terça-feira, janeiro 08, 2013

Cândida Rosa

Cândida Rosa - 1956
Cândida Rosa, cantora e atriz (circa 1935 - Rio Grande do Sul). Em 1956, foi escolhida a "Rainha do Rádio gaúcho". Nessa época desfrutava grande popularidade em todo o Rio Grande do Sul.

Em 1958, foi escolhida a "Melhor cantora do Rádio gaúcho". No ano seguinte, contratada pela RGE gravou o fox-canção Foi Deus, de Alberto Janes, e o fox-slow De degrau em degrau, de Nóbrega Souza e Jerônimo Bragança.

Em 1961, gravou pela RGE as músicas Vocês sabem lá, de Jerônimo Bragança e Nobrega Souza, e Deixá-la falar, de João Nobre e José Galhardo.

Sua carreira ficou mais restrita ao Rio Grande do Sul numa época em que muitos talentos regionais não alcançavam devidamente a projeção nacional.

Discografia

(1959) Foi Deus / De degrau em degrau • RGE • 78
(1961) Vocês sabem lá / Deixá-la falar • RGE • 78

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

Carlos Dafé

Dafé nasceu em uma família de músicos do bairro carioca de Vila Isabel, aprendeu com o pai a tocar cavaquinho, bandolim e acordeom; mais tarde estudou baixo e piano, foi aluno do conservatório e tocou em orquestras. Nos anos 60 começou a trabalhar como cantor em boates do Rio e São Paulo. Nos anos 70 incorporou elementos de soul e firmou-se como um dos maiores nomes da soul music brasileira, ao lado de Tim Maia, Cassiano e Gerson King Combo.

Carlos Dafé (José Carlos de Sousa Dafé), compositor, instrumentista e cantor, nasceu em 25/10/1947 no Rio de Janeiro, RJ. Inicialmente, em 1967, apareceu no grupo Dom Salvador e Abolição, primeiro grupo de negros a tocar soul music em um festival da TV Globo.

Em 1972, gravou um compacto simples com as músicas Venha matar saudades e Verônica, ambas de sua autoria. Por essa época, Tim Maia ao ouvir esse seu primeiro disco, o convidou para integrar a sua banda como  tecladista e vocalista. Mais tarde, passou a fazer parte do movimento de soul music no Brasil (Movimento Black Rio), juntamente com Tim Maia, Dom Salvador, Cassiano, Gérson King Combo, Lincoln Olivetti e Sandra Sá, entre outros. No ano seguinte, apareceu como músico, tocando contrabaixo ao lado de Luiz Carlos Vinhas, Osmar Milito e Luizinho Eça.

No ano de 1974, gravou um compacto simples com as músicas Passarela e Bloco da minha rua, ambas de sua autoria. Neste mesmo ano, Alcione interpretou Acorda que eu quero ver e Nana Caymmi interpretou Passarela e Acorda que eu quero ver.

Em 1976 Dóris Monteiro gravou Pra não padecer e Núbia Lafayette interpretou Basta um gesto seu. No ano posterior, em 1977, foi incluído uma composição sua Pra que vou recordar o que chorei, na novela Dona Xepa, da TV Globo, saindo neste mesmo ano, o disco com a trilha sonora pela gravadora Som Livre.  Ainda neste mesmo ano de 1977, a gravadora Warner lançou o LP Pra que vou recordar o que chorei. Neste mesma época, foi produzido para o programa Fantástico, da TV Globo dois clips com as músicas De alegria raiou o dia (c/ Mita) e Bichos e crianças (c/ Marilda Barcelos).

Lançou pela Warner o LP Venha matar saudades em 1978. No ano posterior gravou o disco Malandro dengoso, lançado pela Warner.

A gravadora RCA Victor, em 1983, lançou o disco De repente, do qual foi produzido para o programa Fantástico, da TV Globo um clip com a música De Repente (c/ Reyna). No ano seguinte, lançou um compacto simples pela gravadora RGE com a música Deixa pra lá. Neste mesmo ano, a música foi incluída na novela Livre Pra Voar, da TV Globo, saindo posteriormente em LP pela Som Livre, integrando a trilha da novela. Em 1985, a gravadora Acorde lançou o disco O Trem da gente.

