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quarta-feira, junho 06, 2018

Chiquinho do Acordeom - Biografia

Chiquinho do Acordeom (Romeu Seibel), instrumentista e compositor, nasceu em Santa Cruz do Sul RS em 07/11/1928, e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 13/02/1993. Começou a estudar acordeom na cidade natal, em 1937, com Maneta Heuser.

Gravou pela primeira vez, em 1951, com o Regional Claudionor Cruz, no estúdio Star, no Rio de Janeiro RJ. Ao lado de Garoto (violão) e Fafá Lemos (violino), trabalhou no programa Música em Surdina, na Rádio Nacional, do qual nasceu, em 1952, o Trio Surdina, composto pelos três, que gravou LPs na Musidisc.

Trabalhou, ainda em 1953, na Grande Orquestra Brasileira, da Rádio Nacional, regida por Radamés Gnattali e no mesmo ano fundou seu próprio grupo denominado Chiquinho e seu Conjunto. Em 1954 integrou o Sexteto de Radamés Gnattali

Além de ter feito arranjos para jingles, participou da gravação de trilhas sonoras para cinema, com diversos maestros, entre os quais Radamés Gnattali, Lírio Panicali, Edino Krieger, Remo Usai, Guerra-Peixe e outros. Em 1960 excursionou pela Europa com o Sexteto de Radamés Gnattali, na III Caravana de Música Brasileira.

Foi diretor musical da TV Excelsior de 1963 a 1967. Um dos mais solicitados acordeonistas para gravações, já acompanhou, entre outros, Elisete Cardoso, Carmélia Alves, Martinho da Vila, Carlos Lyra, Maria Creuza e MPB-4.

Como compositor, é autor de São Paulo Quatrocentão (com Garoto), uma de suas obras mais conhecidas, Esquina da saudade (com Radamés Gnattali e Alberto Ribeiro), gravada por Jamelão, Relógio da vovó (com Fafá Lemos e Garoto), Um baile em Santa Cruz, Sinimbu, Polquinha gaúcha, Estrela, Dobrado 27 de Fevereiro (com Radamés Gnattali), entre outras.

CD: Radamés Gnattali: três concertos e uma brasiliana, Orquestra Sinfônica Nacional, reg. Alceu Bocchino, 1996, SOARMEC S004.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

quinta-feira, maio 23, 2013

Francisco Mário

Francisco Mário (Francisco Mário Figueiredo Souza), compositor, violonista e economista, nasceu em Belo Horizonte, MG, em 22/08/1948, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 14/3/1988. Membro de uma família ligada à cultura (era irmão do cartunista Henfil e do sociólogo Betinho), em que a apreciação e experimentação musical eram incentivadas desde a infância.

Dedicou-se à música depois de ter estudado economia, engenharia e de ter atuado como jornalista no jornal O Estado de S. Paulo e como crítico musical na revista Realidade. Estudou violão com o professor Henrique Pinto e criou o método de música em cores para crianças, aplicando técnicas dramáticas e músicas folclóricas brasileiras, sendo utilizado em várias escolas de São Paulo (para onde mudou-se em 1966) e em cursos para professores.

Em 1978 radicou-se no Rio de Janeiro, onde teve aulas de arranjo e teoria musical com Roberto Gnattali. Lançou o primeiro LP, "Terra", independente, em 1979, com participações de Joyce, Quarteto em Cy, Antônio Adolfo, Airton Barbosa, Chiquinho do Acordeom e outros.

Ativista desde os anos 60, quando participou de manifestações estudantis, engajou-se na luta pela produção fonográfica independente, ao lado de nomes como Antonio Adolfo, Danilo Caymmi e a dupla Luli e Lucina. Foi um dos artistas que mais lutaram contra o poder e o monopólio das grandes gravadoras, sendo um dos fundadores da Associação do Produtores Independentes de Discos e Fitas e autor do livro "Como Fazer um Disco Independente".

Lançou em 1980 "Revolta dos Palhaços", LP que se baseava no esquema alternativo de pré-vendas (era vendido antes mesmo de estar pronto, e o dinheiro era usado na produção). No ano seguinte, depois de uma bem-sucedida viagem ao México, onde apresentou-se no 5º Festival de Oposición, gravou ao lado de Francisco Julião o disco "Versos e Viola", vetado pela censura na época.

Em 1983 foi a vez do instrumental "Conversa de Cordas, Palhetas e Metais", disco instrumental que ganhou o Prêmio Chiquinha Gonzaga. Simultaneamente, publicou um livro de poemas, "Painel Brasileiro". Participou de festivais nos anos 80 e lançou "Pijama de Seda" (85), também instrumental, e "Retratos" (86), um passeio por diferentes ritmos brasileiros. No final de 1986 descobriu que contraíra o vírus da Aids em uma transfusão de sangue decorrente da hemofilia.

Em 1987 compôs, numa fazenda, seus últimos trabalhos, “Dança do Mar”, “Suíte Brasil” e “Tempo”. Com o agravamento da doença, diversos artistas realizaram no fim de 1987 um grande show no Rio de Janeiro em homenagem ao compositor. A iniciativa repetiu-se em janeiro de 1988 em Belo Horizonte, com participação de artistas mineiros.

O disco "Dança do Mar" foi lançado postumamente, em show com participação de Raphael Rabello, Mauro Senise, Galo Preto e outros. Parte de sua obra foi relançada em CD nos anos 90 nos Estados Unidos e no Brasil.

