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domingo, maio 26, 2013

Como se forma um conjunto

"A mais recente foto do popular conjunto.
Reparem que o Coringa é o do pandeiro."
A história dos Quatros Ases e Um Coringa: os cearenses que abafaram no Rio.

"Em 1936, veio de Fortaleza, um rapaz chamado Evenor, a fim de fazer o curso de Químico Industrial. Logo depois, chegava também André, que nesse tempo tinha o apelido de "Melé". Os dois estudavam e moravam juntos, como fazem tantos outros estudantes. Evenor tocava seu cavaquinho mais ou menos e "Melé" gostava de batucar num pandeiro...

Em 1938, veio se juntar aos dois, Permínio, irmão de Evenor, que cantava regularmente. Assim estava formado um trio de estudantes que alegrava os companheiros nas horas vagas, cantando as músicas populares do momento e as mais lindas melodias do Ceará. Em 1939, com a chegada de José, outro irmão de Evenor, que também tocava e cantava, o conjunto tomou aspecto de coisa séria, passando, então, a participar de festinhas familiares.

Animados por seus colegas, resolveram tentar uma audição em emissora. Assim conseguiram cantar no programa "Alma do Sertão" de Renato Murce, nessa época transmitida pelo Rádio Clube do Brasil. Apesar de muito agradarem, a PRA-3, não estava em condições de poder contratá-los. Sendo assim, resolveram continuar os estudos e... os ensaios, é claro!

Por ocasião da formatura de Evenor, estando os demais em férias, os rapazes resolveram dar um pulo em Fortaleza, a fim de visitar suas famílias. Lá chegando, "Melé" apresentou aos companheiros um ex-violonista do "Bando Liceal". Tratava-se de Esdras, ou melhor, "Pijuca", com alguma prática de conjunto e demonstrando reais qualidades. Imediatamente todos se convenceram que deveriam formar um quinteto. Logo aos primeiros ensaios, receberam uma proposta do sr. João Dummar, diretor do Ceará Rádio Clube, para fazer uma temporada de 30 dias, naquela emissora, isto em janeiro de 1941. Diante do sucesso dessa temporada, combinaram voltar ao Rio, não só para estudar, como também para ver se conseguiam, desta vez, ingressar no "broadcasting" carioca.

Ao microfone da Rádio Cruzeiro do Sul, num programa de Aylton Flores, apresentou-se, então, pela primeira vez no Rio, o quinteto "Bando Cearense" ou "Quatro Ases e Um Melé", conforme os batizou o jornalista cearense Demócrito Rocha, já falecido. Depois de três audições seguidas foram convidados a um teste na Rádio Mayrink Veiga, onde esperavam ser contratados.

Agradaram plenamente, mas... o contrato estava demorando e era preciso trabalhar. Já estavam meio apreensivos, quando surgiu novamente o Sr. João Dummar, que aqui viera a negócios. Encontrando-os fez a apresentação do conjunto ao Sr. Teófilo de Barros Filho, riscou o "Bando Cearense" e aproveitando o nome de "Quatro Ases e Um Melé", transformou-o em "Quatro Ases e Um Coringa", modificação essa que vem a dar no mesmo, pois, no Norte, "melé" e "coringa" tem o mesmo significado.

Depois de vários programas, vieram as primeiras gravações e, consequentemente, os primeiros sucessos. Quem não se lembra de: "Eu vi um leão", "Sá Mariquinha", "Baião", "Onde estão os tamborins", "É com esse que eu vou" e tantas outras músicas do repertório desses vitoriosos rapazes? Depois de atuarem durante três anos na Rádio Tupi, receberam e aceitaram uma vantajosa proposta da Rádio Nacional, onde até hoje permanecem.

O cartaz dos Quatro Ases e Um Coringa já estava assegurado, por isso começou a chover propostas para excursionarem. Percorreram vários Estados do Brasil, atuando sempre nas melhores boates e nos melhores cassinos. No exterior, obtiveram grandes sucessos em Santiago do Chile e em Buenos Aires.