Em 1997 foi lançado o CD O seu jeito de olhar produzido por Gabu (do Grupo Raça Negra) para o Selo Perfil. O disco teve como destaque a música O seu jeito de olhar. Neste mesmo ano, Mart'nália no disco Minha cara, lançado pela gravadora ZFM Records, interpretou Pra que vou recordar o que chorei. A Warner Music no ano seguinte, em 1998, lançou, através da Coleção Pop, uma coletânea reunindo seus maiores sucessos extraídos dos três discos feitos para a gravadora.

No ano 2000, a gravadora Warner Music, através da "Série Dois Momentos", lançou em um único CD, os dois discos Pra que vou recordar o que chorei e Venha matar saudades, produzido por Charles Gavin (do grupo Os Titãs).

Em 2001 o grupo Katinguelê regravou Venha matar saudades; Dom Mita regravou De alegria raiou o dia (c/ Dom Mita), disco no qual participou em dueto com o parceiro e ainda incluiu neste mesmo disco, Que sorte a minha (c/ William Félix). Neste mesmo ano, mais dois LP' s seus foram relançados em CD: Malandro dengoso, de 1979 e De repente, de 1983. Ainda neste ano, Seu Jorge (ex-integrante do grupo Farofa Carioca) interpretou no disco Samba esporte fino a composição Pra que vou recordar o que chorei e De alegria raiou o dia, nesta última, contando com a participação especial do compositor.

Em 2002 participou da coletânea "Conexão carioca 3" produzida por Euclides Amaral e com apresentação do poeta e letrista Sergio Natureza e no ano seguinte, apadrinhou a coletânea de novos talentos "Quem são os novos da MPB?", produzida por Lúcio Sherman e lançada pelo selo Puro Som.

Em 2004 recebeu diversos convidados, Hyldon e Gérson King Combo, entre outros, na casa de show Dandi Brasil, em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro. Neste mesmo ano duas composições de sua autoria foram incluídas na coletânea Black Music Brasil, do selo Som Sicam, foram elas, Olhando para o céu em parceria com Lúcio Sherman interpretada pelo próprio e ainda De alegria raiou o dia, em parceria com Dom Mita, interpretada por ambos.

No ano de 2006 pela gravadora Universal e em carreira solo, Negra Li lançou o disco Negra livre, no qual regravou Tudo era lindo, um antigo sucesso de sua autoria. Neste mesmo ano com o grupo paulista   Bambas & Biritas, gravou o DVD (ao vivo) no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo.

Em 2007, com Bnegão, Thalma de Freitas, Ganjaman, Grupo Montage, banda Instituto e o quarteto de rock pernambucano Mellotrons, foi um dos convidados do "Festival Rec-Beat", em Recife. Na ocasião dividiu o palco com Bnegão e a cantora e atriz Thalma de Freitas, com quem interpretou composições de Tim Maia. Neste mesmo ano, ao lado de Verônica Sabino, Ednardo e Totonho e Os Cabras, foi um dos convidados do cantor e compositor Zeca Baleiro, apresentando-se no evento "O Baile do Baleiro", no Canecão, no Rio de Janeiro.

Em 2008 a banda Du Black regravou Considerações, parceria com Lúcio Sherman e o poeta Euclides Amaral, inserida no disco Soulshine. Neste mesmo ano, como convidado da banda Instituto, participou do "Tim Festival", no Rio de Janeiro.

Em janeiro de 2009 fez temporada no Canequinho (anexo ao Canecão) com o show "Bem vindo ao baile", no qual fez pré lançamento do disco homônimo e recebeu como convidados Hyldon, B Negão, Danni Carlos, Da Gama, Gérson King Combo, George Israel, Zeca do Trombone, MC Marechal, Aleh, Banda Avante, Cyz Zamorano, Adilson Aragão, Rodrigo Sha, Marlos Sette, Ari do Chapéu, César Kassi e Os Crioulos.

Em 2010 foi lançado nos Estados Unidos o DVD com o resultado do show "Timeless Concert - The Composer/ Arranger Series Presented by Vtech", no qual atuou como cantor ao lado de Clarice Grova. Neste mesmo ano de 2010 participou do evento "Virada Cultural Paulista" e "Viradão Cultural Carioca".

