy. Foi quando ela encontrou Ademar Martins, exportador de café mineiro, casado, muito católico. Levou-a para um sanatório perto de Juiz de Fora, aparecia uma vez por semana para vê-la e pagar a conta. Depois, instalou Dercy num hotel na praça Tiradentes, no Rio. Só então transaram pela primeira vez. Nasceu Dercimar, a única filha de Dercy. "Teve aulas de boas maneiras, aprendeu francês e casou com um quatrocentão da Tijuca. É uma dama na expressão da palavra", deleita-se Dercy.

Estrela das comédias da praça Tiradentes e das revistas musicais do Cassino da Urca, fez do palavrão cavalo de batalha. "Sou um retrato do País, que é a própria escrotidão", dispara. Ao imitar os trejeitos de Carmen Miranda, coçava o corpo todo. Ironizava o caminhar manco de Orlando Silva e fazia troça do vozeirão de Vicente Celestino.

Fez 36 filmes e, a partir de 1957, entrou também na televisão. Nos anos 60, Consultório sentimental, na TV Globo, uma espécie de talk-show primitivo ela esculhambava o convidado, chegou a ter 90% da audiência dos aparelhos ligados.

"Sou uma escola de irreverência." Dercy chega aos 92 anos sozinha. Casou na década de 40 com o jornalista Danilo Bastos, dez anos mais jovem. "Não era amor, e sim troca." Teve um caso tórrido com o acrobata Vico Tadei, mas amor verdadeiro, de chorar, só o Luís Pontes, o rapaz de bons modos de Madalena. "Escrevia cartas e as lágrimas caíam no papel. Mas o tempo passou e eu esqueci Luís Pontes. Ai de nós se não houvesse o esquecimento."

Fontes: Isto É - 0 Brasileiro do Século; História do Samba - Editora Globo.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Raul Roulien


O cantor, ator e diretor de teatro e cinema Raul Roulien (Raul Entini Pepe Acolti Gil) nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 8 de Outubro de 1905 e faleceu em São Paulo em 8 de setembro de 2000. Nasceu no bairro carioca de Botafogo. Cantava desde a infância. Conta-se que foi ouvido pelo Presidente Rodrigues Alves e por Rui Barbosa.

Quando visitava um irmão em Buenos Aires, foi contratado para cantar no Cine Porteño, passando a se dedicar ao teatro. Casou-se duas vezes. Sua primeira mulher foi a atriz Abgail Maia. A segunda, também atriz, Diva Tosca, foi atropelada e morta em Holywood em 1933, por um jovem embriagado, o futuro diretor de cinema John Huston.

Começou a carreira artística aos oito anos, como Raul Pepe. Faleceu em São Paulo aos 98 anos, vitimado por problemas cardíacos. Afilhado de Ruy Barbosa, foi homenageado no velório pelo Botafogo, do qual era torcedor apaixonado e pela família imperial, à qual era ligado, por ser monarquista.

Destacou-se primeiramente no teatro ligeiro. Foi o maior galã brasileiro de sua época. Em 1928, formou a companhia Abgail Maia-Raul Roulien, tendo sido autor de um gênero denominado "teatro de frivolidade", e introdutor de espetáculos rápidos nos intervalos das sessões de cinema.

Entre 1928 e 1930, gravou nove discos na Odeon, com músicas quase todas de sua autoria. No primeiro disco, aparecem os tangos Tu amor y un ranchito e Adiós mis farras, ambos de sua autoria, sendo que o último foi também gravado por Francisco Alves, tendo alcançado grande sucesso. Em seguida, gravou os tangos Machacho de oro, de sua autoria e Niño bien, de J. Collazo.

Em 1929, gravou na Odeon o fox-trot Miss St. Paul, parceria com Mark Hermanns, o fox-romanza Juventud, de sua autoria e o samba Felicidade, a valsa Nunca e o tango Ave noturna, também de sua autoria e, na Parlophon, os tangos Mala yerba e Bibelot, igualmente de sua autoria.

Em 1930, gravou o fox-trot Saudade má, de sua autoria com arranjos de Mark Hermans e a valsa Tua, de sua autoria. Além de ator, foi diretor de teatro e cinema. Em 1931, foi para Nova Iorque, onde conseguiu um contrato na Fox. Estreou na versão em espanhol de Eram 13.

Entre 1931 e 1934, atuou no cinema americano, numa série de filmes dentre os quais Delicious, dirigido por David Butler, no qual interpretava um compositor russo, e cantava Delicious, dos irmãos Gershwin.

