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segunda-feira, março 12, 2018

Clareana - Joyce


Clareana (1980) - Joyce - Interpretação: Joyce Moreno - Participação: Aninha e Clarinha

LP Feminina / Título da música: Clareana / Joyce Moreno (Compositor) / Joyce Moreno (Intérprete) / Aninha (Part.) / Clarinha (Part.) / Gravadora: EMI-Odeon / Ano: 1980 / Nº Álbum: 064 422862 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Canção.


Tom: C  

Intro: C G Bb F G D F F/G

C              Em
Um coração de mel, de melão
   Am
De sim e de não
   F          F/G
É feito um bichinho
    C
No sol de manhã
  Em
Novelo de lã
     Am
No ventre da mãe
     F    Bb7/9    C G  Bb F
Bate o coração de Clara, Ana
   G    D    G  F
E quem mais chegar
C G   Bb F    G D  G F
Água, terra, fogo e ar

Joyce - Biografia


Joyce (Joyce Silveira Moreno) - 31/1/1948 Rio de Janeiro, RJ. Nascida Joyce Silveira Palhano de Jesus, foi criada na Zona Sul do Rio, começou a tocar violão aos 14 anos de idade, observando seu irmão, o guitarrista Newton, amigo de músicos da bossa nova como Roberto Menescal e Eumir Deodato. Mais tarde, estudou com Jodacil Damaceno (violão clássico e técnica) e Wilma Graça (teoria e solfejo).


Em 1963, participou pela primeira vez de uma gravação em estúdio, no disco Sambacana, de Pacífico Mascarenhas, convidada por Roberto Menescal. A partir daí, gravou vários jingles e começou a compor.

Em 1967, classificou sua canção Me disseram no II Festival Internacional da Canção (RJ). Em 1968 lançou seu primeiro LP, Joyce, com texto de apresentação assinado por Vinícius de Moraes. Em 1969, gravou seu segundo disco, o LP Encontro marcado.

Entre 1970 e 1971, fez parte, juntamente com Nélson Ângelo, Novelli, Toninho Horta e Naná Vasconcelos, do grupo vocal e instrumental A Tribo, chegando a gravar algumas faixas no disco Posições, lançado pela Odeon. Em 1973, gravou com Nélson Ângelo, o LP Nélson Ângelo e Joyce.

Entre os anos de 1971 e 1975, afastou-se das atividades musicais, dedicando-se exclusivamente às filhas Clara e Ana, nascidas em 1971 e 1972, respectivamente. Retomou a carreira em 1975, substituindo o violonista Toquinho, ao lado de Vinicius de Moraes em turnê pela América Latina.

Foi convidada, em seguida, para participar dos shows do poeta pela Europa, já com Toquinho de volta ao grupo. As apresentações geraram, na Itália, a gravação do LP Passarinho urbano, produzido por Sérgio Bardotti para a etiqueta Fonit-Cetra em 1976. Nesse disco, a cantora interpretou músicas de compositores brasileiros que naquele momento estavam tendo sua obra censurada pela ditadura militar, como Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Maurício Tapajós e o próprio Vinícius de Moraes. O disco teve lançamento discreto no mercado brasileiro no ano seguinte.

Em 1977, apresentou-se em temporada de seis meses em Nova York, gravando o Natureza, em parceria com Maurício Maestro, para o mercado exterior, mas que não chegou a ser comercializado.

A partir de 1978 começou a se destacar como compositora, entrando para o repertório de cantores como Milton Nascimento, Elis Regina, Maria Bethânia, Boca Livre, Nana Caymmi, Quarteto em Cy, Joanna, Fafá de Belém e Ney Matogrosso.

Em 1980, participou do Festival de Música Popular Brasileira da TV Globo, classificando Clareana. Nesse mesmo ano, gravou o disco Feminina, com destaque para a canção título, também gravada com sucesso pelo Quarteto em Cy, Mistérios (Joyce - Maurício Maestro), Essa mulher (Joyce - Ana Terra), Da cor brasileira (Ana Terra - Joyce) e Clareana, sucesso de vendagem e responsável pela primeira grande exposição da cantora na mídia.

