sexta-feira, agosto 03, 2007

Sucessos de 1973

1859 1866 1880 1901 1902 1903 1904 1905 1906 1907 1908 1909 1910 1911 1912 1913 1914 1915 1916 1917 1918 1919 1920 1921 1922 1923 1924 1925 1926 1927 1928 1929 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985

1973

Morre no Rio de Janeiro o instrumentista/compositor/arranjador Pixinguinha - 17/2/1973

A cigana - Roberto Carlos e Erasmo Carlos

A desconhecida - Fernando Mendes e Banana (José Alves Filho)

Cavalo ferro - Fagner e Ricardo Bezerra

Cristo, quem é você? - Odair José e Silva Santos

Drama - Caetano Veloso

Esse cara - Caetano Veloso

Estácio, Holy Estácio - Luís Melodia

Eu bebo sim - Luís Antônio e João Violão

Eu, você e a praça - Odair José

Folhas secas - Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito

Gostava tanto de você - Edson Trindade

Israel - João Roberto Kelly e Rachel

Matita Perê - Tom Jobim e Paulo César Pinheiro

Metamorfose ambulante - Raul Seixas

Mosca na sopa - Raul Seixas

Não tenho culpa de ser triste - Nelson Ned

Naquela mesa - Sérgio Bittencourt

Ninguém tasca - Marinho da Muda e João Quadrado

Nunca mais, nunca mais - Evaldo Braga e César Saraiva da Silva

O homem de Nazaré - Cláudio Fontana

O vira - João Ricardo e Luli

Orgulho de um sambista - Gilson de Souza

Ouro de tolo - Raul Seixas

Porta aberta - Luiz Ayrão

Proposta - Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Quando eu me chamar saudade - Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito

Retalhos de cetim - Benito Di Paula

Réu confesso - Tim Maia

Rosa de Hiroshima - Gérson Conrad e Vinícius de Moraes

Sangue latino - João Ricardo e Paulo Mendonça

Só quero um xodó - Dominguinhos e Anastácia

Sorria, sorria - Evaldo Braga e Carmen Lúcia

Tristeza pé no chão - Mamão (Armando Fernandes)

Uma vida só (Pare de tomar a pílula) - Odair José e Ana Maria

Viagem - João de Aquino e Paulo César Pinheiro

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil

Clair, Raymond O'Sullivan

Daniel, Elton John e Bernie Taupin

Do You Love Me, Sharif Dean

For Once in My Life, R. Miller e O. Murden

Forever and Ever , S. Valvianos e R. Constantinos

The Guitar Man, David Gates

Il Etait une Fois la Revolution, Enio Morricone

Killing me Softly with His Song, Charles Fox e Norman Gimbel

Listen to the Music, Tom Johnston

MacArthur Park, Jim Webb

Me and Mrs. Jones, Leon Huff, Kenny Gambie e Cary Gilbert

Music and Me, J. Marcellino, M. Larson e D. Fenceton

My Love, Paul McCartney e Linda McCartney

Oh! Girl, Eugene Record

Skyline Pigeon, Elton John e Bernie Taupin

Soul Makossa, Manu Dibango

Tell me Once Again, B. Anderson

Why Can’t We Live Together, Tim Thomas

You Are the Sunshine of My Life, Stevie Wonder

You’re a Lady, Peter Skellern

Cronologia

27.01: Com um acordo de paz assinado em Paris, é oficialmente encerrada a Guerra do Vietnã, embora o cessar fogo definitivo só viesse a ocorrer dois anos depois.

17.02: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista/compositor/arranjador Pixinguinha (Alfredo da Rocha Viana Filho).

27.02: É realizada no Teatro Castro Alves, em Salvador, a estréia nacional do show “Poeta, Moça e Violão”, com Vinícius de Moraes, Clara Nunes e Toquinho.

11.03: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o teatrólogo/letrista Joraci Camargo.

18.06: Médici indica para sucedê-lo na presidência da República o general Ernesto Geisel.

09.07: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor/compositor Pedro Raimundo.

11.07: Morre em Paris, vítima de um desastre de aviação, o cantor Agostinho dos Santos.

13.07: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor Ciro Monteiro.

05.09: Estréia na TV Globo do Rio de Janeiro o programa “Fantástico”.

11.09: O presidente do Chile, Salvador Allende, é deposto por um golpe militar.

10: É deflagrada nova guerra entre Israel e países árabes. Após 18 dias de combate, a ONU consegue o cessar fogo e determina o envio de uma força internacional de paz à região.

14.11: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o poeta/caricaturista Luiz Peixoto.

12: A OPEP inicia o chamado Primeiro Choque do Petróleo, duplicando o preço do produto.

14.12: É promulgada a nova lei do direito do autor no Brasil.

quinta-feira, agosto 02, 2007

Expresso 2222

Identificado com o elepê do mesmo nome, básico na discografia de Gilberto Gil e em que se destaca o seu vigoroso punch ao violão, aprimorado durante o exílio londrino, “Expresso 2222” foi lançada inicialmente em um compacto duplo, encartado numa edição especial da revista Bondinho, em fevereiro de 72.

A imagem do expresso está muito ligada a reminiscências do autor, que na infância viajava nos trens da Companhia Leste Brasileiro pelo interior da Bahia. Em seu livro Todas as letras Gil conta que a canção nasceu quando, um dia em Londres, anotou num caderno uma frase fortemente rítmica que lhe veio à mente: “Começou a circular o Expresso 2222, que parte direto de Bonsucesso pra depois.”

