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sábado, julho 13, 2013

Francisco Braga

Francisco Braga (Antônio Francisco Braga), compositor, regente e professor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 15/04/1868, e faleceu na mesma cidade em 14/03/1945. Iniciou os seus estudos musicais em 1876 e concluiu o curso de clarineta com Antônio Luís de Moura em 1886, tendo também sido aluno de Carlos de Mesquita (harmonia e contraponto).

Em 1890 participou do concurso oficial para a escolha do novo Hino Nacional Brasileiro, classificando-se entre os quatro primeiros colocados e, com isso, obteve bolsa de dois anos para estudar na Europa.

Foi então para Paris, onde estudou composição com Jules Massenet e, posteriormente, fixou residência em Dresden, Alemanha.

Influenciado pelo compositor alemão Wagner, decidiu compor uma obra de maiores proporções, utilizando recursos cênicos, vocais e orquestrais. Assim, baseado em novela de Bernardo Guimarães, compôs Jupira, ópera em um ato, que dirigiu pela primeira vez no Teatro Lírico do Rio de Janeiro em 1900, ano da sua volta ao Brasil.

Dois anos depois foi nomeado professor do Instituto Nacional de Música, no Rio. Em 1905 compôs o Hino à Bandeira, cujos versos são de Olavo Bilac.

Suas composições primavam pelo bom acabamento e leveza de técnica, sem complexidade aparente, marca de sua formação francesa. As inúmeras composições de marchas e hinos lhe valeram o apelido de "Chico dos Hinos".

Em 1908 compôs, a partir de temas nacionais, a música para O contratador de diamantes, drama de Afonso Arinos, e em 1909, na inauguração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, foi apresentado em primeira audição seu poema sinfônico Insônia.

Em 1912 participou da fundação da Sociedade de Concertos Sinfônicos, da qual se tornou diretor artístico e regente, permanecendo à frente da orquestra por vinte anos.

Presidente perpétuo da Sociedade Pró-Música e fundador do Sindicato dos Músicos, Francisco Braga foi escolhido como Patrono da Cadeira de número 32 da Academia Brasileira de Música.

Obra


Missa de S. Francisco Xavier (s.d.)
Missa de S. Sebastião (s.d.)
Te Deum (s.d.)
Stabat Mater (s.d.)
Trezena de S. Francisco de Paula (s.d.)
A Paz, poema com coro (s.d.)
Oração pela Pátria, poema com coro (s.d.)
Trio, para piano, violino e violoncelo (s.d.)
Dois Quintetos (s.d.)
Quarteto para instrumentos de sopro (s.d.)
Virgens Mortas, canção com letra de Olavo Bilac (s.d.)
Trovador do Sertão, para canto e orquestra (s.d.)
Hino à juventude brasileira (s.d.)
Hino à Paz (s.d.)
Paysage (1895)
Cauchemar (1896)
Brasil, marcha (1898)
Marabá, poema sinfônico, sua primeira obra com temática nacional (1898)
Episódio Sinfônico
Jupira, ópera (1898)
A Pastoral, episódio lírico (1903)
Barão do Rio Branco, dobrado (1904)
Satanás, dobrado (s.d.)
Hino à Bandeira do Brasil (1905)
Canto de Outono, para orquestra de arcos (1908)
O Contratador de Diamantes, música incidental (1908)
Insônia, poema sinfônico (1908)
Anita Garibaldi, ópera (1912-1922)
Hino dos alunos do Colégio Pedro II (Executado pela 1a. vez em 2/12/1937).
Diálogo sonoro ao luar. Seresta para saxofone alto (mib) e bombardino (dó)(s.d.) Publicado no Boletín Latinoamericano de Música, t. VI (1946).

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Fontes: Academia Brasileira de Música; Wikipédia.

quinta-feira, junho 27, 2013

Clóvis Mamede

Clóvis Mamede - 1936
Clóvis Mamede, maestro, compositor e arranjador (1909 Santa Cruz do Rio Pardo, SP - circa 1990 Pernambuco), foi requisitado na música tradicional pernambucana, especialmente o frevo e marchas de carnaval.

Integrava, em 1936, o conjunto moderno da Rádio Record de São Paulo, como solista de piston.

Autor da clássicos como Na onda do frevo e Sonhei que estava em Pernambuco. Esta última foi inicialmente gravada em 1949 pelo próprio, com acompanhamento de sua orquestra e, posteriormente,  recebeu releituras de grandes nomes da música popular brasileira, como Alceu Valença, Lenine e Antônio Nóbrega.

Ainda em 1949, a cantora Carmen Costa já havia regravado esse frevo, pela gravadora Star. Já Na onda do frevo, também com o acompanhamento de sua orquestra,  foi gravada por Homero Marques.

Em 1951, o grupo Demônios da Garoa gravou as suas músicas Tenho razão para chorar (c/ José Roy e Gentil Castro) e Pobre colombina (c/ Maugéri Neto e Maugéri Sobrinho). No mesmo ano, a cantora Esterzinha de Souza gravou a sua marcha Galã de morte (c/ Borges Barros).

Compôs choros ao lado de Gilberto Gagliardi e Domingos Namone.  A orquestra sob sua direção fez gravações de músicas como Cabrocha Beatriz, de Homero Marques.

Playlist





Obra


Batuque de São João (c/ Capitão Furtado), Na onda do frevo, Pobre colombina (c/ Maugéri Neto e Maugéri Sobrinho), Princesa Isabel (c/ Capitão Furtado), Sonhei que estava em Pernambuco, Tenho razão para chorar (c/ José Roy e Gentil Castro).

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Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista "O Malho", de 20/08/1936.

segunda-feira, junho 17, 2013

Alberto Lazzoli

Alberto Lazzoli, oboísta e regente, nasceu em São Paulo, SP, em 03/07/1906, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 04/12/1987. Desde criança demonstrou inclinação para a música. Estudou com o pai do maestro Leo Peracchi.

Paralelamente à vida de músico, trabalhou na área de comércio como auxiliar de escritório, tendo se formado pela Escola de Comércio Álvares Penteado. Foi professor da Escola de Música da UFRJ, na qual se aposentou. 

Atuou na Rádio Nacional na fase áurea do rádio no Brasil. Iniciou sua carreira tocando em festas e bailes. Foi solista da Sociedade de Concertos Sinfônicos, criada na capital paulista. Acompanhou a famosa bailarina Ana Pavlova em sua última apresentação no Brasil.

