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quarta-feira, agosto 29, 2018

De que vale a vida sem amor - Orlando Silva

Leonel Azevedo
De Que Vale a Vida Sem Amor (valsa, 1954) - Leonel Azevedo, J. Cascata e Sá Róris - Interpretação: Orlando Silva

Gravação original: disco 78 rpm / Título da música: De Que Vale a Vida Sem Amor / Cascata, J, 1912-1961 (Compositor) / Azevedo, Leonel (Compositor) / Sá Róris (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1954 / Nº Álbum 5254 / Lado A / Gênero musical: Valsa.



No céu azul da minha louca fantasia
Ergui castelos de ilusões e de venturas
Cheios de esplendor

Em ânsias transportei minh'alma
Aos pés do eterno criador
Pedindo em doce prece
Para abençoar o meu sincero amor

Sonhando assim viver
Com isso longe do mundo
Sem ter no coração o espinho
De um pesar negro e profundo

Fugindo da realidade
Dessa vida cheia de amargor
Eu que sempre na vida
Fui um sonhador

Porém, o vendaval cruel
Do meu destino
Em breve destruiu
Meu sonho peregrino

E hoje sou a imagem triste
De um passado de recordação
De tudo nada mais existe
Só restam mágoas no meu coração

Ó Deus fazei cessar o meu tormento
Fazendo reviver meu sonho lindo, encantador
Pois eu tenho dentro d'alma
A luz do firmamento
E de que vale a vida sem amor....

terça-feira, junho 04, 2013

Carlos Augusto


Carlos Augusto (Carlos Antonio de Souza Moreira), cantor, nasceu em Fortaleza, CE, em 10/07/1933, e faleceu de acidente automobilístico em outubro de 1968. Começou a se apresentar como cantor na Rádio Iracema, de Fortaleza.

Em 1950, quando mudou para o Rio de Janeiro a fim de estudar, foi convidado a cantar como crooner da orquestra da boate Night and Day. Pouco depois, fez excursão ao nordeste, como parte de uma caravana de artistas que incluía, entre outros, a cantora Emilinha Borba. Em seguida, foi contratado pela Rádio Nacional.

Estreou em discos em 1952, contratado pela Sinter, e lançou o fox Meu sonho de amor (Paulo César), e o samba-canção Briguei com você (Hianto de Almeida e Haroldo de Almeida). No mesmo ano, gravou, com acompanhamento de Lírio Panicali e Sua Orquestra, o paso doble María Dolores (F. Garcia e J. Morcillo), em versão de Caribé da Rocha, e a valsa Festa de formatura (Joubert de Carvalho).

Em 1953, gravou as marchas Festa espanhola (Haroldo Lobo, Milton de Oliveira e Aírton Amorim), e Perfume de carnaval (Luís Antônio), e os sambas Você foi cruel (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira), e Sem tamborim (Peterpan e Rui Rodrigues). No mesmo ano, gravou o samba-canção Mesa de Bar (Paulo Marques e Dora Lopes), a valsa Arlequim (Humberto de Carvalho e Raul Sampaio), a canção Súplica (Gilbert Becaud e Charles Aznavour), em versão de Caribé da Rocha, e a toada Jangadeiro valente (César Siqueira e Caribé da Rocha).

Em 1954, lançou cinco discos pela Sinter, interpretando os sambas Etiqueta de Mangueira (Valdemar Ressurreição e Salvador Micelli), e Não sou vagabundo (Osmar Campos Filho e Chocolate); o bolero Icaraí (Sílvio Viana); a valsa É o Amore (Brooks e Warren), em versão de Haroldo Barbosa; o fox-trot Cavaleiro errante (Victor Young), e versão de Ghiaroni; o samba-canção Se acaso você chegasse (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins); o tango-bolero Quem será (Beltran Ruiz e Lourival Faissal); o samba-canção Falta-me alguém" (Pedro Caetano e Claudionor Cruz); o samba Carrasco (Monsueto Menezes, Raul Marques e Manoel Fernandes), e a marcha Para ti (Rutinaldo e Marcléo). No mesmo ano, lançou, pela gravadora Continental, o samba-canção Adeus mocidade (Ferreira Gomes e Nicolino Cópia). Ainda em 1954, a gravadora Sinter lançou o LP O Trovador Moderno, com interpretações suas lançadas em disco de 78 rpm.

Em 1955, gravou os sambas Silêncio noturno (Silva Neto, Murilo Caldas e Cilo Proença); Revoltado (Carolina Cardoso de Meneses e René Bittencourt), e Eu fracassei (Alberto Jesus, Antônio Dominguez e Sebastião Nunes), e a marcha A serenata morreu (Nássara e Roberto Martins).