Em 2011 ao lado de Dorina, Ernesto Píres, Nelson Sargento, Bira da Vila, Roberto Serrão, Gabrielzinho do Irajá, Renatinho Partideiro, Maria Angélica, Toninho Gerais, entre outros, participou do show "Tributo a Luiz Carlos da Vila", no Largo do Bicão, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Obra

A cruz (c/ Tânia Maria), A ilha (c/ Chico Batera), Acorda que eu quero ver, Adeus, Astúcia (c/ Heitorzinho dos Prazeres e Sérgio Vidal), Aú com rolê (capoeira), Basta um gesto seu (c/ Toninho Lemos e Gitman), Bem querer (c/ Lúcio Flávio e T. Vila), Bichos e crianças (c/ Marilda Barcelos), Bloco da minha rua, Cada vez mais (c/ Roberto Corrêa e Toninho Lemos), Chora tristeza, Como é linda a natureza (c/ Roberto Corrêa e Toninho Lemos), Considerações (c/ Lúcio Sherman e Euclides Amaral),  Criança maravilha (c/ Nelson Motta), De alegria raiou o dia (c/ Dom Mita), De bem com o mundo (c/ William Félix e Lucena), De repente (c/ Reyna), Decididamente (c/ Vandenberg Dantas de Souza), Deixa pra lá (c/ William Félix e Toninho Lemos), Despertar da solidão (c/ Dom Mita), É triste nós vivermos separados (c/ Toninho Lemos), Escorpião (c/ Nélson Motta), Eu quero mais é sorrir (c/ C. Sena e Almir Guineto), Feitiço da vida (c/ Vandenberg), Fim, Firmeza (c/ Ronaldo Barcellos), Fusão 79, Hello! Mr. Wonder (c/ Cláudio), Já era tempo de você (c/ Rosana Fiengo), Lá vem ela (c/ Sérgio Catharino), Mais uma vez (c/ Lourenço), Malandro dengoso, Me deixa entrar (c/ Vandenberg), Me envolvi no teu corpo, Menina dos olhos de mel (c/ Marilda Barcelos), Meu coração não te elegeu (c/ Toninho Lemos), Minhas carências (c/ Toninho Lemos), Mundo companheiro (c/ Dom Mita), Não posso mais (c/ Marilda Barcelos), Nessa festa de luz (c/ Tânia Maria), No ano que vem (c/ Tânia Maria), O jeito é não vacilar (c/ Laércio de Freitas), O trem da gente (c/ Vandenberg), Olhando para o céu (c/ Lúcio Sherman), Olhe, pare e pense (c/ Dom Mita), Onde foi que eu errei (c/ Toninho Lemos), Para não padecer (c/ Vandenberg), Passarela, Pobre de quem (c/ Dom Mita), Pode ser que eu esteja enganado (c/ Toninho Lemos), Pra nunca mais (c/ William Félix), Pra que vou recordar o que chorei, Quadro de Ismael (c/ Toninho Lemos), Que sorte a minha (c/ William Félix), Se pega com deus (c/ Vandenberg e Antônio Faustino), Sol e chuva na moleira (c/ Luiz Carlos Batera e Toninho Lemos), Sonho de um menino pobre (c/ Toninho Lemos), sônia, Sufocante (c/ William Félix), Transamazônica (c/ Tânia Maria), Trilha, Tudo era lindo, Um estranho no ninho (c/ Toninho Lemos), Um pouco de sol, Venha (c/ Toninho Lemos), Venha matar saudades, Verônica, Vice-versa, Você chegou sorrindo (c/ Toninho Lemos), Zé marmita (c/ Vandenberg), Zé sozinho (c/ Vandenberg), Zi-Cartola (c/ Toninho Lemos).

Fontes: CliqueMusic; Dicionário Cravo Albin da MPB.

quarta-feira, dezembro 12, 2012

Diana Pequeno

Diana Pequeno, cantora e compositora, nasceu em Salvador, BA, em 25 de janeiro de 1958. Seu sobrenome realmente é Pequeno, morou na Saúde, no bairro de Nazaré (centro de Salvador) e estudou no famoso Colégio de Aplicação - um dos grandes referenciais em termos de educação nos anos 50 a 70, ganhou até canção dos Novos Baianos. Desse, partiu para a Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde foi estudar Engenharia Elétrica.