Na Rádio Nacional, além de acompanhar Francisco Alves em seu famoso programa do meio-dia ("Ao soar o carrilhão..."), participou de vários outros programas, tais como "Honra ao mérito", "O Lado claro da vida", "Festivais G.E.", "Concertos Philips", "Quando os maestros se encontram", entre outros.

Prestou depoimento à Rádio Nacional, contando sua participação no rádio, em fita comercializada pela Collector's. Compôs o Hino do Rádio Brasileiro.

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Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

sexta-feira, junho 07, 2013

Britinho

Leal Brito - 1962
Britinho (João Adelino Leal Brito). pianista, regente e compositor, nasceu em Pelotas, RS, em 05/05/1917. Aos dez anos de idade estudou violino e com 18 começou a aprender piano.

Em 1939 se mudou para São Paulo, iniciando a carreira e atuando na boate Tabu. Em 1942, transferiu-se para o Rio de Janeiro a fim de atuar na orquestra de Fon-Fon. Em 1944, formou seu próprio conjunto.

Em 1951, gravou na Todamérica ao piano os choros Foi sem querer e Machucadinho de sua autoria.

Em 1953, compôs com Mesquita o baião Pitu e o choro Estela, gravadas por Mesquita e seu Conjunto. No mesmo ano gravou ao piano com Fat's Elpídio o choro Sururu na Lapa, parceria dos dois.

Em 1952, teve gravado o baião Rosinha, parceria com Fat's Elpídio, por Mesquita e Seu Conjunto. No ano seguinte, Gentil Guedes e Sua Orquestra gravou seu choro Vê se te agrada, na Sinter.

Em 1956, gravou com seu Conjunto pela Continental os sambas Nem eu e Vatapá, ambos de Dorival Caymmi. No mesmo ano, gravou ao piano pela Sinter os sambas Feitio de oração de Noel Rosa e Vadico, Jura de Sinhô, e Implorar de Kid Pepe e Germano Augusto.

Em 1957, gravou ao piano pela Sinter, o fox-trote No tempo da jazz-band e, com seu Conjunto, o bolero Dolores de H. Giraud e R. Bravard. No mesmo ano, participou do LP Tarde dançante nº 2 lançado pela Sinter e que contou ainda com as participações de Pedroca, José Menezes, Irany Pinto, Walter Gonçalves, Silva Leite, Luperce Miranda, Juca do Acordeom e Eduardo Patané. Nesse disco, interpretou ao piano o fox Moritat, de Kur Weill e Bertolt Brecht.

Com seu conjunto, sua orquestra e coro acompanhou diversas gravações na Sinter, entre as quais, as de Neusa Maria, Carlos Augusto, Marilena Cairo, Trigêmeos Vocalistas, Vanja Orico e Gilda Valença. Nesse período gravou com seu conjunto pela Continental o LP Sucessos de Dorival Caymmi.

Em 1959, teve o Choro na gafieira gravado pelo Conjunto Samba Blue. Em 1960, gravou na Columbia com seus Ases do Ritmo as rumbas Mustafá de domínio público, e arranjos de sua autoria e Adão e Eva de Paul Anka. No mesmo ano, teve sua parceria com Fernando César, o bolero Desencontro, gravado por Antenor Correia na Odeon.

Em 1961, Jorge Goulart gravou Tu vais passar, tango, Pery Ribeiro o bolero Noite chuvosa e Wilson Simonal, Biquini de borboletas, parcerias com Fernando César. Em 1962, a Banda do Corpo de Bombeiros gravou de sua parceria com Fernando César, a música Terezinha de Jesus e Dalva de Andrade gravou Não me esqueça, da mesma parceria.

Em 1963, Helena de Lima gravou, de sua parceria com Fernando César, Nunca te direi e Longe de mim

Em 1964, a mesma Helena de Lima gravou Ponto e chuva, no ano seguinte, Ser saudade, em 1966, Nossa favela e Ainda bem e, em 1975, Quem viu gostar assim, todas parcerias com Fernando César.

Entre os LPs que gravou estão Convite ao samba e Dançando com Britinho, pela Sinter, Dançando em HI-FI, pela Columbia e Músicas de filmes de todo o mundo, pela Odeon. Utilizou os pseudônimos de Pierre Kolman e Franca Vila.

Obra

Ainda bem (c/ Fernando César), Biquinis de borboletas (c/ Fernando César), Choro na gafieira, Desencontro (c/ Fernando César), Estela (c/ Mesquita), Foi sem querer, Longe de mim (c/ Fernando César), Luz que não se apaga (c/ Fernando César), Machucadinho, Não me esqueça (c/ Fernando César), Noite chuvosa (c/ Fernando César), Nossa favela (c/ Fernando César), Nunca te direi (c/ Fernando César), Pitu (c/ Mesquita), Ponto e chuva (c/ Fernando César), Quem viu gostar (c/ Fernando César), Rosinha (c/ Fat's Elpídio), Ser saudade (c/ Fernando César), Sururu na Lapa (c/ Fat's Elpídio), Terezinha de Jesus (c/ Fernando César), Três dias sem te ver (c/ Fernando César), Tu vais passar (c/ Fernando César), Vê se te agrada.

Discografia

Foi sem querer/Machucadinho (1951) Todamérica 78
Nem eu/Vatapá (1956) Continental 78
Moritat/Feitio de oração (1956) Sinter 78
Jura/Implorar (1956) Sinter 78
Canadian sunset/Dolores (1957) Sinter 78
Refrain/No tempo do jazz-band (1957) Sinter 78
Mustafá/Adão e Eva (1960) Colúmbia 78
Sucessos de Dorival Caymmi [S/D] Continental LP
Convite ao samba [S/D] Sinter LP
Dançando com Britinho [S/D] Sinter LP
Os dez maiores sambas [S/D] Sinter LP
Rio, zona sul [S/D] Sinter LP
Pensando em ti [S/D] Sinter LP
Dançando em HI-FI [S/D] Columbia LP
Músicas de filmes de todo o mundo [S/D] Odeon LP

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Fontes: http://www.musicapopular.org/britinho/; Dicionário Cravo Albin da MPB.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Emílio do Lago

Emílio do Lago (Emílio Eutiquiano Correia do Lago), compositor, pianista, regente e professor, nasceu em Franca, SP, em 1837, e faleceu na cidade de São Paulo, SP, em 7/1/1871. Filho de uma família de músicos, iniciou seu aprendizado em casa. Mais tarde, em Campinas, SP, tornou-se amigo de Carlos Gomes, que lhe dedicou a modinha Quem sabe.

