segunda-feira, setembro 18, 2006

Fon-Fon

Fon-Fon (Otaviano Romero Monteiro), regente, arranjador, instrumentista e compositor nasceu em Santa Luzia do Norte/AL em 31/01/1908 e faleceu em Atenas/Grécia em 10/08/1951. Iniciou as atividades musicais aos dez anos, tocando piano numa zabumba em sua cidade.

Foi para Recife/PE estudar no Colégio Batista, mas, logo depois, abandonou a escola e voltou para Santa Luzia do Norte, onde recebeu convite para trabalhar no interior do Estado de São Paulo. Quando chegou a São Paulo/SP, resolveu permanecer na capital, mas, sem carteira de reservista, e, portanto, sem possibilidades de conseguir emprego, ingressou no Batalhão de Polícia, pensando em participar da banda (o que não foi possível porque não sabia ler música). Voltou para sua terra e, em seguida, foi para Maceió/AL, onde passou a trabalhar como correntista em um escritório. Nessa época, começou a estudar música.

Em 1927, transferiu-se para o Rio de Janeiro/RJ, para servir no 2º Regimento de Infantaria. Com o mestre de frevo Garrafinha, contramestre da banda do regimento, aperfeiçoou seus conhecimentos musicais, estudando saxofone. O apelido foi-lhe dado pelo clarinetista Dedé, companheiro de regimento, porque, quando tocava saxofone, não tirava os agudos com clareza e o som saia sempre parecido com fon-fon.

Por essa época, começou a tocar em "dancings". Numa festa em que Dedé faltou, substituiu-o na clarineta, interpretando, com muito sucesso, You Are Meantfor Me. Em 1930, deixou o Exército e passou a atuar em diversos conjuntos, e com um deles fez uma viagem à Argentina, onde permaneceu por um ano. De volta ao Brasil, ingressou na Orquestra de Romeu Silva e, posteriormente, na de Silvio Sousa.

Em 1935, por motivo de doença, afastou-se das atividades musicais, retomadas em 1939, quando começou a ensaiar sua própria orquestra. Nessa primeira tentativa, não teve êxito. Mais tarde, reuniu novos músicos, com os quais passou a atuar no Cassino Assírio, tendo o maestro Radamés Gnattali como arranjador.

Com o mesmo estilo das orquestras de danças norte-americanas que faziam grande sucesso na época, como as de Benny Goodman, Tommy Dorsey e Artie Shaw, a Orquestra de Fon-Fon alcançou muito êxito entre a elite carioca, freqüentadora do cassino. Em 1941, com sua orquestra, excursionou por Buenos Aires, Argentina, onde se apresentou na Radio Splendid.

De 1942 a 1947, no Brasil, o grupo fez o acompanhamento em dezenas de gravações, na Odeon, para os maiores cantores da época. Gravou poucos discos instrumentais, entre os quais o famoso choro Murmurando (de sua autoria e Mário Rossi), em 1946, na Odeon.

Em 1947, Fon-Fon e sua Orquestra foram para Paris, França, a convite do Club des Champs Elysées, permanecendo na Europa até 1951, e apresentando-se em diversos países, inclusive a Grécia, onde morreu.

Foi no exterior que a orquestra gravou seu único LP, na etiqueta London, não editado no Brasil. Foi o primeiro chefe de orquestra uma banda com naipes de saxofone e metais (trombones e trompetes), com uma sonoridade característica e identificável, contribuindo também para o sucesso de diversos cantores importantes que acompanhou.

(fonte: Collector's)

Ericsson Martha

Ericsson Martha, cantor, estreou em discos em 1943, quando gravou pela Columbia, com acompanhamento de Benedito Araújo e seu conjunto regional, o samba O "X" da questão e a marcha Alto lá, seu João!, ambas de Humberto Teixeira e Carlos Barroso.

Em 1945, na Continental, gravou com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional, a valsa Nininha, de Benedito Lacerda e Mário Rossi e o samba Manchete de estrelas, de Benedito Lacerda e Orestes Barbosa. Em seguida, gravou com acompanhamento de orquestra as valsas Morena e Primavera, de Irene de Almeida e Valter de Almeida.

No mesmo ano, transferiu-se para a gravadora Victor e gravou a marcha-hino Paz e o samba Brasil, ambas de Benedito Lacerda e Aldo Cabral, que seguiam o espírito patriótico daqueles tempos de guerra. Em seguida, gravou dois sambas Pedro da Conceição, de Benedito Lacerda e Eratóstenes Frazão e Não quero, de Benedito Lacerda e Aldo Cabral, com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional.