Ainda na década de 1980, lançou os LPs Água e luz (1981), que trazia o hit Monsieur Binot (Joyce), Tardes cariocas (1984), Saudade do futuro (1985), que trazia Minha gata Rita Lee (Joyce), Wilson Batista: o samba foi sua glória (1986), Tom Jobim: anos 60 (1987), com Gilson Peranzzetta, Negro demais no coração (1988), com destaue para sua regravação de Samba da benção (Baden Powell - Vinícius de Moraes), e Joyce ao vivo" (1989), trazendo, entre outras, Mulheres do Brasil (Joyce). Lançou, em 1990, o LP Music inside" e, no ano seguinte, o LP Language of love.

Em 1993, realizou em Londres um show para um público de 2.000 pessoas, passando a fazer grande sucesso entre o público de drum'n'bass e acid-jazz europeu. Em 1994 a EMI-Odeon lançou o CD Revendo amigos, songbook de seus sucessos em duetos com outros cantores.

Ainda na década de 1990, gravou os discos Delírios de Orfeu (1994), Live at Mojo Club (1995), Sem você (1995), em parceria com Toninho Horta, e Ilha Brasil (1996). Em 1997, publicou o livro Fotografei você na minha rolleyflex, uma coletânea de crônicas e histórias da música popular brasileira. Lançou os discos Astronauta (1998), um tributo a Elis Regina, e Hard bossa (1999).

Divulgando a música brasileira em seguidas turnês internacionais, ministrou workshops, em 2000, no Rytmisk Konservatorium de Copenhagen (Dinamarca) e em Soweto (África do Sul). Ainda nesse ano, seu CD Astronauta foi indicado para o Grammy Latino, na categoria Melhor Disco de MPB. Também em 2000, gravou o disco Tudo bonito, que contou com a participação de João Donato.

Em 2001 teve seu nome alterado para Joyce Silveira Moreno em função do registro civil de seu casamento com o baterista Tutty Moreno. Nesse mesmo ano, lançou o CD Gafieira moderna. Em 2003 sairam Just A Little Bit Crazy e Bossa Duets. Em 2004 lançou Banda Maluca.

Tem centralizado a divulgação de seus trabalhos principalmente no mercado europeu, onde é considerada uma das artistas brasileiras de maior influência.


Fonte: Cantoras do Brasil - Joyce.

quinta-feira, outubro 03, 2013

Feminina

Feminina (1980) - Joyce - Interpretação: Joyce Moreno

LP Feminina / Título da música: Feminina / Joyce Moreno (Compositora) / Joyce Moreno (Intérprete) / Gravadora: EMI-Odeon / Ano: 1980 / Nº Álbum: 064 422862 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: E  

    A7+/9                 E7/4  
- Ô mãe, me explica, me ensina, 
     A7+/9           A6/9
  me diz o que é feminina?
             E7/4                      E7   
- Não é no cabelo, ou no dengo, ou no olhar, 
          Em7             E7
  é ser menina por todo lugar.
    A7+/9            E7/4     A7+/9             A6/9
- Ô mãe, então me ilumina, me diz como é que termina?
             E7/4          E7  
- Termina na hora de recomeçar, 
              Em7              E7
  dobra uma esquina no mesmo lugar.
   C7(9/4)       C7/9          B7(9/4)    B7/9
Costura o fio da vida só pra poder cortar
  C7(9/4)          C7/9            B7(9/4)     E7(9/4)
Depois se larga no mundo pra nunca mais voltar
    A7+/9                 E7/4     A7+/9           A6/9
- Ô mãe, me explica, me ensina, me diz o que é feminina?
             E7/4                      E7   
- Não é no cabelo, ou no dengo, ou no olhar, 
          Em7             E7
  é ser menina por todo lugar.
    A7+/9            E7/4     A7+/9             A6/9
- Ô mãe, então me ilumina, me diz como é que termina?
             E7/4          E7   
- Termina na hora de recomeçar, 
              Em7              E7
  dobra uma esquina no mesmo lugar.
   C7(9/4)        C7/9            B7(9/4)   B7/9
Prepara e bota na mesa com todo o paladar
  C7(9/4)            C7/9          B7(9/4)     E7(9/4)
Depois, acende outro fogo, deixa tudo queimar