Em 1932, estava em Painted Woman" da Fox, e em 1933 em No dejes la puerta abierta e It's great to be alive. Seu filme mais conhecido foi Flying down to Rio onde atuou ao lado de Ginger Rogers e Fred Astaire, no qual cantava Orchids in the moonlight. Neste mesmo ano, publicou o livro A verdadeira Hollywood. Ainda em 1933, lançou na Victor duas canções que se tornaram clássicas: Favela e Guacyra, de Hekel Tavares e Joraci Camargo. No mesmo ano, lançou dois fox-trots de Irvin Berlin com versões suas: Mente por favor e Se eu perdesse você.

Em 1934, atuou em The world moves on, dirigido por John Ford. De volta ao Brasil, dirigiu o filme Grito da mocidade, em 1937, no qual participou, também, como ator. Em 1938, a Companhia Teatral de Raul Roulien encenou a peça Malibu, de Henrique Pongetti, da qual participava a cantora Elisa Coelho. Em 1939, produziu e dirigiu Aves sem ninho e 10 anos mais tarde foi diretor e argumentista de Asas do Brasil.

Com atividades bastante diversificadas, foi também apresentador de programas de televisão, repórter de jornais brasileiros e estrangeiros, e promotor do concurso Miss São Paulo, para os Diários Associados, que perdurou por muitos anos. Abandonou o cinema em 1950, tentando retomar esta atividade em 1984, idealizando um documentário sobre a vida do sanitarista Osvaldo Cruz. Em 1995, vitimado por um derrame afastou-se definitivamente da carreira artística.

Fonte: Adaptado do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

terça-feira, outubro 31, 2006

Otília Amorim

A atriz e cantora Otília Amorim nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 13/11/1894 e faleceu em São Paulo/SP, circa 1970. Estudou num colégio de freiras, até que dificuldades financeiras da família levaram à interrupção de seus estudos.

Estreou como artista em 1910 atuando como atriz no filme Vida do Barão do Rio Branco, de Alberto Botelho. No ano seguinte estreou como corista no Teatro de revistas com Peço a palavra, no Teatro Carlos Gomes do Rio de Janeiro.

Era uma completa atriz de revista. Dançava, era caricata, representava, era bonita e desembaraçada, com total domínio da platéia, foi, segundo o poeta Orestes Barbosa, "a precursora do samba no palco". Grande dançarina de maxixes, seu primeiro papel importante foi de Olga na opereta Ela encenada no antigo Teatro Chantecler.

Trabalhou em muitas companhias teatrais, dentre as quais a de Carlos Leal e Procópio Ferreira. Trabalhou com Leopoldo Fróes, com quem excursionou pela Bahia e Pernambuco, até ingressar no Teatro São José, onde estreou em 1918, na burleta Flor do Catumbi, de Luiz Peixoto e Carlos Bittencourt, com música de Júlio Cristóbal e Henrique Sánchez.

Em 1919, voltou ao cinema, atuando nos filmes Alma sertaneja e Ubirajara, ambos de Luís de Barros. No ano seguinte, apresentou-se no Teatro São José cantando com grande sucesso, ao lado de Álvaro Fonseca a marcha Pois não, de Eduardo Souto e Philomeno Ribeiro, no quadro Gato, Baêta e Carapicu, na revista Gato, baeta e carapicu, de Cardoso de Meneses, Bento Moçurunga e Bernardo Vivas.

Em 1922 , exibiu-se com sua própria companhia no Teatro Recreio, excursionando em seguida por São Paulo e Rio Grande do Sul. Na revista Se a moda pega, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses com música de Henrique Vogeler, encenada em 1925 no Teatro João Caetano, interpretou a marcha Zizinha, de Freitinhas.

Sua discografia é pequena, e se iniciou somente em 1931, com cinco discos para a Victor, de onde se destacam o samba Eu sou feliz e o samba batuque Nego bamba, ambos de J. Aimberê. Neste mesmo ano, participou do filme Campeão de futebol, de Genésio Arruda. Ainda na mesma época, gravou do maestro pernambucano Nelson Ferreira, o samba Tu não nega sê home.

Em 1932 estreou no Teatro recrio a revista Calma, Gegê!, onde interpretou o grande sucesso da temporada, a marcha Gegê, de Getúlio Marinho. No mesmo ano gravou na Columbia a marcha Napoleão, de Joubert de Carvalho.

O escritor e musicólogo Mário de Andrade, no Compêndio de História da Música, relacionou entre seus sambas preferidos, quatro gravados por ela: Nego bamba, Vou te levar, Eu sou feliz e Desgraça pouca é bobagem.

Após casamento com empresário paulista, retirou-se da vida artística. Em 1963, recebeu a medalha Homenagem ao Mérito, da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, por sua dedicação ao teatro brasileiro. Em 1989, o selo Revivendo lançou o LP Sempre sonhando com interpretações suas e de Gastão Formenti, Alda Verona, Raul Roulien.