Em 1956, gravou a valsa Linda Espanha (Altamiro Carrilho e Armando Nunes); o tango Desespero (Eduardo Patané e Floriano Faissal), a valsa Maria e o samba Juramento falso, ambos de Leonel Azevedo e J. Cascata. No mesmo ano, comandou, na Rádio Nacional de São Paulo, o programa "Canções do Mundo Inteiro", levado ao ar todas as segundas-feiras. Ainda no mesmo ano, gravou o LP Música de J. Cascata e Leonel Azevedo na Interpretação de Carlos Augusto, no qual cantou as valsas Maria e Lábios que beijei; os sambas Juramento Falso e Meu Romance e as canções Mágoas de caboclo, Desilusão, História Joanina e Quem foi. Ainda em 1956, foi contratado pela Polydor, e logo lançou quatro discos, com a valsa Domani (Ulpio Minucci e Tony Velona), em versão de Júlio Nagib; o beguine Distração (Renato de Oliveira e Fernando César); a valsa História de um amor (C. Almaran e Edson Borges); o samba Corcovado (Steve Bernard e Nazareno de Brito); as marchas Não pode bobear (Haroldo Lobo e José Roy), e A dança do Didu (Miguel Gustavo); o fox Como é bom recordar (T. Gilkyson, R. Dehr e F. Miller), e versão de Nazareno de Brito, e o paso doble Eterno vagabundo (Nazareno de Brito e Betinho). As gravações iniciais na Polydor foram reunidas, ainda em 1956, no LP Carlos Augusto.

Em 1957, lançou o beguine Refrains (G. Voumard e E. Gardaz), em versão de Júlio Nagib; o samba-canção Fracassos de amor (Tito Madi e Milton Silva); o cha cha cha Nesga de cetim (J. Plante e L. Ferrari), em versão de Haroldo Barbosa; o samba-canção Sementes do mal (Santos Garcia); o samba Chegou a hora (Luís Soberano e Anísio Bichara), e a marcha Broto fiu-fiu (Alberto Roy e Alfredo Godinho).

Em 1958, gravou os sambas-canção Vitrine (Adelino Moreira); Quisera (Waldir Machado e Bené Guimarães); Minha cruz (Raul Sampaio e Benil Santos); Garçom amigo (Alberto Jesus e Nelson Bastos); Espelho (Adelino Moreira e Raul Borges), e Pecado ambulante (Adelino Moreira); os boleros Abandono cruel (Luiz Soberano e Anísio Bichara), e Sonho sonhado (Valdir Finotti e N. Paiva); a marcha Que onda é essa (Jorge Santos e Carneiro Filho), e o samba Deodoro se queimou (Carvalhinho e Valdir Machado). No mesmo ano, a Polydor lançou o LP Vitrine, com as gravações já lançadas em discos de 78 rpm.

Em 1959, gravou o tango Ciúme (Fernando César e Renato de Oliveira); os sambas-canção Canção da eterna despedida (Tom Jobim e Vinícius de Moraes); Deus me perdoe (Edson Borges e Dolores Duran), e A Noite e a prece (Evaldo Gouveia e Almeida Regos); a toada Vagabundo (Victor Simon), e o bolero Tantas vezes (Fernando César). No mesmo ano, lançou o LP Falando ao Coração, com várias gravações já lançadas em 78 rpm, além das canções Sem você e A felicidade, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

Em 1960, foi contratado pela Odeon, e lançou, com acompanhamento de Osvaldo Borba e Sua Orquestra, os sambas-canção Negue (Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos), e Noite de saudade (Adelino Moreira). No mesmo ano, também com acompanhamento de Osvaldo Borba e Sua Orquestra, o bolero Chega (José Messias), e o samba-canção Regresso (Adelino Moreira). Ainda em 1960, teve lançado pela Odeon, o LP Negue, música título de Adelino Moreira e Enzo Almeida Passos, que também incluiu as canções românticas Noite de saudade e Regresso, ambas de Adelino Moreira; Quando existe adeus (Jair Amorim e Evaldo Gouveia); Chega (José Messias); Encontro com a mulher deixada (Ricardo Galeno); Quanta saudade (Almeida Rego e Newton Ramalho); Grito d'alma (Ronaldo Ribeiro, Gilberto Teixeira e Wilson Calixto); Farrapo (Paulo Borges); Pra meu castigo (Jairo Argileo e Wilson Calixto); Única solução (Carlos Marques, Bucy Moreira e Manoel Francisco), e Felicidade sonhei (Garcia Júnior, F. Machado e L. Perez).