Em 1860 passou a morar em São Paulo, como professor de piano e canto. Fez amizade com os estudantes da Faculdade de Direito, tendo participado de serenatas ao lado de Fagundes Varela (1841—1875) e musicado versos de Castro Alves, entre outros. Tomou parte, como solista ou acompanhante, em inúmeros concertos e recitais.

Em 1864 e 1865 foi sócio do comerciante Henrique Luís Levy, também artista, pai dos compositores Luís Levy e Alexandre Levy, vendendo pianos e partituras em São Paulo. Nos dois anos seguintes organizou e regeu uma pequena orquestra em espetáculos no Teatro São José.

Em agosto de 1868, por ocasião dos festejos pela tomada de Humaitá, na Guerra do Paraguai, foi ovacionado no Largo de São Gonçalo, quando a orquestra executou seu Hino patriótico, com versos de Castro Alves. No ano seguinte, chegou a ser convidado por Louis Moreau Gottschalk, em visita a São Paulo, para um concerto a quatro mãos, que não se realizou.

Em 1870 participou com Brasílio Itiberê da Cunha, então estudante de direito, de um concerto promovido pelo pianista chileno Tomás Rodenas, discípulo de Gottschalk.

Obras

Música orquestral: Hino patriótico, 1868.- Música instrumental: O cabrião, polca, p/piano, 1867; O canto da coruja, serenata, p/piano, 1865; Lágrimas da aurora, polca-mazurca, p/piano, 1864; Uma lembrança da amizade, p/piano, 1864; Marcha militar, p/piano, 1865; Reminiscências, mazurca, p/piano, 1864; Rosa mística, introdução e mazurca, p/piano, 1870; A seráfica, polca brilhante, p/piano, 1870; Sereia, mazurca, p/piano, 1868.- Música vocal: Canção do boêmio, recitativo, 1868; Último adeus do amor, opus 1, modinha, p/piano e canto, 1862.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

segunda-feira, maio 02, 2011

Zacarias de Miranda

Zacarias de Miranda (José Zacarias de Miranda e Silva), regente, professor e violinista, nasceu em Baependi MG, em 1851, e faleceu em São Paulo SP, em 31/10/1926. Alfaiate de profissão, iniciou-se em música na cidade natal, estudando canto e vários instrumentos de sopro e corda, particularmente violino.

Em 1869 transferiu-se para a vila de Penha do Rio do Peixe (atual Itapira) SP onde atuou como mestre da banda local.

Convertido ao protestantismo, foi obrigado a mudar-se para São Paulo SP, ingressando como violinista na Companhia Lírica Ferrari, que funcionava no Teatro São Pedro.

Estudou depois para o ministério, trabalhando sobretudo em Sorocaba SP e Brotas SP, em cuja igreja organizou um coro misto a quatro vozes. Deixou várias composições sacras, principalmente salmos e hinos. A maior parte de sua obra foi escrita para coro misto a quatro vozes á capela.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; Vultos Presbiterianos; Portal Mackenzie.

domingo, março 06, 2011

Gabriel Migliori

Gabriel Migliori, regente, arranjador, instrumentista e compositor, nasceu em São Paulo, SP, em 9/11/1909, e faleceu na mesma cidade, em 2/1/1975. Estudou música com Savino de Benedictis, Armando Pugliesi e Agostino Cantú.

Iniciou a carreira profissional tocando piano na Rádio Record, de São Paulo, instrumento que abandonou para dedicar-se ao arranjo, regência e composição de música erudita e popular, adotando inicialmente, para esta, o pseudônimo de Guito Itiperê.

Compôs várias peças eruditas, como Variações sinfônicas sobre um tema popular, Concerto para violino, Impressões brasileiras, Pirapora e Berceuse, obras em sua maioria premiadas pelo Departamento de Cultura da prefeitura de São Paulo.

Escreveu ainda as trilhas sonoras para os filmes O cangaceiro (Lima Barreto, 1953), Cidade ameaçada (Roberto Farias, 1960), O pagador de promessas (Anselmo Duarte, 1962), entre outros.

Em sua carreira obteve vários prêmios Roquete Pinto, quatro Saci, dois Governador do Estado e dois Cidade de São Paulo por suas composições para cinema, no que se tornou muito conhecido.

Foi o principal maestro e arranjador da Rádio e TV Record, acompanhando os maiores cantores brasileiros, por mais de 30 anos.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

sábado, março 05, 2011

Sílvio Mazzucca

Maetro Sílvio Mazzucca
Sílvio Mazzucca, regente, instrumentista e compositor, nasceu em São Paulo, SP, em 21/5/1919, e faleceu na mesma cidade, em 22/1/2003. Passou a infância no bairro do Bexiga, estudando piano por 1927-1928 com Helena de Aquino e Silva e harmonia com Savino de Benedictis, em 1945 e 1946.

Por 1932, começou a atuar na pequena orquestra de Nicolino Leocatta, animando bailes num clube da Rua Major Diogo, no Bexiga, ingressando em 1938 na Rádio Tupi, de São Paulo, onde integrou pela primeira vez uma grande orquestra, atuando como pianista e solista de piano com Juca e seus Rapazes. Com a saída de Juca da Rádio Tupi, a direção da orquestra passou para o saxofonista J. França, a quem substituiu em 1942.

No ano seguinte, passou a atuar na Rádio Tupi e na Difusora, pela fusão das duas emissoras, dirigindo a orquestra e apresentando-se ao piano. Em seguida, passou também a tocar vibrafone, permanecendo na Rádio Tupi até 1945.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Júlio Medaglia

Júlio Medaglia
Júlio Medaglia (Júlio Medaglia Filho), regente, compositor e arranjador, nasceu em São Paulo, SP, em 16/4/1938. Realizou estudos teóricos e de regência coral-sinfônica com Hans Joachim Koellreutter. Em 1961, a convite do governo alemão, fez curso completo de regência sinfônica na Escola Superior de Música de Freiburg, defendendo tese e obtendo o mestrado quatro anos depois.