    A7+/9                 E7/4     A7+/9           A6/9
- Ô mãe, me explica, me ensina, me diz o que é feminina?
             E7/4                      E7   
- Não é no cabelo, ou no dengo, ou no olhar, 
          Em7             E7
  é ser menina por todo lugar.
    A7+/9            E7/4     A7+/9             A6/9
- Ô mãe, então me ilumina, me diz como é que termina?
             E7/4          E7   
- Termina na hora de recomeçar, 
              Em7              E7
  dobra uma esquina no mesmo lugar.
          E7/4                E7   
E esse mistério estará sempre lá, 
             Em7              E7
 feminina, menina, no mesmo lugar

quinta-feira, maio 23, 2013

Francisco Mário

Francisco Mário (Francisco Mário Figueiredo Souza), compositor, violonista e economista, nasceu em Belo Horizonte, MG, em 22/08/1948, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 14/3/1988. Membro de uma família ligada à cultura (era irmão do cartunista Henfil e do sociólogo Betinho), em que a apreciação e experimentação musical eram incentivadas desde a infância.

Dedicou-se à música depois de ter estudado economia, engenharia e de ter atuado como jornalista no jornal O Estado de S. Paulo e como crítico musical na revista Realidade. Estudou violão com o professor Henrique Pinto e criou o método de música em cores para crianças, aplicando técnicas dramáticas e músicas folclóricas brasileiras, sendo utilizado em várias escolas de São Paulo (para onde mudou-se em 1966) e em cursos para professores.

Em 1978 radicou-se no Rio de Janeiro, onde teve aulas de arranjo e teoria musical com Roberto Gnattali. Lançou o primeiro LP, "Terra", independente, em 1979, com participações de Joyce, Quarteto em Cy, Antônio Adolfo, Airton Barbosa, Chiquinho do Acordeom e outros.

Ativista desde os anos 60, quando participou de manifestações estudantis, engajou-se na luta pela produção fonográfica independente, ao lado de nomes como Antonio Adolfo, Danilo Caymmi e a dupla Luli e Lucina. Foi um dos artistas que mais lutaram contra o poder e o monopólio das grandes gravadoras, sendo um dos fundadores da Associação do Produtores Independentes de Discos e Fitas e autor do livro "Como Fazer um Disco Independente".

Lançou em 1980 "Revolta dos Palhaços", LP que se baseava no esquema alternativo de pré-vendas (era vendido antes mesmo de estar pronto, e o dinheiro era usado na produção). No ano seguinte, depois de uma bem-sucedida viagem ao México, onde apresentou-se no 5º Festival de Oposición, gravou ao lado de Francisco Julião o disco "Versos e Viola", vetado pela censura na época.

Em 1983 foi a vez do instrumental "Conversa de Cordas, Palhetas e Metais", disco instrumental que ganhou o Prêmio Chiquinha Gonzaga. Simultaneamente, publicou um livro de poemas, "Painel Brasileiro". Participou de festivais nos anos 80 e lançou "Pijama de Seda" (85), também instrumental, e "Retratos" (86), um passeio por diferentes ritmos brasileiros. No final de 1986 descobriu que contraíra o vírus da Aids em uma transfusão de sangue decorrente da hemofilia.

Em 1987 compôs, numa fazenda, seus últimos trabalhos, “Dança do Mar”, “Suíte Brasil” e “Tempo”. Com o agravamento da doença, diversos artistas realizaram no fim de 1987 um grande show no Rio de Janeiro em homenagem ao compositor. A iniciativa repetiu-se em janeiro de 1988 em Belo Horizonte, com participação de artistas mineiros.

O disco "Dança do Mar" foi lançado postumamente, em show com participação de Raphael Rabello, Mauro Senise, Galo Preto e outros. Parte de sua obra foi relançada em CD nos anos 90 nos Estados Unidos e no Brasil.