Evenor, 33 anos, casado, uma filha de 4 anos, químico industrial e gosta muito de cinema. Permínio, 29 anos, solteiro, perito contador e oficial da reserva, é francamente do futebol e torcida renitente do Flamengo. José, 28 anos, casado, com um filho de 4 anos, perito contador e oficial da reserva, gosta de leitura e pratica vários esportes. Pijuca, 28 anos, casado, filhos (ainda é cedo), perito contador e gosta de resolver problemas bem intrincados. Coringa, 29 anos, solteiro, não concluiu os estudos, mas, em compensação, dizem que é um excelente "catedrático" em matéria de corridas de cavalos...

Pelo que apuramos, não resta a menor dúvida de que o maior desejo de todos os componentes dos Quatro Ases e Um Coringa é levar nossa música, e torná-la mais conhecida ainda, nos Estados Unidos da América do Norte e por toda a Europa. Bela aspiração a desses cinco jovens, que o Brasil inteiro conhece e tanto admira!"

Fotos: "A rapaziada dos 4 Ases e 1 Coringa está sempre alegre e bem disposta. Aqui três flagrantes dos guapos cearenses, tirados na praia de Copacabana numa tarde de calor."

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Fonte: Revista do Rádio - Dezembro de 1949

quarta-feira, maio 22, 2013

Marilena Cairo

Marilena Cairo - 1956
Marilena Cairo (circa 1930 - Rio de Janeiro), cantora, iniciou a carreira artística no início da década de 1950, apresentando-se em programas de rádio, quando foi contratada pela gravadora Copacabana em 1953. Gravou com acompanhamento de orquestra os sambas-canção Mentes, de Augusto Mesquita e Ari Monteiro, e Os lábios que te beijavam, de Mary Monteiro e Odilon Noronha.

Em 1955, gravou o samba Eu não conhecia a saudade, de Lindolfo Gaya, e o samba-canção Fita meus olhos, de Peterpan.

Contratada pela Sinter em 1956, lançou nesse ano o LP Marilene Cairo canta para você, com acompanhamento de Britinho e sua orquestra, disco no qual interpretou as músicas Fita meus olhos, Folha morta, de Ary Barroso, Os rios correm pro mar, de Custódio Mesquita e Evaldo Ruy, Ninguém para amar, e Quem me dera, ambas de Anísio Silva e C. Portela, Aniversário da saudade, de Santos Garcia e Aldacir Louro, Se eu pudesse, de José Maria de Abreu e Jair Amorim, e Eu sei, de Carlinhos e Alberto Paz.

No início do ano seguinte, os sambas-canção Eu sei, de Carlinhos e Alberto Paz, e Se eu pudesse, de José Maria de Abreu e Jair Amorim foram lançados em disco de 78 rpm. Ainda em 1956, atuou no filme Vamos com calma, direção de Carlos Manga e estrelado por Oscarito.

Contratada pela RCA Victor em 1957, gravou com acompanhamento de orquestra o bolero Deus te favoreça, de Fernando César, e o samba-canção Vê o que fizeste, de Peterpan e Mary Monteiro. No ano seguinte, lançou, também com acompanhamento de orquestra, o bolero Não posso mais te querer, de Aldacir Louro e Linda Rodrigues, e o samba-canção Por que brigamos?, de Pedro Rogério e Lombardi Filho.

No início da década de 1960, gravou dois discos pelo pequeno selo Santa Rita interpretando o samba-canção Aniversário da saudade, de Santos Garcia e Aldacir Louro, e Ao apagar da fogueira, de Castro Perret, e os sambas Menina dos olhos, de Anísio Bichara, Aldacir Louro e A. Roberto, e Você me traiu, de José Silva, Jorge Gonçalves e Agenor Lourenço.

Em 1974, participou do disco Osvaldo Santiago - Gente importante na Música Popular Brasileira um tributo ao compositor Osvaldo Santiago lançado pela Continental com as participações também de Alcides Gerardi, Gilberto Alves, Arlindo Borges, Coro Continental, e Hélio Chaves. Nesse tributo interpretou as músicas "Tudo cabe num beijo" e "Caçador de esmeraldas".

Os brotos (do rádio) também amam

"Marilena Cairo é uma pequena bonita e interessante que sabe cantar e apareceu no rádio atuando no programa de Samuel Rosemberg, o “Clube do Guri”. Desde que surgiu no rádio, fez logo valer sua personalidade e não houve quem não profetizasse grandes sucessos para a estrelinha que surgia.