Em um determinado momento, um amigo de seu pai, Bila, que lidava com música, perguntou se ele poderia indicar três boas cantoras para fazerem testes na RCA-Victor. A esta altura, Diana Pequeno já era conhecida nos meios universitários e midiáticos baianos; assim, seu pai resolveu indicá-la, meio que sem acreditar, junto com outras duas cantoras. Diana foi a única escolhida pela RCA-Victor - uma das gravadoras que mais projetou cantoras nos anos 70 - e, aos 19 anos, entrava em estúdio para gravar o seu primeiro disco.

Trabalhou com teatro e música no interior da Bahia. Radicou-se em São Paulo em 1978, quando lançou-se como cantora. Seu primeiro disco, Diana Pequeno, teve como carro-chefe uma versão para Blowin' In The Wind, de Bob Dylan e foi muito bem recebido pela crítica.

Estudou Engenharia Elétrica, trabalhou com teatro e música no interior da Bahia. Radicou-se em São Paulo em 1978, quando lançou-se como cantora. Seu primeiro disco, Diana Pequeno, teve como carro-chefe uma versão para Blowin' In The Wind, de Bob Dylan e foi muito bem recebido pela crítica.

No seu último disco, Cantigas, ela se voltou para os primórdios da música brasileira. São músicas raras de Chiquinha Gonzaga, Heitor Villa-Lobos, Alberto Nepomuceno, Catulo da Paixão Cearense e algumas mais novas de Edu Lobo, Dorival Caymmi, que se integram perfeitamente às demais. Dizem que ficou mais de um ano pesquisando repertório.

Em fins dos anos 1970, quando ainda era estudante de Engenharia Elétrica, destacou-se como cantora nos palcos universitários. Passou nessa época a dedicar-se à música, buscando um repertório caracteristicamente brasileiro, misturado a baladas românticas, além das influências medievais, orientais e africanas. Musicou poetas como Mário Quintana e Cecília Meireles.

Gravou seu primeiro disco pela BMG em 1978, com direção de criação de Osmar Zan e direção artística e de estúdio de Dércio Marques, com as participações especiais de Osvaldinho do Acordeom, Gereba, Grupo Bendegó, Dorothy Marques e Dércio Marques. Entre outras composições, gravou Cuitelinho, tema folclórico, adaptado por Paulo Vanzolini, Acalanto de Elomar, Los caminos de Pablo Milanez, Relvas de Dercio Marques e Claudio Murilo e a clássica balada Blowin'in the wind, do cantor e compositor norte americano Bob Dylan, com versão de sua autoria e acompanhamento ao violão de Dercio Marques, e que tornou-se seu grande sucesso.

O sucesso dela foi de maneira que, um dos músicos participantes do seu primeiro disco, acabou namorando e casando com ela. Trata-se do Dercio Marques, que a auxiliou na produção do seu segundo disco, Eterno como areia (RCA-Victor, 1979).

Em 1979 classificou-se para as finais do festival de música da extinta TV Tupi com a música Facho de fogo de João Bá e Vital França. Nesse ano, lançou o LP Eterno como areia, com destaque para Facho de fogo, de João Bá e Vidal França; Esse mar vai dar na Bahia, de Hilton Acioli; Cantiga de amigo, de Elomar e Camaleão, do folclore pernambucano, além da música título, de José Maria Giroldo.

Em 1980 foi classificada no festival MPB-80 da TV Globo, com a música Diversidade de  Chico Maranhão. Apresentou-se, ao longo de seus mais de vinte anos de carreira, em diversos países, entre os quais, o Japão onde participou do 13º Festival Internacional da Canção Popular de Tóquio, onde recebeu o prêmio originalidade com a música Papagaio dos cajueiros. Naquele país oriental lançou os discos Sentimento meu e Mistérios.

Em 1981 lançou pela RCA o LP Sinal de amor, interpretando entre outras, as composições Busca-pé de João Bá e Vidal França, Vagando de Paulinho Morais, Regina tema folclórico com adaptação de sua autoria, As flores deste jardim de Ricardo Villas e Laura em pareceria com Luiz Llach. No ano seguinte,lançou o LP Sentimento meu, música título de Melão e Vladimir Diniz, além de Amor de índio, de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, Paisagem (Canção da menina moça) e Missa da terra sem males, de sua autoria.

Em 1982 separou-se de Décio Marques.