Obra

1964, 1968, Amanhecer, Bailarina (c/ Paulo Emílio), Balada negra, Bandeiras ao alto, Barroco Mineiro, Bateia, Bicho fantasiado, Bossa velha, Calmaria, Campesi, Cantiga de cego, Carro de boi, Chora palhaço, Chorinho interior, Choro em Bach, Choro Grave, Choro nacional, Choro novo, Clareira aberta (c/ Gianfrancesco Guarnieri), Coceirinha, Cromachoro, Cuba, Diretas, Domingo, Espanhola, Exílio, Faz que vai, Ginga, Guerra de Canudos, III Guerra, Inverno, Las locas, Malabarista da inflação (c/ Tárik de Souza), Manto, Maria Leal, Marionetes, Mistério, Moda do Tio Geraldo, O andaime, O homem mais forte do mundo, Os mágicos, Ouro Preto (c/ Fernando Rios), Outono, Pankararé, Pão e circo, Paraíso perdido, Passarinho preto, Pijama de seda, Primavera, Princípio real, Prisão, Pulsação, Quitute mineiro, Reses Tensa, Ressurreição, Revolta dos Palhaços, Roça, Samba latino, Saudade da terra, Saudade de meu pai, Saudade de mim, Se cobrir é circo, se cercar é hospício (c/ Paulo Emílio), Sobrevivendo, Sonho Nordestino, Souza, Tempestade, Terra, Terra queima, Triste São Paulo, Triviola, Valsa relativa, Veludo Azul (c/ Aldir Blanc), Venceremos, Verão, Vida nova, Violada.

Discografia
   
(1979) Terra • Libertas; (1980) Revolta dos palhaços • Libertas • LP; (1981) Versos e viola • Independente • LP; (1983) Conversa de cordas, couros, palhetas e metais • Libertas; (1985) Pijama de seda • Visom; (1986) Retratos • Libertas; (1988) Dança do Mar • Independente; (1992) Suíte Brasil • Libertas; (s/data) Marionetes Homenagem a Francisco Mário. Francisco Mário/Regina Spósito • Independente. 

Fonte: CliqueMusic.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Ana Terra

Ana Terra (Ana Maria Terra Borba Caymmi), letrista, escritora e produtora, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 20/5/1950. Em 1977, através de seu Selo Ana Terra Produções, lançou o LP Cheiro verde, de Danilo Caymmi (na época, seu marido).

O disco, com várias canções em parceria com o cantor, inclusive a que deu título ao disco, contou com a participação especial de Milton Nascimento na faixa Lua do meio dia, em parceria com Danilo Caymmi.

No ano seguinte, no LP Clube da esquina, Milton Nascimento interpretou Meu menino (c/ Danilo Caymmi).

No ano de 1979, em seu disco Essa mulher, Elis Regina gravou, de sua autoria em parceria com Joyce, a música que deu título ao disco, e ainda Pé sem cabeça (c/ Danilo Caymmi).

Sua parceira Joyce, em 1980, no disco Feminina, incluiu a canção Essa mulher. Nesse mesmo ano, o grupo Boca Livre gravou Nossa dança (c/ Danilo Caymmi). No ano seguinte, Joyce, no LP Água e luz, gravou Banho-maria e Mais uma vez, mais uma voz, parceria de ambas.

Na década de 1980,  Ângela Rô-Rô gravou uma de suas composições mais conhecidas, Amor, meu grande amor (c/ Angela Ro Rô), que mais tarde seria regravada também com sucesso pelo grupo Barão Vermelho.

Em 1981, lançou o livro Letras & canções, no qual compilou algumas letras anteriormente gravadas por boa parte de artistas da MPB. Anos mais tarde, publicou a novela Estrela.

No ano de 1984 lançou pela Philips/PolyGram, o LP infantil Histórias do céu e da terra, com projeto e letras de sua autoria. Do disco participaram A Cor do Som, Joyce, Maesto Nelsinho, Monarco, A Velha-Guarda da Portela, Raphel Rabello, Sivuca e Zizi Possi em composições de parcerias com Tunai, Mú Carvalho, Joyce, Nelson Angelo, Zeca Barreto, Arnaldo Pereira e Elton Medeiros

Em 1995, em seu CD Grande tempo, pela gravadora Velas, Fátima Guedes interpretou A dois (c/ Sueli Costa). Ainda na década de 1990, a convite de Francis e Olívia Hime, letrou duas músicas de  Chiquinha Gonzaga, participando do disco em homenagem à maestrina, juntamente com outros letristas, como Paulo César Pinheiro e Abel Silva.