Obra

1964, 1968, Amanhecer, Bailarina (c/ Paulo Emílio), Balada negra, Bandeiras ao alto, Barroco Mineiro, Bateia, Bicho fantasiado, Bossa velha, Calmaria, Campesi, Cantiga de cego, Carro de boi, Chora palhaço, Chorinho interior, Choro em Bach, Choro Grave, Choro nacional, Choro novo, Clareira aberta (c/ Gianfrancesco Guarnieri), Coceirinha, Cromachoro, Cuba, Diretas, Domingo, Espanhola, Exílio, Faz que vai, Ginga, Guerra de Canudos, III Guerra, Inverno, Las locas, Malabarista da inflação (c/ Tárik de Souza), Manto, Maria Leal, Marionetes, Mistério, Moda do Tio Geraldo, O andaime, O homem mais forte do mundo, Os mágicos, Ouro Preto (c/ Fernando Rios), Outono, Pankararé, Pão e circo, Paraíso perdido, Passarinho preto, Pijama de seda, Primavera, Princípio real, Prisão, Pulsação, Quitute mineiro, Reses Tensa, Ressurreição, Revolta dos Palhaços, Roça, Samba latino, Saudade da terra, Saudade de meu pai, Saudade de mim, Se cobrir é circo, se cercar é hospício (c/ Paulo Emílio), Sobrevivendo, Sonho Nordestino, Souza, Tempestade, Terra, Terra queima, Triste São Paulo, Triviola, Valsa relativa, Veludo Azul (c/ Aldir Blanc), Venceremos, Verão, Vida nova, Violada.

Discografia
   
(1979) Terra • Libertas; (1980) Revolta dos palhaços • Libertas • LP; (1981) Versos e viola • Independente • LP; (1983) Conversa de cordas, couros, palhetas e metais • Libertas; (1985) Pijama de seda • Visom; (1986) Retratos • Libertas; (1988) Dança do Mar • Independente; (1992) Suíte Brasil • Libertas; (s/data) Marionetes Homenagem a Francisco Mário. Francisco Mário/Regina Spósito • Independente. 

Fonte: CliqueMusic.

terça-feira, novembro 02, 2010

Rua do Passeio

Chiquinho do Acordeon
Rua do Passeio (choro, 1952) - Getúlio Macedo

Título da música: Rua do passeio / Gênero musical; Choro / Intérprete(s): Chiquinho do Acordeom / Compositor(es):  Macedo, Geraldo / Acompanhamento: Orquestra / Gravadora Continental / Número do Álbum 16607 / Data de Gravação 1951-1951 / Data de Lançamento 1952-1952 / Lado: lado B / Acervo Humberto Franceschi / Rotações: Disco 78 rpm (a pedido - espero que seja essa a música).

domingo, outubro 10, 2010

Mambo Caçula

Chiquinho do Acordeon
Mambo caçula (mambo, 1952) - Getúlio Macedo e Bené Alexandre

Título da música: Mambo caçula / Gênero musical; Mambo / Intérprete(s): Chiquinho do Acordeom / Compositor(es): Alexandre, Bene - Macedo, Geraldo / Acompanhamento: Orquestra / Gravadora Continental / Número do Álbum 16607 / Data de Gravação 1951-1951 / Data de Lançamento 1952-1952 / Lado: lado A / Acervo Humberto Franceschi / Rotações: Disco 78 rpm.




sábado, janeiro 12, 2008

Chiquinho do Acordeom

Chiquinho do Acordeom (Romeu Seibel), instrumentista e compositor, nasceu em Santa Cruz do Sul RS em 07/11/1928, e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 13/02/1993. Começou a estudar acordeom na cidade natal, em 1937, com Maneta Heuser.

Gravou pela primeira vez, em 1951, com o Regional Claudionor Cruz, no estúdio Star, no Rio de Janeiro RJ. Ao lado de Garoto (violão) e Fafá Lemos (violino), trabalhou no programa Música em Surdina, na Rádio Nacional, do qual nasceu, em 1952, o Trio Surdina, composto pelos três, que gravou LPs na Musidisc.

Trabalhou, ainda em 1953, na Grande Orquestra Brasileira, da Rádio Nacional, regida por Radamés Gnattali e no mesmo ano fundou seu próprio grupo denominado Chiquinho e seu Conjunto. Em 1954 integrou o Sexteto de Radamés Gnattali

Além de ter feito arranjos para jingles, participou da gravação de trilhas sonoras para cinema, com diversos maestros, entre os quais Radamés Gnattali, Lírio Panicali, Edino Krieger, Remo Usai, Guerra-Peixe e outros. Em 1960 excursionou pela Europa com o Sexteto de Radamés Gnattali, na III Caravana de Música Brasileira.

Foi diretor musical da TV Excelsior de 1963 a 1967. Um dos mais solicitados acordeonistas para gravações, já acompanhou, entre outros, Elisete Cardoso, Carmélia Alves, Martinho da Vila, Carlos Lyra, Maria Creuza e MPB-4.

Como compositor, é autor de São Paulo Quatrocentão (com Garoto), uma de suas obras mais conhecidas, Esquina da saudade (com Radamés Gnattali e Alberto Ribeiro), gravada por Jamelão, Relógio da vovó (com Fafá Lemos e Garoto), Um baile em Santa Cruz, Sinimbu, Polquinha gaúcha, Estrela, Dobrado 27 de Fevereiro (com Radamés Gnattali), entre outras.

CD: Radamés Gnattali: três concertos e uma brasiliana, Orquestra Sinfônica Nacional, reg. Alceu Bocchino, 1996, SOARMEC S004.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.