Em 1961, gravou os boleros Juro e Deus sabe o que faz (Adelino Moreira); o samba-canção É mentira (Adelino Moreira e França), e o samba Seria tão diferente (Adelino Moreira e Toni Luna). No mesmo ano, lançou o LP Juro, música título de Adelino Moreira, e que incluiu boleros e sambas-canção como A dor que mais doi (Ricardo Galeno); Cigarra (Paulo Borges); Deixa falar (Ricardo Galeno e Antônio Moura); É mentira (Adelino Moreira e França); Quem dá ordens sou eu (Ricardo Galeno e Antônio Moura); Boneca de pano (Assis Valente); Seria tão diferente (Adelino Moreira e Toni Luna); Cigarro sem baton (Fernando César); O sol da verdade (Ricardo Galeno e Antônio Moura); Deus sabe o que faz, de Adelino Moreira, e Volta, de Ciro de Souza e Antônio Moura.

Em 1962, gravou os sambas-canção Esta noite ou nunca e Rosinha do Encantado (Adelino Moreira). No mesmo ano, gravou os sambas-canção Princípio do fim (Newton Teixeira e Mário Rossi), e A vida é assim toda vida (Paulo Aguiar, Umberto Silva e Filadelfo Nunes), em disco lançado apenas em março de 1963. Ainda em 1962, gravou pelo selo Orion, da Odeon, as marchas Marcha do Pelé (Paulo Borges e Madalena Correia), e Leva meu coração (Henrique de Almeida, J. Lima e Carlos Marques), essa última, inclusive, foi incluída na coletânea carnavalesca Carnaval de 1963, do selo Orion.

Em 1965, gravou a marcha Banho na minhoca (Nilo Barbosa e Célio Ferreira), para o LP Carnaval 65 - O Grande Carnaval do 4º Centenário do Rio de Janeiro, da gravadora Philips.

Para o carnaval de 1966, gravou a marcha Chora tamborim (José Messias), incluída na coletânea carnavalesca O Fino da Folia!, da gravadora Philips.

Lançou sua última gravação para o carnaval de 1967, a marcha Amei (Julio Nagib), que fez parte do LP Carnaval 67, do selo Fermata.

Em pouco menos de 15 anos de carreira, gravou 40 discos em 78 rpm e seis LPs, além da participação em diferentes coletâneas, pelas gravadoras Sinter, Polydor, Odeon e Philips.

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Fonte: http://www.famososquepartiram.com/2013/02/carlos-augusto.html

sexta-feira, dezembro 10, 2010

História joanina

História joanina (seresta, 1946 ) - Leonel Azevedo e J. Cascata - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: História joanina / J. Cascata (Compositor) / Leonel Azevedo (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Gravadora RCA Victor / Número do Álbum: 800413 / Matriz: S 078453 / Data de Gravação: 25/03/1946 / Data de Lançamento: 1946 / Lado A / Gênero musical: Seresta



Foi uma noite de São João
Junto à fogueira
Que eu conheci a cabocla
Mais bela deste sertão
Seus olhos negros me olhavam
De tal maneira
Que não mais teve sossego
O meu pobre coração

Ajoelhei-me e implorei
Em doce prece
Que São João me fizesse
Feliz, junto ao meu amor
Que essa cabocla
Nunca mais me abandonasse
E que junto a mim ficasse
Me querendo com fervor

Mas, no outro dia, ela fez um juramento
Que jamais outro no mundo, o seu coração teria
Mas foi ingrata, lançou-me no esquecimento
Prendeu-se a outro caboclo
Só pra ver meu sofrimento

E agora, quando São João já vem chegando
Minh'alma fica penando
Nesta fria soledade
E São João, que a minha prece
Não ouviste
Vê, como me encontras triste
Soluçando de saudade

terça-feira, março 11, 2008

História joanina

Orlando Silva
História Joanina (canção, 1936) - J. Cascata e Leonel Azevedo - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: História joanina / J. Cascata, 1912-1961 (Compositor) / Leonel Azevedo (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Gravadora: Victor / Gravação: 20/04/1936 / Lançamento: 06/1936 / Nº do Álbum: 34067 / Nº da Matriz: 80162-1 / Gênero musical: Canção


Foi uma noite de São João
Junto à fogueira
Que eu conheci a cabocla
Mais bela deste sertão
Seus olhos negros me olhavam
De tal maneira
Que não mais teve sossego
O meu pobre coração


Ajoelhei-me e implorei
Em doce prece
Que São João me fizesse
Feliz, junto ao meu amor
Que essa cabocla
Nunca mais me abandonasse
E que junto a mim ficasse
Me querendo com fervor

Mas, no outro dia, ela fez um juramento
Que jamais outro no mundo, o seu coração teria
Mas foi ingrata, lançou-me no esquecimento
Prendeu-se a outro caboclo
Só pra ver meu sofrimento

E agora, quando São João já vem chegando
Minh'alma fica penando
Nesta fria soledade
E São João, que a minha prece
Não ouviste
Vê, como me encontras triste
Soluçando de saudade



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

De que vale a vida sem amor

Leonel Azevedo
De Que Vale a Vida Sem Amor (valsa, 1954) - Leonel Azevedo, J. Cascata e Sá Róris - Interpretação: Orlando Silva

Gravação original: disco 78 rpm / Título da música: De Que Vale a Vida Sem Amor / Cascata, J, 1912-1961 (Compositor) / Azevedo, Leonel (Compositor) / Sá Róris (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1954 / Nº Álbum 5254 / Lado A / Gênero musical: Valsa.