No ano de 1998, foi lançado para o mercado brasileiro o disco Bossa carioca, da cantora nipo-brasileira Lisa Onno. Nesse CD, originalmente lançado no Japão, foram incluídas duas composições de sua autoria A dois (c/ Sueli Costa) e Diz a ela, em parceria com Lisa Onno.

No ano de 2002, ao lado de Chico Buarque, Abel Silva, Antônio Cícero, Paulinho Lima, Elisa Lucinda, Alcione, Leila Coelho Frota, Adélia Prado, Afonso Romano de Sant'Anna, Ritchie, Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Gabriel, O Pensador, José Carlos Capinam e Murilo Antunes, entre outros, num total de 149 pessoas, participou do álbum com quatro CDs em homenagem ao poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade. O álbum intitulado Reunião - O Brasil dizendo Drummond foi lançado pelo selo Luz da Cidade, do poeta e letrista Paulinho Lima.

Obras

A dois (c/ Sueli Costa), Adoçar (c/ Gilson Peranzetta), Água de cheiro (c/ Danilo Caymmi), Algodão (c/ Danilo Caymmi), Amor meu grande amor (c/ Angela Ro Rô), Antigamente (c/ Danilo Caymmi), Aperta outro (c/ Danilo Caymmi), Baião do bão (c/ Arnaldo Pereira), Banho-maria (c/ Joyce), Cama de casal (c/ Tunai), Cena de natal (c/ Joyce), Cheiro verde (c/ Danilo Caymmi), Contra o vento (c/ Danilo Caymmi), Da antiga (c/ Danilo Caymmi), Da cor brasileira (c/ Joyce), Da mesma natureza (c/ Zé Renato), Dançarina do ar (c/ Joyce), De Deus (c/ Vinícius Cantuária), De onde nasce a luz (c/ Vinícius Cantuária), Deixa rolar (c/ Sonia Burnier), Direito à vida (c/ Elton Medeiros), Diz a ela (c/ Lisa Onno), É só uma canção (c/ Milton Nascimento), Ensaios de amor (c/ Marina Lima), Entre nós (c/ Filó Machado), Essa mulher (c/ Joyce), Estrelazinha (c/ Tunai), Forró na forma (c/ Arnaldo Pereira), Gênese (c/ Chiquinha Gonzaga), Golpe de amor (c/ Joyce), Guardados (c/ Joyce), Juliana (c/ Danilo Caymmi), Lado do avesso (c/ Joyce), Lenda lá (c/ Vinícius Cantuária), Lua do meio-dia (c/ Danilo Caymmi), Luz do chão (c/ Joyce), Mãe e filha (c/ Elton Medeiros), Mais natural (c/ Zéluis), Mais que perfeito (c/ Sonia Burnier), Mais uma vez mais uma voz (c/ Joyce), Mão fria coração quente (c/ Nando), Mel com caroço (c/ Lourenço Baeta), Meu menino (c/ Danilo Caymmi), Minha dor (c/ Danilo Caymmi), No ar (c/ Gilson Peranzzetta), No meu quarto (c/ Léo Jaime), Nossa dança (c/ Danilo Caymmi), O dia anterior (c/ Zeca Barreto), O nosso amor (c/ Danilo Caymmi), O que arde cura (c/ Natan Marques), Os dois (c/ Lisa Onno), Ouro Preto (c/ Tunai), Passageiro (c/ Nelson Angelo), Pé sem cabeça (c/ Danilo Caymmi), Pessoas diversas (c/ Danilo Caymmi), Pra sempre (c/ Flávio Venturini), Procê (c/ Joyce), Raiz (c/ Chico Lessa), Reflexo (c/ César Camargo Mariano), Revés (c/ Chiquinha Gonzaga), Sai dessa (c/ Natan Marques), Sal com doce (c/ Mu), Samba pro Marcinho (c/ Chico Lessa), São Francisco (c/ Danilo Caymmi), Sem parar (c/ Novelli), Sotaque (c/ Sivuca), Tudo certo (c/ Zé Renato), Vai ficar no ar (c/ Gilson Peranzzetta e João Cortez), Vem Gabriel (c/ Mu).