Quando poderia ter se tornado uma das maiores cantoras do Brasil, Diana tomou a decisão de afastar-se do mainstream. Aproveitou o fim do seu contrato com a RCA-Victor e não o renovou. Voltou ao curso de engenharia. Graduou-se. Recomeçava a vida aos 27 anos. Sua última participação para o grande público foi com um tema de novela, algo que ela só havia feito uma vez, na Bandeirantes, com Amor de Índio, que foi usada na trilha-sonora da novela em Maçã do Amor: Haja Coração, que entrou na trilha da trama global De quina pra lua. Longe de ser uma canção ao estilo Diana Pequeno, só foi lançada no LP da novela.

Em 1989, com ajuda da irmã Eliana Pequeno, que sempre foi sua produtora particular, Diana Pequeno lançou um disco independente chamado Mistérios (erroneamente chamado de Acquarius por alguns - a confusão se dá pelo nome que aparece no rótulo do LP, na verdade "Acquarius" era a produtora da Eliana Pequeno). É um disco intimista, mezzo pop, mezzo regionalista. Lançou também Mulher rendeira. É o disco mais raro de Diana Pequeno, principalmente pelo fato de sua venda ter sido feita pelos correios. A capa é bastante simples, com a sua foto de perfil em preto e branco.

Para esse LP escreveu Serei teu bem, versão para You've Got a Friend, de Carole King. Em 1989, gravou de maneira independente o LP Acquarius, que tinha entre outras as músicas Olhos abertos, de Guarabyra e Zé Rodrix; As ilhas, de Joyce; Mulher rendeira, de Zé Martins e Zé do Norte; Mil melodias, de Guilherme Rondon e Paulo Simões e Tudo no olhar e Ser feliz é melhor que nada, de sua autoria.

Após isto, Diana não fez aparições durante os anos 90.

Em 2001, lançou seu sétimo disco, pelo selo Rádio Mec, com clássicos da música popular brasileira de autoria de Carlos Gomes, Villa-Lobos, Chiquinha Gonzaga e Guerra Peixe, além de canções folclóricas. Em 2002, apresentou-se na Sala Funarte no Rio de Janeiro onde interpretou entras músicas, Lua branca, de Catulo da Paixão Cearense e Canoeiro, de Dorival Caymmi. É chamada de "Joan Baez" brasileira, pela pesquisa de músicas engajadas, tanto latinas quanto de roda que incluiu em seu repertório.

No seu último disco, Cantigas, ela se voltou para os primórdios da música brasileira. São músicas raras de Chiquinha Gonzaga, Villa-Lobos, Alberto Nepomuceno, Catulo da Paixão Cearense e algumas mais novas de Edu Lobo, Dorival Caymmi, que se integram perfeitamente às demais. Dizem que ficou mais de um ano pesquisando repertório.

Diana Pequeno sempre encantou pelo seu jeito descontraído de cantar. Embora ela fosse séria e compenetrada na sua interpretação, a sua voz causava uma sensação de intimidade jamais percebida em outro artista da MPB. O seu sotaque dava à canção um verdadeiro meio-termo entre o urbano e o rural. Ela podia cantar tão bem uma canção pop como Serei teu bem (versão de "I've Got a Friend", de Carolyn King), quanto uma canção intimista como Cuitelinho.

Em 2003, apresentou-se no programa "A vida é um show", apresentado por Miéle na TVE, quando falou de sua vida e de sua carreira.

A última aparição pública conhecida de Diana Pequeno foi em sua terra natal, no ano de 2005. Mais precisamente no projeto "Pelourinho Dia e Noite". Desde então, ela fez aparições na mídia. Apenas pessoas como o percussionista Papete, o Zeca (moderador de sua comunidade no Orkut) e o Zé Roberto (presidente do fã-clube), ainda tiveram algum contato com ela. Alguns dizem que Dianna fechou-se como profissional de engenharia. Outros, que ela encontra-se em projetos futuros.

Discografia

Diana Pequeno (1978) RCA Victor LP
Eterno como areia (1979) RCA Victor LP
Sinal de amor (1981) RCA Victor LP
Sentimento meu (1982) RCA Victor LP
O mistério das estrelas (1985) RCA Victor LP
Mistérios (1989) Acquarius/Independente LP
Cantigas (2002) Selo Rádio MEC CD

Fonte: Wikipédia; Dicionário Cravo Albin da MPB.