O curioso é que este final “pra depois” sugeriu-lhe uma parada imediata, levando-o “a deixar aquilo ali como um vinho, num barril de carvalho, para envelhecer”, só voltando à composição um ano mais tarde. Então completou e musicou “Expresso 2222”, mantendo a linha originária da frase em razão da naturalidade das síncopes iniciais.

“É evidente — afirma Gil — que a idéia da viagem está ligada às drogas, os modificadores e expansores de consciência da época.” A gravação, inteiramente despojada, com violão, percussão e nada mais, é uma expressiva demonstração da vitalidade rítmica do compositor como intérprete, capaz de prescindir de grandes recursos técnicos e instrumentais para produzir um sucesso como este, de longa permanência desde que tenha o seu violão, descendente direto dos violões de Caymmi e de João Gilberto (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Expresso 2222 (1972) - Gilberto Gil - Intérprete: Gilberto Gil

LP Expresso 2222 / Título da música: Expresso 2222 / Gilberto Gil (Compositor) / Gilberto Gil (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1972 / Nº Álbum: 6349 034 / Lado B / Faixa 2 / Gênero musical: MPB.

Tom: C
C                 Bb              F   C              
Começou a circular o Expres----so 2222
                   Em7         Dm7   G7    C
Que parte direto de Bonsucesso pra depois
                  Bb              F     C        
Começou a circular o Expres----so 2222
Da Central do Brasil
                 Bb
Que parte direto de Bonsucesso
F                C
Pra depois do a----no 2000
                         G7
Dizem que tem muita gen-----te de ago----ra
             C
Se adiantan----do, partindo pra lá
        G7
Pra 2001 e 2 e tem---po afo---ra
   C                                    G/F
Até onde es---sa estra---da do tempo vai dar
            Em7    Am7
Do tempo vai dar
            Dm7 G7  Dm7      G7        C
Do tempo vai dar, menina, do tempo vai
                     G7
Segundo quem já andou no Expres---so
                C
Lá pelo ano 2000 fica a tal

                     G7
Estação final do per---curso-vida

                     C
Na terra-mãe concebi---da
                                 G/F
De vento, de fogo, de água e sal
               Em7  Am7
De água e sal
               Dm7  G7
De água e sal
     Dm7      G7     C
Ô, menina, de água e sal
                       G7         
Dizem que parece o bon---de do mor---ro
           C            
Do Corcova---do da---qui
                G7                
Só que não se pe---ga e en---tra e sen---ta e an---da
      C                                              G/F
O tri----lho é fei---to um bri---lho que não tem fim
                    Em7   Am7
Oi, que não tem fim
                Dm7  G7
Que não tem fim
     Dm7       G7      C    
Ô, menina, que não tem fim
                       G7                
Nunca se chega no Cris---to concre---to
                           C
De matéria ou qualquer coi---sa real
              G7        
Depois de 2001 e 2 e tem---po afo---ra
       C                                         G/F  
O Cris---to é como quem foi visto subindo ao céu
               Em7  Am7
Subindo ao céu
             Dm7 G7      C           
Num véu de nu-----vem brilhante subindo ao céu

Eu quero é botar meu bloco na rua

Sérgio Sampaio
Quem frequentou nos anos setenta e oitenta a noite do Baixo Leblon, na Zona Sul carioca, em especial bares como o Jobi, o Gatão, o Luna e o Diagonal, redutos de artistas e intelectuais boêmios, há de ter cruzado muitas vezes e prestado a atenção na figura exótica do cantor e compositor “maldito” Sérgio Sampaio. Isso porque, com seu porte magérrimo, seu cabelão comprido e seu comportamento bizarro, sempre bebendo, cantando ou gargalhando com espalhafato, ele jamais poderia passar despercebido ao mais distraído habitué do lugar.

Sérgio deixou várias composições, mas, somente um grande sucesso, “Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua”, finalista do VII FIC e que é uma espécie de marcha-rancho, confessional (“Há quem diga / que eu fugi da raia / que eu morri de medo / quando o pau quebrou”), que culmina num vibrante estribilho: “Eu quero é botar meu bloco na rua / brincar, botar pra ferver / eu quero é botar meu bloco na rua / gingar, pra dar e vender.”

Tais características a incluem entre as boas canções de protesto da época, embora o autor não tenha chegado a ser um especialista do gênero. Primo do também cantor e compositor Raul Sampaio, Sérgio morreu em 1994, aos 47 anos, tendo gravado quatro elepês (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua (1972) - Sérgio Sampaio - Interpretação: Sérgio Sampaio

LP O Carnaval Chegou! / Título da música: Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua / Sérgio Sampaio (Compositor) / Sérgio Sampaio (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1972 / Nº Álbum: 6349 058 / Lado B / Faixa 7 / Gênero musical: Marcha-rancho / Carnaval.

A7       Dm                  C
Há quem diga que eu dormi de touca
                Bb                    A7
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
               Gm                   Dm7
Que eu caí do galho e que não vi saída
                E7                    A7
Que eu morri de medo quando o pau quebrou

          Dm7                    C
Há quem diga que eu não sei de nada
                   Bb                 A7
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
                  Gm                      Dm7
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
               E7            A7
E que Durango Kid quase me pegou

Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero todo mundo nesse carnaval... 

  Dm7      C              
Eu quero é botar meu bloco na rua    BIS
Bb      A7
Gingar, pra dar e vender