Sua aparição verificou-se há mais ou menos quatro ou cinco anos e, depois, quando atingiu a idade juvenil, começou a ser solicitada para outras atuações. Assim apareceu na televisão, sempre cantando com agrado geral. Certo dia noticiou-se que Marilena estava atuando na PRE-Neno. Consagrava-se, assim, como profissional, a cantora que tanto sucesso fizera nos programas infantis e para quem tantos e tantos ouvintes ou homens de rádio julgaram possível uma carreira cheia de êxitos. Ainda dessa vez, Marilena continuou atuando no rádio e foi assim que ingressou noutros programas mantendo sempre o máximo de fãs.

Hoje, Marilena Cairo que ainda não conta vinte anos, está na Rádio Mundial e brilhando como não poderia deixar de brilhar. Sua atração principal é a maneira de cantar e sua graça muito juvenil. Tudo isso, porém, fez com que muita gente se preocupasse com o possível eleito dessa moça e, assim, de um momento para outro correu a notícia de que Marilena possuía um Príncipe Encantado e esse era nada mais nada menos do que o conhecido Paulo Mollin, cantor também novo e que se vem destacando no cenário radiofônico desde que deixou Pernambuco para atuar no Rio. Em Pernambuco, Paulo Mollin era cantor da Rádio Jornal do Comércio, de Recife. Ainda guri, de calças curtas, certo dia velo ao Rio e surpreendeu a todos cantando na Rádio Nacional, onde fez uma série de programas e agradou em cheio. Hoje, homem feito, muito embora seja muito jovem, está radicado no Rio, onde atua. na Nacional, depois de curta temporada na Tupi.

Fora do rádio, Paulo estuda e pretende seguir uma carreira universitária. Está terminando seu curso de humanidades para depois então ingressar numa Universidade. Requestado pelas moças, dono de uma bonita voz e de uma aparência atraente, o moço pernambucano reúne muitas qualidades para agradar às jovens. Acontece, porém, que era preciso que alguém o atraísse e, esse alguém, dizem todos, é a cantora da antiga “Hora do Guri”, a Marilena Cairo, dona de uma voz bonita e de uma carinha ainda mais bela.

Nessas coisas do coração, nada como se ouvir os interessados e, por isso, fomos ao encontro das pessoas mais próximas aos dois moços. Por sorte, encontramos o pai de Paulo Mollin, no elevador da Tupi, em companhia do animador Aérton Perlingeiro, velho amigo da família e talvez o maior fã de Paulinho. De início, nos dirigimos ao sr. Mollin perguntando:

— Então, temos romance na família, não é?

O pai de Paulo, porém, se surpreendeu com a pergunta e, curioso, fez outra indagação:

— Que negócio é esse?

Não vacilamos em contar a história:

— Dizem que Paulo Mollin e a Marilena Cairo estão-se namorando e o negócio é para casar...

Dessa vez o sr. Mollin, não vacilou e, quase nervoso, replicou:

— Qual o que! Paulinho ainda é muito novo e precisa cuidar de sua vida. De sua carreira. Fazer alguma coisa e preparar-se para o futuro.

— Mas se ele gosta da moça...

— Nem sempre o coração deve ser atendido. Paulo está estudando e tem em mente realizar um curso. Não pode, no momento, pensar em casamento.

— E no futuro?

— Bem, aí é outra coisa. Se ele pensar bem, tratará primeiro de se firmar na vida e, depois, de casar.

— O senhor se importaria que ele casasse?

— Nessas coisas, o pensamento dos pais não influi a não ser como a voz do bom senso. Todo aquele que antes de se firmar definitivamente procura constituir família, acaba se arrependendo, mais dia menos dia.

— E o Paulinho, não lhe falou nada, ainda?

— Não. Soube disso por seu intermédio. Nem conhecia qualquer projeto do Paulinho com referência à cantora da Mundial. Por isso não posso me pronunciar oficialmente sobre um romance que nem sei se existe.