Fez ainda cursos de música contemporânea com Pierre Boulez (1925—) e Karlheinz Stockhausen (1928—), além de cursar alta interpretação sinfônica com Sir John Barbirolli (1899—1970), de quem se tornou assistente.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Cleofe Person de Mattos

Cleofe P. de Mattos
Cleofe Person de Mattos, regente e musicóloga. nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 17/12/1913, e faleceu na mesma cidade, em 03/052002. Cursou composição e regência na E.N.M.U.B., do Rio de Janeiro, diplomando-se em 1940. Fez ainda curso de formação de professores especializados em música e canto orfeônico da antiga Universidade do Distrito Federal. 

Em 1941 fundou e regeu o Coro Feminino Pró- Música, que deu origem, cinco anos mais tarde, à Associação de Canto Coral, em que continuou atuando como regente. 

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Ernesto Dias

Ernesto Dias (Belém PA 2/1/1857 - id. 1908), instrumentista, compositor e regente, era filho do músico e ator Lourenço Antônio Dias, estudou com Henrique Eulálio Gurjão, viajando depois para Milão, Itália, onde freqüentou o Real Conservatório.

Por falta de recursos não terminou o curso, retornando a Belém. Ali completou os estudos com Enrico Bernardi.

Em 1883 foi um dos organizadores da orquestra de serestas Companheiros do Luar. Fundou também outros conjuntos, para os quais escreveu valsas, tangos, maxixes, xótis etc.

Sua composição mais famosa é a valsa Minha esperança, editada em Belém e pela casa Préalle, em Recife PE. Tocando piano, violino, saxofone, clarineta e principalmente flauta, integrou os conjuntos sinfônicos que se exibiam no Teatro da Paz, em Belém.

Fundou a primeira sociedade de concertos de sua cidade, o Clube Musical Concertante e editou a Gazeta Musical (1890/2), revista bimensal.

É autor de Solo concertante, Serenata e Sonata, obras para flauta e piano, Adágio sostenuto, para terceto de flautas, além de hinos patrióticos, marchas militares, música religiosa etc.

Foi professor de flauta no Conservatório de Música, depois Instituto Carlos Gomes, desde sua fundação, em 1895.

Em 1907 era diretor do grupo pastoril Filhas de Davi, para o qual compôs um hino.

Obra

Amor selvagem, valsa, s.d.; O chino do careca, polca, s.d.; A juventude, valsa, s.d.; Minha esperança, valsa, s.d.; Orfeu na roça, polca, s.d.; Vaporosa, valsa, s.d.; A zangada, valsa, s.d.

Fonte: Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 1977.

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Maestro Chiquinho

Foto: Carioca,  de 07/11/1953
Maestro Chiquinho (Francisco Duarte), regente e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 3/12/1907, e faleceu na mesma cidade, em 1/11/1983. Estudou música com o pai, Macário Duarte.

Iniciou carreira em 1933, atuando em vários conjuntos. Dois anos depois passou a integrar a Orquestra Andreazzi, apresentando-se também como solista de trompete em teatros.

Em 1936 começou a tocar na Orquestra de Raul Lipofi, atuando três anos depois como solista na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro.

Em 1940 passou a atuar na Orquestra Napoleão Tavares e, no ano seguinte, na de Raul Roulien.

Em 1942 formou a Orquestra do Chiquinho, com a qual gravou na Columbia e Continental, de 1942 a 1945. Nesse ano foi contratado pela Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, nas quais acompanhou os maiores cantores da época e foi atração principal em várias apresentações, recebendo prêmio de melhor orquestra do ano em 1952.

Na década de 1950 gravou vários 78 rpm na Continental, estando entre os destaques os choros Rua do passeio (Getúlio Macedo), Remexendo (Radamés Gnattali) e Sandoval em Bonsucesso (Carioca), este em 1947.

Entre 1954 e 1961 atuou como maestro e músico em trilhas para filmes e, em 1962, gravou com sua orquestra um LP na Polydor.

Aposentado, mas ainda pertencendo ao elenco da Rádio Nacional, continuou a animar com as suas orquestras os principais programas da emissora, como os de César de Alencar e Paulo Gracindo


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998.

Erlon Chaves

Erlon Chaves
Erlon Chaves (Erlon Vieira Chaves), regente, arranjador e compositor, nasceu em São Paulo, SP, em 9/12/1933, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 14/11/1974. Desde cedo interessou-se por música, tendo feito uma apresentação ainda menino no programa infantil Clube do Papai Noel, da Rádio Difusora, de São Paulo, cantando Rosa (Pixinguinha). 

Aos sete anos começou a estudar no Conservatório Musical Carlos Gomes, ao mesmo tempo que cantava regularmente na Rádio Difusora, formando-se em piano dez anos mais tarde, época em que também cursou canto com Tercina Saracceni. Passou a tocar em dancings, onde adquiriu experiência jazzística junto a músicos que ali atuavam. 

Em 1953 começou a estudar harmonia, instrumentação e regência com os maestros Luis Arruda Pais, Renato de Oliveira e Rafael Pugliesi. Atuou ainda em televisão, tendo composto uma Sinfonia cujo tema foi durante vários anos prefixo da extinta TV Excelsior, de São Paulo. 

Em 1965 transferiu-se para o Rio de Janeiro, atuando na TV Tupi e, a seguir, na TV-Rio, onde foi diretor musical, tendo participado da criação e realização do I FIC, dessa televisão, em 1966, compondo, inclusive, seu prefixo. 

Durante o V FIC, da TV Globo, em 1970, comandou um coro de 40 vozes, que acabou constituindo-se na Banda Veneno. Criada inicialmente só para acompanhar a música de Jorge Ben (Ben Jor), Eu também quero mocotó, a banda ligou- se depois definitivamente a seu próprio trabalho. 

Foi arranjador de vários cantores, entre os quais Elis Regina, a quem acompanhou a Paris, França, quando de sua apresentação no teatro Olympia, em 1968. 


Em 1973, na Philips, gravou o LP As dez canções medalha de ouro, destacando-se Casa no campo (Zé RodrixTavito) e Amada amante (Roberto Carlos e Erasmo Carlos). 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PibliFolha - 2a. Edição - 1998.

sexta-feira, novembro 19, 2010

Moacyr Silva


Moacir Silva (Moacir Pinto da Silva), instrumentista, compositor e regente, nasceu em Conselheiro Lafaiete (MG), em 10/05/1918. Filho do regente da banda municipal de Conselheiro Lafaiete, aos dez anos já tocava flautim na banda do Centro Operário, aprendendo logo depois sax-tenor. Aos 17 anos foi com a família para o Rio de Janeiro, onde prestou serviço militar, tocando na banda do quartel do Exército.

