sexta-feira, agosto 01, 2008

Ronaldo Bastos

Ronaldo Bastos (Ronaldo Bastos Ribeiro, Niterói-RJ, 21/1/1948—), compositor e produtor, começou a atuar profissionalmente a partir de 1967, mas seu gosto pela música se manifestou já aos dez anos de idade. Nos anos seguintes, matava aulas para ir à casa do compositor Heitor dos Prazeres. Com os colegas da escola criava marchinhas carnavalescas.

Conheceu Milton Nascimento, seu primeiro parceiro profissional, no final dos anos de 1960, no Teatro Jovem, no Rio de Janeiro, no espetáculo Rosa de Ouro. Juntos compuseram Três Pontas, depois vieram os clássicos Fé cega, faca amolada e Nada será como antes. Foi desta parceria com Milton Nascimento que se estabeleceu o Clube da Esquina.

Na década de 1970, formou-se em jornalismo pela UFRJ. Ainda nessa década, compôs com Milton Nascimento Cravo e canela, gravada por Caetano Veloso no disco Araçá azul. Na década de 1980, compôs com Lulu Santos Um certo alguém.

Entre outros, teve parceiros como Tom Jobim, Marina, Beto Guedes, Toninho Horta, Djavan, Caetano Veloso e João Donato. Renomado por suas versões, fez os versos em português de Lately (Stevie Wonder), com o nome de Nada mais, gravada com grande sucesso por Gal Costa, e de Till There Was You (John Lennon e Paul McCartney), com o nome de Quando te vi, gravada por Beto Guedes, bem como transcreveu para o inglês Nada será como antes (com Milton Nascimento), que se tornou Nothing Will Be As It Was e foi gravada por Sarah Vaughan no disco Brazilian Romance.

Como produtor, foi diversas vezes premiado pelos discos de Milton Nascimento, Beto Guedes, Nana Caymmi, Toninho Horta e outros. Entre seus trabalhos como produtor, destacam-se também Tubarões voadores, de Arrigo Barnabé, e Felino, de Luís Melodia.

Possui o selo Dubas Música, criado em 1994, em que produziu, entre outros, Clube da Esquina 2, de Milton Nascimento, e Amor de índio, de Beto Guedes.

Em 1994 e 1997, lançou, ao lado do violonista Celso Fonseca, os CDs Sorte e Paradiso, este considerado um dos melhores de 1997.

Obras

Cais (c/Milton Nascimento), 1972; Fé cega, faca amolada (c/Milton Nascimento), 1975; Lumiar (c/Beto Guedes), 1977; Nada será como antes (c/Milton Nascimento), 1972; Trem azul (c/Lô Borges), 1982; Zanga zangada (c/Edu Lobo), 1973.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Cristóvão Bastos

O compositor, pianista e arranjador Cristóvão Bastos (Cristóvão da Silva Bastos Filho - Rio de Janeiro, 03/12/1946) é respeitado e admirado por grande parte da música brasileira. No entanto, precisou de mais de 30 anos de carreira para gravar o primeiro disco solo, Avenida Brasil, que inclui parcerias com compositores consagrados.

Estudou teoria musical e acordeom desde cedo, formando-se aos 13 anos. Sua estréia profissional foi aos 18 anos, tocando piano numa boate em Cascadura, subúrbio do Rio de Janeiro. Parceiro de grandes nomes como Chico Buarque — com quem compôs Todo sentimento —, Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Abel Silva, Cristóvão vem criando arranjos para discos e shows de Nana Caymmi, Edu Lobo, Gal Costa, além dos nomes anteriores.

Em 1999, fez a direção musical e os arranjos do show e do disco duplo gravado ao vivo, Gal Costa Canta Tom Jobim. Em 1998, a cantora Clarisse Grova gravou Novos traços, disco de músicas inéditas de Cristóvão e Aldir Blanc. Barbra Streisand gravou Raios de luz, parceria dele com Abel Silva, em 1999, no disco A Love Like Ours. Com Blanc, Cristóvão compôs Resposta ao tempo, tema de abertura da minissérie Hilda Furacão, da Rede Globo (1998), que alcançou grande sucesso, e Suave veneno, da novela Suave Veneno, Rede Globo (1999), ambas gravadas por Nana Caymmi.

Nos quase 40 anos de carreira, Cristóvão recebeu diversos prêmios, entre ele oito Sharp, nas seguintes categorias e trabalhos: Melhor Música para Resposta ao tempo; Melhor Arranjo de Samba para os discos Paulinho da Viola e Parceria, de Paulo César Pinheiro e João Nogueira; Melhor Disco Instrumental para Bons encontros, em parceria com o violonista Marco Pereira; Melhor Arranjo Instrumental para o disco Disfarça e chora, do saxofonista Zé Nogueira; Melhor Arranjo de MPB para os discos Tantos caminhos, de Carmen Costa, e Resposta ao tempo, de Nana Caymmi; e Melhor Arranjo de Canção Popular com o disco Agnaldo Rayol.

Cristóvão estreou no cinema fazendo arranjos para o filme Boca de ouro, com música de Edu Lobo, o mesmo autor da trilha do filme Guerra de Canudos, para o qual fez arranjos e orquestrações. Mauá, O Imperador e o Rei, foi a primeira trilha sonora que compôs sozinho. Participou como instrumentista de filmes como O Homem nu, entre outros.

Fontes: CliqueMusic; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

É tão triste dizer adeus

É tão triste dizer adeus (1963)- Nelson Lins e Barros, Carlos Lyra e Chico de Assis - Interpretações: Carlos Lyra e Nara Leão

CD Nara / Título da música: É tão Triste Dizer Adeus / Autoria: Carlos Lyra (Compositor) / Nelson Lins e Barros (Compositor) / Nara Leão (Intérprete) / Carlos Lyra (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Coro (Acompanhante) / Gravadora: Elenco (Reedição) / Nº Álbum: 7314546803-2 / Gravação: 1964 / Lançamento: 2008 / Faixa 14 (bônus)



É tão triste dizer adeus
É mais triste que morrer
Quando um morre
O outro chora
Mas se um dos dois vai embora
Os dois é que vão sofrer

Se eu ficar,
Tão triste
Sem você
Dizer adeus

Mas pra que
Que eu vou ficar
Pra comida preparar
E ter filhos pra criar
E ter roupa pra lavar
O melhor
Tão triste
É separar
Dizer adeus

Pra viver nosso cantinho
E fazer sempre juntinho
Tantas coisas
Que só dois sabem fazer

E essas coisas tão bonitas
Se você for mesmo embora
Vão se embora com você

Pras despesas aumentar
E a vida piorar
Ninguém pode suportar
O Melhor,
Tão triste
É separar
Dizer adeus