Discografia

(2002) Reunião - O Brasil dizendo Drummond • Selo Luz da Cidade • CD
(1984) Histórias do céu e da terra • Philips/PolyGram • LP

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

sábado, setembro 08, 2007

Juparanã


Juparanã - Joyce e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Joyce

CD Joyce Moreno - Hard Bossa / Título da música: Juparanã / Joyce Moreno (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Joyce Moreno (Intérprete) / Gravadora: Far Out Recordings (Inglaterra) / Ano: 1999 / Nº Álbum: FARO 034 / Faixa 7.

Juparanã, aldeia, brejal
Juparanã, paul, pantanal
Juparanã
Nação de igarapé
Chão de curimatã
Jazida do pajé
Da muiraquitã
Juparanã, Juparanã, Juparanã

Juparanã, o boto é de lá
Tem sucuri, pacu, tracajá
Tem tucumã
Imbira, mussambê
Ingá, pariatã
Sagüi, juruetê
Arara, mussuã
Juparanã, Juparanã, Juparanã

Tem jacumã, ubá
Bom de atravessar
Os igapós, eu vou pescar
Ê Juparanã

Tem peixe, boitatá
Iara mora lá
Nos aguapés, vem me ajudar
Ê Juparanã

terça-feira, maio 01, 2007

Clareana


Clareana (1980) - Joyce - Interpretação: Joyce Moreno - Participação: Aninha e Clarinha

LP Feminina / Título da música: Clareana / Joyce Moreno (Compositor) / Joyce Moreno (Intérprete) / Aninha (Part.) / Clarinha (Part.) / Gravadora: EMI-Odeon / Ano: 1980 / Nº Álbum: 064 422862 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Canção.


Tom: C  

Intro: C G Bb F G D F F/G

C              Em
Um coração de mel, de melão
   Am
De sim e de não
   F          F/G
É feito um bichinho
    C
No sol de manhã
  Em
Novelo de lã
     Am
No ventre da mãe
     F    Bb7/9    C G  Bb F
Bate o coração de Clara, Ana
   G    D    G  F
E quem mais chegar
C G   Bb F    G D  G F
Água, terra, fogo e ar

sábado, abril 07, 2007

Joyce


Joyce (Joyce Silveira Moreno) - 31/1/1948 Rio de Janeiro, RJ. Nascida Joyce Silveira Palhano de Jesus, foi criada na Zona Sul do Rio, começou a tocar violão aos 14 anos de idade, observando seu irmão, o guitarrista Newton, amigo de músicos da bossa nova como Roberto Menescal e Eumir Deodato. Mais tarde, estudou com Jodacil Damaceno (violão clássico e técnica) e Wilma Graça (teoria e solfejo).


Em 1963, participou pela primeira vez de uma gravação em estúdio, no disco Sambacana, de Pacífico Mascarenhas, convidada por Roberto Menescal. A partir daí, gravou vários jingles e começou a compor.

Em 1967, classificou sua canção Me disseram no II Festival Internacional da Canção (RJ). Em 1968 lançou seu primeiro LP, Joyce, com texto de apresentação assinado por Vinícius de Moraes. Em 1969, gravou seu segundo disco, o LP Encontro marcado.

Entre 1970 e 1971, fez parte, juntamente com Nélson Ângelo, Novelli, Toninho Horta e Naná Vasconcelos, do grupo vocal e instrumental A Tribo, chegando a gravar algumas faixas no disco Posições, lançado pela Odeon. Em 1973, gravou com Nélson Ângelo, o LP Nélson Ângelo e Joyce.