Por essa época, começou a receber os primeiros convites para atuar em bailes suburbanos. Saindo do Exército, passou a tocar na gafieira Elite, integrando mais tarde a orquestra do maestro Fon-Fon, onde ficou até 1947. Atuou então na orquestra Zacarias, apresentando-se no Copacabana Palace Hotel, e começou a tocar na Rádio Mayrink Veiga, na orquestra do maestro Peruzzi.

Em 1953 formou seu próprio conjunto, com Dom Um (bateria), Célio (contrabaixo) e Sacha (piano), apresentando-se na boate Vogue, onde acompanhava Dolores Duran, e na boate Au Bon Gourmet, acompanhando Francinete. No mesmo ano assinou contrato com a Copacabana, gravando seu primeiro 78 rpm, com o fox You Belong to Me (Price, King e Stewart) e o choro Crepúsculo (Júlio Barbosa), lançando depois em disco um choro de sua autoria que já era sucesso em rádio, Sugestivo.

Passou a fazer acompanhamento para gravações de Elisete Cardoso e Marisa, assumindo o cargo de produtor da gravadora Copacabana. Recebendo inúmeras solicitações para atuar em bailes, gravou com seu conjunto quatro volumes do LP Dançando com você. Adotou então o pseudônimo de Bob Fleming, aumentando imediatamente a venda de seus discos.

Na década de 1960 lançou como solista quatro volumes do LP Saxsensacional. Em 1963 gravou o LP Samba é bom assim, na Copacabana, em que estão incluídas duas composições suas, os sambas Ninguém sabe de nós e Os teus encantos (ambos com Antônio Maria).

Continuou trabalhando na Copacabana, produzindo e acompanhando gravações até sua aposentadoria.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora e PubliFolha.

terça-feira, novembro 09, 2010

Napoleão Tavares

Napoleão Tavares - 1940
Napoleão Tavares, regente, instrumentista e compositor, nasceu em Ubá, MG, em 23/07/1892, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 22/04/1965. Iniciou carreira musical no início da década de 1910, chegando a gravar em solo de trompete a valsa Marta (Elias do Amaral), com a Banda Faulhaber, no Rio de Janeiro, por 1912.

Foi integrante da orquestra do violonista Cícero Meneses, que se apresentava na sala de espera do Cinema Avenida. No final da década de 1920 formou, com Gaó, Zé Carioca e Jonas Aragão a orquestra Colbás, grupo de estúdio da gravadora Columbia.

Nesta gravadora registrou, em junho de 1930, em solo de trompete, acompanhado pela JazzBand Columbia, o choro Peri, de Jonas Aragão. No mês seguinte foram gravadas, pela Columbia Brasil Orquestra, suas composições Recordando-te e Laís.

Com a Orquestra Colbás gravou diversas músicas na Columbia, entre as quais a valsa Amo-te (Sílvio Perazzini), o choro Não estrila (Atílio Grany) e a valsa Rapaziada do Bom Retiro (G. Negrini), todas em 1931. A orquestra gravou ainda várias músicas de Zequinha de Abreu, como a valsa Branca (1931) e os choros Tico-tico no fubá (1931) e Os pintinhos no terreiro  (1932).

Em 1934 excursionou pela Bahia à frente de uma orquestra que incluía Ary Barroso ao piano. Formou em seguida a Napoleão Tavares e seus Soldados Musicais, que alcançou notoriedade nas décadas de 1930 e 1940, sobretudo como orquestra de danças, além de uma longa atuação na Rádio Clube do Brasil.

Com essa orquestra, da qual era regente e trompetista, acompanhou Sílvio Caldas, em 1938, nas gravações da marcha-rancho Pastorinhas (João de Barro e Noel Rosa), do samba Choro por teu amor (Castro Barbosa e Kid Pepe) e das marchas Seu Gaspar (Hervé Cordovil) e Ratoeira (André Filho e Alberto Ribeiro). Sua atuação prolongou-se até o início da década de 1950.


Playlist

Adoração (valsa) - V. Giordano / Gravadora Columbia / Número do Álbum: 7000 / Data de Gravação: 00/1930 / Data de Lançamento: 00/1930 / Lado A / Disco 78 rpm.

Alma brasileira (valsa) - Fernando Magalhães / Gravadora Columbia / Número do Álbum: 7038 / Data de Gravação: 00/1930 / Data de Lançamento: 00/1930 / Lado B / Disco 78 rpm.

Amor perfeito (valsa) - Porfirico Damasceno / Gravadora Continental / Número do Álbum: 15062 / Data de Gravação: 00/1943 / Data de Lançamento: 00/1943 / Lado A / Disco 78 rpm.

Branca
(valsa) - Zequinha de Abreu / Gravadora Columbia / Número do Álbum 22029 / Data de Gravação 00/1931 / Data de Lançamento 00/1931 / Lado A / Disco 78 rpm.

Cravos do sul (rancheira) - Atílio Grany / Gravadora Columbia / Número do Álbum 22095 / Data de Gravação 1931-1932 / Data de Lançamento 00/1932 / Lado A /
Disco 78 rpm.

Gaúcha (valsa) - Vito Coluna Neto / Gravadora Columbia / Número do Álbum 7038 / Data de Gravação 00/1930 / Data de Lançamento 00/1930 / Lado A / Disco 78 rpm.

Lágrimas que torturam (valsa) - Amadeu DeAnnibale / Gravadora Columbia / Número do Álbum 7019 / Data de Lançamento 09/1930 / Lado indefinido / Disco 78 rpm.

Mocidade de bocaina (valsa) - Ângelo Piragine / Gravadora Continental / Número do Álbum 15677 / Data de Gravação 00/1946 / Data de Lançamento 00/1946 / Lado A / Disco 78 rpm.

Não estrila (choro) - Atílio Grany / Gravadora Columbia / Número do Álbum 22043 /Data de Gravação 00/1931 / Data de Lançamento 00/1931 / Lado B / Disco 78 rpm.