Deixamos o elevador e procuramos Paulo Mollin na Nacional e Marilena na Mundial. Não os encontramos e tivemos de nos valer do telefone. Todos dois negaram a existência de qualquer romance.  Paulo disse que conhece Marilena e gosta dela como admirador e colega. Nada mais. O fato é que, se de fato existe um romance, eles despistam muito bem.  Há, porém, tudo para favorecer a ação de Cupido: ambos são moços, e estão naquela fase da vida em que tudo se apresenta envolto em nuvens cor de rosa!" (Revista do Rádio, 21/5/1955)

Discografia

(S/D) Aniversário da saudade/Ao apagar da fogueira • Santa Rita • 78
(S/D) Menina dos olhos/Você me traiu • Santa Rita • 78
(1974) Osvaldo Santiago - Gente importante na MPB • Continental • LP
(1958) Não posso mais te querer/Por que brigamos? • RCA Victor • 78
(1957) Eu sei/Se eu pudesse • Sinter • 78
(1957) Deus te favoreça/Vê o que fizeste • RCA Victor • 78
(1956) Marilene Cairo canta para você • Sinter • LP
(1956) Quem me dera/Ninguém para amar • Sinter • 78
(1955) Eu não conhecia a saudade/Fita meus olhos • Copacabana • 78
(1953) Mentes/Os lábios que te beijavam • Copacabana • 78

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Fontes: Revista do Rádio; Dicionário Cravo Albin da MPB.

Belinha da Silva

Belinha da Silva - 1949
Belinha Silva (Nair José da Silva), cantora, iniciou a carreira artística cantando na Rádio Guanabara num programa de calouros. Atuou depois na Rádio Tupi. Na primeira metade da década de 1950 foi uma das cantoras contratadas pela Rádio Nacional onde estreou em 1948 no programa "Alma do sertão" apresentado por Renato Murce quando interpretou Recorda coração.

Entre outros programas, participou do "Dicionário Toddy" produzido por Fernando Lobo onde, em um especial sobre o Nordeste, interpretou Nordeste e a música Macumbô.

Em 1950, atuou no programa "Poemas sonoros" apresentado na Rádio Nacional por Manoel Barcelos, com textos de Eurico Silva, e arranjos e orquestra dirigida pelo maestro Leo Peracchi. Apresentou-se também no programa "Gente que brilha", apresentado pelo radialista Paulo Roberto.

Estreou em discos em 1951, quando assinou contrato com a gravadora Elite Special, e gravou com acompanhamento de orquestra, o baião Bate o barro, de Ismael Neto e Nestor de Holanda Cavalcanti, e o samba-canção Dores iguais, de Ismael Neto e René Bittencourt. Em seguida, gravou com acompanhamento de conjunto regional o Baião na cidade, de Ismael Neto e Nestor de Holanda Cavalcanti, e o coco Piaba, de Rafael de Carvalho.

Sempre atuando com exclusividade em programas musicais da Nacional, em 1952 gravou com acompanhamento de regional o samba Não dei razão, de Bob Nelson e Sebastião Lima, e a Marcha do Sheik, de Dunga e José Batista. No mesmo ano, gravou os sambas-canção Não diga que isso é amor, de Anísio Bichara e F. Marchelli, João bilheteiro, de René Bittencourt, e A dor da saudade, de Luiz Antônio e Jota Jr., e os sambas Silêncio entre nós, de Luiz Bittencourt e Roberto Faissal, Baiana de Nazaré, de Ari Moreno, e Minha promessa, de Rubens Campos e Ari Rebelo.

Apesar de manter sempre uma atuação bastante discreta no cast de estrelas da Nacional, em 1953 lançou um último disco pela Elite Special com a Marcha da China, de Geraldo Queiroz e José Batista, e o samba Documento de operário, de Artur Vargas Jr, Manoel Moreira e Jones Dutra. No mesmo ano, foi contratada pela Odeon e lançou o baião De quem é meu coração e a polca Polquinha brejeira, ambas de Babi de Oliveira, com acompanhamento de conjunto regional.

No ano seguinte, gravou com acompanhamento de conjunto melódico o baião Oia o jeito, de Vargas Jr e Ubirajara Nesdan, e o samba-canção Eu abro mão, de Carolina Cardoso de Meneses e Armando Fernandes.

Em 1956, foi contratada pela gravadora pernambucana Mocambo, e no ano seguinte, lançou o samba-canção Não ser mãe, de René Bittencourt, e o xote Velhos tempos, de Altamiro Carrilho e Armando Nunes. Em seguida, gravou a marcha Cuidado papai, de Othon Russo, Castro Perret e Edson Santana, e o samba Sem teu amor, de Carvalhinho, Carrapeta e Osvaldinho.