No céu azul da minha louca fantasia
Ergui castelos de ilusões e de venturas
Cheios de esplendor

Em ânsias transportei minh'alma
Aos pés do eterno criador
Pedindo em doce prece
Para abençoar o meu sincero amor

Sonhando assim viver
Com isso longe do mundo
Sem ter no coração o espinho
De um pesar negro e profundo

Fugindo da realidade
Dessa vida cheia de amargor
Eu que sempre na vida
Fui um sonhador

Porém, o vendaval cruel
Do meu destino
Em breve destruiu
Meu sonho peregrino

E hoje sou a imagem triste
De um passado de recordação
De tudo nada mais existe
Só restam mágoas no meu coração

Ó Deus fazei cessar o meu tormento
Fazendo reviver meu sonho lindo, encantador
Pois eu tenho dentro d'alma
A luz do firmamento
E de que vale a vida sem amor....

quinta-feira, abril 06, 2006

Leonel Azevedo

Leonel Azevedo (Leonel de Azevedo), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 12/8/1905 e faleceu em 16/10/1980. Cursou o primário na Escola General Mitre, no morro do Pinto, e em seguida chegou a estudar piano com uma prima, durante um ano.


Com a inauguração das rádios Sociedade e Clube do Brasil, passou a frequentar os programas dessas emissoras, onde ficou conhecendo vários artistas. Em 1925, estudando violão, fez suas primeiras tentativas como compositor. Em 1927 começou a trabalhar na Companhia Telefônica.

Compôs, em 1930, sua primeira música, que nunca chegou a ser gravada, Chora, coração, com a qual se apresentou como cantor na Rádio Educadora. Em 1935 foi aprovado em um teste na Rádio Philips e, a convite de Dario Murce, foi escalado para cantar no programa de Renato Murce, Horas do Outro Mundo, onde conheceu seu parceiro mais constante, J. Cascata, que se destacara com o samba Minha palhoça, cantado por Luís Barbosa no Programa Casé e gravado por Sílvio Caldas na Victor.

Nessa época, Cascata e ele foram transferidos para outro programa do mesmo produtor - Horas Sertanejas - e convidados a apresentar composições suas; daí nasceram suas primeiras músicas gravadas, Mágoas de caboclo e História joanina, que Orlando Silva lançou em 1936, em disco Victor, seguidas de outros trabalhos de grande sucesso, como o samba Juramento falso e a valsa Lábios que beijei, também gravadas por Orlando Silva, um ano depois.

Ainda em 1937 aproximou-se de outros compositores, como Sá Róris, com quem fez o choro Apanhei um resfriado, gravado por Almirante, o samba Eu vou dizer, gravado por Odete Amaral, a valsa Maria fulô, gravada por Gastão Formenti, ou como Luís Bittencourt, com quem compôs Lua triste, gravada por Sílvio Caldas. A marcha Não pago o bonde (com J. Cascata), gravação de Odete Amaral, fez grande sucesso no Carnaval de 1938. Em 1939 Carlos Galhardo gravou Quem foi (com J.Cascata).

Compôs em 1940 o samba Símbolo sagrado e a valsa Quero voltar aos braços teus (ambos com J. Cascata). Tentou uma vez mais o Carnaval, realizando, em 1942, com Sá Róris, Passo de avestruz, sátira do passo de ganso das tropas alemãs, gravada na Odeon por Almirante. Três anos depois, compôs com J. Cascata Ela vai voltar, gravada por Orlando Silva na Odeon.

Sua produção declinou depois da guerra, destacando-se sobretudo as regravações. Reapareceu com composições, em parceria com J. Cascata, interpretadas por Orlando Silva: a valsa Pedras dispersas, em 1952; o samba Escravo do amor, no ano seguinte, e a valsa De que vale a vida sem amor, em 1954. Pouco depois, Carlos Augusto gravou na Sinter o LP Músicas de J. Cascata e Leonel Azevedo, enquanto Orlando Silva e Sílvio Caldas relançariam vários sucessos seus na década de 1960.

Com a morte de J. Cascata em 1961, procurou novos parceiros, como Nelson França, com quem compôs Vamos sambar, gravado por Dilermando Pinheiro. Aposentado na Companhia Telefônica em 1962, e tendo abandonado suas atividades musicais, teve reunida sua produção inédita numa série de cinco LPs - Histórias de amor -, edição particular financiada por amigos.

Algumas músicas



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.