Nossa padroeira (valsa) - Zequinha de Abreu / Gravadora Columbia / Número do Álbum 22095 / Data de Gravação 1931-1932 / Data de Lançamento 00/1932 / Lado B / Disco 78 rpm.

O despertar de um coração (valsa) - Ângelo Piragine e Ramiro Costa / Gravadora Continental / Número do Álbum 15677 / Data de Gravação 00/1946 / Data de Lançamento 00/1946 / Lado B / Disco 78 rpm.

Os pintinhos no terreiro (choro) - Zequinha de Abreu / Gravadora Columbia / Número do Álbum 22141 / Data de Gravação 00/1932 / Data de Lançamento 00/1932 / Lado A / Disco 78 rpm.

Peri (choro) - Jonas Aragão / Gravadora Columbia / Número do Álbum 5213 / Data de Lançamento 06/1930 / Lado indefinido / Disco 78 rpm.

Rapaziada da vila velha (valsa) - Porfírico Damasceno / Gravadora Continental / Número do Álbum 15062 / Data de Gravação 00/1943 / Data de Lançamento 00/1943 / Lado B / Disco 78 rpm.

Rapaziada do bom retiro (valsa) - Getulino Negrini / Gravadora Columbia / Número do Álbum 22043 / Data de Gravação 00/1931 / Data de Lançamento 00/1931 / Lado A / Disco 78 rpm.

Surpresa (choro) - Atílio Grany / Gravadora Columbia / Número do Álbum 22067 / Data de Gravação 00/1931 / Data de Lançamento 00/1931 / Lado A / Disco 78 rpm.

Tico-tico no fubá (choro) - Zequinha de Abreu / Gravadora Columbia / Número do Álbum 22029 / Data de Gravação 00/1931 / Data de Lançamento 00/1931 / Lado B / Disco 78 rpm.

Uma noite sonhando (valsa) - V. Giordano / Gravadora Columbia / Número do Álbum 7000 / Data de Gravação 00/1930 / Data de Lançamento 00/1930 / Lado B / Disco 78 rpm.

Unidos pelo amor (valsa) - Luiz Rodrigues Alves / Gravadora Columbia / Número do Álbum 22067 / Data de Gravação 00/1931 / Data de Lançamento 00/1931 / Lado B / Disco 78 rpm.

Voando sem asas (choro) - Hudson Gaya / Gravadora Columbia / Número do Álbum 22047 / Data de Gravação 00/1931 / Data de Lançamento 00/1931 / Lado B / Disco 78 rpm.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora e PubliFOLHA.

sábado, agosto 01, 2009

Lindolfo Gaya

Lindolfo Gaya
Lindolfo Gaya (Lindolpho Gomes Gaya), arranjador, regente, instrumentista, compositor. Itararé, SP - 06/05/1921 - Curitiba, 14/09/1987. Começou a aprender piano com sete anos de idade, só se profissionalizando como músico em 1942. Estudou no Colégio Franco-Brasileiro, de São Paulo, SP.

A partir de 1942, no Rio de Janeiro, passou a atuar como pianista em programas de calouros na então Rádio Transmissora, passando para a Orquestra de Chiquinho na Rádio Clube e depois para a Rádio Tupi, onde conheceu a cantora Stelinha Egg, com quem se casou em 1945. Para a Victor e Odeon, realizou durante 15 anos arranjos e orquestrações, destacando-se na música popular brasileira.

Com os arranjos de O vento e O mar (ambos de Dorival Caymmi), interpretados por Stelinha Egg, recebeu o prêmio Melhor Disco do Ano, que possibilitou ao casal uma temporada artística pela Europa em 1955.

Em Varsóvia, Polônia, regeu a Orquestra Filarmônica, recebendo a medalha de ouro do governo polonês, e atuou como juiz em congresso folclórico apresentado na Festa da Juventude. Em Moscou, regeu a Grande Orquestra do Teatro Strada, participando do filme Folclore de Cinco Países, de Alexandrov, no qual tocou chorinhos de sua autoria. Na França, foi diretor musical do filme Bela Aventura, com Stelinha Egg, sobre temas e motivos brasileiros.

Fixando residência em Paris, onde trabalhou para a organização de gravações de Ray Ventura, fez arranjos para gravações de músicas brasileiras e sul-americanas. Orquestrou para uma gravadora francesa o elepê Chants folkloriques breseliens, sobre temas brasileiros, interpretados por Stelinha.

De volta ao Brasil, compôs músicas e fez arranjos para histórias infantis, com os seguintes elepês: João e Maria, O Gato de Botas, A Moura Torta, A Galinha dos Ovos de Ouro, Branca de Neve e O Pequeno Polegar. Ainda na RCA lançou os elepês Em Tempo de Dança (dois volumes), para órgão e pequeno conjunto.

Sua passagem para a Odeon deu-se quando a Bossa Nova começava a tomar forma: fez os arranjos para o histórico elepê Amor de Gente Moça, de
Sylvia Telles. Gravou ainda vários elepês pela Odeon, onde se destaca Dança Moderna com sua orquestra, tocando músicas tradicionais brasileiras, tais como Rosa Morena (Dorival Caymmi) e Grau dez (Lamartine Babo / Ary Barroso).

Em 1965 compôs as músicas do show Rio de Quatrocentos Janeiros, apresentado no grill-room do Copacabana Palace Hotel, do Rio de Janeiro, recebendo o prêmio Euterpe 65. A música foi registrada em elepê comemorativo do IV Centenário da cidade.

No ano seguinte, participou do júri que selecionou as 36 finalistas do I FIC, da TV Rio, do Rio de Janeiro, fazendo os arranjos e regendo boa parte delas, e criou o desenho rítmico da canção
Saveiros (Dori Caymmi / Nelson Mota), que obteve o primeiro lugar na fase nacional e o segundo na internacional. Lançou pela Philips o elepê O Grande Festival, com as músicas do certame, tendo recebido o Galo de Ouro pela sua atuação como arranjador e maestro.

Apresentou na TV Rio e depois na TV Continental, um programa popular com Stelinha Egg, entremeando canções e filmes sobre o Brasil. Dirigiu shows de Elizeth Cardoso e Amália Rodrigues, no Canecão do Rio de Janeiro.