Em 1946, gravou um último disco na Victor com os choros Minha prece, de René Bittencourt e Luiz Bittencourt, e Amoroso, de Garoto e Luiz Bittencourt, com acompanhamento de Garoto e seu conjunto.Em seguida, transferiu-se para a Continental e gravou com acompanhamento de Napoleão Tavares e Seus Soldados Musicais, os sambas História do Brasil, de Lauro Maia e Mendonça de Souza e Onde trabalha o seringueiro, de Mendonça de Souza.

Em 1948, transferiu-se para o selo Star, futura Copacabana, e gravou com acompanhamento de Raul de Barros e Sua Orquestra os sambas Meia-noite, de Humberto Paiva e Sebastião Cirino, além de Nós somos de lá, de Lauro Maia.

Em 1950, ingressou na Todamérica e em seu primeiro disco na nova gravadora lançou com acompanhamento de orquestra a marcha Falsa colombina e o samba Lá vem ela, ambas de Saint-Clair Sena. No ano seguinte, gravou de Armando Braga e Amauri Silva, com acompanhamento de Sebastião Cirino e sua orquestra, os sambas Humilhação e Oceano de pranto. Também em 1951, gravou com acompanhamento de orquestra os sambas Hino ao samba e Samba do adeus, de autoria da dupla José Maria de Abreu e Jair Amorim. Gravou também o samba Rosa maliciosa, de Sebastião Cirino e Rogério Nascimento.

Em 1952, gravou o samba No alto da serra, de Paulo Barbosa e Alberto Ribeiro, e o bolero Réstea de luz, de Amauri Silva e Almeida Filho.Gravou em 1953 os sambas Como bebe esse rapaz, de Rui de Almeida, Guido Medina e Orlando Trindade, e Vou beber, de Paulo Marques, Ailce Chaves e Sávio Barcelos.

Em 1954, gravou um último disco na Todamérica com a canção Mama, de Cherubini e Bixio, com versão de Guido Medina e a toada-baião Ave Maria do sertão, de Conde e Pádua Muniz.

Em 1955, contratado pela Odeon, gravou a valsa Quando a mulher erra, de Cicognini, Weston e Cahn, com versão de Júlio Nagib, e o samba Gesto covarde, de Henrique Gonçalez.

Em 1956, gravou o fox Esperando você , de Zareth e North, com versão de Haroldo Barbosa, e a valsa Bodas de Prata, de Roberto Martins e Mário Rossi, com acompanhamento de Osvaldo Borba e sua orquestra.

No final dos anos 1950, já em fim de carreira e sem maiores oportunidades, gravou um disco pelo selo Araribóia com a valsa Uma alegria sem fim e o fox Estrela vazia, de L. V. Mota

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

Ave Maria do sertão

Cascatinha-Inhana
Ave Maria do Sertão (toada, 1952) - Pádua Muniz e Conde - Interpretação: Cascatinha e Inhana

Disco 78 rpm / Título da música: Ave Maria do Sertão / Conde (Compositor) / Muniz, Pádua (Compositor) / Cascatinha (Intérprete) / Inhana (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Todamérica, 1952 / Nº Álbum: TA 5202 / Gênero musical: Canção / Toada.


Tom: G

    E             B7/9  E
Quando a tarde declina
            E
Veste a campina
     E/G#     F#m
Seu manto de prata
          B7
Tudo é beleza,
   B7/F#    B7
Sorri a natureza
    B7/F#    E
No verde da mata.

             Bm
Regressa da roça
           E7
Pra sua palhoça
            A   A#°
De pés no chão,
                E   C#m
E a cabocla bonita
               C7+
Roga a paz infinita
    B7     E   B7
Em sua oração

E  E/G#  F#m  B7  B7/F#  B7 E  F#m B7
Ave    Maria  do meu    sertão
E  E/G#   F#m  B7  B7/F#  B7    E B7 D E7
Dai paz e amor pro   meu   coração

            A
Acordes divinos
           A/C#
Tangem os sinos
        Bm
Na capelinha.
            E7
Violas, violões,
  E7/B     E7
Soluçam paixões
 E7/B   A
Numa tendinha.

             Em
Regressa da roça
           A7
Pra sua palhoça
            D   D#° A/E
De pés no chão,
        F#°      A   F#m
E a cabocla bonita
               F7+
Roga a paz infinita
    E7     A  E7
Em sua oração

A C#m   Bm  E7 E7/B E7 A  E7
Ave   Maria do meu sertão
 A  C#m  Bm     E7  E7/B   E7  A  E G7
Dai paz e amor pro   meu   coração

C Em    Dm  G7  G7/D  G7 C   G7
Ave   Maria do meu   sertão
 C   Em  Dm   G7  G7/D   G7  C
Dai paz e amor pro   meu   coração