segunda-feira, janeiro 14, 2008

Eumir Deodato


Eumir Deodato (Eumir Deodato de Almeida), instrumentista, compositor, arranjador e regente, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 22/6/1943. Já tocava acordeom, quando, aos 14 anos, entrou para a Academia de Mário Mascarenhas, onde estudou música com Hilda Comeira. Dedicando-se também ao piano, começou a participar de concertos e a tocar em bailes, festas de formatura, clubes e boates.

Em 1959 trocou o acordeom pelo piano e passou a fazer parte do conjunto de Roberto Menescal, atuando em shows de bossa-nova, ao mesmo tempo que começou a compor. Durante algum tempo tocou com o guitarrista Durval Ferreira e, em 1962, formou seu próprio conjunto, ao qual Roberto Menescal se integrou.

Tendo deixado o grupo, voltou a fazer arranjos, trabalhando nos primeiros discos de Marcos Valle e no Lobo bobo, primeiro sucesso de Wilson Simonal, tendo sido também arranjador free-lancer e organista exclusivo da Odeon.

Em 1964 fez os arranjos e regencia do LP Inútil paisagem, da etiqueta Forma, apresentando músicas de Tom Jobim, e também gravou o LP Os gatos, lançado pela Philips. Dois anos depois, gravou o LP Os catedráticos/ataque, pela Equipe, com Ataque (de sua autoria) e Razão de viver (com Paulo Sérgio Valle).

Em 1967 foi para New York, EUA, a convite de Luiz Bonfá, para fazer arranjos de um disco seu com Maria Helena Toledo. A seguir, fez os arranjos para o disco Beach samba de Astrud Gilberto, ocasião em que conheceu Creed Taylor, que lhe confiou seus outros contratados: Tom Jobim, Walter Wanderley, Paul Desmond, Aretha Franklin, Frank Sinatra, Tony Benett, Roberta Flack. Nessa época voltou-se para os estilos fusion e R&B (Rhytlim and Blues). No mesmo período, passou a criar jingles de grande sucesso.

Em 1972 gravou com João Donato o LP Donato/Deodato, considerado um clássico da fusão bossa-nova/latin jazz. Com a etiqueta Equipe lançou, em 1973, os LPs Prelude, no qual fez grande sucesso seu arranjo para Assim falou Zaratustra, de Richard Strauss (1864—1949), vendendo mais de 5 milhões de cópias; e Os catedráticos/73.

De 1979 a 1983 trabalhou com sucesso com o grupo KooI and The Gang. Em sua carreira artística, já acumulou mais de 15 discos de platina.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Cláudia


Cláudia (Maria das Graças Rallo), cantora, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 10 de maio de 1948. Foi criada em Juiz de Fora-MG onde começou a cantar aos oito anos de idade, participando de um programa de calouros na Rádio Sociedade de Juiz de Fora. Aos 13 anos, atuou como crooner do conjunto Meia-Noite, que se apresentava em festas e bailes daquela cidade.

Desenvolveu sua carreira em São Paulo-SP na década de 60, no início participando do programa O Fino da Bossa. Em 1969 venceu o I Festival Fluminense da Canção defendendo a música Razão de paz para não cantar (Eduardo Lage/ Alésio de Barros).

Participou de diversos festivais no exterior, inclusive Japão, Grécia, México e Venezuela, tornando-se mais premiada fora do Brasil. Emplacou alguns sucessos como Jesus Cristo (Roberto Carlos) e Mais de 30 (Marcos Valle/ Paulo Sérgio Valle).

O maior momento de sua carreira se deu em 1983, quando estrelou o musical Evita, uma superprodução mundial encenada em vários países e que ficou mais de dois anos em cartaz no Rio e São Paulo.

Depois de Evita, continuou se apresentando em casas noturnas e participando de shows e gravações. Tem mais de 20 discos gravados. Também conhecida como "Claudya".

Fontes: Clic Music; Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

Célia


Célia, cantora, nasceu em 08/09/1947 na cidade de São Paulo-SP. Aos 13 anos começou a se interessar por música. Estudou violão clássico e popular, harmonia, teoria e composição. Incentivada por diversos amigos, decidiu dedicar-se ao canto.

Em 1970, foi lançada no programa Um Instante Maestro, de Flávio Cavalcanti, obtendo grande êxito. Tanto que em 1971 já gravava seu primeiro LP na Continental, Célia, celebrado com vários prêmios. No ano seguinte, gravou novo disco, com canções como Detalhes e A hora é essa (ambas de Roberto Carlos e Erasmo Carlos) e a partir de então participou de alguns festivais da canção na Venezuela e no Uruguai.

Em 1975, lançou seu terceiro LP, com Camisa amarela (Ary Barroso), Onde estão os tamborins (Pedro Caetano) e Não há porque (Ivan Lins e Vitor Martins). Em 77 gravou o quarto LP, dedicado a renomados autores de samba, e estreou o show Por um Beijo, no Teatro Pixinguinha (SP), ficando em cartaz por seis meses.

Em 1979, excursionou pelo Brasil com o projeto Pixinguinha, ao lado de Paulo Moura. Nos anos seguintes, continuou fazendo shows em teatros e boates para seu público cativo - especialmente em São Paulo, sua cidade natal -, tais como Toda Delícia (80), Fogo, Por Favor (82), Força (83) - este ao lado de Rosa Maria e Miriam Batucada -, Vento Bravo (84), A Louca do Bordel (91), entre outros.

Nos anos 80 lançou mais dois discos. Depois, só voltaria aos estúdios em 1993, com Louca de Saudade. Em 95, estrelou o show Os Gordos Também Amam em dupla com o empresário e dublê de cantor José Maurício Machline.

No ano seguinte, comemorou 25 anos de carreira com o show Célia e Banda Son Caribe, no Espaço Vinicius de Moraes (SP), com repertório de salsas, mambos e merengues. Em 98, realizou o show Ame em dupla com o cantor Zé Luiz Mazziotti no Tom Brasil, cantando clássicos da MPB.

Ao lado do mesmo Zé Luiz, gravou em 2000 o CD Pra Fugir da Saudade (Jam), dedicado aos sambas de Paulinho da Viola.

Apesar de ter vários discos gravados, nunca obteve grandes sucessos radiofônicos, destacando-se como cantora da noite paulistana.

Fonte: Clic Music.