Fonte: Páginas 297/298, volume I, "Enciclopédia da Música Brasileira", Art Editora, 1977.

terça-feira, setembro 02, 2008

Astor Silva



Astor Silva, instrumentista, arranjador, regente e compositor, nasceu em 10/5/1922 no bairro do Rio Comprido, Rio de Janeiro, RJ, e faleceu na mesma cidade em 12/2/1968. Fez seus estudos na Escola João Alfredo, situada em Vila Isabel. Por essa época já estudava música e formou um grupo com colegas do colégio que se apresentava em bailes e festas familiares.

Iniciou sua atividade artística como trombonista de dancings. Por volta de 1940, passou a atuar no Cassino da Urca, e em outros, como os situados em Copacabana e Icaraí. Em 1946, com o fechamento dos Cassinos, passou a integrar a Orquestra Tabajara, dirigida por Severino Araújo, que realizou excursões pelo Brasil, Argentina, Uruguai, França, etc.

Ainda como integrante da Orquestra Tabajara, apresentou-se na Rádio Tupi. Posteriormente, transferiu-se para a orquestra do maestro Carioca que atuava na mesma emissora. Exibiu-se ainda na boate carioca Night and Day e na TV Rio. Foi diretor musical de diversas gravadoras. Na CBS desempenhou também a função de arranjador-chefe.

No início dos anos 1950, formou seu próprio conjunto com o qual atuou na Todamérica fazendo acompanhamentos para Flora Matos, Garotos da Lua, Virgínia Lane, Zilá Fonseca, Ademilde Fonseca e Raul Moreno.

Em 1952, seu Chorinho da Nice foi gravado na Continental por Severino Araújo e Sua Orquestra Tabajara. Em 1953, gravou com seu conjunto na Todamérica o choro Pisando macio, de sua autoria, e o Baião diferente, de Marcos Valentim.

No ano seguinte, gravou também com seu conjunto o choro No melhor da festa, e o Baião lusitano, ambos de sua autoria. Por essa época, passou a dirigir sua própria orquestra e gravou o mambo Mambomengo, e o samba Sete estrelas, de sua autoria. Ainda em 1954, seu choro Alta noite, parceria com Del Loro, foi gravado na Sinter pelo cantor Jamelão. Atuou com sua orquestra na Todamérica e acompanhou, entre outras, a cantora Dóris Monteiro na gravação da Marcha do apartamento, e do samba Sacrifício não se pede.

Em 1955, gravou com seu conjunto os choros Chorinho de boite, e Sombra e água fresca, de sua autoria. Por essa época, atuou com seu conjunto e com sua orquestra na gravadora Continental acompanhando gravações de Moreira da Silva, Nora Ney, Bill Farr e Emilinha Borba.

Entre 1960 e 1963, atuou com seu conjunto e sua orquestra na Columbia. Em 1960, foi um dos responsáveis pelo sucesso do samba Beija-me, de Roberto Martins e Mário Rossi, gravado por Elza Soares com arranjos seus.

Em 1961, acompanhou com seu conjunto um das primeiras gravações do então iniciante cantor Roberto Carlos num 78 rpm com as músicas Louco por você e Não é por mim. Acompanhou também gravações de Risadinha, Wanderléia, também em começo de carreira, Ciro Monteiro, Rossini Pinto e Elis Regina, em uma de suas primeiras gravações, com as músicas A virgem de Macareña e 1, 2, 3, balançou.

Ainda em 1961, gravou com sua orquestra os frevos Jairo na folia, de Francisquinho, Ao som dos guisos, de Edgar Morais, A pisada é essa, de João Santiago, e Vai na marra, de David Vasconcelos.

Gravou ainda, pelo pequeno selo Ritmos, com seu conjunto, os sambas Vamos fazer um samba, de sua parceria com Nelson trigueiro, e Agora é cinza, de Bide e Marçal.

Foi um dos principais arranjadores da segunda metade dos anos 1950. Em 1974, seu Chorinho de gafieira foi regravado por Raul de Barros no LP Brasil, trombone, lançado pelo selo Marcus Pereira.

Obras

Alta noite (c/ Del Loro); Baião lusitano; Chorinho de boite; Mambomengo; No melhor da festa; Pisando macio; Sete estrelas; Sombra e água fresca; Vamos fazer um samba (c/ Nelson Trigueiro).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Eumir Deodato


Eumir Deodato (Eumir Deodato de Almeida), instrumentista, compositor, arranjador e regente, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 22/6/1943. Já tocava acordeom, quando, aos 14 anos, entrou para a Academia de Mário Mascarenhas, onde estudou música com Hilda Comeira. Dedicando-se também ao piano, começou a participar de concertos e a tocar em bailes, festas de formatura, clubes e boates.

Em 1959 trocou o acordeom pelo piano e passou a fazer parte do conjunto de Roberto Menescal, atuando em shows de bossa-nova, ao mesmo tempo que começou a compor. Durante algum tempo tocou com o guitarrista Durval Ferreira e, em 1962, formou seu próprio conjunto, ao qual Roberto Menescal se integrou.

Tendo deixado o grupo, voltou a fazer arranjos, trabalhando nos primeiros discos de Marcos Valle e no Lobo bobo, primeiro sucesso de Wilson Simonal, tendo sido também arranjador free-lancer e organista exclusivo da Odeon.

Em 1964 fez os arranjos e regencia do LP Inútil paisagem, da etiqueta Forma, apresentando músicas de Tom Jobim, e também gravou o LP Os gatos, lançado pela Philips. Dois anos depois, gravou o LP Os catedráticos/ataque, pela Equipe, com Ataque (de sua autoria) e Razão de viver (com Paulo Sérgio Valle).

Em 1967 foi para New York, EUA, a convite de Luiz Bonfá, para fazer arranjos de um disco seu com Maria Helena Toledo. A seguir, fez os arranjos para o disco Beach samba de Astrud Gilberto, ocasião em que conheceu Creed Taylor, que lhe confiou seus outros contratados: Tom Jobim, Walter Wanderley, Paul Desmond, Aretha Franklin, Frank Sinatra, Tony Benett, Roberta Flack. Nessa época voltou-se para os estilos fusion e R&B (Rhytlim and Blues). No mesmo período, passou a criar jingles de grande sucesso.

Em 1972 gravou com João Donato o LP Donato/Deodato, considerado um clássico da fusão bossa-nova/latin jazz. Com a etiqueta Equipe lançou, em 1973, os LPs Prelude, no qual fez grande sucesso seu arranjo para Assim falou Zaratustra, de Richard Strauss (1864—1949), vendendo mais de 5 milhões de cópias; e Os catedráticos/73.