Em 1960, gravou pelo pequeno selo CAM a marcha Eu vou pro Bola, de Blecaute e Antoninho exaltando o tradicional bloco carnavalesco carioca Cordão do Bola Preta, e o samba Dor de amor, de José Silva, Everton Correia e Jorge Costa. Lançou ainda pelo selo Ritmos, o samba Já chorei por você, de Petrus Paulus, José Silva e Jorge Gonçalves, e a marcha Tô jogado fora, de José Rosas, José Silva e Jorge Lemos.

Discografia

(1954) Óia o jeito/Eu abro mão • Odeon • 78
(1957) Não ser mãe/Velhos tempos • Mocambo • 78
(1957) Cuidado papai/Sem teu amor • Mocambo • 78
(1960) Eu vou pro Bola/Dor de amor • CAM • 78
(1961) Já chorei por você • Ritmos • 78
(1961) Tô jogado fora • Ritmos • 78

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista do Rádio - Fevereiro de 1949.

sábado, novembro 01, 2008

Juanita Cavalcanti

A cantora Juanita Cavalcanti atuou com certo destaque na década de 1950, pelas ondas da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Foi uma das mais requisitadas para interpretar boleros e música latina em geral, então em grande moda e quase constantemente nas paradas de sucesso e, também, figurava entre as mais preferidas pelos grandes maestros nos programas noturnos da da emissora.

Em 1952, gravou pela Continental o baião Meu limão, meu limoeiro, do folclore brasileiro, com arranjos de Carolina Pereira e o samba Lamento de uma raça, de Manuel Coelho e Alfredo Godinho. No mesmo ano, gravou de Mário Albuquerque o samba Noite de carnaval, e de Mário Vieira e Guilherme Leite, a toada-baião Oi-lê, oi-lá.

Em 1953, gravou a buleria A lua enamorada, de Villajos, Durango e Bolaños, com versão de Juracy Rago, e o samba Tortura sem par, de Ricardo Rangel e Lupicínio Rodrigues. No mesmo ano, gravou o samba João Valentão, do compositor baiano Dorival Caymmi, e o baião Vaidoso, de Poli e Juracy Rago.

São de 1954 as gravações do baião Acordei cansado, de Euclides da Cunha e Arlindo Pinto, e do samba Esta indecisão, de Cláudio Passos e Juracy Rago. Em 1955, gravou as marchas Tanaka, de Beduíno e Moacir Braga, Pombinha branca, de J. M. Alves e Reinaldo Santos, e o bolero Confesso, de Scorza Neto, e pela Todamérica, a marcha Pau d'água, de Juracy Rago, e o samba O samba não pode parar, de João de Barro e Alcir Pires Vermelho.

Em 1956, gravou o rojão Chapa 13, de Rubem Melo, e o samba-choro Não convém, de Antônio Rago e João Pacífico.

Discografia

Meu limão, meu limoeiro/Lamento de uma raça (1952) Continental 78
Noite de carnaval/Oi-lê, oi-lá (1952) Continental 78
A lua enamorada/Tortura sem par (1953) Continental 78
João Valentão/Vaidoso (1953) Continental 78
Acordei cansado/Esta indecisão (1954) Continental 78
Louca/Ando à procura de alguém (1954) Continental 78
Nega/Gato malvado (1954) Continental 78
Tanaka/Pombinha branca (1955) Continental 78
O pequeno sapateiro/Sh-boom (1955) Continental 78
Mister Sandman/Confesso (1955) Continental 78
Gentil senhorita/Carnavalito (1955) Continental 78
Bronqueia, Romeu!/Meu silêncio (1955) Continental 78
Páu d'água/O samba não pode parar (1955) Todamérica 78
O chapa 13/Não convém (1956) Continental 78
Innamorata/Amor e matrimônio (1956) Continental 78
Chora velho/O que chorei (1957) Continental 78
A taça é nossa/Os jogadores falam (1957) Continental 78
Doces cascabeles/Desde que te vi (1957) Continental 78
Venho de longe/Sozinha e discreta [S/D] Copacabana 78

Fontes: Revista do Rádio; Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.