Entre os anos de 1971 e 1975, afastou-se das atividades musicais, dedicando-se exclusivamente às filhas Clara e Ana, nascidas em 1971 e 1972, respectivamente. Retomou a carreira em 1975, substituindo o violonista Toquinho, ao lado de Vinicius de Moraes em turnê pela América Latina.

Foi convidada, em seguida, para participar dos shows do poeta pela Europa, já com Toquinho de volta ao grupo. As apresentações geraram, na Itália, a gravação do LP Passarinho urbano, produzido por Sérgio Bardotti para a etiqueta Fonit-Cetra em 1976. Nesse disco, a cantora interpretou músicas de compositores brasileiros que naquele momento estavam tendo sua obra censurada pela ditadura militar, como Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Maurício Tapajós e o próprio Vinícius de Moraes. O disco teve lançamento discreto no mercado brasileiro no ano seguinte.

Em 1977, apresentou-se em temporada de seis meses em Nova York, gravando o Natureza, em parceria com Maurício Maestro, para o mercado exterior, mas que não chegou a ser comercializado.

A partir de 1978 começou a se destacar como compositora, entrando para o repertório de cantores como Milton Nascimento, Elis Regina, Maria Bethânia, Boca Livre, Nana Caymmi, Quarteto em Cy, Joanna, Fafá de Belém e Ney Matogrosso.

Em 1980, participou do Festival de Música Popular Brasileira da TV Globo, classificando Clareana. Nesse mesmo ano, gravou o disco Feminina, com destaque para a canção título, também gravada com sucesso pelo Quarteto em Cy, Mistérios (Joyce - Maurício Maestro), Essa mulher (Joyce - Ana Terra), Da cor brasileira (Ana Terra - Joyce) e Clareana, sucesso de vendagem e responsável pela primeira grande exposição da cantora na mídia.

Ainda na década de 1980, lançou os LPs Água e luz (1981), que trazia o hit Monsieur Binot (Joyce), Tardes cariocas (1984), Saudade do futuro (1985), que trazia Minha gata Rita Lee (Joyce), Wilson Batista: o samba foi sua glória (1986), Tom Jobim: anos 60 (1987), com Gilson Peranzzetta, Negro demais no coração (1988), com destaue para sua regravação de Samba da benção (Baden Powell - Vinícius de Moraes), e Joyce ao vivo" (1989), trazendo, entre outras, Mulheres do Brasil (Joyce). Lançou, em 1990, o LP Music inside" e, no ano seguinte, o LP Language of love.

Em 1993, realizou em Londres um show para um público de 2.000 pessoas, passando a fazer grande sucesso entre o público de drum'n'bass e acid-jazz europeu. Em 1994 a EMI-Odeon lançou o CD Revendo amigos, songbook de seus sucessos em duetos com outros cantores.

Ainda na década de 1990, gravou os discos Delírios de Orfeu (1994), Live at Mojo Club (1995), Sem você (1995), em parceria com Toninho Horta, e Ilha Brasil (1996). Em 1997, publicou o livro Fotografei você na minha rolleyflex, uma coletânea de crônicas e histórias da música popular brasileira. Lançou os discos Astronauta (1998), um tributo a Elis Regina, e Hard bossa (1999).

Divulgando a música brasileira em seguidas turnês internacionais, ministrou workshops, em 2000, no Rytmisk Konservatorium de Copenhagen (Dinamarca) e em Soweto (África do Sul). Ainda nesse ano, seu CD Astronauta foi indicado para o Grammy Latino, na categoria Melhor Disco de MPB. Também em 2000, gravou o disco Tudo bonito, que contou com a participação de João Donato.

Em 2001 teve seu nome alterado para Joyce Silveira Moreno em função do registro civil de seu casamento com o baterista Tutty Moreno. Nesse mesmo ano, lançou o CD Gafieira moderna. Em 2003 sairam Just A Little Bit Crazy e Bossa Duets. Em 2004 lançou Banda Maluca.

Tem centralizado a divulgação de seus trabalhos principalmente no mercado europeu, onde é considerada uma das artistas brasileiras de maior influência.


Fonte: Cantoras do Brasil - Joyce.