De 1979 a 1983 trabalhou com sucesso com o grupo KooI and The Gang. Em sua carreira artística, já acumulou mais de 15 discos de platina.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

sábado, novembro 24, 2007

Luís Moreira

Luís Moreira, revistógrafo, compositor e regente, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 13/5/1872 e faleceu em 31/5/1920. Fez os primeiros estudos no Instituto de Menores Desvalidos, do Rio de Janeiro, ingressando na banda do colégio e logo tornando-se seu regente. Deixou a escola para reger os coros da Companhia Infantil, onde iniciou carreira teatral.

Escreveu sua primeira partitura aos 15 anos, a opereta Amores de Psiquê, encenada pela Companhia Ismênia dos Santos. A seguir, compôs as operetas Mimi-bilontra e O Rio nu.

Em 1898 musicou, com Paulino Sacramento, libreto de Artur Azevedo baseado em episódios da rebelião dos Canudos e publicado pela Imprensa Americana. Essa revista, que estreou com o nome de O jagunço, no Teatro Recreio, alcançou grande sucesso na época.

Ainda com Paulino Sacramento e Costa Júnior, compôs a música da revista O maxixe (libreto de Bastos Tigre), e com Nicolino Milano e Assis Pacheco, A capital federal, ambas de grande destaque.

Em 1905 regeu a protofonia de II Guarany (Carlos Gomes), sendo homenageado pelo público do Palace Teatro com uma corrente de ouro. Em 1906 musicou a revista Vem cá mulata, de José do Patrocínio Filho, Chicot e Thoreau, estreada em setembro no Palace Teatro.

Casado com a cantora Abigail Maia, fez com ela e João Foca várias tournées pelo país, encenando suas revistas. A 14 de fevereiro de 1916 estreou no Trianon a revista Carnaval no Trianon, de Fábio Aarão Reis, musicada em parceria com Raul Martins.

Algumas de suas composições foram impressas com relativo sucesso, como Olhos verdes, Súplica e Desiludida. Escreveu ainda arranjos para temas populares, entre os quais Inderê, Chico Manuel, Nicolau, Nhô Juca e Meu boi morreu.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Moacir Santos


Moacir Santos (Moacir José dos Santos), regente, arranjador, instrumentista, professor e compositor, nasceu em Vila Bela, Pernambuco, em 8/4/1924, e faleceu em Los Angeles, Califórnia, EUA. Criado em Flores do Pajeú (PE), recebeu as primeiras noções de teoria musical do Mestre Paixão, iniciando carreira como instrumentista da banda local.


Em 1940 deixou a cidade e passou a acompanhar um circo pela região. Em seguida, passou pelas cidades de Recife (PE), Fortaleza (CE) e João Pessoa (PB), onde ingressou na Força Pública da Paraíba. Pouco depois, abandonou a carreira militar e passou a trabalhar na Rádio Clube de Pernambuco.

Em 1948 foi para o Rio de Janeiro, onde começou a tocar no clube Brasil Danças. Logo entrou para a orquestra da Rádio Nacional, na qual permaneceu por 18 anos, primeiro como saxofonista e depois como maestro e arranjador. Nesse período, estudou teoria musical com o maestro Guerra-Peixe e com o professor Hans Joachim Koellreutter de quem se tornou assistente.

Na década de 1950, firmou-se como um dos principais arranjadores do Brasil. Foi professor de Paulo Moura, Baden Powell, Nara Leão, Eumir Deodato, Dom Um, Airto Moreira, entre outros.

Em 1963 realizou os arranjos do disco Vinícius de Moraes e Odete Lara. Em 1965 lançou seu primeiro disco no Brasil: Coisas.

No final dos anos de 1960, pela trilha do filme Amor no Pacífico, recebeu do Itamaraty uma passagem para os EUA Fixou residência em Pasadena, onde deu aulas e tocou até ser descoberto pelo pianista Horace Silver, quando então passou a gravar para o mercado norte-americano: The Maestro (1971), Saudade (1973) e Carnaval dos espíritos (1975), todos pela etiqueta Blue Note, além de Opus 12 nr.1, pela Discovery.

Em 1985 esteve no Brasil e, com Radamés Gnattali, foi homenageado no Free Jazz Festival. Em 1992 esteve novamente no Brasil, participando do projeto Memória Brasileira, Série Arranjadores, lançado em CD.

Entre suas principais composições destacam-se Nanã (com Mário Teles), Coisas (nr.1 a 12), e, em parceria com Vinícius de Moraes, Menino travesso, Triste de quem, Lembre-se e Se você disser que sim.

Em 2001, foi lançado o CD duplo "Ouro Negro", que resgatou obras contidas em seus discos "Coisas", "Maestro", "Saudade" e "Carnival of Spirits", apresentadas com seus arranjos originais, transcritos por Mario Adnet e Zé Nogueira.

Em 2005, foi lançado o CD "Choros & Alegria", registrando suas composições Agora eu sei, Outra coisa, Paraíso", Saudade de Jaques, Vaidoso, De Bahia ao Ceará, Excerto No. 1, Flores, Cleonix, Ricaom, Lemurianos (Pâtâla), Rota Infinito, Carrosel, Samba di Amante e Felipe, todas escritas muitos anos antes de sua fase modernista emblematizada no LP "Coisas". O disco, produzido por Mario Adnet e Zé Nogueira, contou com a participação do trompetista Wynton Marsalis. Nesse mesmo ano, foram lançados os songbooks "Cancioneiros Moacir Santos".

Em 2006, o CD "Choros e alegria" foi contemplado com o Prêmio Tim, na categoria Melhor Disco/Projeto Especial. Em julho desse ano, foi escolhido como vencedor do 26º Prêmio Shell de Música, pelo conjunto da obra, vindo a falecer no dia 6 de agosto. No dia 8 de novembro desse mesmo ano, sua viúva Cleonice Santos, e seu filho, Moacir Santos Jr., receberam das mãos do presidente Lula e do ministro Gilberto Gil a medalha da Ordem do Mérito Cultural conferida ao músico.

Em 2007, a cantora Muiza Adnet lançou o CD “As canções de Moacir Santos”, gravado no ano anterior. O compositor realizou uma participação especial no disco, que se tornaria seu último registro fonográfico.


Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998; Dicionário Cravo Albin da MPB.